Assédio moral atormenta trabalhadores brasileiros
.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Banco do Brasil frustra trabalhadores e
não negocia PCCS. Nova rodada dia 18
.
O Comando Nacional dos Bancários se reunirá no dia 18 com os representantes do Banco do Brasil para mais uma rodada das negociações específicas, em Brasília. Na mesa de negociação as cláusulas sociais e sindicais do acordo específico dos funcionários do BB.
.
O Comando Nacional dos Bancários se reunirá no dia 18 com os representantes do Banco do Brasil para mais uma rodada das negociações específicas, em Brasília. Na mesa de negociação as cláusulas sociais e sindicais do acordo específico dos funcionários do BB.
.
Caixa adia respostas às reivindicações
para dia 22 e frustra empregados
.
Dia 22 também tem nova rodada de negociação específica entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal. A empresa ainda não se posicionou em nenhum dos itens previamente agendados para a negociação, prometendo responder às reivindicações somente após o dia 22 de setembro, depois dos resultados da negociação com a Fenaban.
Dia 22 também tem nova rodada de negociação específica entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal. A empresa ainda não se posicionou em nenhum dos itens previamente agendados para a negociação, prometendo responder às reivindicações somente após o dia 22 de setembro, depois dos resultados da negociação com a Fenaban.
Paralisação dos bancários por
proposta decente repercute na mídia
.
O recado dos bancários em todo país gerou grande repercussão na mídia nacional e reforçou à Fenaban de que é preciso levar a sério as negociações ou terá a greve como resposta dos trabalhadores. Levantamento da Contraf-CUT comprova a força e garra do movimento e a disposição de luta da categoria para enfrentar os abusos dos bancos em todo o país.
Os bancários foram às ruas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Teresina, João Pessoa, Cuiabá, Porto Velho e Belém, entre outras cidades.
.
Caixa adia respostas às reivindicações
para dia 22 e frustra empregados
.
A rodada de negociação específica entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal, em Brasília, frustrou os empregados. A empresa não se posicionou em nenhum dos itens previamente agendados para a negociação, prometendo responder às reivindicações somente após o dia 22 de setembro, depois dos resultados da negociação com a Fenaban.
A Caixa esclareceu algumas dúvidas e silenciou diante da maioria das reivindicações do Comando e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa, órgão que assessora o Comando nas negociação com a empresa). Mas o combate foi feito: os representantes dos empregados levaram para a mesa questões urgentes como a isonomia entre novos e antigos trabalhadores, a recomposição do poder de compra dos benefícios dos aposentados e questões referentes à Funcef, principalmente o fim do voto de minerva nas instâncias da Fundação, a mudança do método de custeio do Reg/Replan não saldado e a democratização da gestão.
"A postura da Caixa vai requerer maior mobilização dos empregados para que possamos sair vitoriosos dessa campanha salarial. Precisamos aumentar nossa organização e ir para as ruas até que a resposta do banco seja satisfatória", afirma Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa.
Isonomia
A isonomia de direitos entre novos e antigos trabalhadores foi cobrada da Caixa. Nesse particular, a CEE/Caixa reivindicou que sejam estendidas a todos os bancários a licença-prêmio, o Adicional por Tempo de Serviço (ATS), além da normatização das Apips. Democratização da gestãoTambém foi cobrada da empresa a eleição de representação de empregados na gestão sendo no Conselho de Administração e no Conselho Diretor.
A proposta parte do princípio de que os trabalhadores devem não só gerir o patrimônio da Caixa, mas também acompanhar e fiscalizar os atos da administração da empresa. Assim, a CEE/Caixa cobrou, mais uma vez, a instituição do Vice-Presidente Representante (Virep) com mandato fixo e eleito pelo voto direto dos empregados, com direito a voz e voto nas reuniões do Conselho Diretor da Caixa, garantida a participação de representantes dos empregados na comissão eleitoral. Cobrou também que exista uma representação dos empregados na Conselho de Administração da empresa, nos mesmos moldes do Virep.
Funcef
Uma das principais reivindicações em relação à Funcef é o fim do voto de Minerva. Os representantes dos empregados lembraram à Caixa que, uma vez que a composição do Fundo é paritária, com recursos da empresa e dos trabalhadores, é preciso que essa paridade também esteja representada nas instâncias decisórias. A mudança é necessária para dar mais equilíbrio na gestão. Outra questão que foi colocada na mesa é a mudança no método de custeio do REG/Replan não saldado.
A proposta foi apresentada pelos conselheiros eleitos na Funcef e recusada pelos representantes da Caixa. O método de custeio em vigor é o Crédito Unitário Projetado (PUC), cuja característica é o custo crescente, que só se ameniza com novas entradas de associados. O Reg/Replan não saldado é um plano fechado, ou seja, não agrega novos participantes.
Respaldados por consultoria em avaliação atuarial e por estudo da diretoria de Benefícios da Funcef, os representantes dos associados defendem a adoção do método Agregado, pelo qual as contribuições seriam estabilizadas em patamares redimensionados.
A partir disso, outras medidas em favor da sustentabilidade do plano poderiam ser também adotadas. A CEE/Caixa cobrou da empresa uma mudança de posição em relação ao assunto, porque a manutenção do método de custeio prejudica os 7 mil empregados que estão no REG/Replan não saldado e a própria empresa, já que o ônus do aumento das contribuições é da duas partes.
Em relação à incorporação do REB pelo novo plano, a empresa informou que a matéria está sendo avaliada pelo setor jurídico da Caixa e depois passará para outros órgãos controladores (Ministério do Planejamento, Secretaria de Previdência Complementar, Dest).
A comissão dos empregados cobrou urgência no andamento desse processo uma vez que a demora está causando prejuízos para os trabalhadores, pois quem tem Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado (CTVA), por exemplo, tem sua participação reduzida. Também foi cobrada que seja aberta a possibilidade de se fazer contribuição retroativa ao início do Novo Plano.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
A crise provocada pela irresponsabilidade
dos neoliberais completa um ano
.
Nesta terça-feira 15 completa o primeiro aniversário da quebra do Lehman Brothers, então o quarto maior banco dos Estados Unidos, no auge da crise financeira iniciada em Wall Street, que espalhou o pânico por todos os continentes e deixou um rastro de destruição como não se via desde a quebradeira de 1929, com forte recessão mundial e dezenas de milhões de desempregados. Era o resultado da insensatez neoliberal, que só não foi mais trágico graças ironicamente à pronta intervenção dos governos de todas as latitudes, tamanhos e credos - dos EUA à Indonésia, da Grã-Bretanha ao Zimbábue, da China à Argentina, do Brasil à Índia.
Fenaban enrola de novo e não
apresenta proposta aos bancários
.
Após seis horas de discussões durante a quarta rodada de negociações, ocorrida nesta quarta-feira, dia 9, em São Paulo, a Fenaban mais uma vez não apresentou proposta para o Comando Nacional dos Bancários sobre as reivindicações de saúde e condições de trabalho, segurança bancária e igualdade de oportunidades, dentre outras.
Os bancos repetiram a postura adotada nas duas rodadas anteriores em relação às demandas sobre emprego e remuneração. Eles marcaram nova reunião para a próxima quinta-feira, dia 17, e disseram que nessa data pretendem fazer uma proposta global para a categoria.
"Em todas as rodadas de negociação insistimos que, além das questões econômicas, os bancários exigem garantias de proteção ao emprego, melhorias das condições de trabalho, adoção de medidas para combater o assédio moral e as metas abusivas, mais segurança e iniciativas que promovam a igualdade de oportunidades", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
"Diante da postura dos bancos até aqui, temos que ampliar a mobilização e a pressão para que apresentem na próxima negociação uma proposta que contemple as expectativas da categoria".
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Manifestação no BB agita a campanha
salarial dos bancários em Goiás
.
