quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quatro bancos brasileiros estão entre
as 300 maiores empresas do mundo
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Dentre as oito empresas brasileiras que integram a lista da Consultoria Ernst & Young das 300 maiores do mundo, quatro são bancos: Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil.
O levantamento, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, aponta ainda que de dezembro para cá três instituições nacionais entraram na lista, duas delas financeiras.
A classificação baseia-se no valor das ações no fim do semestre.
O Itaú Unibanco ocupa o 76º lugar e é o primeiro banco brasileiro da lista. O Bradesco está em 120º, o Banco do Brasil ocupa a 204º posição e o Santander Brasil é o 254º.
A melhor empresa brasileira é a Petrobras, em 8º, seguida pela Vale em 46º. A AmBev também aparece, em 147º lugar."Isso reforça que os bancos brasileiros pouco sentiram da crise internacional e continuam em pleno crescimento", diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
"Mostra também que eles podem atender a todas as reivindicações da Campanha Nacional 2009", completa.
Petrobras
O primeiro lugar da lista é da chinesa Petrochina, seguida pela Exxon Mobil, ambas do setor petroquímico.
A Petrobras é a única empresa brasileira entre as 10 maiores, com valor de mercado subindo de US$ 95,895 bilhões para US$ 164,818 bilhões. No levantamento anterior, ela ocupava o 37º lugar.As norte-americanas e europeias perderam espaço na lista.
O total de empresas dos Estados Unidos manteve-se estável, mas com perdas de posições. Já o número de instituições do Velho Continente caiu de 110 para 95.
Crescimento
O ganho de força dos bancos brasileiros no mundo é reflexo também da recuperação geral da economia do Brasil, atestada pelos próprios banqueiros. Segundo matéria da Folha de S.Paulo, representantes do Bradesco e do Itaú Unibanco já cravam que a recessão no país acabou, e desde maio.
Segundo o Bradesco, naquele mês, o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre apontava um crescimento de 1,7% em relação aos primeiros três meses deste ano. Até abril, os resultados eram negativos.
O Itaú Unibanco aponta que em maio houve uma alta de 2,3% em relação a abril, que, segundo economistas do grupo, também recuou em abril.
"Isso demonstra que os bancos estavam errados quando elevaram as provisões de pagamentos duvidosos em seus balanços. Sempre dizíamos que o setor deveria apostar no país, injetando crédito e não retendo, e assim contribuir para o crescimento econômico", disse o presidente do Sindicato Luiz Cláudio Marcolino.
"Esperamos que agora os bancos, que não só reconhecerem mas também estão projetando a elevação do PIB, tenham a mesma postura na mesa de negociação e respondam positivamente nesta campanha salarial, com o fim das demissões, ampliação dos postos de trabalho, aumento real dos salários e Participação nos Lucros e Resultados mais justa", completou.
Fonte: Seeb São Paulo com Folha de S.Paulo e Estadão

terça-feira, 28 de julho de 2009

Diap aponta a agenda do 2º semestre
que interessa aos trabalhadores
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Os temas elencados abaixo são prioritários na agenda dos trabalhadores.
Em 2010 haverá eleições e nada garante ao movimento sindical que, se não tiverem desfecho positivo ainda este ano, será possível em qualquer cenário manter a agenda em curso num rumo adequado para o movimento sindical.
Salário mínimo
Caso não seja transformado em lei, o projeto de aumento real do mínimo, não existe nenhuma garantia que o Governo Federal terá condições de continuar, por meio de medida provisória, com a política de valorização do salário mínimo.
A Câmara precisa votar a emenda do senador Paulo Paim (PT/RS) ao PL 1/07 o mais rápido possível, sob pena de colocar em risco o ganho real para o salário mínimo.O presidente da República, apesar de o Congresso não ter aprovado o projeto, editou MPs nos anos de 2008 e 2009 assegurando reajuste e aumento real com base nos parâmetros fixados na política de recuperação do piso salarial do País.
Para os próximos dois anos, entretanto, o Governo Federal terá dificuldades, sem uma lei em vigor sobre o tema, de continuar, por meio de MP, com a política de valorização do salário mínimo, por dois relevantes motivos
O primeiro motivo, em relação a 2010, é de natureza política.O aumento real do salário mínimo para 2010, respeitada as diretrizes do projeto, deverá ser fixado com base no PIB de dois anos anteriores, portanto, de 2008, o maior PIB dos últimos 20 anos, que será anunciado no final de 2009, um ano de inflação baixa e PIB muito baixo ou até negativo.
