sábado, 26 de setembro de 2009

Conselho Diretor do BB quer individualizar metas
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São Paulo – O Sindicato recebeu denúncias de bancários do Banco do Brasil segundo as quais o Conselho Diretor do banco trabalha para individualizar a cobrança de metas, que hoje só podem ser definidas por unidade e não por bancário.
Segundo o diretor do Sindicato Cláudio Luiz, a imposição de metas individuais se daria por meio do sistema de avaliação Gestão do Desempenho por Competência (GDC), que atualmente é desvinculado das metas coletivas impostas às agências pelo Acordo de Trabalho (ATB).
O banco já usa a GDC para nomear e descomissionar os funcionários, que agora correm o risco de ser cada vez mais pressionados.“Hoje, as metas individuais são cobradas irregularmente em alguns locais de trabalho, mas não há orientação da direção do banco nesse sentido.
Agora o BB mostra estar caminhando na direção de institucionalizar a prática, e não vamos aceitar isso. Para se proteger, os funcionários devem registrar na GDC sua discordância com avaliações negativas, argumentando as razões e denunciando ao Sindicato os casos de assédio moral”, diz Cláudio Luiz, para quem a lógica do lucro a todo custo e da concorrência com os bancos privados ameaça os bancários do BB.
“O assédio moral está crescendo nos locais de trabalho e a medida do banco vai intensificar esse desvio, que está levando seus funcionários à loucura.”O assunto foi encaminhado para a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que cobrará do banco a garantia de que a medida não será implantada.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