Nesta terça-feira, 15 de setembro, os Bancários goianos realizam uma grande MANIFESTAÇÃO em frente à agência central do Banco do Brasil em Goiânia (Av. Goiás, centro). O Ato marca mais uma etapa da CAMPANHA SALARIAL dos Bancários.
A manifestação começa a partir das 9h, com a participação do Núcleo de Oposição Bancária, para agitar a Campanha Salarial, e forçar as direções dos Bancos para que apresentem uma resposta as reivindicações da categoria.
O Núcleo de Oposição Bancária está firme na CAMPANHA SALARIAL de 2009. O primeiro ato público foi realizado na porta da Caixa Econômica - Ag.Centro Goiânia - marcou o início luta da categoria, realizado no dia 03 de setembro.Segundo a direção da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) os bancários já foram às ruas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Teresina, João Pessoa, Cuiabá, Porto Velho e Belém, entre outras cidades, exigindo a contratação de novos funcionários para os bancos, ampliação dos horários de atendimento aos clientes e garantia de emprego, além de aumento salarial.
Após quatro rodadas de negociações, entre trabalhadores e os banqueiros, os patrões continuam enrolando e não apresentaram qualquer proposta para atender às reivindicações apresentadas pelas entidades sindicais. Até agora, nenhum dos temas mereceu atenção dos bancos: remuneração, proteção ao emprego, saúde, condições de trabalho, segurança, combate ao assédio moral e às metas abusivas.
BANCO DO NORDESTE DO BRASIL 

Mesa específica discute cláusulas
sociais e sindicais e reivindica
suspensão de prestação de empréstimos
.
A Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB/Contraf-CUT) e a Superintendência de Desenvolvimento Humano do Banco estiveram reunidos na última quinta-feira, 10/9, para discutir as cláusulas sociais e sindicais da pauta específica do funcionalismo.
Além disso, foram debatidas questões da reunião anterior, realizada no último dia 20/8, entre elas o ponto eletrônico, revisão do PCR e implantação do Plano de Funções e do Plano CV de Previdência.
Um dos avanços do encontro foi o compromisso da Super-DH de enviar ao departamento jurídico do Banco uma solicitação para que seja elaborada uma minuta de acordo para revisão do PCR. “É preciso dar celeridade a esse processo e já não é sem tempo de o Banco nos apresentar uma proposta concreta para discutirmos em assembleia com o funcionalismo. Não há mais justificativa para o Banco protelar isso”, cobrou Tomaz de Aquino, coordenador da Comissão Nacional.
A CNFBNB/Contraf-CUT também conquistou o compromisso do Banco para suspender as parcelas do empréstimo de férias e CDC. Quanto ao empréstimo da Capef, a superintendente de DH, Eliane Brasil, se comprometeu a consultar os dirigentes da Caixa de Previdência e dar uma resposta em breve.
A CNFBNB pediu a suspensão das prestações até dezembro de 2009. Para Tomaz de Aquino, o pedido de suspensão atende a reivindicações de grande parcela de funcionários.
Com relação às cláusulas da pauta específica 2009/2010, foram acordadas entre a Comissão e o Banco: adicional de insalubridade; indenização por morte ou invalidez permanente em decorrência de assalto; horário para amamentação; fiscalização de restaurante; quadro de avisos, malote, conexão na intranet; complementação de auxílio-doença previdenciário e auxílio-doença acidentário; ausências legais; seguro de vida em grupo; desconto assistencial; licença-paternidade de cinco dias, inclusive para pais adotivos; gratificação de função e delegados sindicais.
Quanto à cláusula referente à comissão paritária da CIN-PESSOAL, a Comissão Nacional solicitou que todos os trabalhos já concluídos pela comissão sejam apresentados às entidades representativas dos funcionários.
A CNFBNB/Contraf-CUT comunicou que os seus representantes na comissão serão dirigentes sindicais liberados. O objetivo é dar maior celeridade aos trabalhos. Quanto às cláusulas referentes ao pagamento de diferenças de caixas; ausências de greve; exame médico; Conselho de Usuários da Camed; liberação de dirigentes da AFBNB e contribuições de associados; retorno de dirigentes sindicais; abono de participação sindical; assinatura do acordo coletivo; data do início das férias; aporte de recursos para a Capef; função de risco; programa de assistência social; liberação de dirigentes sindicais; ponto eletrônico e estabilidade para membro do Conselho de Ética foram destacadas por ambas as partes para discussão posterior. PONTO ELETRÔNICO – O Banco alegou que, com a portaria 1.510/09, do Ministério do Trabalho, que regulamenta o registro de ponto eletrônico, terá que ser feita uma reavaliação de todos os procedimentos relativos à implantação do sistema. Uma nova reunião para discutir o tema será marcada em breve.
PLANO DE FUNÇÃO E PLANO CV DA CAPEF – A Comissão Nacional cobrou, novamente, a realização de videoconferência para explanação do plano de funções.
A Super-DH comprometeu-se a realizar tão logo concluísse o processo da nova tipologia das agências. Quanto ao Plano CV da Capef, aguarda a publicação de nota técnica da Secretaria do Tesouro Nacional para finalizar entendimentos com a Secretaria de Previdência Complementar (SPC), sobre o acordo de retroatividade.
CONCURSOS – A CNFBNB cobrou que o concurso seja realizado com estipulação do número de vagas e não cadastro de reserva. Para os membros da Comissão, o concurso deveria servir para reestruturar as agências e combater a terceirização.
O Banco alegou que isso só poderia ser feito com autorização do DEST. REINTEGRAÇÃO DOS DEMITIDOS NA GESTÃO BYRON – A Comissão reivindicou que fosse marcada uma reunião para discutir o tema e o Banco ficou de dar uma resposta em breve, após consultar a Presidência
Banco do Brasil frustra trabalhadores e
não negocia PCCS. Nova rodada dia 18
.
O Comando Nacional dos Bancários esteve reunido com os representantes do Banco do Brasil para mais uma rodada das negociações específicas, em Brasília. Estavam na mesa de negociação as cláusulas sociais e sindicais do acordo específico dos funcionários do BB.
A cláusula de maior destaque em debate acabou sendo fonte de frustração para os trabalhadores: o Banco do Brasil alegou não ter autorização do Dest (Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais) para discutir a criação de um novo Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). O banco informou ainda que admite discutir outros pontos, como a carreira de mérito.
"O banco se engana se acredita que esse assunto será deixado de lado tão facilmente. Outras instituições já fizeram esse debate e conseguiram modificar seus planos de carreira. Os funcionários do BB não admitirão que essa resposta do banco seja final e irão para as ruas pressionar o banco e o governo para modificar essa posição", afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários do banco (CEBB).
Comunicação
Os trabalhadores começaram a negociação protestando junto ao banco com relação às informações desencontradas apresentadas pelo banco a respeito da mudança da lateralidade nas agências com até sete funcionários, anunciada pela empresa na última negociação, ocorrida no dia 1 de setembro. Na ocasião, o banco informou aos representantes dos trabalhadores que qualquer bancário poderia ser nomeado substituo dos funcionários ausentes, inclusive os lotados na mesma agência. Mais tarde, a empresa divulgou comunicado interno retificando a informação e dizendo que os bancários da mesma agência não poderiam ser substitutos.
Diante do protesto dos bancários, a empresa alegou falha na comunicação entre as partes, dizendo que a proposta do banco realmente impede que funcionários da mesma agência sejam nomeados. Para o movimento sindical, tanto o erro da empresa quanto a proposta não se justificam.
"Em nosso entender, qualquer trabalhador tem capacidade e deveria receber pela substituição, mesmo os lotados no mesmo local de trabalho", afirma Marcel Barros.
Equidade
Na continuidade da negociação, o banco concordou em renovar com o mesmo texto algumas cláusulas do aditivo atual, como: adiantamento do 13º salário; ausências remuneradas e permitidas; indenização por morte; movimentação de pessoal; anualização da licença-prêmio; escala de férias, entre outras.
O banco afirmou também ter permissão para apresentar propostas que contemplem a questão da equidade de gênero.
