segunda-feira, 13 de julho de 2009

Comando negocia hoje com a
Fenaban novo modelo de PLR
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O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban se reúnem na tarde de hoje, 13 de julho, em São Paulo (SP), para dar continuidade ao processo de negociação por um novo modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que seja simples, transparente e satisfatório a todos os trabalhadores.
Os integrantes do comando estão reunidos hoje pela manhã na sede da Contraf/CUT. O diretor de administração e finanças da Fenae e coordenador da CEE/Caixa Jair Ferreira, está presente nessa reunião em São Paulo. Na última rodada de negociação, realizada no dia 29 de maio, no Rio de Janeiro, o principal avanço foi a concordância da Fenaban em debater o conceito de lucro que será utilizado para o cálculo da PLR dos trabalhadores.
Hoje, os bancos utilizam conceitos distintos, o que dificulta a previsibilidade da remuneração dos trabalhadores. O Comando aprofundou o debateu sobre o tema em reunião no dia 9 de junho, na sede da Contraf/CUT. Houve avanços na discussão do modelo que será defendido pelos trabalhadores, mas não foi fechada uma proposta.
Os dirigentes sindicais presentes se comprometeram a discutir o tema em suas bases. Também serão cobradas na negociação soluções para as mesas temáticas (segurança, saúde, igualdade de oportunidades e combate ao assédio moral).
Campanha Nacional 2009
As lideranças sindicais continuam em São Paulo nos dias 14 e 15, quando acontece o Seminário do Comando Nacional, preparatório à 11ª Conferência Nacional dos Bancários, que ocorre nos dias 17, 18 e 19. No dia 16, também será realizado o 2º Encontro Nacional de Comunicação da Contraf-CUT.
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Sindicatos fazem na terça
Dia Nacional de Luta pela
Igualdade de Oportunidades
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O Dia Nacional de Luta pela Igualdade de Oportunidade no trabalho bancário acontece nesta terça, 14 de julho, com atividades nos sindicatos da categoria em todo país. Serão feitas ações, debates com a sociedade e a distribuição de material contra todo tipo de discriminação dentro dos bancos.
Os bancários de Brasília se reunirão no setor bancário, às 7h30, seguindo até as saídas do metrô, finalizando com a entrega de documento no escritório da Fenaban.
Discriminação nos bancos
A pesquisa que contou com a participação Contraf-CUT revela que as mulheres ganham 78% dos salários dos homens e encontram mais obstáculos para a ascensão profissional. Apenas 19,5% dos trabalhadores do sistema financeiros são negros ou pardos, que ganham, em média, 84,1% do salário dos brancos.
A discriminação é ainda maior em relação às mulheres negras: somente 8% delas conseguem emprego nos bancos. Já os deficientes não conseguem preencher nem os 5% da cota exigida em lei. "A Igualdade de Oportunidades é uma questão de direitos humanos e democracia. É um momento histórico, não só para a categoria, mas para toda a sociedade", afirma Deise Recoaro, secretária de políticas sociais da Contraf-CUT.
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HSBC continua demitindo
Em cinco meses, 270 perderam o emprego em Curitiba
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A falta de funcionários no HSBC é um sério problema em todo o país, que está sendo acentuado cotidianamente com as demissões realizadas pelo banco. Só entre janeiro e maio deste ano, o HSBC demitiu 270 trabalhadores em Curitiba e região. Este número não leva em consideração os pedidos de desligamento do banco, o que é cada vez mais comum.
Durante os atendimentos prestados pela Assessoria Jurídica e Secretaria de Saúde, os bancários se queixam de sobrecarga de trabalho, metas abusivas e falta de respeito dos gestores. O problema é sistêmico. A sobrecarga piora as condições de trabalho, fazendo com que os bancários não consigam cumprir as metas, o que gera demissões ou ainda, que se sintam motivados a sair da empresa.
Desvalorização
Apesar do resultado positivo do banco, a desvalorização dos trabalhadores é um problema identificado em todo o país. Conforme o balanço divulgado em março deste ano, o ativo total do HSBC no Brasil aumentou 58% em 2008, avançando de R$ 70,75 bilhões para R$ 112,1 bilhões.Os relatos dos dirigentes sindicais do HSBC, que participaram do Encontro Nacional realizado em junho em Curitiba, são de trabalhadores mal remunerados, que não possuem um plano de cargos e salários que assegure transparência e clareza no processo de ascensão profissional e que tem fortes queixas sobre o relacionamento profissional com seus pares e gestores.
Reunião será dia 28
Demissões, falta de funcionários e desvalorização serão os temas principais da reunião entre o atual presidente do HSBC, Conrado Engel e o movimento sindical. O agendamento deste encontro foi uma das deliberações do Encontro Nacional. Os dirigentes sindicais pretendem cobrar diretamente do "cabeça" do banco providências em relação à estes problemas.
"Também queremos exigir melhorias no programa próprio de remuneração variável do banco (PPR), previdência complementar, Plano de Cargos e Salários e a revisão da postura do HSBC em relação ao Papa-filas", lembra Carlos Alberto Kanak, dirigente sindical e coordenador nacional da Comissão dos Empregados do HSBC.
Fonte: Patrícia Meyer - Seeb Curitiba

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