INFORMATIVO BANCÁRIOS
DE OPOSIÇÃO CUT/CTB
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De que negociações fala
o Sindicato do Maranhão?
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Alguém poderia informar a que pauta o Sindicato se refere quando informa sobre as negociações com a FENABAM? Ao que se sabe, após ter desperdiçado mais uma vez os recursos do Sindicato mandando delegados para a conferência regional e para a nacional, a direção da entidade orientou a assembléia rejeitar a pauta aprovada na conferência nacional e aprovar a pauta tirada do MNOB-Movimento de Oposição Bancária.
Posteriormente, divulgaram que a pauta aprovada aqui foi entregue aos banqueiros. Depois divulgaram o calendário de negociação (da CONTRAF) e agora tem informado sobre o andamento das negociações. Mas, não esclarecem a que negociações se referem e nem sobre a pauta em negociação. É bom esclarecer.
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Do conteúdo da pauta do MNOB
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Quem já se deu ao luxo de ler as pautas de reivindicações do MNOB que se encontra na página do Sindicato? Não deixem de ler. Na pauta da FENABAM, na cláusula que reivindica reajuste salarial e isonomia diz o seguinte: “A título de reajuste salarial, as empresas abrangidas por esta convenção corrigirão, em 01.09.2009, todas as verbas salariais de seus empregados pela aplicação do percentual de 30,00% (Trinta por cento), compensando-se os reajustes salariais de 23,25 % (Vinte e três, vinte e cinco por cento) não ocorridos a partir de julho de 1994 mais 6,75 (Seis, setenta e cinco por cento) de ganho real.”
Alguém poderia esclarecer como se compensa um reajuste que não houve? Ademais, se for para compensar o índice de 23,25%, vai restar de reajuste apenas 6,75%. Coincidência ou não, é o que está sendo reivindicado de aumento real. Este índice somado com o pedido de aumento real (6,75%) dá apenas 13,5%. Muito próximo, por sinal, do que os bancários e bancárias da CONTRAF estão reivindicando. Alguém para esclarecer, por gentileza.
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PCR do ITAU/UNIBANCO foi estendido
a todos do grupo econômico
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A antecipação do PCR (Participação Complementar nos Resultados) do ITAÚ/UNIBANCO negociada entre os representantes dos trabalhadores e o banco no último dia 31 e paga no dia 04.09 trouxe um avanço de grande importância para os trabalhadores e trabalhadoras.
É que a vantagem foi estendida a todos (as) os (as) empregados (as) do grupo econômico: Itaucred Financiamentos, Itaú Holding Financeira, Itaú BBA, Itaú Cartões, Itaucard, Banco Fiat, Itauleasing, Unibanco, UAM Assessoria e Gestão, Dibens, Hipercard, Fininvest S/A, Unicard, Unibanco Asset Management e Unibanco Consultoria de Investimento.
É um avanço significativo na construção da organização sindical por ramo de atividade sempre defendida pela CUT, pois se o lucro do banco vem de todo seu conglomerado, não há porque negociarmos só com um seguimento, no caso o dos bancários e bancárias.
Na contramão desses avanços se encontra o Sindicato do Maranhão, que no ano passado, através do então presidente Raimundo Costa e do então secretário de formação Rudackoff, desestimulou os empregados e empregadas da BV Financeira de se filiarem ao sindicato.
Além das atitudes ríspidas com que trataram os (as) trabalhadores (as) ainda alegaram que era muito cedo para pensarem nisso, além de que eles e elas deveriam se filiar era ao sindicato dos comerciários.
Bancos que abasteceram o
mensalão têm 1ª condenação
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Os bancos Rural e BMG, instituições responsáveis pelo financiamento do esquema do mensalão, sofreram as primeiras condenações administrativas por conta do caso.
A Folha teve acesso a um documento enviado no início do mês pelo Banco Central ao ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), informando que já foram proferidas decisões contra as instituições em dois de três processos administrativos punitivos relacionados ao esquema que tramitam no órgão.
O Banco Rural e seus administradores foram condenados, em novembro de 2008, por “conduzir operações de crédito em desacordo com os princípios de seletividade, garantia e liquidez”, o que, segundo o BC, caracteriza “infração grave na condução dos interesses da instituição financeira”.
Já o BMG cometeu, segundo o Banco Central, “infração de natureza grave”, também pela concessão de crédito sem respeitar os mesmos princípios não observados pelo Rural. A decisão, tomada em novembro de 2007, afirma que tais operações foram “direcionadas a grupo específico de clientes”.
Revelado em 2005 por entrevista do então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) à Folha, o mensalão foi um esquema de pagamento de propina a congressistas em troca de apoio ao governo Lula. As investigações mostraram que o dinheiro utilizado no caso foi proveniente de empréstimos de fachada tomados no Rural e no BMG.
Os processos no BC ainda estão na fase de recursos, pendentes de julgamento no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. Se a decisão for confirmada, 13 dirigentes do Rural e quatro do BMG ficarão inabilitados, por períodos de um a oito anos, dependendo do caso, para o exercício de cargos de direção na administração ou gerência em instituições sob fiscalização do BC.
A atual presidente do Conselho de Administração do Banco Rural, Kátia Rabelo, por exemplo, se confirmada a condenação, não poderá exercer tais funções por oito anos. Os bancos, por sua vez, deverão pagar multa de R$ 200 mil e R$ 100 mil, respectivamente.
Procurado pela reportagem, o BC informou que não se manifesta sobre processos ainda não concluídos. Existe ainda uma outra ação administrativa contra o BMG relacionada ao mensalão, mas que ainda não foi julgada pelo BC. O BMG responde por ter deixado de informar o indício de lavagem de dinheiro em operações de créditos ocorridas na época. De acordo com o documento, tudo leva a crer que o crime tenha ocorrido, “pelas características quanto às partes envolvidas, pelos valores incompatíveis com a capacidade financeira dos tomadores, pela destinação dos recursos e pelo cadastro com informações incorretas”.
O Rural e seus diretores foram denunciados pelo Ministério Público e hoje são réus na ação que tramita no STF, por empréstimos nunca pagos de R$ 29 milhões a duas empresas do publicitário Marcos Valério em 2003, base para o processo por gestão fraudulenta. Saques em dinheiro em suas agências, sem identificação precisa dos sacadores, justificaram a abertura de ação por crime de lavagem de dinheiro.
O BMG não foi denunciado pelo Ministério Público, mas foi apontado no inquérito do mensalão e pela CPI dos Correios como o outro banco que abasteceu o “valerioduto”, com mais três operações de crédito também consideradas “de fachada” (R$ 26 milhões). Entre 2003 e 2005, a direção nacional do PT e o publicitário Marcos Valério conseguiram “rolar” 30 vezes os empréstimos que contraíram nos bancos Rural e BMG.
A Receita Federal já puniu partidos políticos e pessoas físicas (com multas e, no caso dos primeiros, com perda da imunidade tributária) por irregularidades fiscais relativas ao caso do mensalão, mas não se sabe até aqui que tenha feito o mesmo com os bancos envolvidos no esquema. (Folha de S. Paulo)
Manifesto contesta proposta da Caixa
de indenizar o tíquete na aposentadoria
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"Tíquete na aposentadoria: indenização unilateral não sacia a fome de justiça".
Esse é o mote do manifesto que a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), a Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa (Fenacef) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) divulgaram na quinta-feira, dia 24, em relação à proposta de indenização para o tíquete na aposentadoria, anunciada pela Caixa na rodada de negociações da campanha salarial deste ano, ocorrida em 26 de agosto.
Confira, abaixo, a íntegra do documento:
MANIFESTO Tíquete na aposentadoria: indenização unilateral não sacia fome de justiça
"A indenização para o tíquete na aposentadoria, anunciada pela Caixa na rodada de negociação de 26 de agosto, é consequência da mobilização dos empregados e aposentados, por meio de suas entidades sindicais e associativas. Mas, ao contrário do que esperavam os trabalhadores e suas representações, a medida não pode ser concebida como desfecho das discussões que vinham se dando ao longo dos últimos meses, com base no que fora estabelecido no acordo coletivo 2008/2009.
O anúncio da indenização foi uma atitude unilateral da Caixa. O processo de negociação foi abortado no momento em que a empresa deveria colocar sobre a mesa uma proposta para discussão.
Uma proposta que pudesse ser confrontada com o pleito das entidades sindicais e associativas, de pagamento do tíquete na aposentadoria a todos os trabalhadores, como benefício mensal contínuo e extensivo a pensionistas.
Na cláusula 35 do acordo 2008/2009, o compromisso da empresa foi o de "concluir estudos em andamento e apresentar proposta de acordo extrajudicial ou judicial com empregados que ingressaram antes de 1995 e ve¬nham a se aposentar e se desligar da Caixa, para conciliação de demandas relacionadas ao benefício auxílio-alimentação".
Como já dito, não veio proposta. Foi feito um anúncio do que a empresa entende ser razoável para a quitação de um direito dos trabalhadores. A Caixa ignorou ser ela parte interessada e se apresentou como juiz. Julgou que o seu interesse deve prevalecer.
Quem não concordar com a indenização estabelecida por ela, que fique sem nada. Ou, então, que continue esperneando nos tribunais. A indenização pelo fim do direito ao tíquete sequer é oferecida a todos que entraram na Caixa até 8 de fevereiro de 1995. Ficam de fora, por exemplo, aqueles que ingressaram com ações judiciais pelo direito ao tíquete e perderam e também os que se aposentaram após 1995 e não recorreram à Justiça.
O calculo da indenização anunciada pela Caixa será com base na expectativa de vida apontada pela tábua AT 1983, a mesma utilizada no momento pela Funcef em seus cálculos atuariais. O resultado será trazido a valor presente.
A consequência desses critérios é uma drástica redução do montante que seria percebido pelo aposentado em forma de benefício mensal contínuo. Para quem ingressou na Caixa até 8 de fevereiro de 1995 e ainda vai se aposentar, a Caixa acena com instalação da Comissão de Conciliação Prévia (CCP). Embora envolva a representação sindical do empregado, a CCP não traz perspectiva alentadora, pois as bases estabelecidas agora para a indenização é que deverão prevalecer.
Está clara que a intenção da Caixa é, única e exclusivamente, resolver o seu lado com a eliminação de passivos judiciais. Sua medida passa ao largo do reconhecimento do direito dos trabalhadores. Nada tem a ver com solução guiada pelo senso de justiça. O que nela prevalece é o intento de aproveitar a ocasião para eliminar mais um benefício dos aposentados e pensionistas.
Fica a indagação sobre qual será o próximo vínculo que a empresa procurará quebrar com quem chega à aposentadoria. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), a Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa (Fenacef) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) reiteram os propósitos da campanha Fome de Justiça - Tíquete na Aposentadoria, lançada em 6 de fevereiro de 2009, pelo restabelecimento do auxílio-alimentação na aposentadoria a todos e em forma de benefício mensal contínuo, extensivo a pensionistas.
As representações dos trabalhadores exigem da empresa a reabertura do diálogo para o tratamento deste assunto, tendo como perspectiva uma solução negociada". Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa (Fenacef) Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) Fonte: Fenae
Estadão:
bancários paralisam 2,5 mil agências pelo País
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O primeiro dia da greve dos bancários mobilizou trabalhadores, em maior ou menor proporção, em praticamente todo o Brasil. São Paulo, Osasco e região, que concentram boa parte da mão de obra dos bancos, contaram com a mobilização de 29 mil trabalhadores, segundo o sindicato que representa a categoria. A adesão corresponde a 21,6% dos trabalhadores da base do sindicato.Em todo País, a greve dos bancários atingiu 2,5 mil agências.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro, diz que a paralisação vai continuar até os bancos apresentarem uma nova proposta. "Essa greve foi uma resposta à altura das propostas feitas pelos patrões."
O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino, espera que a adesão à greve aumente nos próximos dias.
"Queremos atingir os patrões para conseguir uma proposta melhor", afirma. Os bancários pedem 10% de aumento real nos salários (além dos 4,5% relativos à inflação dos últimos 12 meses) e participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários, acrescidos de R$ 3.850. Os trabalhadores pedem ainda a inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de uma cláusula de proteção ao emprego em caso de fusão.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) - que representa os bancos nas questões trabalhistas - ofereceu a reposição da inflação e PLR menor que a paga à categoria no ano passado. A entidade reclama que os bancários interromperam as negociações ainda no início das conversas.
No Rio, a greve dos bancários contou ontem com a adesão de cerca de 40% dos trabalhadores, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Município do Rio de Janeiro, Almir Aguiar. Na estimativa dele, cerca de 9,3 mil profissionais cruzaram os braços.
O Sindicato dos Bancários da Bahia estimou que 80% das agências de bancos públicos e 50% das de bancos particulares tenham suspendido o atendimento.
A região que concentrou a maior mobilização dos bancários, de acordo com o sindicato, foi o centro de Salvador, onde nenhuma agência abriu.Grande parte dos bancários de Minas Gerais aderiram à greve, de acordo com informações do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte. A maior adesão ocorreu nos bancos públicos: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
Na Caixa, a adesão atingiu 90% dos funcionários das agências e no Banco do Brasil, 50%. Segundo o presidente do sindicato, Clotário Cardoso, uma assembleia está prevista para hoje.As agências dos bancos privados e oficiais amanheceram com as portas fechadas em Maceió e no interior de Alagoas. Pela manhã, grupos de grevistas fizeram piquetes nas portas das agências no centro da capital. Os grevistas disseram que a adesão da categoria é total e somente os caixas eletrônicos vão funcionar.
Na região metropolitana do Recife, as 35 agências da Caixa e as 5 do Banco do Nordeste fecharam e apenas 2 agências do Banco do Brasil abriram.
Na rede privada, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco somou 19 agências que aderiram à paralisação.No Rio Grande do Sul, a adesão à greve nacional dos bancários atinge entre 60% e 70% dos funcionários da Caixa, conforme avaliação da Federação dos Bancários no Estado.
Os funcionários do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) optaram por uma paralisação de 24 horas, no dia 29, quando está agendada reunião com a direção do banco.
O diretor de organização da Federação dos Bancários do RS, Arnoni Hanke, disse que a categoria rejeitou, no dia 17, a proposta dos bancos e, desde então, as negociações não prosseguiram. Desde 2004 os bancários têm feito greve na época do período de data-base. Fonte: O Estado de São Paulo
Campanhas
Orientações para greve
1. Estimule a disposição dos colegas, conversando sobre a campanha nacional e a importância de fortalecer a luta.
2. Vá às reuniões convocadas pelo Sindicato. Elas são importantes para debater e fortalecer a estratégia de mobilização para pressionar os banqueiros.
3. Nas paralisações e manifestações, reúna os colegas, avise a regional – veja endereços e telefones no expediente – de que seu local de trabalho está paralisado e, com o auxílio do Sindicato, faça o debate com funcionários de agências e concentrações para que façam a adesão à mobilização.
4. Desligue ou “perca” seu celular.
5. Afaste-se da polícia.
6. Com orientação do Sindicato, você e outros bancários podem ajudar a viabilizar protestos em outros locais além do seu.
7. Caso seja convocado a participar de contingência, denuncie ao Sindicato pelo 3188-5200 ou pelo www.spbancarios.com.br. Todos os bancários têm de fazer a sua parte para que a campanha nacional da categoria seja vitoriosa.
8. Cuidado com e-mails, jornais e comunicados que não sejam do Sindicato. A informação segura está na Folha Bancária e no site. (Bancários SP)




Greve dos Bancários continua firme e forte, sem prazo pra parar.