O segundo motivo, este relativo a 2011, seria de natureza político-eleitoral.
Teria o presidente da República, nos últimos dias de seu mandato, condições políticas de editar uma MP concedendo aumento real para o salário mínimo, cuja vigência coincidiria com a posse de seu sucessor?
Fator previdenciário
O tema está sob impasse na Câmara.
O Governo não aceita simplesmente extinguir o fator. Os trabalhadores apóiam o projeto do senador Paulo Paim (PT/RS), que quer acabar com o fator.
O relator, deputado Pepe Vargas (PT/RS) apresentou uma solução que não contempla os trabalhadores, o fator 85/95.Desse modo, é preciso urgentemente construir uma proposta negociada.Sustentação financeira dos sindicatos
A contribuição negocial volta à agenda política.
A Adin (ação direta de inconstitucionalidade) do DEM, que questiona o repassa às centrais de recursos da contribuição sindical acendeu a luz amarela.Com início da discussão pelo Supremo, cuja votação parcial está em três votos contra o repasse e dois a favor, impõe ao movimento sindical construir alternativas para o caso de o STF acatar a ação do Democratas.
Desse modo, o Ministério do Trabalho tende a acelerar a elaboração, com as centrais, de proposta que resolva finalmente este impasse sobre a sustentação financeira das entidades sindicais de trabalhadores.Há ainda o projeto de lei (PLS 248/06) do senador Paulo Paim (PT/RS), que regulamenta a taxa assistencial, cobrada em razão das negociações coletivas de trabalho.
Parcela expressiva do movimento sindical quer resolver este imbróglio, com objetivo de superar o impasse que envolve a cobrança pelos sindicatos e a postura do Ministério Público do Trabalho, que a considera ilegal, sobretudo para os trabalhadores não sindicalizados.
Terceirização
Este também é um tema caro ao movimento sindical, pois a terceirização nos moldes em que vem sendo praticada no País significa relações precárias de trabalho, salários aviltados e impossibilidade de aposentadoria.
Desse modo, as centrais defendem o arquivamento do PL 4.302/98, do ex-presidente FHC, por meio da mensagem presidencial 393/03, enviada por Lula ao Congresso, bem como a rejeição do PL 4.330/04, do deputado Sandro Mabel (PR/GO), e, em seguida, a construção negociada pelo Governo, empresários e trabalhadores de uma proposta que regulamente essa modalidade de trabalho em condições mais humanas e sem desvantagens para os trabalhadores.
Com exceção do projeto de lei que trata da regulamentação da taxa assistencial, todos os demais compõem a "pauta trabalhista" apresentada pelas centrais ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP) em maio.
Fonte: Marcos Verlaine/Diap
Nova gripe está aí, mas os bancos não
se importam com a saúde dos bancários
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Um dos maiores problemas da nova gripe que vem assolando o mundo é seu contágio. A transmissão se dá através de superfícies contaminadas.
Ou seja, alguém contaminado espirra na mão e não lava. Essa pessoa cumprimenta outra. A segunda esfrega os olhos. Contaminação na certa.
Afinal, o vírus sobrevive 10 horas fora de um hospedeiro.
Por lidar com o público, uma das categorias que mais sujeita está para ser contaminada é a bancária. Isso acontece por ser um ambiente fechado, quase hermeticamente, com trânsito de muitas pessoas provenientes de diferentes lugares e com contato direto entre elas ou através do dinheiro e documentos que são manuseados o tempo inteiro.
Por isso, os sindicatos dos bancários afiliados à FETEC-CUT-PR estão trabalhando muito para informar os trabalhadores dos riscos e cobrando da FENABAN uma posição e atitudes para mitigar a exposição à gripe.
Em Londrina, a primeira medida é informar aos trabalhadores para evitar o pânico. O Sindicato dos Bancários de Londrina e região está trabalhando próximo à Vigilância Sanitária, distribuindo panfletos e acompanhando as reuniões. Além disso, os dirigentes sindicais têm trabalhado exigindo melhores condições de trabalho.