Além disso, reforçou que pretende apresentar proposta para a criação de comitês de ética para combater o assedio moral na empresa.Outro ponto apresentado pelos trabalhadores foi a situação da licença-adoção para casais homoafetivos. O banco informou que tem disposição em avançar nessa cláusula. Também com relação a trabalhadores que foram vítimas de assalto ou sequestro, o banco concorda em garantir adiantamentos para as pessoas que tenham que ficar fora de sua residência ou cidade por conta dos efeitos da ocorrência.
Uma nova rodada de negociação ficou marcada para o próximo dia 18, sexta-feira que vem. "Esperamos que o banco apresente uma proposta global sobre os temas debatidos até o momento", conclui Marcel.
Fonte: Contraf-CUT
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Banco do Brasil diz que fará mais
cortes de juros Folha de S. Paulo
.
Apesar da interrupção nos cortes da taxa básica de juros, o Banco do Brasil pretende manter sua política de redução nos juros como instrumento para avançar sobre a concorrência e ganhar mercado.
"Taxa de juros sempre vai ser o grande diferencial da concorrência", disse o presidente do banco, Aldemir Bendine.
Segundo ele, o comportamento da inadimplência será determinante para os novos cortes. Perto de completar cinco meses no cargo para o qual foi indicado pelo presidente Lula para induzir a concorrência para redução dos lucros dos bancos, Bendine disse que o banco errou ao precificar um medo exagerado de calote no auge da crise.
"O cenário para inadimplência é benigno." O Banco do Brasil também se prepara para lançar, até o final de setembro, uma grande reestruturação da área de seguros, que hoje está espalhada em cinco seguradoras diferentes. A ideia do banco é diminuir a quantidade dessas empresas e comprar participações de parceiros.
"Nossa captura de valor ainda é baixa se comparada com nossos concorrentes", afirma Bendine. "Tem dois grandes mercados que são os grandes booms que vão acontecer. Um é o de financiamento imobiliário, e o outro é o de seguridade. São setores que não eram maduros no país. A indústria total de seguros é de 3% do PIB. Qualquer país com economia mais madura passa de 10% a 15%.
Há uma possibilidade de crescimento grande. Todo mundo está se equipando para essa área." De acordo com o executivo, o BB tinha um modelo de participações com parceiros, que foi bem-sucedido 15 anos atrás.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Bancários e Santander iniciam negociações
específicas para aditivo no dia 18
.
Em resposta ao pedido das entidades sindicais, durante o ato na entrega, no dia 1º de setembro, da minuta específica de reivindicações dos trabalhadores para a renovação do acordo aditivo à convenção coletiva, a direção do Grupo Santander Brasil agendou a primeira rodada de negociações para o próximo dia 18 de setembro.
"Queremos começar logo a discussão das nossas propostas com o banco espanhol, buscando a manutenção dos direitos e a inclusão de novas conquistas", destaca o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.
Também estará em negociação o Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2009. A reivindicação é o pagamento de R$ 3 mil de PPR para cada trabalhador.
Principais reivindicações específicas
- garantia de emprego
- centro de realocação profissional
- permanência da licença remunerada pré-aposentadoria (pijama)
- ampliação dos incentivos para aposentadoria
- melhoria das condições de trabalho
- manutenção do patrocínio ao Banesprev, HolandaPrevi e Bandeprev
- eleições para representantes dos participantes no HolandaPrevi e Sanprev
- manutenção do patrocínio da Cabesp
- aumento das bolsas de auxílio educação
- elevação do auxílio academia
- auxílio ao estudo de idiomas
- bolsa de férias
- auxílio para certificação da AnbidPijama para quem perdeu o prazo
O banco também confirmou que a adesão à licença remunerada pré-aposentadoria, o "pijama", para quem perdeu o prazo, foi prorrogada para o dia 31 de outubro. "Essa medida atende reivindicação das entidades sindicais, uma vez que vários bancários perderam o prazo porque não conheciam ou mesmo não acreditavam no incentivo", ressalta o dirigente sindical.
Dois salários para quem completa 25 anos
O banco ainda confirmou o pagamento do prêmio de dois salários para quem completa 25 anos de empresa em 2009. A medida vale para todos os funcionários do grupo. Anteriormente só favorecia os trabalhadores do Real.
"A extensão é um avanço. No entanto, reafirmamos que esse incentivo também deve ser pago a quem já completou 25 anos de empresa antes de 2009", salienta o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Mário Raia.
Segunda parcela do 13º salário
Em relação ao 13º salário, o banco pretende fazer o pagamento da segunda parcela deste ano em novembro para bancários do Real e em dezembro para o Santander. A Contraf-CUT e as demais entidades sindicais reforçam a reivindicação de unificar o pagamento em novembro para todos os trabalhadores.
"Esperamos que o banco faça o crédito da segunda parcela em novembro para todos, pois ainda há bastante tempo para acertar o sistema e não discriminar quem trabalha lado a lado pelo crescimento do banco", conclui o diretor do Sindicato e coordenador da COE do Real, Marcelo Gonçalves.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
Nassif: Mídia estrangeira dá mais
destaque ao pré-sal que a brasileira
.
Enquanto a imprensa brasileira faz uma cobertura superficial e tendenciosa sobre o plano do governo para o pré-sal, a mídia estrangeira tem publicado matérias consistentes e detalhadas.
A imprensa internacional tem destacado a importância do pré-sal para o Brasil e para a indústria petrolífera mundial e até tem comemorado a conquista.
Já os meios de comunicação do nosso país adotaram um tom de fofoca, com críticas rasas e sem fundamento."É insuperável a incapacidade de alguns jornais de abordar de forma consistente temas relevantes.
A cobertura segue invariavelmente o padrão da exploração de conflitos, a idéia do jogo de futebol, em que se tem um vencedor e um perdedor, um acusador e uma vítima.
É um jornalismo da Candinha, que, em cada entrevista, escolhe a frase que pode gerar fofoca", escreve o jornalista Luís Nassif em seu blog.
Para ele, o pré-sal é um tema que conquistou interesse mundial e praticamente toda imprensa internacional está acompanhando esse evento, analisando as medidas, suas conseqüências para o país e para a indústria do petróleo.
Agência do BB é assaltada
e gerente é feito refém
A família do gerente também ficou sob poder dos assaltantes das 22h às 7h de hoje.
A família do gerente também ficou sob poder dos assaltantes das 22h às 7h de hoje.
.
CHAPADINHA - Quatro homens assaltaram, no início desta quarta-feira (9), a agência do Banco do Brasil do município de São Bernardo (370 km de São Luís). Antes de irem à agência do banco, os assaltantes invadiram a residência do gerente do banco, fazendo a família de refém desde às 22h dessa terça-feira (8). Segundo informações extra-oficiais, os assaltantes teria levado de R$50 a R$100 mil reais da agência.
De acordo com a Polícia Militar da região, o gerente, a mulher, o filho e a empregada ficaram em poder dos assaltantes sob a mira de armas de fogo ao longo de toda a madrugada. Na manhã desta quarta-feira (9), por volta de 6h30, dois assaltantes seguiram para agência do Banco do Brasil, acompanhados do gerente, enquanto a familia ficou com os outros dois assatantes em um lugar ermo.
Ainda de acordo com informações da PM, o tesoureiro do banco foi comunicado sobre o sequestro e teve que ir à agência para entregar o dinheiro. Dois vigilantes se encontravam na agência no momento em que o gerente, o tesoureiro e o assaltante chegaram ao banco. Os vigilantes, porém, não desconfiaram de nada.
Dez minutos após efetuarem o assalto, os bandidos libertaram os reféns sem disparar um tiro. De acordo com o Major Edvaldo Mesquita, da PM, homens da Força Tática estão no municipio tentando localizar os bandidos, mas até agora ninguém foi preso. A 4ª Companhia de Polícia Militar de Chapadinha está mobilizada em todos os municípios da Região do Baixo Paranaíba.