Greve nacional e por tempo indeterminado
da categoria bancária começou forte no Brasil todo.
No primeiro dia do movimento, agências e unidades das instituições financeiras públicas e privadas ficaram fechadas em todas as capitais e no Distrito Federal.
A paralisação é a resposta dos bancários para a intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos públicos federais.
As assembleias realizadas pelos bancários em todo o país estão aprovando a continuidade da paralisação.
Até agora, pelo resultado colhido pelo plantão do setor de imprensa da Fenae, a paralisação ficará mantida nas seguintes bases sindicais:
Alagoas: aprovada continuidade da greve, com nova assembleia amanhã, às 17h. Belo Horizonte (MG): continuidade da greve. Nova assembleia nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, ao meio-dia. Brasília (DF): continuidade da greve, com nova assembleia às 17h desta segunda-feira, dia 28 de setembro, depois de uma caminhada dos bancários. Ceará: greve continua por tempo indeterminado. Nova assembleia será realizada nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, às 19h. Curitiba (PR): continuidade da greve. N
ova assembleia será realizada hoje, às 18h. Espírito Santo: greve continua. Assembléia será realizada nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, às 18h. Florianópolis (SC): greve será mantida nesta sexta-feira (25 de setembro), com nova assembléia, às 16h.Goiás: manutenção da greve por tempo indeterminado, com assembleia na segunda-feira, dia 28 de setembro, às 17h. Mato Grosso: manutenção da greve. Será realizada nova assembleia amanhã, às 16h30. Mato Grosso do Sul: greve continua. Assembleia de avaliação amanhã, às 16h. Pernambuco: manutenção da greve, com assembleia amanhã, às 17h.Porto Alegre (RS): foi aprovada a manutenção da greve. Nova assembleia acontece amanhã, ao meio-dia. Rio de Janeiro (RJ): greve continua. Nova assembleia dia 28 de setembro, às 18h.Rio Grande do Norte: aprovada manutenção da greve nesta sexta-feira, dia 25 de setembro.Rondônia: greve por tempo indeterminado continua. Não foi marcada nova assembleia. Salvador (BA): greve continua.
Haverá assembléia nesta sexta-feira, dia 25 de setembro. São Paulo (SP): aprovada continuidade da greve. Nova assembleia acontece nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, às 15h. Também será realizada passeata pelo centro financeiro da capital paulista.Sergipe: greve continua nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, com nova assembleia, às 17h.Tocantins: greve por tempo indeterminado será deflagrada a partir desta sexta-feira, dia 25 de setembro, com assembléia na próxima segunda-feira (dia 28 de setembro) para decidir pela continuidade do movimento, às 17h.
Convocada reunião do Comando Nacional dos Bancários
Comunicado assinado por Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), convoca reunião do Comando Nacional dos Bancários para sábado, dia 26 de setembro, às 14h, em São Paulo (SP). Dois itens estão na pauta desse encontro: avaliação da greve nacional dos bancários e encaminhamentos.
BNB: aprovado o acordo da licença-premio
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Os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) no Ceará aprovaram em assembleia, o acordo proposto pelo banco para quitação do passivo trabalhista resultante da ação coletiva voltada ao restabelecimento da licença-prêmio.
A proposta do Banco veio após intenso esforço de negociação do Sindicato, que insistiu e obteve avanços em relação à proposta anteriormente formulada pelo BNB e rejeitada, quase unanimemente, na assembleia ocorrida em 2/7.
Assim a instituição elevou sua proposta de 50% para 55% do valor da indenização devida, isso acrescido do direito de utilização, a partir de 1º/1/10, de 10% do total de dias adquiridos, por cada qual dos beneficiários, para efeito de gozo de licença-prêmio. No caso dos aposentados ou desligados do Banco por qualquer outro motivo, os 10% de dias a que cada um tem direito também serão indenizados.
Além disso, os substituídos da ativa, a contar de 1º/1/2009, passarão a obter novas licenças-prêmio. Portanto, aqueles que já completaram aniversário de Banco este ano passam a ter direito a mais 18 dias corridos.
De acordo com a proposta aceita quase por unanimidade, não haverá desconto de Imposto de Renda e de Contribuição Previdenciária. Também do valor a ser indenizado não serão deduzidos honorários advocatícios, os quais serão adicionados pelo BNB, no percentual de 5% e comporão o valor global da indenização que será paga.
Com o acordo consumado, a luta continuará por isonomia para todos os funcionários do Banco, independentemente do tempo de serviço e de estar ou não na ação judicial.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nota sobre a redução
da taxa básica de juros
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Queda de 1% é pouco, mas pressão do movimento sindical contraria especuladores, que esperavam menos Diante do necessário, queda de 1% é pouco.
Porém, diante do conservadorismo do BC e das pressões do mercado financeiro, que apostava em queda menor, acreditamos que a pressão do movimento sindical contribuiu para o índice anunciado hoje.
Esperamos que isso represente o início de um processo duradouro, pois a redução da taxa básica de juros contribui para o enfrentamento da crise - 1% a menos na Selic retira R$ 15 bilhões da ciranda financeira.
Cobraremos não só a continuidade da redução da Selic, como também que os bancos cumpram sua parte e derrubem o spread, liberem crédito e não demitam trabalhadores. Artur Henrique, presidente nacional da CUT
No primeiro dia da greve, bancários
fecham 2.881 agências em todo o país
O primeiro dia da greve nacional dos bancários superou as expectativas da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Dados parciais repassados pelos sindicatos até as 20h desta quinta-feira 24 mostram que um total de 2.881 agências, além de centros administrativos de todos os bancos, foram paralisados em todas as capitais e em inúmeras cidades do interior onde há presença de instituições financeiras.
As assembleias de avaliação realizadas pelos sindicatos decidiram manter a greve nacional por tempo indeterminado, e aguardam da Fenaban a apresentação de uma nova proposta que atenda às reivindicações dos bancários por aumento real, PLR mais justa e transparente, valorização dos pisos salariais, preservação do emprego, mais saúde e melhores condições de trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral.
"Os bancários responderam com dignidade à provocação dos bancos, que apesar de terem lucrado R$ 19,3 bilhões no primeiro semestre, segundo o Banco Central, pretendem reduzir a PLR, não querem conceder aumento real e se recusam a atender às demais reivindicações da categoria", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
A greve foi maciça no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal em todo o país nesta quinta-feira. No Bradesco, a paralisação surpreendeu os sindicatos pelo alto índice de adesão dos bancários, muito superior ao movimento do ano passado.
E também superou as expectativas no Itaú Unibanco e no Santander-Real, onde a participação dos trabalhadores foi expressiva, apesar de as instituições estarem passando pelo processo de fusão.
Por que os bancários estão em greve
Reajuste de 10% do salário.
Os bancos ofereceram 4,5%, apenas a reposição da inflação dos últimos doze meses, enquanto outras categorias de trabalhadores de setores econômicos menos lucrativos estão conquistando aumento real de salário.
Bancos querem reduzir PLR para aumentar lucros.
Os bancários querem uma PLR simplificada, equivalente a três salários mais R$ 3.850 fixos.
Os banqueiros propuseram a distribuição de 5,5% do lucro líquido, ao contrário dos últimos anos quando os bancários recebiam até 15% dos resultados.
Cálculo do Dieese mostra que, dessa forma, somente os seis maiores bancos (BB, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) reduziriam em R$ 1,2 bilhão o pagamento de PLR, em 2009, em relação ao ano passado.
Valorização dos pisos salariais.
A categoria reivindica pisos de R$ 1.432 para portaria, R$ 2.047 (salário mínimo do Dieese) para escriturário, R$ 2.763,45 para caixa, R$ 3.477,00 para primeiro comissionado e R$ 4.605,73 para primeiro gerente. Os bancos rejeitam a valorização dos pisos e propõem 4,5% de reajuste para todas as faixas salariais.
Preservação dos empregos e mais contratações.
Seis dos maiores bancos do país estão passando por processos de fusão.
Os bancários querem garantias de que não perderão postos de trabalho e exigem mais contratações para dar conta da crescente demanda.
Os bancos se recusam a discutir o emprego e aplicar a Convenção 158 da OIT, que inibe demissões imotivadas.
Mais saúde e melhores condições de trabalho.
A enorme pressão por metas e o assédio moral são os piores problemas que a categoria enfrenta hoje, provocando sérios impactos na saúde física e psíquica. A Fenaban não fez proposta para combater essa situação e melhorar as condições de saúde e trabalho.
Auxílio-creche/babá.
A categoria quer R$ 465 (um salário mínimo) para filhos até 83 meses (idade prevista no acordo em vigor). Os bancos oferecem R$ 205 e querem reduzir a idade para 71 meses.Auxílio-refeição. Os bancários reivindicam R$ 19,25 ao dia e as empresas propõem R$ 16,63.
Cesta-alimentação.
Os trabalhadores querem R$ 465, inclusive para a 13ª cesta-alimentação. Os bancos oferecem R$ 285,21 tanto para a cesta mensal quanto para a 13ª.
Segurança.
Os bancários querem instalações seguras e medidas como a proibição ao transporte de numerário, malotes e guarda das chaves. Também reivindicam adicional de risco de vida de 40% do salário para quem trabalha em agências e postos.
A categoria defende proteção da vida dos trabalhadores e clientes.
Previdência complementar para todos.
Os bancários reivindicam planos de previdência complementar para todos os trabalhadores, com patrocínico dos bancos e participação na gestão dos fundos de pensão. Fonte: Contraf-CUT.
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Veja as fotos da paralisação nas
agências da capital maranhense.
Clique e veja
Bancos armam esquema de repressão à greve
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Na estratégia das empresas vale tudo; de pressão e ameaças
até obrigar os funcionários a entrar de madrugada no trabalho
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Nos últimos dias, os bancos iniciaram um violento esquema de contingenciamento na tentativa de atrapalhar a greve dos bancários. Na estratégia das empresas vale tudo: de pressão e ameaças até obrigar os funcionários a entrar de madrugada no trabalho.
A situação é pior ainda nos bancos que estão em processo de fusão e aquisição, onde a demissão é palavra chave da chefia para tentar desmotivar o engajamento dos empregados.“Mas não vai adiantar, os bancários são uma categoria de luta e não vão se intimidar, sabem dos seus direitos”, destaca o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
