terça-feira, 11 de agosto de 2009

BicBanco lucra R$ 82 milhões no
2º trimestre, queda de 21,7%
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Em relação ao primeiro trimestre, houve alta de 10,3%.Instituição diz que nível de inadimplência ainda é maior do que o pré-crise.
O BicBanco acompanhou a melhora de cenário para o crédito no segundo trimestre e fechou o período com lucro líquido de R$ 82 milhões, alta de 10,3% sobre os três primeiros meses do ano.
No entanto, a crise ainda se faz sentir na comparação com o segundo trimestre de 2008. Neste caso, houve queda de 21,7% no ganho líquido. Ao fim de junho, as operações de crédito da instituição somavam R$ 7,39 bilhões, alta de 0,9% sobre o primeiro trimestre, mas volume 19,6% menor que o registrado um ano antes. O banco aponta que não houve alterações relevantes na distribuição das operações.
O crédito corporativo foi equivalente a 95,1% da carteira. O crédito consignado correspondeu a 4,2% e o crédito pessoal, a 0,7% do total. O BicBanco ressalta que ao longo trimestre observou uma progressiva melhora na capacidade de solvência das empresas, porém diz que o nível de inadimplência ainda se encontra superior ao período pré-crise.
Por essa razão, a instituição ainda mantém provisões adicionais. No segundo trimestre, o saldo de provisão para perdas totalizava R$ 396,6 milhões, montante 19,5% superior à exigência legal.
Tal cifra também representa um crescimento de 6,3% sobre as provisões do primeiro trimestre e 137,2% maior que a realizada um ano antes. O banco ainda aponta que, no decorrer do trimestre, os créditos baixados para prejuízo somaram R$ 36,6 milhões e a recuperação de créditos atingiu R$ 26,2 milhões. O resultado da intermediação financeira cresceu 35% sobre o primeiro trimestre e 6,9% sobre o obtido no segundo trimestre de 2008, somando R$ 217,4 milhões.
Já a receita com prestação de serviços aumentou no comparativo trimestre contra trimestre, mas os R$ 11,1 milhões ainda ficaram 28,8% abaixo do obtido um ano antes. O volume de recursos captados totalizou R$ 7,13 bilhões, retração de 3,1% no trimestre e de 19,2% nos últimos 12 meses.
Já os ativos totais fecharam o trimestre em R$ 10 bilhões, retração de 2,9% em relação ao trimestre anterior e de 15,9% sobre igual período do ano passado.

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