As informações são de Luís Carlos Júnior, da TV Mirante Chapadinha.
De acordo com a Polícia Militar da região, o gerente, a mulher, o filho e a empregada ficaram em poder dos assaltantes sob a mira de armas de fogo ao longo de toda a madrugada. Na manhã desta quarta-feira (9), por volta de 6h30, dois assaltantes seguiram para agência do Banco do Brasil, acompanhados do gerente, enquanto a familia ficou com os outros dois assatantes em um lugar ermo.
Ainda de acordo com informações da PM, o tesoureiro do banco foi comunicado sobre o sequestro e teve que ir à agência para entregar o dinheiro. Dois vigilantes se encontravam na agência no momento em que o gerente, o tesoureiro e o assaltante chegaram ao banco. Os vigilantes, porém, não desconfiaram de nada.
Dez minutos após efetuarem o assalto, os bandidos libertaram os reféns sem disparar um tiro. De acordo com o Major Edvaldo Mesquita, da PM, homens da Força Tática estão no municipio tentando localizar os bandidos, mas até agora ninguém foi preso. A 4ª Companhia de Polícia Militar de Chapadinha está mobilizada em todos os municípios da Região do Baixo Paranaíba.
As informações são de Luís Carlos Júnior, da TV Mirante Chapadinha.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Prefeitura de São Luís firma parceria com
BB para reduzir juros de empréstimos
A partir de agora, o servidor público municipal vai poder refinanciar antigos empréstimos e efetivar novos contratos de financiamentos bancários pagando uma taxa de juros de apenas 1,7% ao mês.
A partir de agora, o servidor público municipal vai poder refinanciar antigos empréstimos e efetivar novos contratos de financiamentos bancários pagando uma taxa de juros de apenas 1,7% ao mês..
A iniciativa é resultado de um protocolo de intenções assinado nesta quarta-feira (09) entre o prefeito de São Luís, João Castelo, e o Banco do Brasil (BB), representado no ato pelo superintendente estadual da instituição, Carlos Alberto Ramos Silva.
O acordo de cooperação mútua firmado entre a administração municipal e o BB estabelece uma redução de 2,70% para 1,70% na taxa mensal de juros e um alongamento do prazo para pagamento do débito, que poderá ser estendido a até 72 meses.
A iniciativa vai beneficiar tanto servidores em dívida com o banco, como também os funcionários municipais que contraíram empréstimos consignados com outros agentes financeiros, permitindo a estes fazerem a migração contratual da sua dívida para o BB a uma taxa de juros menor que as praticadas atualmente no mercado local.
Segundo Castelo, esta é mais uma ação de valorização do servidor público municipal, realizada com o objetivo de criar condições mais vantajosas para o funcionário efetivar empréstimos financeiros com taxas menores ou quitar sua dívida com valores mais condizentes à sua realidade.

O prefeito afirmou, também, que a iniciativa representa um grande avanço nas relações entre a administração municipal, o servidor público e o Banco do Brasil, uma das mais respeitadas instituições financeiras do país.
“O nosso objetivo é beneficiar, principalmente, a população de menor renda, para que esta usufrua dos créditos com melhores condições e obtenha um ganho financeiro maior”, frisou Castelo.
Manutenção de créditos
Segundo o superintendente estadual do Banco do Brasil, Carlos Alberto Ramos, a iniciativa coincide com o momento do BB, que está estabelecendo a redução das taxas e a manutenção dos créditos em suas agências.
“Desde o início, João Castelo demonstrou interesse em firmar essa parceria com a nossa instituição para proporcionar ao servidor municipal condições melhores para a aquisição de créditos financeiros e facilitações no pagamento dos mesmos”, disse o superintendente.
A título de exemplo, o superintendente explicou que, se um servidor tiver uma dívida de R$ 5 mil, ao migrar para o Banco do Brasil e converter esse débito para as condições estabelecidas pelo acordo, ele poderá ter uma redução de mais de R$ 2 mil, pois as taxas de juros em outras instituições financeiras ultrapassam o patamar de 3% a.m.
O superintendente salientou ainda que, além do benefício da redução das taxas e do alongamento dos prazos para até 72 meses, a ação representa também uma forma de educação financeira aliada a uma economia nos rendimentos do servidor.
.Contraf-CUT responde artigo da
Fenaban publicado no jornal O Globo
.O presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, respondeu nesta terça-feira, dia 8, ao artigo do negociador da Fenaban, Magnus Apostólico, publicado no jornal O Globo.
A resposta foi dada sob forma de artigo intitulado "A irresponsabilidade social dos bancos".
"Em vez de escrever artigos para jornais com afirmações distorcidas, que agridem o movimento sindical e não ajudam o processo negocial, o negociador da Fenaban deveria agilizar a formulação de propostas para construir o acordo nacional com os trabalhadores", destaca o dirigente sindical.
.
Leia a íntegra do artigo de Carlos Cordeiro:
A irresponsabilidade social dos bancos
.
A Fenaban desperdiçou uma boa oportunidade para reconhecer os erros do sistema financeiro e apresentar propostas para mudar a relação dos bancos com a sociedade, valorizar os bancários, melhorar o atendimento aos clientes e à população e colocar em prática o discurso de responsabilidade social.
É o que podemos deduzir nitidamente do artigo "Dentro dos bancos", do superintendente de relações do trabalho e negociador da Fenaban, Magnus Apostólico, publicado por O Globo no dia 1º de setembro, véspera da terceira rodada de negociações com o Comando Nacional dos Bancários, em resposta ao artigo "Por trás das filas", assinado por mim e veiculado pelo mesmo jornal no último dia 10 de agosto.
A réplica dos banqueiros não explica os resultados negativos da pesquisa de emprego nos bancos, elaborada trimestralmente pela Contraf-CUT e Dieese. Enquanto as 21 maiores instituições financeiras do país lucraram R$ 14,3 bilhões no primeiro semestre deste ano, os bancos desligaram 15.459 bancários e contrataram apenas 13.235, o que significa o fechamento 2.244 postos de trabalho no mesmo período, o que é injustificável para o setor mais lucrativo da economia e que não foi afetado pela crise mundial.
O levantamento mostra que os bancos, sobretudo os privados, descartam trabalhadores com salários maiores e admitem novos com remuneração inferior. É a velha política da rotatividade para baixar custos e turbinar lucros. Muitos demitidos possuem formação acadêmica às custas dos próprios bancários, pois há bancos, inclusive na mesa de negociações, que ainda se negam a conceder bolsas de estudo.
Essa realidade contrasta frontalmente com a afirmação do porta-voz da Fenaban, para quem "nenhum setor econômico oferece carreira tão atrativa e ágil como o fazem os bancos". Se fosse assim, os bancos teriam Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), com critérios justos e transparentes.Aliás, também não procede outra afirmação do representante dos banqueiros de que "os bancos, públicos e privados, ampliam os créditos e financiam a recuperação econômica".
Na verdade, quem garantiu crédito para o enfrentamento da crise foram as instituições públicas, que reduziram juros e spread, sob protestos do presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal. Os bancos privados obtiveram uma série de regalias do Banco Central, como a liberação dos depósitos compulsórios, mas retiveram os recursos para investir em títulos públicos, em vez de oferecerem crédito para alavancar a economia.
Por essas e outras, uma das reivindicações centrais dos bancários é a preservação do emprego, a ampliação das contratações, o fim das terceirizações e a aplicação das regras da Convenção 158 da OIT, que proíbe demissões imotivadas. Isso significa que a proposta dos bancos às reivindicações da categoria não pode ser meramente econômica, mas deve incluir emprego, saúde, segurança, igualdade de oportunidades e melhores condições de trabalho.