As denúncias que chegam ao Sindicato todos os dias, comprovam o que diz Marcolino. “Estou me sentindo em plena década de 60 e 70, quando não podíamos reivindicar porque estávamos sujeito a ‘desaparecer’ de repente! Só que naquela época a repressão era explícita, ou seja, você sabia o que iria acontecer.
Agora o ‘inimigo’ é muito mais traiçoeiro, age por debaixo dos panos e na frente se faz de vítima! Vamos à luta, afinal de contas vivemos em um país democrático de direito e a greve é uma manifestação legítima, sendo esta a única forma de nos fazermos ouvir”, disse um bancário em e-mail enviado ao Sindicato
“O que essas empresas estão fazendo é criminoso, pois a greve é um legítimo direito dos trabalhadores previsto na Constituição Federal. Temos recebido essas denúncias de repressão muito antes das negociações chegarem a um impasse, o que demonstra a falta de vontade dos bancos com o diálogo. Mas se eles pensam que isso vai diminuir a nossa greve estão enganados. O efeito será justamente o contrário, porque ao fazer a denúncia o bancário está se aproximando ainda mais do Sindicato.
E pela quantidade de trabalhadores que entraram em contato conosco, essa greve vai ser forte porque a disposição de luta demonstrada pelos trabalhadores é grande”, acrescenta Luiz Cláudio Marcolino.
Itaú Unibanco
A maior parte das denúncias que chegaram ao Sindicato envolve bancos em processo de fusão ou aquisição. E o Itaú Unibanco tem liderado esta lista, com atitudes que deveriam envergonhar qualquer instituição séria. Alguns setores do banco estão obrigando seus funcionários, há mais de uma semana, a entrar às 4h no serviço, como forma de fugir das manifestações.
No dia 17, data da última rodada de negociações entre bancários e bancos, alguns setores amanheceram com um número de seguranças nas portas muito acima da média.“Isso é uma pouca vergonha, os bancos estavam negociando algo hoje que já sabiam que não iríamos aceitar”, reclamou um bancário.No mesmo dia, os departamentos do Unibanco obrigaram os funcionários a deixarem o computador ligado para garantir o acesso remoto. O Sindicato já está tomando providências também sobre informações de que o Itaú Unibanco marcou um “ponto de encontro” para os trabalhadores com o objetivo de furar a greve.
“Fazer greve é lutar pelos seus direitos e isso deveria ser respeitado pelo banco. Essas atitudes são um crime contra a organização do trabalho, que vamos denunciar”, ressalta o presidente do Sindicato..Banco do Brasil – O BB também tem se movimentado para montar o que chama de equipes de contingenciamento, recrutando funcionários de gerência média e de setores estratégicos para trabalhar mesmo com a greve e cobrir os espaços deixados por colegas que aderirem ao movimento.
Segundo denúncias enviadas ao Sindicato, o número de funcionários em São Paulo que foi convocado a trabalhar na greve chega à metade do quadro das agências.“Isso amedronta esses bancários, mas temos de alertá-los que esse regime não impede ninguém de usar seu direito de greve”, ressalta um funcionário do BB.A situação não é diferente na Nossa Caixa. Os gestores estão obrigando os funcionários da administração a chegar bem antes do horário em casos de greve. “Estão coagindo-nos com a incorporação ao BB.
Greve é direito nosso!!!”, escreveu outro empregado.Terceirizados
Se os bancários estão sofrendo uma grande pressão dos bancos, a situação dos terceirizados é pior. Eles também estão sendo obrigados a entrar no local de trabalho de madrugada. Os gestores da Tivit, por exemplo, têm uma lista de telefone de terceirizados que prestam serviços para o Santander e dizem que podem ligar a qualquer momento para convocá-los ao trabalho.
Ameaças de demissão também estão entre as estratégias das terceirizadas para tentar diminuir a força da greve.“Se os bancários sofrem este tipo de pressão, imaginem nós que não temos um sindicato forte e de respeito como o Sindicato dos Bancários”, ressalta um funcionário da Tivit, em e-mail enviado ao Sindicato.
Fábio Jammal Makhoul
Bancários decidem entrar em
greve a partir desta quinta-feira
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Bancários de diversos sindicatos pelo Brasil decidiram,
em assembleias, entrar em greve a partir desta
quinta-feira por tempo indeterminado.
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Os trabalhadores de São Paulo (capital, Osasco e região), Rio de Janeiro (capital), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Brasília (DF) aderiram à paralisação.
Também 19 Estados de todo o país seguiram a orientação do Comando Nacional dos Bancários e deflagraram a paralisação, entre eles estão Pernambuco, Bahia, Goiás, Pará e Maranhão. As informações são da Contraf-CUT. Os bancários rejeitaram proposta oferecida pela federação dos bancos (Fenaban), que ofereceu reajuste de 4,5% nos salários no último dia 17.
A categoria pede reajuste de 10%, além de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850.
A proposta da Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco. Os trabalhadores pedem ainda proteção ao emprego, mais contratações, além do "fim do assédio moral e da metas abusivas".
"Há quase dois meses os banqueiros já conhecem nossas reivindicações. Se quisessem evitar a greve teriam apresentado na mesa de negociação proposta com aumento real de salários, PLR maior e mais justa, proteção ao emprego nos casos de fusão e medidas de combate ao assédio moral e às metas abusivas ", disse, em nota, Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Bancários do DF rejeitam proposta da Fenaban
e aprovam indicativo de greve a partir de hoje
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Sindicatos vinculados à Contraf/CUT se preparam para deliberar sobre greve por tempo indeterminado, caso banqueiros não apresentem proposta decente
A mobilização dos bancários rumo à greve nacional por tempo indeterminado começou por Brasília (DF). Assembleia com este objetivo rejeitou a proposta rebaixada apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), aprovando indicativo de greve a partir do dia 24 de setembro, conforme orientação do Comando Nacional dos Bancários.
O Seeb/DF realizará nova assembleia nesta quarta-feira, dia 23 de setembro, para ratificar a decisão da greve por tempo indeterminado, caso até lá os banqueiros não apresentem uma proposta decente.
A proposta rebaixada da Fenaban repõe apenas a inflação de 4,5% e tem Participação nos Lucros e Resultados (PLR) menor que a do ano passado. Como ocorreu em Brasília, os sindicatos da base da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) realizam assembleias no dia 23 de setembro para deliberar sobre greve a partir do dia seguinte: 24 de setembro. Uma coisa é certa: os bancários de todo o país estão prontos para a luta.
Vem pra Greve Você também. Vem!
Enrolação da Caixa leva os empregados
a deflagrarem greve a partir de hoje
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Ao se negar a apresentar contraproposta à minuta específica de reivindicações da campanha salarial deste ano, na rodada de negociação ocorrida ontem em Brasília (DF), a Caixa Econômica Federal deu um motivo a mais para os trabalhadores da empresa fortalecer a greve de toda a categoria bancária, a ser deflagrada em todo o país a partir desta quinta-feira, dia 24 de setembro.
Na reunião com o Comando Nacional dos Bancários e com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), os negociadores da Caixa informaram que a proposta para as questões específicas virá com o desdobramento das negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
No encontro de ontem, a empresa apenas repetiu a sua já conhecida postura de provocação às demandas dos empregados. Para a representação nacional dos bancários (Contraf/CUT e CEE/Caixa), a ausência de proposta, às vésperas das assembleias que discutirão o desfecho das negociações, deve ser respondida com a deflagração de uma greve a mais ampla e contundente possível, para que sejam atendidas as expectativas dos trabalhadores, tanto em relação às suas reivindicações específicas como em relação aos itens gerais tratados na mesa da Fenaban.
Segundo Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa e diretor de Administração e Finanças da Fenae, “a greve tornou-se uma necessidade para o conjunto da categoria e terá nos empregados da Caixa a sustentação esperada”.
Ele afirma que, além de aumento real e PLR digna, os bancários da Caixa vão à luta também por redução da jornada sem redução salarial, novo PCC, ampliação do quadro de pessoal da empresa, isonomia entre empregados antigos e novos, superação dos problemas do Saúde Caixa, garantia de sustentabilidade ao plano REG/Replan não-saldado da Funcef e fim das discriminações a seus participantes, garantia do tíquete na aposentadoria a todos e como benefício contínuo, entre outras reivindicações específicas.
Plano de Funções Gratificadas
Na rodada de negociação de ontem, a Caixa apenas reapresentou as premissas e a estrutura que estão sendo definidas para o Plano de Funções Gratificadas (PFG).
A proposta global ainda está por ser concluída e colocada sobre a mesa para discussão com as representações dos empregados. PFG, aliás, é a denominação dada pela empresa ao Plano de Cargos e Comissões (PCC).
A novidade ficou por conta da tabela de remuneração com nove padrões, nos quais se daria o crescimento horizontal, e com 15 níveis para progressão vertical na carreira.
O modelo prevê a redução do número de cargos/funções de 120 para 55, sem que haja redução do número de postos hoje existentes.
É feita a diferenciação entre funções de Agência, de Superintendência Regional, de Filial e de Matriz.
É assegurada irredutibilidade salarial para a função enquanto a pessoa nela permanecer. Funções de Tecnologia da Informação, de Auditoria e do Jurídico receberão nomenclaturas diferenciadas.
É estabelecida tabela de remuneração única para todas as funções gratificadas. Fica mantido o conceito de Complemento Temporário de Ajuste de Mercado (CTVA). O critério de mercado é eliminado para dar lugar a uma diferenciação com base no porte da unidade. O modelo prevê também jornada única de 6h ou de 8h para as novas funções gratificadas.
A função de Avaliador de Penhor foi citada pelos representantes da Caixa como uma das que passariam a ter jornada de 6h. A Caixa reiterou que será assegurada a implantação do PFG até 30 de dezembro, conforme previsto no acordo coletivo 2008/2009.
Para o novo PCC, a CEE/Caixa reafirmou as premissas estabelecidas na proposta formulada pelos empregados, entre as quais se destacam a extinção do CTVA, os critérios para comissionamento e descomissionamento e a incorporação de funções.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

