terça-feira, 4 de agosto de 2009

CASTIGO EXEMPLAR
Banco dos EUA pagará US$ 33
milhões por mentir sobre bônus
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O Bank of America concordou, nesta segunda-feira, em pagar uma multa de US$ 33 milhões (R$ 60,5 mi) ao órgão regulador do governo americano para pôr fim às acusações de que teria enganado investidores sobre o pagamento de bônus a executivos do Merrill Lynch.
O banco privado, um dos maiores dos EUA, assumiu o Merrill Lynch no ano passado para evitar sua falência. A aquisição, completada em janeiro, foi avaliada em US$ 50 bilhões.
Durante o processo de resgate do banco, o Bank of America disse aos seus acionistas que eles seriam consultados sobre o pagamento de bônus a executivos do Merrill Lynch e que nenhum pagamento seria feito sem a aprovação dos acionistas.
No entanto, de acordo com uma acusação feita pela Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês), órgão regulador do mercado de capitais nos EUA, o Bank of America acabou pagando mais de US$ 3,5 bilhões a altos executivos do Merrill Lynch, apesar das perdas de quase US$ 30 bilhões registradas pela empresa em 2008.
O banco não admitiu ou negou as acusações, mas concordou em pagar a multa para pôr fim ao processo. "O banco acredita que o acordo representa uma conclusão construtiva para esse assunto", disse o porta-voz da empresa, Scott Silvestri, em comunicado.
A SEC afirmou que, apesar do pagamento, continuará a investigar a questão de bônus a executivos de Wall Street.
Legislação
O Bank of America foi um dos mais afetados pela crise financeira global. A instituição financeira foi resgatada com o dinheiro do contribuinte americano em 2008 e recebeu US$ 25 bilhões no auge da crise de crédito no ano passado e outros US$ 20 bilhões mais tarde.
Além disso, recebeu ainda garantias de proteção contra perdas em alguns investimentos de risco. O anúncio sobre o pagamento da multa milionária pelo Bank of America acontece apenas dois dias depois da aprovação de um projeto de lei sobre o pagamento de bônus nos EUA.
A nova medida ainda dará aos acionistas das empresas um papel mais importante em decisões sobre estes pagamentos. A nova legislação, no entanto, foi criticada por representantes da oposição republicana afirmando que a lei "tira das empresas o direito que conduzir seus negócios da maneira como acharem melhor".
O projeto será agora votado pelo Senado americano, onde sua aprovação é considerada mais difícil.

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