"Já encaminhamos um pedido à superintendência local para que seja disponibilizado, pelo menos, álcool gel para os trabalhadores", diz João Antônio da Silva Neto, trabalhador no banco Itaú Unibanco e diretor da FETEC-CUT-PR em Londrina e região.
Até o momento, uma menor estagiária do banco do Brasil está com suspeita de ser portadora da doença.
Em Paranavaí, Neil Emídio Júnior, presidente do Sindicato de Paranavaí e região e trabalhador no banco Itaú Unibanco, está preocupado: "os bancos não dão folga nem para prevenir LER/DORT, imagina para limpar as mãos com álcool gel a cada contato pessoal". Neil diz que a situação está alarmante.
Com o alto número de suspeitas da doença, as pessoas andam com medo até de se reunirem.
Nova gripe já chegou aos trabalhadores bancários
Nos últimos dias, vários novos casos têm sido relatados e parece que chegou bem perto da gente.
"O que se espera é que as pessoas ajam rapidamente, como o [dirigente sindical do banco do Brasil] André [Castelo], que acordou com febre alta e dor no corpo um dia e logo mandou a esposa e filho para a casa dos pais e se internou" fala Ademir Vidolin, que é trabalhador no Bradesco e que até pouco tempo cuidava da secretaria de saúde do Sindicato de Curitiba e região.
O dirigente lembra que se o remédio não for administrado nos primeiros três dias, as chances de recuperação diminuem muito.Ademir também falou sobre uma trabalhadora bancária no banco Santander que é casada com um homem com suspeita de ser portador da gripe influenza A: "o banco é irresponsável por não afastar a trabalhadora.
Isso mostra como eles estão mais preocupados com as metas do que com a saúde de seus funcionários". Até o fechamento dessa matéria, a informação é de que o gerente está informado da possível exposição, mas não tomou nenhuma atitude.Para se informar sobre a nova gripe, Influenza A (H1N1), vá até a página: www.saude.gov.br
Fonte: Luz Gustavo Vilela - FETEC-CUT-PR
Bancários querem colocar medidas
por diversidade na convenção nacionalDirigentes sindicais bancários de todo o país assistiram nesta segunda, 27,
à apresentação do resultado completo do Mapa da Diversidade, retrato
detalhado sobre a presença de negros, mulheres e pessoas com deficiência nos bancos.
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A pesquisa foi apresentada pela Febraban na sede da Contraf-CUT."A pesquisa é um grande avanço, um bom diagnóstico da realidade da categoria em termos de igualdade de diversidade", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
"É importante que o movimento sindical e as empresas construam soluções negociadas para garantir a inclusão de mulheres, negros e pessoas com deficiência nos bancos, e que essas medidas sejam incluídas na convenção coletiva da categoria", acrescenta.
Para Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, a divulgação dos dados é um momento histórico na discussão da diversidade no setor financeiro. "Nós bancários somos os maiores interessados na promoção da igualdade nos bancos e estamos apostando nesse processo. Queremos debater com as empresas e, olhando esses dados, criar medidas práticas que podem ser revolução nas relações de trabalho", afirma.
Discriminação
O Mapa da Diversidade, montado a partir de uma pesquisa respondida por 204.794 bancários de todo o Brasil (50% da categoria), revela que as mulheres ganham 78% dos salários dos homens e encontram mais obstáculos para a ascensão profissional.
Além disso, apenas 19,5% dos trabalhadores do sistema financeiros são negros ou pardos, que ganham, em média, 84,1% do salário dos brancos.
A discriminação é ainda maior em relação às mulheres negras: somente 8% delas conseguem emprego nos bancos.
Participação
Além de Carlos Cordeiro e Deise Recoaro, a mesa de abertura da apresentação contou com a presença de Magnus Apostólico, superintendente de Relações do Trabalho da Febraban, Raquel Kacelnikas, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, e Cida Bento, pesquisadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT). Fonte: Contraf-CUT.
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Crédito bancário sobe para 43,7%
do PIB em junho e bate novo recorde
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O Banco Central informou nesta terça-feira, dia 28, que o
volume de crédito ofertado pelos bancos subiu 1,3% em
junho deste ano, para R$ 1,27 trilhão, ou 43,7% do Produto
Interno Bruto (PIB), que é um valor sem precedentes.
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Em maio deste ano, segundo números revisados pelo BC, o volume do crédito bancário estava em R$ 1,26 trilhão, ou 42,8% do PIB.