São Luís / São Luís
23/09/2009 - 19h00
Bancários entram em greve amanhã, no Maranhão

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A categoria quer reajuste salarial de 30%, mas a
Febraban ofereceu 4,5% de aumento.

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SÃO LUÍS - A partir de amanhã (24), bancários do Maranhão entram em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada às 19h, desta quarta-feira (23), na sede do Sindicato dos Bancários, no Centro de São Luís.
Entre as reivindicações da categoria, estão o reajuste salarial de trinta por cento e novas contratações. Até agora, a proposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos é de 4,5%. A greve dos bancários atinge todo Brasil.
Negociações
Segundo a categoria, foram cinco rodadas de negociação com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que propôs reajuste de 4,5%, redução no teto de distribuição da participação nos lucros.
De acordo com o sindicato da categoria, somente no primeiro semestre de 2009, as 21 maiores empresas do setor financeiro obtiveram R$ 14,3 bilhões em lucro. Em contrapartida, de janeiro a junho de 2009, desligaram 15.459 bancários. Imirante
Bancários aprovam greve a
partir de dia 24 no Espírito Santo
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Os bancários capixabas vão parar as atividades a partir desta quinta-feira, dia 24 de setembro.
A greve, aprovada na assembleia que aconteceu no início da noite de hoje, será por tempo indeterminado.
O movimento nacional é consequência da intransigência dos banqueiros, dos governos federal e estadual, que não avançam nas negociações da Campanha Salarial 2009.
A última reunião de negociação aconteceu no dia 17, quando a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários uma proposta de reajuste salarial de apenas 4,5%, ficando muito aquém do índice de 10% reivindicado.
Já a proposta de participação nos lucros e resultados (PLR) é inferior a do ano passado, principalmente para quem ganha salários menores. Os banqueiros também não avançaram nas demais reivindicações da categoria.
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Bancários de Juiz de Fora
decidem entrar em greve no dia 24
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Os bancários de Juiz de Fora e região reuniram-se em Assembleia Geral na sede do Sindicato dos Bancários da Zona da Mata e Sul de Minas (Sintraf JF) e aprovaram a greve por tempo indeterminado, a partir desta quinta-feira, 24.
Os bancários compareceram em número expressivo, demonstrando a mobilização da categoria para a luta por melhores condições de trabalho e remuneração justa.
"O comparecimento em massa comprova que os trabalhadores estão insatisfeitos com a maneira com que os bancos tratam seus empregados e como estão conduzindo as negociações", afirma Marcos Louzada, presidente do Sintraf JF.
A partir desta quarta (23), os diretores do Sindicato estarão percorrendo as principais agências de Juiz de Fora para avisar a população sobre os motivos da paralisação. "Queremos que a população esteja consciente que a culpa da greve é dos bancos, pois a forma com que negociam com os bancários impede que qualquer avanço aconteça", diz Marcos. Fonte: Sintraf Juiz de Fora
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Contraf pede audiência ao ministro da
Justiça para denunciar repressão à greve
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A Contraf-CUT solicitou uma audiência ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para denunciar as iniciativas dos bancos para reprimir a greve nacional dos bancários.
"Queremos apresentar as preocupações da categoria diante das medidas autoritárias que vêm sendo tomadas pelos bancos para reprimir o exercício do direito constitucional de greve dos trabalhadores", afirma o presidente da Confederação e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.
Na carta enviada para Tarso, os bancários apontam que, "antes mesmo de fazer uma proposta rebaixada aos trabalhadores, vários bancos já ingressaram com ações judiciais, buscando novamente o interdito proibitório, a exemplo de anos anteriores".
Também a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e a Polícia Militar de São Paulo promoveram uma reunião secreta, onde os bancos e os policiais discutiram a montagem de um esquema de "ação conjunta" para reprimir a greve dos bancários.
"Queremos debater medidas efetivas e soluções que garantam o direito constitucional de greve dos trabalhadores, pois essa repressão descabida, além de ilegal, pode ocasionar violência. Além do mais, a função da polícia é trabalhar na segurança da cidadania, e não em defesa de interesses particulares, como é o caso dos bancos", ressalta Carlos Cordeiro.
Bancários, hoje, quarta-feira, às 19h, tem
assembleia organizativa no Sindicato

Em assembleia hoje (23), os bancários em todo Brasil organizam a greve nacional por tempo indeterminado a partir desta quinta, 24.

No Maranhão, a assembleia no Sindicato (Rua do Sol, 413, Centro) acontece as 19h.