O negociador da Fenaban se vangloria que os bancários são a única categoria no Brasil que possui uma convenção coletiva válida para os trabalhadores de todos os bancos. Faltou dizer que essa é uma das grandes conquistas dos bancários, alcançada em décadas de lutas com mobilizações e greves. O primeiro acordo nacional, englobando bancos privados e estaduais, foi assinado em 1992. Os bancos federais passaram a subscrever a convenção em 2006, consolidando a unidade da categoria.
O coordenador das negociações da Fenaban admite que o sucesso dos bancos deve-se à "qualidade dos profissionais que informam a atividade bancária". Suas palavras, no entanto, contradizem a postura dos bancos na mesa de negociações, uma vez que até agora se recusam a distribuir parte de seus lucros astronômicos e atender as justas reivindicações dos trabalhadores, que pedem aumento real, proteção do emprego, mais contratações, valorização do piso salarial, novo modelo de PLR, fim do assédio moral e das metas abusivas e segurança contra assaltos e sequestros.
Ao final do artigo, o representante patronal queixa-se que "enquanto outros sindicatos de trabalhadores lutam para conseguir unidade com os seus empregadores, a Contraf não precisa se preocupar senão em denegrir a imagem dos bancos e da própria categoria bancária". Em nenhum momento, nós usamos a palavra "denegrir" em nossos textos, em nome da coerência de nossa luta histórica pela abolição de qualquer manifestação de preconceito e discriminação. Além do mais, não atacamos as instituições, mas sim mostramos os abusos praticados com os trabalhadores, os clientes e a sociedade e cobramos respeito e responsabilidade social.
Desta forma, a principal missão da Contraf-CUT é defender de forma intransigente a dignidade, o bem-estar e os direitos dos trabalhadores do ramo financeiro, desrespeitados no dia-a-dia pelos bancos e desvalorizados na mesa de negociações. Ao mesmo tempo, a entidade nacional da categoria luta pela regulamentação do sistema financeiro, estimulando o seu papel social e indutor do desenvolvimento.
Por fim a Fenaban, através do seu negociador, poderia utilizar melhor o seu tempo. Em vez de escrever artigos para jornais com afirmações distorcidas, que agridem o movimento sindical e não ajudam o processo negocial, deveria agilizar a formulação de propostas para construir o acordo nacional com os trabalhadores. Para nós, responsabilidade social começa em casa e está na hora de os bancos valorizar quem constrói os seus lucros e os resultados, ampliar e baratear o crédito e prestar serviços mais acessíveis para a sociedade.
Carlos CordeiroPresidente da Contraf-CUT
Fonte: Contraf-CUT
.Bancários pressionam e Dest autoriza
Caixa a contratar 2.200 novos empregados
.A pressão dos empregados para que o quadro de funcionários da Caixa seja ampliado para 100 mil trabalhadores concursados vem trazendo resultados positivos. A Caixa divulgou hoje, 4 de setembro, durante a negociação específica entre o Comando Nacional dos Bancários, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e a empresa, que o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest) autorizou a contratação de mais 2.200 empregados.
Apesar de estar abaixo das expectativas da categoria, a ampliação do número de contratações é considerada um avanço dos empregados da Caixa, que vêm promovendo em todo o país campanhas, manifestações e coleta de assinaturas para alcançar 100 mil empregados concursados na empresa. A pressão deve continuar até que a reivindicação seja totalmente atendida pela Caixa, que atualmente tem em seu quadro apenas 82 mil empregados concursados.
Na negociação também foram discutidas as pendências relacionadas ao Saúde Caixa. A comissão dos empregados reivindicou avaliação do atual método de custeio do plano de saúde e da remuneração sobre o Fundo de Reserva, de modo a aprimorar a aplicação dos recursos. Foram cobradas também a implantação do Plano Família, a criação de representações do Saúde Caixa e Saúde do Trabalhador em todas as unidades da Federação bem como subsídios para medicação em caso de patologias graves.
A Caixa ficou de apresentar um retorno sobre esses temas nas próximas reuniões. A extensão do Saúde Caixa para os aposentados que saíram do PADV também foi reivindicada pela Comissão dos Empregados, mas a empresa já sinalizou que não vai atender esta reivindicação.
.Comando Nacional dos Bancários e
Caixa voltam a negociar nesta sexta-feira
.
.
Reunião discute itens relacionados à Funcef/aposentados, isonomia entre novos e antigos empregados, democratização da gestão e outros temas
Está confirmada para o dia 11 de setembro, próxima sexta-feira, às 10h, em Brasília/DF (Hotel San Marco), a terceira rodada de negociação específica da campanha salarial de 2009, envolvendo o Comando Nacional dos Bancários, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a Caixa Econômica Federal.
Está confirmada para o dia 11 de setembro, próxima sexta-feira, às 10h, em Brasília/DF (Hotel San Marco), a terceira rodada de negociação específica da campanha salarial de 2009, envolvendo o Comando Nacional dos Bancários, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a Caixa Econômica Federal.
Nessa reunião serão discutidos os itens relacionados à Funcef/aposentados, isonomia entre novos e antigos empregados, democratização da gestão e outros temas. Para preparar o encontro com a empresa, a CEE/Caixa estará reunida nesta quinta-feira, dia 10 de setembro, a partir das 15h, na sede da Fenae.
Na seqüência, no dia 22 de setembro, o Comando Nacional dos Bancários e os representantes da empresa negociam o Plano de Cargos Comissionados (PCC), o Plano de Cargos e Salários (PCS) e a jornada de trabalho.
Sindicato de Porto Alegre exibe filme sobre
os 30 anos da greve proibida de 1979
.
Trinta anos após a greve dos bancários no Rio Grande do Sul em plena ditadura militar, sindicalistas que lideraram as paralisações se encontraram na quinta-feira, dia 3, para relembrar o marco na trajetória de lutas da categoria.
O debate foi antecedido pela exibição de um documentário produzido pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) e apresentado no CineBancários, na sede da entidade.Dirigido por Hique Montanari, o curta com duração de 30 minutos aborda a greve deflagrada em 3 setembro de 1979 por cerca de 10 mil trabalhadores gaúchos.
Com depoimentos de líderes do movimento, como o então presidente do Sindicato e ex-governador Olívio Dutra (foto) e a ex-dirigente sindical Ana Santa Cruz, o documentário relata a luta dos bancários em plena ditadura.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Crise já ficou para trás no Brasil,
diz ministro Mantega em Londres
.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a crise financeira ficou para trás no Brasil e que o país está em processo "de franca" recuperação. Segundo ele, a economia brasileira já está crescendo de 4,5% a 5%. As informações são da BBC Brasil.
Para Mantega, o sucesso brasileiro contrasta com as dificuldades enfrentadas pelas economias avançadas, que começam a dar sinais de retomada "lenta, difícil e gradual". Ele afirmou que o Brasil vai defender amanhã (5) em Londres, na reunião do G20 - grupo de países em desenvolvimento -, que a intervenção do governo na economia seja mantida até que a recuperação global esteja consolidada.
O ministro disse que não acredita na tese de possível recaída da economia mundial. Segundo ele, a retomada vai ocorrer em ritmos diferentes e demonstrar que os países avançados "são os mais debilitados" e que precisam dos emergentes puxando o crescimento.
"Quem vai puxar o crescimento somos nós.
Pode haver um ou outro país europeu que fique melindrado, aborrecido. Iiso não vai impedir que o G20 se torne a instituição mais importante da economia mundial", afirmou.Ele destacou que, na reunião de amanhã, o Brasil também vai apresentar uma proposta de regulamentação do sistema financeiro internacional.
"Não se consolidou ainda uma nova arquitetura com regras mais claras, com limites para a ação do capital especulativo. O Brasil já tem isso e eu vou apresentar uma proposta de como ter isso em escala internacional."
Valor:
Bancos se consolidam na
venda de apólices de seguros
.
Os bancos estão se consolidando como distribuidores de seguros dos chamados ramos elementares, que incluem apólices de automóveis e residências.
Com exceção do Bradesco, praticamente todos os outros grandes bancos, como HSBC, Banco Real e agora o Itaú Unibanco, passaram essa área para seguradoras e optaram por distribuir as apólices nas agências.