A expectativa do Banco Central é de que o crédito bancário suba de 14% a 15% neste ano, chegando à marca de 45% do PIB no fim deste ano.
"A expansão do crédito vem no ritmo que esperávamos. Mas o crédito crescia a uma taxa muito elevada no ano passada", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Ele lembrou que, em 2008, a expansão do crédito foi superior a 30%.
Apesar do aumento esperado no crédito, o volume ofertado pelos bancos, na proporção com o PIB, ainda estará abaixo de outros países, como Chile, México e Estados Unidos, que têm um volume de crédito bancário superior a 60% do PIB.Altamir Lopes, do BC, observou que o crédito para as pessoas físicas vem crescendo mais do que aquele para as empresas.
Em doze meses, segundo ele, o crédito para pessoa física subiu 20%, enquanto o volume de empréstimos para as empresas, com recursos livres, subiu 15%.
Entretanto, o crédito direcionado (no qual está inserido o BNDES, ou seja, que é tomado especialmente por empresas) subiu 25% em doze meses. Fonte: Alexandro Martello - G1.
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Estadão publica artigo do presidente da
Contraf-CUT sobre emprego nos bancos
O jornal O Estado de S.Paulo publicou nesta terça-feira,
dia 28, o artigo "Bancos andam na contramão do emprego",
do presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro da Silva.
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O texto destaca que "os bancos fecharam 1.364 postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano", conforme pesquisa da Contraf-CUT em conjunto com o Dieese.
Para ele, "nada justifica a rotatividade que está sendo feita com a redução de salários e a discriminação das mulheres".
Segundo Carlos Cordeiro, "as demissões estão concentradas nos grandes bancos privados, principalmente em razão das fusões do Itaú-Unibanco e Santander-Real, contrariando os compromissos assumidos publicamente pelos presidentes dessas empresas de que não haveria fechamento de postos de trabalho".
Na opinião do presidente da Contraf-CUT, "os bancos, que gastam milhões de reais para propagandear responsabilidade socioambiental, mostram que não fizeram a lição de casa, dando um mau exemplo para a sociedade".
Ao final do artigo, Carlos Cordeiro ressalta que "está na hora de os bancos pararem de andar na contramão e fazer a sua parte para manter postos de trabalho e gerar novos empregos, além de baratear o crédito e baixar juros, tarifas e spread. O Brasil só vai caminhar para frente com emprego, distribuição de renda e desenvolvimento".
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Leia a íntegra do artigo de Carlos Cordeiro:
Bancos andam na contramão do emprego
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Os clientes e a população possuem razões de sobra para reclamar das filas intermináveis nos bancos. Faltam cada vez mais funcionários para agilizar o atendimento, enquanto sobram caixas eletrônicos nas salas inseguras de autoatendimento.
Isso porque as instituições financeiras têm fechado postos de trabalho, principalmente nas regiões Sudeste e Sul, ao invés de gerar empregos.Segundo pesquisa inédita de emprego no sistema financeiro, lançada recentemente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os bancos fecharam 1.364 postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano.
Eles desligaram 8.236 bancários e contrataram apenas 6.882. É uma inversão do que ocorreu no ano passado, quando houve um aumento de 3.139 vagas no mesmo período. Esse primeiro resultado, que as duas entidades passarão a divulgar trimestralmente sobre a evolução do emprego nas instituições financeiras, toma por base os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.
As demissões estão concentradas nos grandes bancos privados, principalmente em razão das fusões do Itaú-Unibanco e Santander-Real, contrariando os compromissos assumidos publicamente pelos presidentes dessas empresas de que não haveria fechamento de postos de trabalho. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) do Ministério da Justiça, que aprovou as fusões, precisa dizer para a população quais foram as contrapartidas sociais.
Os números somente não foram piores porque houve mais contratações nos bancos públicos, especialmente no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Mas ainda há carência de pessoal para acabar com as filas, o que tem motivado a Contraf-CUT e os sindicatos, em parceria com outras entidades representativas, a fazer mobilizações, como a campanha "Mais empregados para a Caixa, mais Caixa para o Brasil".Além da redução do emprego, está havendo também uma diminuição na remuneração média dos trabalhadores. Os desligados no primeiro trimestre recebiam remuneração média de R$ 3.939,84.