Assembleia nesta quarta, 19h, no Sindicato! Fonte: SEEBMA

BB lidera campeonato dos bancários
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Quatro jogos marcaram no último sábado (19) a segunda rodada da fase classificatória do campeonato especial de futebol soçaite dos bancários, patrocinado e realizado pelo Sindicato dos Bancários do Maranhão, com acirrada disputa na sede campestre do Turu. Na manhã de domingo, no mesmo local, a rodada foi fechada com mais dois jogos.
No primeiro jogo do dia, o Caixa Forte, agora sob o comando de Ernâni teve que jogar muito para conseguir derrotar o Itaú/Unibanco por 7 a 5, numa das melhores e mais disputadas partidas da competição até o momento.
Ernâni mandou a campo o seguinte time: Marinho; Bispo, Fernando Zureta e Tiago; Jonas, Siden e Pedro; Diego e Jecé. Entraram depois Totó, Pavão, Fernando Peixoto, Ronaldo e Haydar.
Fotos: DIVULGAÇÃO
Basa ainda invicto é vice-líder pelo saldo de gols
BNB muda para melhor e conquista vitória
Já o time do Itaú/Unibanco, sob o comando de Miro, realizou ótima apresentação com Neto; Erivan, Cutrim e Rômulo; Itaércio, Haylander e Vinícius; Paulo Sérgio e Assuero. Entraram posteriormente Alessandro, Zózimo, Gutemberg, Jeová e Gilberto.
No outro jogo do horário, Safra e Bradescompleto também realizaram ótima apresentação, mas não conseguiram sair de um empate em 2 a 2, graças às boas atuações dos dois sistemas defensivos.
O time do Safra, agora dirigido por Sóstenes Salgado empatou com o time formado por Anderson; Ekles, Jacinto e Jurandir; Klaus, Fábio e Wellington; Marquinhos e Mário. Antonio Carlos entrou posteriormente.
Já o Bradescompleto, que agora tem o comando de Juca Baleia, jogou com Elias; Vando, Zé Carlos e Jocimar; Carlos Rodrigo, Augusto e Alexandre; Mábenes e Marcos. Entraram posteriormente Felipe, Lobão, Ricardo, Fábio e Rodrigo.
No segundo jogo do dia, demonstrando excelente recuperação psicológica depois de uma derrota sofrível, o Bradesco Presença realizou ótima apresentação e, se não saiu de campo vencedor, foi por pura infelicidade, além de contar com um erro gravíssimo da arbitragem. Empatou com o Caixa Alta pelo placar de 5 a 5.
O técnico Robson mandou a campo um time formado por Edilson; Márcio, Robert e Darlan; Valdeci, Danilo e Bruno; Soeiro e Albervan. Entraram posteriormente Diego, Serra Neto, Saulo, Samir, Marcelo, Ricardo, Tiago e Sérgio.
O Caixa Alta, sob o comando de Newton, jogou com Ramon; Antonio Carlos, Neemias e Lourimar; Will, Nonato e César; Felipe e Zé Raimundo. Entraram depois Emmanoel, Ewerton, Revil e Dorileudo.
No último jogo do dia, o BNB, depois de uma apresentação nada convincente na estréia, reformulou o time, o comando e a proposta administrativa e conquistou de forma convincente a primeira vitória da temporada, vencendo o Banco Real por 5 a 3.
O técnico Beckman mandou a campo: Paulo; Acenilton, Marcus e Warley; João Paulo, Humberto e Roberval; Arruda e Adauto. Entraram depois Cláudio, João, Claudinho, Jamilson. O grupo teve ainda Ilmar como Auxiliar Técnico e Argemiro com Assistente
O Banco Real jogou e perdeu com Artur; Caio, Sérgio e Izaías; Faninho, Paulo e Vagno; Cacá e Juninho. Entraram depois Joãozinho e Ronald.
Mais dois jogos foram realizados na manhã de domingo (20). O Banco do Brasil, que na estréia goleara o Bradesco Presença por 30 a 0, voltou a vencer e, desta feita bateu o Nossa Caixa por 4 a 1. O Banco da Amazônia conquistou a sua segunda vitória, derrotando o Bradesco Expresso por 6 a 3.
Classificação – A classificação atual é a seguinte: 1 – Banco do Brasil (6); 2 – Banco da Amazônia (6); 3 – Caixa Forte (6); 4 – Safra (4); 5 – Nossa Caixa (3); 6 – BNB (3); 7 – Banco Real (1); 8 – Itaú/Unibanco (1); 9 – Caixa Alta (1); 10 – Bradescompoleto (1); 11 – Bradesco Presença (1); 12 – Bradesco Expresso (0). Fonte: Jornal Pequeno.
Opinião
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Bancos no banco dos réus
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Cresce o número de reclamações de usuários contra os bancos, sendo a cobrança irregular de tarifas a principal delas. A informação não é nova, mas a cada confirmação de que a situação se mantém, e de que as autoridades que cuidam do sistema monetário nada ou pouco fazem para resolver o problema, deixa a impressão de que os bancos tudo podem no Brasil.
Mas não é bem assim. Ou melhor, não deveria ser assim. Desde abril do ano passado está em vigor a regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) para as tarifas praticadas no sistema bancário brasileiro.

O órgão, ligado ao Banco Central, dividiu os serviços em quatro categorias: os essenciais, que ficam isentos de qualquer cobrança; os prioritários, cujas tarifas ganharam nomenclatura padronizada; os especiais e os diferenciais, ambos com tabelas próprias.
Segundo o CMN, as novas regras tiveram o objetivo de facilitar a compreensão dos clientes e dar mais transparência às taxas.


No entanto, embora tenha havido alguns avanços, entidades ligadas à defesa do consumidor e especialistas em economia apontam brechas na resolução.

Uma delas, por exemplo, foi um prazo muito dilatado para que as instituições bancárias remarcassem suas taxas antes de se iniciar o prazo de manutenção das tarifas básicas. Conseqüentemente, houve um aumento generalizado de valores.
Desde a definição dessas normas, não foi observada qualquer fiscalização efetiva por parte do Banco Central sobre a cobrança dos serviços bancários.


Observa-se que o BC hoje apenas ratifica as posições do sistema financeiro, funcionando como uma espécie de agência privada instalada dentro do governo, conforme já criticaram muitos economistas brasileiros.
Essa omissão custa caro para os bolsos dos usuários. Se não, vejamos. O número de queixas contra os bancos aumentou 26,85% no mês passado, frente a julho, revelou o "Ranking de Instituições mais Reclamadas", divulgado pelo próprio Banco Central.


A cobrança irregular de tarifas e débitos apareceu entre as principais reclamações. Das 993 queixas, 156 eram sobre essa prática, que representou 15,71% do total.

Das reclamações referentes às tarifas, 65 foram feitas contra o banco Itaú. Em seguida, estão o Bradesco, com 37, e o HSBC, com 19. Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil aparecem logo após, com 10 reclamações cada.

Os dados revelam ainda que, considerando as sete instituições financeiras com mais de um milhão de clientes, o total de reclamações atingiu 685 casos em agosto, contra 540 no mês anterior.

Ou seja, os números mostram que não importa se são privados ou públicos. Os bancos brasileiros insistem em desacatar normas estabelecidas e usam subterfúgios vergonhosos. Um bom exemplo é a Taxa de Abertura de Crédito, a conhecida TAC. Proibida desde abril do ano passado, a tarifa foi substituída por outros nomes, como taxa de abertura, ou, ainda, de efetivação de cadastro.

A questão é que as normas são feitas de acordo com o interesse do sistema bancário e as taxas ganharam muito peso no conjunto de receitas dos bancos após a superação da alta inflacionária. Para compensar a perda de receita, apostou-se nas tarifas.
Hoje, há bancos que cobrem toda a sua folha salarial, inclusive os encargos trabalhistas, apenas com o montante arrecadado com as taxas.

