quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Apesar da chiadeira dos bancos, leilão
da folha do INSS começa nesta quarta
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Está marcado para começar hoje, quarta-feira, dia 5, o leilão da folha de pagamento dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O pregão causa revolta dos banqueiros, pois enterra de uma vez a grande mamata que eles tinham de cobrar o governo federal para ter todos os aposentados e pensionistas do Brasil como clientes em potencial.
A chiadeira dos banqueiros começou quando o governo federal, seguindo determinação do Tribunal de Contas da União, decidiu inverter a lógica e passar a cobrar dos bancos em vez de pagar cerca de R$ 250 milhões anuais para manter a folha de pagamento do INSS, uma das maiores do país.
O Ministério da Previdência deu o primeiro passo e acordou com os bancos a isenção do pagamento.
O próximo é o leilão.Como reação, os bancos querem esvaziar o leilão, apesar de já pagarem fortunas para folhas de pagamentos de outros órgãos públicos, como estados e municípios.
Em 2007, por exemplo, a Nossa Caixa pagou a bagatela de R$ 2,1 bilhões pelo direito de administrar o pagamento dos servidores paulistas, mesmo tendo, por lei, o direito a administrá-la. Apesar dos rumores de boicote, os bancos públicos federais e o HSBC deram sinais de que vão participar.
As instituições financeiras lucram alto com as folhas, pois, na prática, é como se fossem agregados novos correntistas, para os quais podem vender produtos e oferecer crédito, duas das fontes de capital mais rentáveis para as instituições financeiras.
No caso do INSS, os bancos terão ainda mais uma vantagem - o crédito consignado - fonte de lucros com risco zero.
No caso do leilão do INSS, quem vencer fica com a administração pelos próximos 20 anos do pagamento dos benefícios que forem concedidos em cinco anos.
Segundo o INSS, em média são concedidos 377 mil benefícios por mês.
Ou seja, quase 400 mil contas a mais todo o mês. Vale ressaltar que nada muda para os atuais 26,6 milhões de aposentados e pensionistas.
Modelo
O leilão, segundo o jornal Valor Econômico, terá um modelo semelhante ao adotado pelos governos estaduais e municípios.
O INSS dividiu a disputa em 26 lotes e ganha o banco que oferecer o maior preço para cada uma delas. A expectativa é que os leilões das regiões Sul e Sudeste sejam mais disputados, pois é onde os benefícios tendem a ser mais altos. Fonte: Seeb São Paulo com Valor Econômico

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