Já os contratados têm salários médios de R$ 1.794,46, o que representa uma diferença de 54,45%, isto é, menos da metade. É a velha política da rotatividade para baixar salários e aumentar lucros.Os números revelam também que, em vez de avanços na igualdade de oportunidades, cresceu a discriminação contra as bancárias. Os bancos pagaram às mulheres contratadas menos do que aos homens.
O salário médio das trabalhadoras admitidas no período foi de R$ 1.535,34, enquanto a remuneração média dos homens chegou a R$ 2.022,56 - uma diferença de 24,09% em prejuízo das bancárias. Os bancos, que gastam milhões de reais para propagandear responsabilidade socioambiental, mostram que não fizeram a lição de casa, dando um mau exemplo para a sociedade.
E recursos financeiros não faltam para esse setor da economia. Mesmo com a crise mundial, os lucros seguem invejáveis. No primeiro trimestre deste ano, os 50 maiores bancos lucraram R$ 7,5 bilhões, segundos dados do Banco Central.
Nada justifica, portanto, a rotatividade que está sendo feita com a redução de salários e a discriminação das mulheres. Um dos dispositivos defendidos pelos trabalhadores para frear essa rotatividade é a ratificação do Brasil à Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dificulta a demissão imotivada.
Aliás, a facilidade dos bancos em dispensar empregados, especialmente aqueles com mais tempo de trabalho e com maior remuneração, o que exige o pagamento de indenizações mais elevadas, rasga o discurso patronal de flexibilizar a legislação trabalhista para reduzir os encargos previstos para a rescisão de contratos.
Como se não bastasse, nenhuma medida foi anunciada pelos bancos para reduzir as premiações e os bônus, muitas vezes milionários, concedidos para um punhado de executivos.Mas, acima de tudo, está na hora de os bancos pararem de andar na contramão e fazer a sua parte para manter postos de trabalho e gerar novos empregos, além de baratear o crédito e baixar juros, tarifas e spread. O Brasil só vai caminhar para frente com emprego, distribuição de renda e desenvolvimento.
Carlos Cordeiro da Silva
Presidente da Contraf-CUT
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Lula confirma participação no Congresso
Nacional da CUT na próxima semana
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O presidente Lula disse aceitar o convite feito pela Central ao encontrar-se com o presidente da CUT, Artur Henrique, durante o ato de lançamento do projeto Vale Cultura, na noite da última quinta-feira, na capital paulista.
O 10º Congresso Nacional da CUT acontece entre os próximos dias 3 e 7 de agosto, em São Paulo. O gabinete da Presidência da República ainda vai confirmar o dia e horário de participação de Lula. No dia 6 de agosto, Lula estará em São Luís do Maranhão.
Em 2003, o recém-eleito Lula participou do 8º Congresso Nacional da CUT, realizado no Anhembi. Lula é um dos fundadores da CUT e é filiado ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Com informações da CUT
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Folha:
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Recessão no Brasil acabou
em maio, avaliam bancos
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A recessão brasileira terminou em maio. Após dois trimestres seguidos de retração, que caracterizaram recessão técnica no país, a economia brasileira voltou a se expandir exatamente no centro do segundo trimestre, de acordo com diferentes estudos dos bancos Bradesco e Itaú Unibanco.
Segundo o Bradesco, com os dados até maio, o PIB do segundo trimestre já apontava um crescimento de 1,7% em relação aos primeiros três meses deste ano. Até abril, os resultados eram negativos. Já os economistas do Itaú Unibanco detectaram em maio uma alta de 2,3% do PIB em relação a abril, o que também sugere a primeira expansão trimestral da economia após a crise.
Os dados fazem parte de uma nova pesquisa, que segue a metodologia do IBGE, para estimar o PIB mensal, já livre de efeitos sazonais.
Em abril, a pesquisa apurara retração de 0,7% em relação a março.
Para Octavio de Barros, diretor de pesquisas do Bradesco, os números mostram que o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a sair da crise. A recessão é caracterizada tecnicamente por economistas com dois trimestres seguidos de retração.
De acordo com o IBGE, a economia encolheu 0,8% no primeiro trimestre e 3,6% no último trimestre de 2008. Segundo Barros, a saída do Brasil da recessão é algo para ser comemorado, mas que era previsível dados os sinais de que o país e alguns emergentes sairiam antes da crise por conta de seus grandes mercados domésticos.