"Os banqueiros normalmente não entendem o seguro de automóveis, nem têm especial predileção pela área", diz Luiz Campos Salles, ex-presidente da Itaú Seguros e agora um consultor do segmento.
No geral, apólices de autos geram atritos frequentes com os clientes, envolvendo sinistros e orçamentos. Ao contrário dos chamados produtos de acumulação financeira, como o seguro de vida e previdência complementar (o VGBL), os preferidos dos bancos. "Enquanto fui presidente de seguradora nunca li uma apólice do princípio ao fim."
No caso da associação do Itaú com a Porto, Campos Salles diz que a seguradora fez do seguro de carros um produto rentável.
"O Itaú não gostava do ruído que o seguro de automóveis fazia." Já no caso do Bradesco, avalia Campos Salles, a especialização em seguros surgiu em um momento histórico, com a ligação entre o banqueiro Amador Aguiar e Antônio Carlos de Almeida Braga (o Braguinha), dono da seguradora Atlântica Boavista, que foi comprada pelo Bradesco.
"Com o tempo, a seguradora tornou-se muito importante a ponto de o presidente do banco ter saído dela." Marco Antonio Rossi, diretor-presidente do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, diz que o banco tem "vocação" para a área de seguros e uma experiência de mais de 70 anos no setor, operando em todos os ramos do segmento.
"É uma opção de modelo que é vitoriosa. Uma estratégia que é reconhecida como vencedora", diz ele. Por esse motivo, Rossi diz que o banco não pretende mudar seu "norte" e está preparado para se expandir no segmento, que tem potencial "excepcional" de crescimento.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
17º Encontro Nacional dos Banrisulenses
ocorre dias 12 e 13 em Porto Alegre
.
Os banrisulenses estão em contagem regressiva para o 17ª Encontro Nacional. Os sindicatos filiados à Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul(Feeb-RS) realizam uma ampla divulgação nos locais de trabalho para mobilizar os funcionários e garantir a massiva participação do segmento no encontro.
O Comando dos Banrisulenses esteve reunido na sede da Feeb/RS, em Porto Alegre, para definir os detalhes finais da organização do evento. O objetivo dos banrisulenses no Encontro é debater estratégias para o segmento na Campanha Salarial 2009. Entre as prioridades dos funcionários do banco está a retomada imediata das negociações da pauta específica. Este processo foi interrompido pela direção do banco em outubro de 2009 de maneira unilateral.
A EFEMERIDADE DA VIDA E DO VIVER
.
* Rosario Braga
.
* Rosario Braga
.
Dia 04.09.09. Final de tarde. Igreja da Conceição lotada.
Dia 04.09.09. Final de tarde. Igreja da Conceição lotada.
Era a missa de sétimo dia do companheiro Caíco. Tantas pessoas presentes, expressava a capacidade do companheiro de construir relações de amizade, de solidariedade, de companheirismo.
Lembrei da companheira Maria, que administrou o Sindicato dos Bancários e que nesse mesmo dia de um ano que agora não lembro, nos deixou para a eternidade. Como Caíco, Maria também só semeou o bem.
Uma semana antes, havíamos nos encontrado: eu, Jorge, Caíco e sua companheira Edna, nosso amigo Lamar e sua parceira Rosário, o companheiro Marcelo e alguém de nome Rosanira que conheci naquela data.
Foi maravilhoso!!! Brincamos muito, sorrimos bastante, falamos de nossas crias, do momento em que nos encontrávamos com filho e filhas encaminhadas e da disposição de curtirmos mais a vida. Falamos do inevitável-política, sindicato- e ao final combinamos que passaríamos o feriadão em Barreirinhas. Foi o último encontro em que eu e Jorge pudemos desfrutar da companhia de Caíco.
Na sexta-feira próxima, véspera do acontecido, deveríamos ter estado juntos novamente, mas apesar da insistência dos amigos não foi possível chegarmos ao local.
Caíco era um companheiro de luta, um batalhador, uma pessoa de extremo senso de solidariedade, de bondade e alegria. Era daquelas pessoas cuja amizade nos orgulha e cuja presença instila alegria e satisfação. Era alguém cuja presença nos fazia bem.
Naquela igreja lotada, familiares, amigos, militantes todos compartilhavam a mesma fé, a dor, a tristeza e a saudade do nosso querido amigo.
Cruzei com o companheiro Paulinho, ex-administrador do Sindicato dos Bancários, e sua companheira Silvana e foi inevitável refletir sobre as retaliações de que ele e outros funcionários estão sendo vítimas naquela entidade.
Fiquei a imaginar: se a vida é tão efêmera e nós militantes políticos e de movimento sindical nos arvoramos de ser defensores da justiça, dos direitos e de condições de vidas decentes para o nosso povo, como somos capazes de causar sofrimento a companheiros e companheiras que por tanto tempo conviveram ou ainda convivem ao nosso lado na mesma trincheira dessa mesma luta?
Onde está o sentimento de solidariedade que em tese guia as ações de nossas vidas? Hoje, amanhã ou depois nada restará de nós a não ser as boas ou más atitudes com que tivermos marcado nossas vidas.
A marca do companheiro Caíco, assim como da companheira Maria foi do amor, da solidariedade e do companheirismo e a de cada um de nós, qual será?
*Bancária, Secretária de Organização da Federação dos Bancários do Nordeste,
Lembrei da companheira Maria, que administrou o Sindicato dos Bancários e que nesse mesmo dia de um ano que agora não lembro, nos deixou para a eternidade. Como Caíco, Maria também só semeou o bem.
Uma semana antes, havíamos nos encontrado: eu, Jorge, Caíco e sua companheira Edna, nosso amigo Lamar e sua parceira Rosário, o companheiro Marcelo e alguém de nome Rosanira que conheci naquela data.
Foi maravilhoso!!! Brincamos muito, sorrimos bastante, falamos de nossas crias, do momento em que nos encontrávamos com filho e filhas encaminhadas e da disposição de curtirmos mais a vida. Falamos do inevitável-política, sindicato- e ao final combinamos que passaríamos o feriadão em Barreirinhas. Foi o último encontro em que eu e Jorge pudemos desfrutar da companhia de Caíco.
Na sexta-feira próxima, véspera do acontecido, deveríamos ter estado juntos novamente, mas apesar da insistência dos amigos não foi possível chegarmos ao local.
Caíco era um companheiro de luta, um batalhador, uma pessoa de extremo senso de solidariedade, de bondade e alegria. Era daquelas pessoas cuja amizade nos orgulha e cuja presença instila alegria e satisfação. Era alguém cuja presença nos fazia bem.
Naquela igreja lotada, familiares, amigos, militantes todos compartilhavam a mesma fé, a dor, a tristeza e a saudade do nosso querido amigo.
Cruzei com o companheiro Paulinho, ex-administrador do Sindicato dos Bancários, e sua companheira Silvana e foi inevitável refletir sobre as retaliações de que ele e outros funcionários estão sendo vítimas naquela entidade.
Fiquei a imaginar: se a vida é tão efêmera e nós militantes políticos e de movimento sindical nos arvoramos de ser defensores da justiça, dos direitos e de condições de vidas decentes para o nosso povo, como somos capazes de causar sofrimento a companheiros e companheiras que por tanto tempo conviveram ou ainda convivem ao nosso lado na mesma trincheira dessa mesma luta?
Onde está o sentimento de solidariedade que em tese guia as ações de nossas vidas? Hoje, amanhã ou depois nada restará de nós a não ser as boas ou más atitudes com que tivermos marcado nossas vidas.
A marca do companheiro Caíco, assim como da companheira Maria foi do amor, da solidariedade e do companheirismo e a de cada um de nós, qual será?
*Bancária, Secretária de Organização da Federação dos Bancários do Nordeste,
Remuneração de banqueiros
vira alvo da Europa no G20
.