Para mudar essa realidade, é preciso vontade, principalmente política, e pulso firme por parte da autoridade monetária.
(Editorial. Jornal o Estado do Maranhão. 22.09.2009)
BNB LANÇA FUNDO DE RENDA FIXADE
CRÉDITO PRIVADO DE LONGO PRAZO
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Fortaleza (CE), 23 de setembro de 2009
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O Banco do Nordeste acaba de lançar um novo fundo de investimentos para clientes que almejam obter melhores rendimentos em suas aplicações: o BNB FI Renda Fixa Crédito Privado de Longo Prazo. O novo produto visa atender à crescente demanda de investidores que procuram alternativas mais rentáveis em face ao cenário de redução da taxa baixa de juros (Selic) e que estão dispostos a assumir risco de crédito próprio desse tipo de fundo.
De acordo com a Associação Brasileira dos Bancos de Investimentos (Anbid), foi registrado crescimento da fatia de papéis que compõem os títulos de crédito privado, a exemplo de CDBs, RDBs, debêntures e notas promissórias, nas carteiras dos fundos de renda fixa. Essa participação cresceu de 16% em 2004, para 25% no final de 2008.
O diferencial desses fundos em relação aos tradicionais é a possibilidade de maiores retornos financeiros, uma vez que o investidor opta por uma maior parcela de títulos privados na carteira. “O risco de crédito dos títulos privados é minimizado pela aplicação em papéis classificados como de baixo risco e pela desconcentração de emissores na composição do patrimônio do fundo”, esclarece o diretor de Administração de Recursos de Terceiros, João Emílio Gazzana.
No BNB FI Renda Fixa Longo Prazo, a carteira pode ser composta por até 100% em títulos públicos federais ou por até 100% em títulos privados de baixo risco de crédito.
O valor inicial da aplicação é de R$ 10 mil, com movimentação de R$ 500 e saldo mínimo de R$ 5 mil. O superintendente da Área de Gestão de Recursos de Terceiros, José Alan Teixeira da Rocha, afirma que o novo produto assegura uma maior diversificação de investimentos a uma taxa de administração bastante competitiva, de 1% ao ano.
Maiores esclarecimentos sobre o BNB FI Renda Fixa Longo Prazo podem ser solicitados pelo telefone (85) 3299.3544 ou pelo email fundos@bnb.gov.br.
Conselho Deliberativo da Funcef fará
reunião extraordinária nesta quarta-feira
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Uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo da Funcef foi convocada para tratar da seguinte pauta: informações corporativas (julho de 2009), revisão de benefícios de pensão da ex-Sasse referente ao REG/Replan saldado, REB e Novo Plano, implantação do protocolo institucional (infraestrutura e instrumentos de gestão), manual de governança dos ativos imobiliários, balancetes relativos a fevereiro e março de 2009, resultado do estudo relativo à elaboração da política de responsabilidade socioempresarial, termo de adesão da Funcef ao plano de benefícios REB, alterações no regulamento do plano REG/Replan, suplementação orçamentária para contratação de empregados para Diretoria de Benefícios, política de consequencias da diretriz executiva, acompanhamento da programação econômico-financeira, plano de enquadramento da Funcef (execução do primeiro semestre de 2009) e cronograma de providências referente à inadimplência da carteira habitacional.
O encontro está agendado para hoje, quarta-feira, dia 23 de setembro, às 14 horas, e acontece em Brasília. Os conselheiros deliberativos eleitos são Fabiana Matheus, José Miguel Correia e Carlos Levino Vilanova.
Aprovada indenização a sindicalista
demitido por justa causa não reconhecida
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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara Federal aprovou na quinta-feira, dia 17, a obrigação de o empregador indenizar o trabalhador dirigente sindical demitido sob alegação de justa causa, não reconhecida judicialmente.A medida foi proposta pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE) no Projeto de Lei 5710/01.
A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT Decreto-Lei 5.452/43), e seu relator, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), ofereceu parecer pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa, sem entrar na análise de mérito.
Aprovado em caráter conclusivo, o projeto seguirá para análise do Senado, caso não haja recurso para ser votado pelo Plenário.Custo de discriminarDe acordo com o projeto, a indenização será correspondente ao dobro da remuneração devida durante todo o período de afastamento, até a reintegração ou até o final do período de estabilidade provisória.
Segundo o autor Fernando Ferro, o projeto na prática assegura estabilidade até um ano após o fim do mandato sindical, porque a indenização força a empresa a considerar o custo das atitudes discriminatórias.
A intenção do projeto é evitar que as empresas aleguem alguma falta grave para coibir a atividade sindical.
Fonte: Agência Câmara

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Negociações entre o Comando Nacional dos
Bancários e a Caixa serão realizadas hoje
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As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a Caixa Econômica Federal estão confirmadas para terça-feira, dia 22 de setembro, às 9 horas, em Brasília (DF).
Será dada sequência para as discussões sobre as reivindicações específicas da campanha salarial de 2009, com destaques para itens como Plano de Cargos Comissionados (PCC), Plano de Cargos e Salários (PCS) e jornada de trabalho.
Ontem, segunda-feira, dia 21 de setembro, às 16h, na sede da Fenae, aconteceu reunião dos membros da CEE/Caixa. O objetivo é o de preparar o encontro com a empresa.
Orientações
Como até agora a Caixa não apresentou propostas concretas para as cláusulas da minuta específica da campanha salarial deste ano, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) orienta os empregados a se envolverem diretamente nas atividades definidas pelas entidades sindicais em todo o país.
Nas rodadas anteriores com a empresa, o Comando Nacional dos Bancários e a CEE/Caixa deixaram claro que um acordo aditivo ao que for negociado com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na campanha salarial deste ano, passa por garantia de saúde e condições dignas de trabalho, contratação imediata de mais bancários, isonomia de direitos entre novos e antigos trabalhadores, recomposição do poder de compra dos benefícios dos aposentados, questões relativas à Funcef, segurança bancária e democratização da gestão, além de novo PCC, revisão dos critérios da avaliação por merecimento e fim do delta zero no âmbito do PCS e jornada de seis horas para todos os empregados, inclusive os de nível gerencial.
A falta de novidades na rodada de amanhã levará os empregados da Caixa a deflagrarem greve em todo o país e por tempo indeterminado, juntamente com o restante da categoria bancária.
CUT realiza até hoje II Encontro Nacional
de Trabalhadores com Deficiência
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A Secretaria de Políticas Sociais da CUT realiza nesta segunda e terça-feira, dias 21 e 22, em São Bernardo do Campo, o II Encontro Nacional de Trabalhadores com Deficiência.
"O 21 de setembro é o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência e vamos aproveitar o simbolismo desta data para assinar o protocolo de adesão à Campanha da Acessibilidade 'Siga essa Ideia', do Conade (Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência)", explicou Expedito Solaney, secretário de Políticas Sociais da CUT.
Conforme Solaney, a campanha objetiva a sensibiilização e a mobilização da sociedade para a eliminação das imensas barreiras arquitetônicas e de informação que impedem as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida a participar, efetivamente, da vida em sociedade.
Na avaliação do dirigente cutista, os movimentos sindical e social têm muito a contribuir para dotar a essas 26 milhões de pessoas, cerca de 14% da população brasileira, de condições dignas de vida e trabalho.
"Justamento pelos obstáculos e preconceitos ainda existentes, apenas 2% deste percentual consegue trabalhar e ter uma vida ativa. Nosso compromisso, expresso pela campanha, é encarar de frente os problemas reais com que esses companheiros e companheiras se deparam no seu dia-a-dia, como a questão do transporte público e da própria infraestrutura precária das cidades, que impedem a mobilidade da pessoa com deficiência", acrescentou.
Banco Central promete aperfeiçoar
medição e cálculo do spread
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O Banco Central (BC) aperfeiçoará os mecanismos de aferição e cálculo do spread, que é a diferença entre o custo de captação de dinheiro pelo banco e a taxa cobrada do cliente na hora do empréstimo. Segundo o presidente do BC, Henrique Meirelles, em audiência pública na Câmara dos Deputados, a ideia é dar maior transparência, permitindo aos consumidores e reguladores saberem, dentro da composição do spread, o que corresponde a impostos, custo administrativo, perspectiva de inadimplência e lucro.
O BC pretende, ainda, divulgar o spread do crédito direcionado, que é destinado basicamente aos setores rural, habitacional e de infraestrutura. Atualmente, os dados referem-se ao crédito livre. "É um aperfeiçoamento nos mecanismos de aferição e cálculo da composição dos spreads para permitir a todos olharem esse assunto e cobrarem das suas respectivas instituições", disse Meirelles.
Outra mudança será no cálculo da inadimplência, que é feito com base nas provisões (reservas para a possibilidade de prejuízos). "Agora nós vamos passar a calcular na perda esperada pelas próprias instituições e nas perdas reais ocorridas".Segundo Meirelles, essas mudanças serão anunciadas com detalhes nas próximas semanas.
O presidente do BC acrescentou que a maior atuação dos bancos públicos e o cadastro positivo (compartilhamento de informações entre as instituições financeiras a pedido do cliente, em tramitação no Congresso) permitem maior competição no sistema financeiro. Meirelles também evitou comentar sobre os juros futuros, que, nos últimos dias, estão subindo.
"O mercado tem suas previsões. Muitas vezes, acerta. Muitas vezes, erra".