"A ação do governo foi importante para a recuperação, principalmente a atuação dos bancos públicos", disse ele. Desde janeiro, o levantamento do PIB mensal do Itaú Unibanco mostra uma recuperação lenta da economia. A novidade em maio foi que o indicador do Itaú se expandiu de forma mais vigorosa.
"Do jeito que as coisas estão caminhando, não só teremos crescimento, como um crescimento bem positivo [no segundo trimestre]. A gente captou uma coisa que não se via antes. Tínhamos vários indicadores mensais, como produção industrial e dados do varejo, mas que não davam o quadro completo", afirmou Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco.
Na previsão do Itaú, o PIB deve ter crescido entre 1,5% e 2% no segundo trimestre de 2009 em relação ao período anterior. Para o Bradesco, a alta pode ser de até 2,2%. Apesar da recuperação a partir de maio, o PIB deste ano ainda deve registrar queda de pelo menos 0,5%, em razão da forte desaceleração do início do ano.
2010
Para 2010, as previsões são bastante otimistas, de crescimento superior a 4%, de acordo com o Bradesco. Os dados desagregados do indicador calculado pelo Bradesco mostram que a demanda doméstica foi a responsável pelo desempenho favorável, enquanto o setor externo ajudou a jogar a atividade para baixo.
Para Aurélio Bicalho, economista do Itaú, a redução das alíquotas de IPI para o setor automobilístico foi um dos propulsores do crescimento entre abril e junho. Ele afirma que o incentivo levou a indústria a uma expansão mensal média de 1,5% de janeiro a maio --excluindo o setor, a variação recua para 0,6% ao mês.
O segundo fator da recuperação foi o ajuste nos estoques da indústria. Isso porque, no início da crise, a produção caiu mais rapidamente do que a demanda, como uma reação para impedir uma formação indesejada de estoques.
Com a recuperação da demanda, a indústria teve de voltar a produzir mais para não ter problemas de entrega. "E isso ocorreu entre abril e junho, elevando a taxa de crescimento da produção industrial", disse Bicalho.
O segundo fator foi o ajuste nos estoques da indústria. Finalmente, houve uma recuperação de volumes exportados e preços das commodities, com a retomada da demanda chinesa.
A previsão é que as exportações sigam como principal fator de recuperação no segundo semestre. Para o Itaú, os indicadores de junho já divulgados mostram recuperação da economia em diversos setores, com destaque para vendas no varejo e para a produção industrial.
Na avaliação do banco, o crescimento verificado no segundo trimestre de 2009 pode ser até em ritmo mais vigoroso do que a média vista no período anterior à crise. Por outro lado, a expectativa é a de que, na segunda metade do ano, esse ritmo se desacelere novamente.
Fonte: Folha de São Paulo
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CEE/Caixa debate realização de
mobilização nacional pelo novo PCC
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Um dos focos da reunião que a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) realiza em São Paulo (SP), nesta quarta-feira, dia 29 de julho, a partir das 14h, é a intensificação da luta por um Plano de Cargos Comissionados (PCC) digno e sem distorções nem injustiças, conforme deliberação aprovada em plenária nacional específica, ocorrida em 16 de junho.
No encontro desta quarta-feira, a CEE/Caixa deverá aprovar a realização de uma mobilização nacional pelo novo PCC, uma vez que a empresa não cumpriu até agora o compromisso que assumiu perante os trabalhadores, de apresentar sua proposta sobre o Plano de Cargos Comissionados.
A data inicialmente prevista era 30 de junho, o que não aconteceu. O processo de mobilização em torno do novo PCC deve ser intensificado pelas entidades sindicais e associativas, pois no entendimento da Contraf/CUT – CEE/Caixa só com muita pressão os empregados vão arrancar da direção da Caixa mais essa conquista.
Além do novo PCC, a pauta da reunião da CEE/Caixa inclui ainda a campanha salarial nacional 2009 dos bancários (mesa específica). Os membros da Comissão Executiva dos Empregados devem confirmar presença ou justificar ausência pelo e-mail isabel@contrafcut.org.br.
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Banco Central mostra que concentração
bancária aumenta no Brasil em 2008
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Entre junho e dezembro do ano passado, segundo escala de avaliação do Banco Central, a concentração bancária no Brasil subiu mais um degrau. Passou de baixa para moderada, subindo de 0,0903 para 0,1263, numa métrica em que, quanto maior o número, maior a concentração.
