sexta-feira, 17 de julho de 2009

Começa a 11ª Conferência Nacional dos
Bancários, com discussão em grupos
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Começou na manhã desta sexta-feira 17, em São Paulo, a 11ª Conferência Nacional dos Bancários, que definirá a estratégia e a pauta de reivindicações da Campanha Nacional 2009. Neste primeiro dia, os 640 delegados eleitos nos encontros regionais estão discutindo, em quatro grandes grupos separados, os temas (1) Emprego e Remuneração, (2) Saúde e Condições de Trabalho, (3) Previdência Complementar e (4) Segurança Bancária.
"Estamos agora aprofundando as discussões dos temas apontados pelos bancários nas consultas e nas conferências regionais como os mais importantes para a campanha deste ano, antes de irem à votação na plenária de sábado e domingo", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Ainda nesta sexta-feira, às 20h, haverá a abertura solene da Conferência. Neste sábado de manhã, os representantes dos bancários vão discutir a conjuntura política e econômica, antes da plenária na parte da tarde.
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Bancários discutem aumento real,
proteção ao emprego e PLR mais justa
Grande parte dos bancários quer reajuste de
salário de até 10% na campanha nacional deste ano.
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Reforçando o resultado das consultas realizadas na maioria dos estados, a pesquisa apresentada, nesta sexta-feira, 17 de julho, no Encontro Nacional sobre Emprego e Remuneração, primeiro dia da 11 º Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, em São Paulo, indica que 66% dos 1.600 entrevistados bancários em 17 capitais brasileiras apontam reajuste até de 10% como o ideal e para 28%, acima de 10%.
Além de dados sobre índices, também foram apresentadas informações sobre emprego e Participação nos Lucros e Resultados para balizar as discussões do grupo quem tem como objetivo apresentar propostas para a pauta de reivindicações da categoria a ser entregue para a Federação dos Bancos (Fenaban), em agosto.
A data-base da categoria é 1º de setembro.Reajuste e PLREm sua apresentação, a economista do Dieese, Ana Carolina Tossetti, destacou que houve melhora nas negociações coletivas entre o primeiro trimestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano passado.
Das 750 categorias, 79% encerraram as negociações, nos três primeiros meses do ano, com índice superior à inflação, contra 77% do mesmo trimestre do ano anterior. Igual à inflação, foram 17% contra 12% e abaixo da inflação, 4% contra 11%.
Ela destacou ainda que apesar de os bancários terem conquistado uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior nos últimos anos, os banqueiros foram incluindo travas na distribuição, com tetos, e atrelando o valor adicional a riscos questionáveis descontados do lucro, via balanço.
Ela apontou os lançamentos contábeis que reduzem o lucro líquido dos bancos, impactando no montante a ser distribuído para os bancários: provisionamento de crédito para liquidação duvidosa, amortização de ágio decorrente de aquisições, crédito tributário, lucro recorrente, lucro gerencial ou pró-forma (fusão).
"Impactos injustos, porque os bancários continuaram a trabalhar no mesmo ritmo ou até mais, gerando lucro maior, porém contabilmente reduzido", avaliou. "Precisamos sair dessas armadilhas. Por isso, defendemos que o valor adicional à PLR não seja mais calculado a partir da variação do lucro de um ano para o outro. É mais justo que esse cálculo seja feito por meio de uma conta/indicador que represente o esforço dos bancários", disse Juvândia Moreira Leite, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que coordenou os trabalhos da mesa sobre remuneração e emprego.
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Emprego
Outra preocupação que os bancários apontaram na pesquisa nacional foi em relação ao emprego. E os dados apresentados pelo economista do Dieese, Miguel Huertas, rechaçam essa preocupação. Segundo estudo da Contraf-CUT e do Dieese, os bancos fecharam 1.354 postos de trabalho de janeiro a março deste ano no Brasil.
No primeiro trimestre, os bancos fizeram 8.236 desligamentos e 6.882 contratações. O estudo mostra ainda que os bancos estão demitindo trabalhadores mais velhos e qualificados para contratar pessoas mais jovens por salários menores, a chamada rotatividade ou "turnover". Os 8.236 trabalhadores desligados no período tinham remuneração média de R$ 3.939,84; enquanto os 6.882 admitidos recebem em média R$ 1.794,46. A diferença é de 54,45%.
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Fenae divulga cartilha em defesa
das aposentadorias e pelo fim
do fator previdenciário
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Defender o fim do fator previdenciário como postura de combate ao ônus exclusivo sobre os trabalhadores implica em recusa a qualquer “alternativa” circunscrita à lógica da redução do valor das aposentadorias. Porque injustiça não se ameniza, elimina-se.
Com base nesse princípio, a Fenae, as Apcefs, os representantes eleitos para a diretoria e conselhos da Funcef e a Contraf/CUT se somam à mobilização das centrais sindicais pelo fim do fator previdenciário, entulho autoritário criado pelo governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso para reduzir o valor das aposentadorias.
Cartilha com o objetivo de sair em defesa das aposentadorias e de reivindicar o fim do fator previdenciário, que começa a circular a partir de hoje (17 de julho), foi editada pela Fenae/Apcefs e pela Contraf/CUT – sindicatos de bancários.
Nela, as representações dos trabalhadores bancários concluem que, “transcorridos já 10 anos de convivência com o fator previdenciário, chegou o momento de se eliminar, de uma vez por todas, essa fórmula criada para forçar os segurados a contribuírem por mais tempo para a Previdência, sob pena de terem suas aposentadorias rebaixadas”.