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Banco da Amazônia diz que segue
a Fenaban, mas não define PLR
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As entidades reafirmaram que esperam que o Banco da Amazônia não seja novamente o último a assinar o acordo específico, como vem ocorrendo nos anos anteriores. Nova reunião está agendada para o dia 29/09.
Na primeira rodada de negociações específicas com o Banco da Amazônia, o banco se comprometeu em seguir todas as cláusulas econômicas que serão acordadas com a Fenaban. Porém, a questão da PLR ficou em aberto, o que as entidades discordaram.
Sem sinalização alguma se a empresa segue ou não o modelo de PLR acordado em Mesa Única, as entidades reafirmaram a pauta de reivindicações já entregue no dia 24 de agosto ao Banco, ou seja, querem que o acordo de PLR seja assinado junto com o acordo coletivo e conjuntamente com os demais bancos públicos.
As entidades também reafirmaram que esperam que o Banco da Amazônia não seja novamente o último a assinar o acordo específico, como vem ocorrendo nos anos anteriores. Por fim, o Banco se comprometeu a entregar por escrito, na próxima semana, as respostas globais às reivindicações dos empregados expressas na minuta específica.
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Nova rodada de negociação ficou agendada para o dia
29 de setembro, às 10h, na Matriz do Banco, em Belém
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Participaram da reunião os seguintes representantes: Sergio Trindade, presidente da AEBA, vice-presidente da Fetec-CN e coordenador da Comissão Empregados do Banco da Amazônia; Carlindo Abelha, diretor da Contraf-CUT; Sônia Rocha, presidente da Fetec-CN; Alberto Cunha, presidente do Sindicato dos Bancários PA/AP; Marlon George, vice-presidente do Sindicato do PA/AP; Raimundo Nonato, do Sindicato dos Bancários do Maranhão; além dos diretores Cristiano Moreno, Roosevelt Santana e Luis Paulo Amador.
COMPLETO E MAIS RENTÁVEL
Bradesco é o mais rentável da
América Latina e EUA, diz pesquisa
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O Bradesco foi a instituição financeira mais rentável entre os bancos da América Latina e dos Estados Unidos, aponta um levantamento feito pela consultoria Economática, considerando os balanços relativos ao primeiro semestre deste ano.
Em comparação com o ano passado, o banco sediado em Osasco conseguiu superar seu maior rival no setor privado, o Itaú, agora coligado ao Unibanco.
Para medir a rentabilidade dos bancos, a consultoria levou em conta o conceito ROA (retorno sobre ativos), em que se divide o lucro total pelo ativo total da empresa. Fonte: Folha Online
MP faz nesta segunda nova audiência
paratratar da terceirização no Banese
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O Ministério Público do Estado realiza nesta segunda-feira (21) nova audiência para tratar de denúncia feita pelo Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) contra a terceirização no Banco do Estado de Sergipe - Banese.
Segundo o SEEB/SE, o banco está empregando indevidamente funcionários da Sergipe Administradora de Cartões - Seac/Banese Card - (não concursados) para realizar atendimento nos Postos Banese que estão sendo transformados em correspondente bancário.
O presidente do Sindicato dos Bancários, José Souza, destaca que o Sindicato não concorda com a terceirização e, por isso, ingressou com a denúncia no Ministério Público do Estado, tentando reverter o processo.
Segundo ele, esta prática pode se estender às agências, o que prejudica diretamente os funcionários concursados do Banco.
DA DIFERENÇA ENTRE
CONSTRUIR E SÓ TER RAIVA
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Postado por Maia at 00:26 sob Uncategorized
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"Este blog é um espaço de divulgação e de debate.
Acabei me sentindo na obrigação de publicar esta nota, tendo em vista que agi com mão pesada nos últimos dias em relação a comentários postados.
II
É um espaço de debate, sem dúvida, de propostas de soluções, com a delicadeza de quem é um advogado – e que respeita profunda e sinceramente as representações associativas e sindicais. Como a questão jurídica e seus desdobramentos geram expectativas e debates, abre-se o espaço para a discussão.
III
Luta política é uma coisa. Mobilização é uma coisa.
Ofensas gratuitas e pura expressão de raiva são outra coisa.
De uma forma, se é sujeito: se age, se briga, se mobiliza; da outra forma, se é um objeto.
Na primeira se age; na outra, se é apenas espectador.
IV
A injustiça é uma doença. Contra elas tentamos vários remédios: há o remédio do Judiciário, não raro tardio; há o remédio político, trabalhoso.
Enfrenta-se a injustiça como quem enfrenta uma doença. Se um remédio falhar, aumenta-se a dose, a duração do tratamento, ou busca-se outro remédio.
Não se pragueja contra o remédio. Ninguém sai a xingar o remédio anterior. Aprende-se com a experiência, e segue-se adiante.
Se o remédio era para funcionar em 60 dias, e ainda não funcionou, mas há esperança de que funcione em mais trinta, é nossa escolha optar ou não por essa continuidade. O que não fazemos é apedrejar o remédio.
V
Vejo muita confusão a respeito do que seja opinião política. Temos pouca história de luta pela cidadania, e talvez por isso exista essa confusão. De um lado, uma longa ditadura. De outro, uma pregação constante contra os movimentos sociais.
E, sempre, um preconceito existente contra quem defende seus direitos de forma coletiva. O resultado é o que simples praguejar, para alguns, é tido como manifestação política. E isso lembra o que Brecht escreveu a propósito do analfabeto político.
VI
Pois não é. O mero praguejar, a mera expressão da raiva, não é uma manifestação política. Provavelmente seja o contrário disso. O que se vê, na internet, de emails praguejando, mas que nada propõem, nada mobilizam, nada conscientizam, é impressionante. Viram uma explosão de raiva, tão só.
E ressalto: manifestação política é aquela que une, que aglutina, que busca transformar pelo convencimento, pela mobilização e pela pressão. Cheguei a ver uma manifestação que critica o governo por “pensar só no pré-sal”. Ou seja, é uma tentativa de transformar todos os nacionalistas, todos os brasileiros de coração, em inimigos. Um tema dessa relevância está em discussão, mas não interessa. O que interessa é apenas fazer muxoxo.
VII
O blog é, sim, um espaço de discussão, inclusive política.
Mas a mera explosão da raiva, ou o “praguejar contra o remédio”, não á construção de uma alternativa política ou mesmo de alternativa jurídica. O prazo dado se esgotou, sim.
Os senadores estão trabalhando, pressionando, buscando construir alguma coisa sobre o que já foi feito até aqui. Nâo há cor partidária, nesse sentido.
Há um esforço comum. Só que esses que estão colaborando também acabam sendo vítimas de comentários raivosos, absolutamente destrutivos, que nada mais fazem do que tentar afastar os aliados que foram duramente conquistados durante esse período.
VIII
O último prazo dado acabou, sim. E foi dito que na próxima semana haverá uma reunião da AGU e, a seguir, uma reunião no Senado. Há frustração, claro, em relação a isso. Queríamos que fosse mais rápido, levamos as propostas absolutamente prontas tanto do ponto de vista jurídico quanto do ponto de vista orçamentário à União.
Só que a União não se resolveu ainda. Tão somente nesta última semana é que as Delegacias Regionais da Receita Federal encaminharam os dados que faltavam, e isso é que viabilizará a próxima reunião do Grupo de Trabalho. Já há dor suficiente, já há frustração suficiente, para que alguém conte as horas e saia a bradar o que todos já sabem: “o tempo acabou”.
Acabou, sim, todos sabemos disso. E todos estamos fazendo esforço para que se construa o convencimento frente ao Governo.
IX
Às vezes parece que há gente que tem prazer em dizer: “eu não disse? Era enrolação, não há futuro algum”. E nada é proposto no lugar. Ou é proposta a continuidade de um julgamento onde estamos perdendo por 4 votos até agora.
Esse tipo de manifestação é só expressão de raiva. Nada constrói. E não raro é uma manifestação infantil.
E mais frequentemente é uma manifestação despolitizada: é como se problema não fosse “nosso”: fosse “deles”. “Eles”, seja lá quem forem, inclusive os que estão do nosso lado, é que se virem para construir alguma coisa.
Ou seja, não é uma manifestação cidadã, não é uma manifestação altiva, porque apenas se espera algo de outros. Não estamos inseridos “nos outros”: estamos no aguardo, sempre, de que “alguém faça algo por nós”.
Por isso é despolitizado, por isso é mera manifestação de raiva, por isso não é construtivo, e por isso frequentemente é pueril, é só bater o pé e esperar ser atendido. Não é algo altivo, cidadão, reivindicador, mas um muxoxo raivoso.
X
Na explosão da raiva que não constrói, houve xingamentos para todos os lados.
No que isso convence? No que isso propõe? No que isso constrói?
No que isso facilita uma próxima audiência com alguém que fatalmente opinará no andamento das coisas? No que isso atrairá aliados?
Por que alguém se declarará favorável à causa se no primeiro entrave também será objeto de achincalhamento?
XI
Daí a explicação que devia.
O blog acaba, sendo, sim, um espaço político. Mas não é um espaço da raiva que nada constrói, da raiva destrutiva, da raiva que tenta afastar até mesmo os aliados que foram conquistados nesse período. Daí que decidi que vou vetar esses comentários de mera expressão de raiva porque nada vêm construindo.
O que foi um espaço para o desabafo se transformou em um festival de raiva insana.
Quando há proposta, quando há indagação, quando há exposição de sofrimento, é uma coisa. Quando é mera explosão de raiva, é outra. É uma raiva que joga contra, que deixa prostrado quem já está fraco. Não é hora de prostração.
Estamos em pleno jogo, em franca articulação, em convencimento crescente.
É hora de construir".