A Europa chega à reunião ministerial do G20 (que reúne 19 das maiores economias globais e a União Europeia), a partir de amanhã em Londres, tendo os banqueiros e os executivos financeiros na alça de mira.
"Os banqueiros estão em festa como se fosse 1999, e é 2009", disparou Anders Borg, o ministro de Finanças da Suécia, o país que preside neste semestre a União Europeia, ao final de encontro com todos os seus colegas para preparar a reunião que ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais das maiores economias fazem em Londres.
A sanha contra banqueiros e executivos financeiros é tamanha que Borg não aceita menos do que "músculos fortes e dentes afiados" para regular a remuneração dos financistas.
A posição dos ministros só ecoa o que antes seus chefes já haviam deixado claro, especialmente o francês Nicolas Sarkozy e a alemã Angela Merkel.
Sarkozy chegou a cunhar uma expressão curiosa: "Não há bônus sem malus".
Demonstra a sua discordância com o fato de que os executivos financeiros recebem bônus mesmo nos momentos "malus".Gordon Brown, o premiê britânico, geralmente mais contido, apoiou, em entrevista publicada terça-feira pelo "Financial Times", na qual diz que os salários e prêmios dos banqueiros deveriam estar baseados nos êxitos de longo prazo, e não em lucros rápidos gerados pela especulação.
Fonte: Folha de São Paulo
Grupo Técnico do Banesprev faz terceira
reunião e discute reforma estatutária
.
Na quinta-feira, dia 3 de setembro, ocorreu a terceira reunião do Grupo Técnico (GT) do Banesprev, formado por determinação do Acordo Coletivo e composto por cinco integrantes escolhidos pelo Santander, incluindo representantes do Fundo de Pensão, e cinco banespianos indicados pelas entidades sindicais.
No encontro anterior, o banco havia dito que responderia aos dez pontos de discordância na proposta de reforma estatutária, destacados pelos sindicalistas, mas apresentou argumentos para apenas metade das questões. O restante deverá ser avaliado no próximo encontro, agendado para 15 de setembro.
Os representantes do Santander também apresentaram nova proposta - que não foi submetida na assembléia de 1º de agosto -, que visa transferir algumas atribuições da diretoria financeira para a de seguridade. Para que ambos os lados tenham tempo de avaliar os impactos das propostas, ainda não foi tomada nenhuma decisão.
Na ocasião, foram reafirmados os compromissos de que as resoluções do GT deverão circular pelos fóruns estatutários do Banesprev para votação.
Segundo o ex-diretor administrativo do Banesprev e diretor da Contraf-CUT, Camilo Fernandes, tanto a proposta do banco, bem como as respostas dadas por ele aos sindicalistas, ainda serão debatidas nas reuniões futuras, nos sindicatos e entidades.
Bancos brasileiros estão entre as 20
empresas que mais lucraram na AL
.
Os bancos brasileiros Itaú Unibanco, Banco do Brasil e o Bradesco estão entre as 20 empresas da América Latina de capital aberto que obtiveram os maiores lucros líquidos no segundo trimestre de 2009, conforme estudo divulgado hoje pela empresa de consultoria Economática.
Com um ganho de US$ 3,963 bilhões entre abril e junho, a Petrobrás lidera a lista que conta com doze empresas brasileiras, cinco mexicanas, duas chilenas e uma argentina.
Depois da Petrobrás aparece a mexicana América Movil (US$ 1,709 bilhão), seguida pelo grupo Itaú-Unibanco (US$ 1,317 bilhão), Banco do Brasil (US$ 1,203 bilhão), Bradesco (US$ 1,177 bilhão) e Vale (US$ 752 milhões).
A lista também inclui a subsidiária no Brasil do banco espanhol Santander (US$ 301 milhões), além das brasileiras TAM (US$ 404 milhões) e Aracruz (US$ 312 milhões).
domingo, 6 de setembro de 2009
Previ abre inscrições para candidatos a
conselheiros em empresas participadas
.
Até 15/11/2009, os interessados em participar da Seleção para Conselheiros 2010 devem acessar a seção Investimentos / Governança / Conselheiros do site da Previ e preencher o currículo.
A seleção visa a preencher vagas em conselhos de administração e fiscal das empresas participadas por ocasião das assembléias ordinárias de março e abril de 2010.
Após 15/11/2009 não será possível concorrer à Seleção 2010.
Atenção:
Quem participou da seleção de 2009 já está concorrendo a todas as seleções para conselheiros. Se for necessário atualizar alguma informação, o candidato já cadastrado pode acessar seu currículo (espaço protegido por senha), alterar as informações e clicar em validação do currículo. A atualização é feita na hora.
Quem pode participar da Seleção
Para participar da Seleção para Conselheiros 2010, é preciso ser funcionário ativo ou aposentado do Banco do Brasil e ter, pelo menos, 10 anos de filiação à PREVI. Quem estiver na ativa deve ocupar, no mínimo AP 2 nas funções de Administrador (na Direção Geral, ocupantes de cargo de nível executivo ou diretivo - Diretoria Executiva e NRF especial, AP 01 e 02).
Orçamento prevê gasto recorde
com Bolsa-Família e servidores
.
Recorde de gastos com custeio da máquina pública e a maior promessa de investimentos da história do governo. Essas são as duas grandes marcas do Orçamento da União para 2010, o ano eleitoral da sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Sinal do aumento de gastos é a mudança no critério de seleção das pessoas atendidas pelo Bolsa-Família, que incorporou 1,7 milhão de novas famílias.
Já o pulo na promessa de investimentos é o maior dos últimos três Orçamentos. Entre 2007 e 2008, os investimentos cresceram R$ 900 milhões.
Já o pulo na promessa de investimentos é o maior dos últimos três Orçamentos. Entre 2007 e 2008, os investimentos cresceram R$ 900 milhões.
Na comparação deste ano com 2010, o governo promete elevar os investimentos em mais R$ 8,1 bilhões, passando de R$ 37,9 bilhões para R$ 46 bilhões.
O total de investimentos costuma ser promessa que fica em grande parte no papel. O dinheiro não é liberado e acaba contabilizado como restos a pagar nos anos seguintes, isso quando chega a ser empenhado e o serviço ou a obra de fato são contratados. Até agosto deste ano, por exemplo, segundo a organização não-governamental Contas Abertas, apenas 35% (R$ 7,7 bilhões) do orçamento total do PAC da infraestrutura logística (R$ 21,9 bilhões) foram aplicados. Desses R$ 7,7 bilhões gastos, 73% (R$ 5,7 bilhões) foram restos a pagar herdados dos anos anteriores.
No caso do Bolsa-Família, o número de famílias de 2006 a 2009 ficou estável, na casa dos 11 milhões. O custeio oscilou de R$ 10,5 bilhões, em 2008, para R$ 11,4 bilhões neste ano. Mas para o ano eleitoral de 2010, esse custeio vai atingir R$ 13,1 bilhões e o número de famílias atendidas deve alcançar 12,7 milhões.
A justificativa é que o governo decidiu aumentar para R$ 137 per capita a linha de renda usada para determinar os beneficiários do programa. Até então o limite era de R$ 120 per capita. Também neste ano, os benefícios foram reajustados em 10%, elevando a média paga por família de R$ 85 para R$ 93,50. Os novos valores entram em vigor a partir deste mês.
O gasto com pagamento de salários de servidores vai atingir 5,09% do Produto Interno Bruto em 2010 - R$ 169,4 bilhões -, ano em que o crescimento econômico programado será de 4,5%. Em 2009, a previsão é de que o gasto com pessoal fique em 5,11%. Neste caso, porém, o valor é ligeiramente maior que o previsto para o próximo ano, porque a economia deve ter expansão de 1%.
Só na década de 90, o gasto com pessoal chegou à marca dos 5% do PIB.