Denominada em “Em defesa da previdência. Fim ao fator previdenciário”, a cartilha da Fenae/Apcefs e da Contraf/CUT – Seebs informa que a batalha pela eliminação do fator previdenciário está nas ruas, “mas seu desfecho será no Congresso Nacional, onde tramita o projeto de lei 3.229/2008, de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), com o objetivo de extingui-lo”.
É informado também que esse PL já foi aprovado pelo Senado e está em debate na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
A cartilha traz notícias sobre o redutor da reforma tucana que substitui a idade mínima, fazendo um cálculo do fator previdenciário, com seus impactos na vida do segurado.
Há também informações sobre os aspectos negativos do fator previdenciário, assim como sobre a fórmula 95/85, proposta pelo deputado Pepe Vargas (PT/RS) como “alternativa” ao fator previdenciário, mas que não elimina a injustiça ao trabalhador que vier a se aposentar.
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Proteger a vida é a preocupação central
do debate sobre segurança bancária
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A preocupação com a vida dos bancários, clientes e vigilantes dominou os debates no Encontro Temático sobre Segurança Bancária, no primeiro dia da 11ª Conferência Nacional dos Bancários, que começou nesta sexta-feira, em São Paulo.
Para iniciar os debates, a Contraf-CUT apresentou o resultado da pesquisa sobre a percepção dos bancários em relação à segurança e também as autuações feitas pela Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP) aos bancos que desrespeitaram a legislação de segurança.
Durante o encontro, os representantes de bancários e vigilantes denunciaram o descaso das instituições financeiras com a segurança, expondo trabalhadores e população aos riscos da violência.
"Defender a vida dos clientes e trabalhadores tem que ser nossa prioridade. Nada adianta discutir emprego, remuneração e outros temas se os trabalhadores estão vulneráveis no seu local de trabalho", afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
O presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura, que participou da mesa de debates, ressaltou a importância de cobrar a atualização da lei nº 7102/83, que determina regras mínimas para o funcionamento dos estabelecimentos financeiros e que prevê o fechamento de agências que não tenham um plano de segurança aprovado pela Polícia Federal.
"Os bancos querem retirar a palavra 'obrigatoriedade' da lei e manter o funcionamento normal das agências mesmo sem condições mínimas de segurança", afirmou Boaventura. "O que eles querem é ficar livres da fiscalização."
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'Preservar a vida, em vez do patrimônio'
Sem o plano de segurança ou apresentando irregularidades como descumprimento das determinações do mesmo, inoperância de itens ou não renovação perante a Polícia Federal, as agências deveriam ser interditadas.
"Defendemos a preservação da vida dos trabalhadores e clientes e não do patrimônio dos bancos", disse Ademir Wiederkehr, secretário de Imprensa da Contraf-CUT. "Infelizmente, isso acontece em poucos casos." De acordo com os dados da CCASP, a inexistência de plano para as agências é a principal infração cometida pelos bancos.
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Ações da Segurança combatem assaltos a bancos no MA
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Apresentação dos assaltantes José Bento Freire Sousa e Francisco Moreno da Silva, apreensão de armas pesadas, recolhimento de R$ 92 mil em dinheiro, foram as ações anunciadas pelo secretário de Segurança Pública, Raimundo Cutrim, na última terça-feira (14), em entrevista coletiva, realizada no auditório da Secretária.
Aos jornalistas, ele fez um balanço dos trabalhos de combate aos assaltos a bancos no Maranhão. Os detidos integram quadrilhas que realizaram assaltos a agências do Banco do Brasil localizadas em municípios maranhenses e no estado da Paraíba.
O secretário Raimundo Cutrim atribuiu a efetivação das prisões ao trabalho conjunto das Policias Civis, Militar, do Serviço de Inteligência do Maranhão, Paraíba e Piauí. Desta parceria resultou a captura de 21 assaltantes nos estados.
Até agora, três quadrilhas identificadas assaltaram agências bancárias nos municípios de Presidente Dutra, Olho d’Água das Cunhãs, Santa Luzia e Coroatá. Os assaltantes atuaram, também, no município de Calumbi, na Paraíba. Em Presidente Dutra e Olho d’Água das Cunhãs foram detidos seis assaltantes que confessaram participação em assalto ocorrido em maio, no município maranhense de Colinas.
O repasse de informações privilegiadas, de acordo com Cutrim, levanta a suspeita de que pessoas ligadas aos serviços bancários terceirizados tenham colaborado com os bandidos, devido à familiaridade na forma dos assaltos. “Estamos fazendo um trabalho articulado para evitarmos este tipo de crime. Estes assaltantes têm diversas passagens pela policia nos estados”, disse o secretário.
Investigações - Pelas investigações da policia, Francisco Moreno da Silva, apresentado durante a coletiva, participou do assalto ocorrido no município de Santa Luzia em junho deste ano. Em Calumbi, na Paraíba, o assaltante Clemilton foi encontrado morto em matagal. Com ele foi apreendido uma metralhadora 9mm de uso exclusivo da PM.
Ainda na Paraíba, em 12 de julho, foram presos os assaltantes Francisco Morais, conhecido como Batata e como Nena. Com ele foram encontradas sete pedras de crack, as quais podem render até 350 quilos da droga e R$ 23 mil. Outro integrante preso na Paraíba foi Cleingnaldo Ferreira Barros, conhecido como Cleinton.
Dentre as armas usadas pelos assaltantes estão um fuzil Fal, calibre 7,62 mm; um fuzil AR-15 calibre 5,56 mm; duas metralhadoras, uma UZI, de fabricação israelense; uma HK (de uso exclusivo da PF); uma espingarda de repetição, calibre 12; e uma pistola Taurus, 380 mm, com numeração raspada.
Com informações da ContrafCut, Fenae e Governo Estadual

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