Entre os fatores para essa alta, o BC aponta as fusões e aquisições e a venda das carteiras de crédito dos bancos menores para os grandes. Para medir a concentração bancária no país, o Banco Central utilizou o índice Herfindahl-Hirschman, considerado uma das ferramentas mais importantes de análise pelos órgãos de defesa da concorrência.
Em 2008, a alta registrada no Brasil levou a que esse índice rompesse a fronteira que separa mercados de baixa daqueles com moderada concentração. Foram calculados, no caso brasileiro, não só critérios relativos a ativos, mas também operações de crédito e depósitos. E, mesmo antes da crise financeira global estourar, o nível de concentração já havia passado de baixa para moderada.
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Banco Central mostra que concentração
bancária aumenta no Brasil em 2008
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Entre junho e dezembro do ano passado, segundo escala de avaliação do Banco Central, a concentração bancária no Brasil subiu mais um degrau. Passou de baixa para moderada, subindo de 0,0903 para 0,1263, numa métrica em que, quanto maior o número, maior a concentração.
Entre os fatores para essa alta, o BC aponta as fusões e aquisições e a venda das carteiras de crédito dos bancos menores para os grandes. Para medir a concentração bancária no país, o Banco Central utilizou o índice Herfindahl-Hirschman, considerado uma das ferramentas mais importantes de análise pelos órgãos de defesa da concorrência.
Em 2008, a alta registrada no Brasil levou a que esse índice rompesse a fronteira que separa mercados de baixa daqueles com moderada concentração. Foram calculados, no caso brasileiro, não só critérios relativos a ativos, mas também operações de crédito e depósitos. E, mesmo antes da crise financeira global estourar, o nível de concentração já havia passado de baixa para moderada.
Próxima segunda e terça, em São Paulo
CUT realiza Seminário Internacional
"Crise e Estratégias Sindicais"
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Na próxima segunda e terça-feiras (3 e 4 de agosto), a Central Única dos Trabalhadores realiza no Centro de Convenções - Expo Center Norte, São Paulo, o Seminário Internacional "Crise e Estratégias Sindicais".
Conforme o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício, "o objetivo do evento é analisar o cenário atual de crise financeira e econômica e as perspectivas pós-crise, buscando construir estratégias sindicais de enfrentamento e disputa de um modelo de desenvolvimento alternativo ao hegemônico".

PARTICIPAÇÕES
Entre outras importantes contribuições, o Seminário contará com a participação de Ladislau Dowbor, economista e professor da PUC São Paulo; ministro Luiz Dulci, Secretário Geral da Presidência da República do Brasil; Laís Abramo, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho – OIT no Brasil; Mark Weisbrot, Co-diretor do Center for Economic and Policy Research; John Evans, Secretário Geral da TUAC/OCDEl; Samuel Pinheiro Guimarães, Secretário Geral do Itamaraty; Theotonio dos Santos, economista; Ricardo Abramovay, professor titular do Departamento de Economia da FEA; Sharan Burrow – Presidenta da ACTU e da integrante da CSI; Victor Baez, Secretário Geral da Confederação Sindical das Américas – CSA/CSI; Kouglo Lawson Body, Coordenador de Políticas Sociais e Econômicas da CSI África. Coordenarão as mesas, além de João Felício, o presidente da CUT, Artur Henrique; o secretário-geral, Quintino Severo e a secretária nacional da Mulher Trabalhadora, Rosane Silva.
ATUAÇÃO INTERNACIONAL DA CUT
"A atuação internacional da CUT nos últimos três anos teve como principal fundamento o fortalecimento e a unificação do sindicalismo mundial em defesa dos empregos com salários dignos e respeito aos direitos sociais e trabalhistas, defendendo a solidariedade e auto-determinação dos povos no combate à globalização neoliberal", acrescentou Felício.

No último período, ressaltou o dirigente, as relações com o continente africano tomaram dimensões maiores com parcerias com as centrais que fazem parte do grupo de Países Africanos de Língua Portuguesa. O aprofundamento e fortalecimento das relações Sul/Sul também foram reforçados com a aliança triangular CUT/COSATU/KCTU.