O total de investimentos costuma ser promessa que fica em grande parte no papel. O dinheiro não é liberado e acaba contabilizado como restos a pagar nos anos seguintes, isso quando chega a ser empenhado e o serviço ou a obra de fato são contratados. Até agosto deste ano, por exemplo, segundo a organização não-governamental Contas Abertas, apenas 35% (R$ 7,7 bilhões) do orçamento total do PAC da infraestrutura logística (R$ 21,9 bilhões) foram aplicados. Desses R$ 7,7 bilhões gastos, 73% (R$ 5,7 bilhões) foram restos a pagar herdados dos anos anteriores.
No caso do Bolsa-Família, o número de famílias de 2006 a 2009 ficou estável, na casa dos 11 milhões. O custeio oscilou de R$ 10,5 bilhões, em 2008, para R$ 11,4 bilhões neste ano. Mas para o ano eleitoral de 2010, esse custeio vai atingir R$ 13,1 bilhões e o número de famílias atendidas deve alcançar 12,7 milhões.
A justificativa é que o governo decidiu aumentar para R$ 137 per capita a linha de renda usada para determinar os beneficiários do programa. Até então o limite era de R$ 120 per capita. Também neste ano, os benefícios foram reajustados em 10%, elevando a média paga por família de R$ 85 para R$ 93,50. Os novos valores entram em vigor a partir deste mês.
O gasto com pagamento de salários de servidores vai atingir 5,09% do Produto Interno Bruto em 2010 - R$ 169,4 bilhões -, ano em que o crescimento econômico programado será de 4,5%. Em 2009, a previsão é de que o gasto com pessoal fique em 5,11%. Neste caso, porém, o valor é ligeiramente maior que o previsto para o próximo ano, porque a economia deve ter expansão de 1%.
Só na década de 90, o gasto com pessoal chegou à marca dos 5% do PIB.
Pelo Orçamento de 2010, os reajustes de servidores negociados até o momento estão garantidos.
Novos pedidos de reajuste, no entanto, dificilmente serão contemplados. (Estadão)
Artigo
.
A coragem do confronto
A coragem do confronto
.
Por Ney Sá*
Por Ney Sá*
..
Há momentos que o confronto é inevitável. Isso não significa necessariamente ruptura. Muitas vezes o enfrentamento traz crescimento, mudança até de paradigma.
Em outras palavras, confrontar pode ser saudável. Não se pode perder de vista a ética, porém, o respeito e os valores humanos. Confronto não é barbárie.
Em toda relação há tensionamento. Ele se agudiza quando interesses não convergem. Na relação capital X trabalho não é diferente. Embora ambos propugnem por ganhos, a matriz destes objetivos são inconciliáveis.
Os lucros perseguidos pelo capital, a acumulação e a concentração da riqueza preconizados pelo modelo capitalista carece de uma visão equilibrada de inclusão social. Engendra o próprio germe da sua corrosão: desigualdade, pobreza, violência.
O capitalismo é uma subversão da ordem natural, cujo foco deveria ser o homem, não o lucro. Mas a história testemunha o contrário.
Ao trabalhador cabe o inconformismo como chave de mudança. O trabalho, em nossa sociedade, tem se amoldado aos ditames do capital, se dobra ao poder empresarial e ao Estado e segue, muitas vezes, como fonte de frustração. Paradoxal e dicotômica, porque a ausência de trabalho é ainda mais frustrante e, sem sombra de dúvida, desumana. Assim, o resgate da capacidade de indignar-se é fundamental.
O trabalho é sem dúvida fonte de criação, força que impulsiona a humanidade. O capitalismo é arranjo histórico, criado pela força, na falta de capacidade inventiva mais brilhante daqueles que até hoje detiveram o poder.
Por sobre todos os mecanismos de distração habilmente desenhados e implementados pelo capital – haja vista a próspera indústria do entretenimento -, o desafio ao trabalhador é grande: romper as malhas do entorpecimento, enfrentar o poder do capital, enfrentar a si próprio, reconhecer-se como homem, ousar lutar, ousar vencer.
A campanha salarial dos bancários
Em toda relação há tensionamento. Ele se agudiza quando interesses não convergem. Na relação capital X trabalho não é diferente. Embora ambos propugnem por ganhos, a matriz destes objetivos são inconciliáveis.
Os lucros perseguidos pelo capital, a acumulação e a concentração da riqueza preconizados pelo modelo capitalista carece de uma visão equilibrada de inclusão social. Engendra o próprio germe da sua corrosão: desigualdade, pobreza, violência.
O capitalismo é uma subversão da ordem natural, cujo foco deveria ser o homem, não o lucro. Mas a história testemunha o contrário.
Ao trabalhador cabe o inconformismo como chave de mudança. O trabalho, em nossa sociedade, tem se amoldado aos ditames do capital, se dobra ao poder empresarial e ao Estado e segue, muitas vezes, como fonte de frustração. Paradoxal e dicotômica, porque a ausência de trabalho é ainda mais frustrante e, sem sombra de dúvida, desumana. Assim, o resgate da capacidade de indignar-se é fundamental.
O trabalho é sem dúvida fonte de criação, força que impulsiona a humanidade. O capitalismo é arranjo histórico, criado pela força, na falta de capacidade inventiva mais brilhante daqueles que até hoje detiveram o poder.
Por sobre todos os mecanismos de distração habilmente desenhados e implementados pelo capital – haja vista a próspera indústria do entretenimento -, o desafio ao trabalhador é grande: romper as malhas do entorpecimento, enfrentar o poder do capital, enfrentar a si próprio, reconhecer-se como homem, ousar lutar, ousar vencer.
A campanha salarial dos bancários
Assim como de qualquer categoria de trabalhadores, é a hora e a vez do questionamento. É um direito e uma oportunidade de confrontar, de questionar o modelo imposto pelo capital. É legítima, justa e necessária.
Não se trata apenas de salário – a moeda, o sangue que irriga a sociedade de consumo -, os trabalhadores lutam para que sua voz e sua vontade possam fazer diferença no modelo de sociedade que construímos coletivamente.
É, portanto, um momento de afirmação, de posicionamento e de combate, em que estão em jogo qualidade de vida, mudança de valores e a própria marcha do processo civilizatório.
*Ney Sá é jornalista, editor do programa Agência Cidadania e da revista Luta Médica.
É, portanto, um momento de afirmação, de posicionamento e de combate, em que estão em jogo qualidade de vida, mudança de valores e a própria marcha do processo civilizatório.
*Ney Sá é jornalista, editor do programa Agência Cidadania e da revista Luta Médica.
sábado, 5 de setembro de 2009
BB anuncia calendário prévio
para incorporação da Nossa Caixa
.
A extinção do CNPJ do banco Nossa Caixa e, consequentemente, de todas as diretorias e presidência da instituição está prevista para 30 de novembro, dando início ao processo de transição para a nova estrutura frente à incorporação pelo Banco do Brasil.
A informação foi anunciada pelos representantes do BB, durante reunião da mesa temática sobre a incorporação do banco paulista, realizada nesta quinta-feira (3), em Brasília, com participação da Executiva do Comando dos Funcionários da Nossa Caixa.
Entre 01 e 30 de novembro, a instituição realizará campanha de esclarecimentos sobre o Termo de Opção (T.O.) para os bancários da Nossa Caixa que quiserem aderir ao regulamento de pessoal do BB.
As adesões, individualizadas, poderão ser feitas a partir de 2 de dezembro, sem prazo limite.
Também a partir desta data, independentemente da opção, todos os auxiliares administrativos da Nossa Caixa (denominados escriturários ou posto efetivo no BB), bem como os caixas, poderão solicitar transferências para outras unidades com vagas disponíveis, desde que tenham atendidos os devidos requisitos.
Neste caso, não haverá mais a necessidade de autorização das chefias.Para os gerentes gerais, considerados pelo BB como prepostos (portanto detentores de cargos de confiança), a adesão ao regulamento de pessoal do BB será obrigatória para aqueles que tiverem interesse em manter a atual ocupação.
Assinar:
Postagens (Atom)