"Conjuntamente com as centrais sindicais das Américas que compõem a Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), a CUT defendeu a consolidação de um Mercosul produtivo, econômico e social. A integração continental foi evidenciada pelo avanço da UNASUL, fortalecimento da CSA (Central Sindical dos Trabalhadores das Américas) e ações junto à Aliança Social Continental. A luta contra a ALCA e contra a Rodada de Doha foram exemplos claros da mobilização cutista contra a hegemonia da globalização neoliberal", apontou.
Entre os avanços do período está o projeto CUTMulti, que potencializou a criação de redes sindicais na luta contra os abusos das multinacionais, estreitando o relacionamento com as Federações Sindicais Internacionais. O apoio à Universidade Global do Trabalho foi um dos instrumentos de formação para a base cutista. A defesa dos direitos dos trabalhadores/as migrantes também esteve na agenda internacional da CUT e parcerias foram firmadas para estimular a filiação sindical desses trabalhadores/as. A aliança com os movimentos sociais foi reforçada neste período e o Fórum Social Mundial continua sendo um grande espaço de debate e mobilização.

OIT
A intensificação da participação da CUT nas ações da CSI (Confederação Sindical Internacional) contribuiu para a construção de um plano de lutas global pela manutenção e ampliação dos direitos laborais. Também ganharam destaque as intervenções da central junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT).
"Em meio ao período de crise financeira internacional, em conjunto com o movimento sindical internacional, a CUT defendeu a criação de fóruns e organismos que tenham como objetivo a cooperação econômica para o desenvolvimento social, com sustentabilidade ambiental e soberania popular, colocando na ordem do dia a necessidade de uma nova ordem econômica internacional, com rígido controle do sistema financeiro e o fim dos paraísos fiscais. Ao mesmo tempo, a CUT redobrou esforços junto à OIT em defesa da manutenção dos direitos e participou ativamente das reuniões do G-8 e do G-20, sublinhando o papel dos Estados nacionais na defesa dos empregos e dos serviços públicos", enfatizou.

Entre outras importantes ações solidárias, foram estreitados os laços com o povo cubano, com uma denúncia firme do criminoso bloqueio norte-americano; foi dado um amplo apoio ao povo boliviano em sua luta contra a tentativa da direita e do imperialismo norte-americano de dividir o país, e também ao povo haitiano, que busca a efetivação da sua soberania. Recentemente, a CUT se posicionou de forma enfática contra os golpistas de Honduras, exigindo a restituição da presidência a Manuel Zelaya.
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É NESTA QUARTA, 29
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Contraf/CUT convoca reunião da
Comissão Executiva dos Empregados
Nesta quarta-feira, dia 29 de julho, às 14h, em São Paulo (SP), por convocação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), acontece reunião da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).
Dois pontos estarão em pauta: campanha salarial (mesa específica) e Plano de Cargos Comissionados (PCC).
Os membros da CEE/Caixa devem confirmar presença ou justificar ausência pelo e-mail isabel@contrafcut.org.br.
Banco Central alerta sobre riscos de fraudes
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Nota distribuída pelo Banco Central alerta sobre os riscos de fraude com expedição de documentos, no País e no exterior, com logomarca da instituição, com dados falsos sobre certidões que teriam sido solicitadas. Veja a íntegra do alerta:
"O Banco Central do Brasil vem recebendo frequentes solicitações de informações a respeito de pretensos títulos denominados “Certidão Conjunta de Valor Atualizado”, “Certificado de Repactuação” e “Declaração de Autenticidade”, apresentados com o logotipo desta Autarquia e com assinaturas que pretendem ser de seus diretores e de outras autoridades brasileiras.
Tais documentos estariam sendo oferecidos, inclusive no exterior, como garantia de operações financeiras. Conforme a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, é vedado ao Banco Central emitir qualquer espécie de títulos.
Ademais, todos os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e mantidos em custódia no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, gerido pelo Banco Central, revestem-se de características escriturais, sendo negociados e custodiados eletronicamente.
Assim sendo, documentos da espécie daqueles mencionados anteriormente são fraudulentos e não representam débito do Banco Central ou do governo brasileiro, conforme, inclusive, solicitação de investigações encaminhada à Polícia Federal". (O Imparcial)
Lucro do Banco Popular
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cai 34,7% no mês de Junho
O Grupo Banco Popular obteve um lucro líquido de 442,58 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, 34,7 por cento menos do que há um ano atrás.
O resultado ficou acima das previsões de analistas, que esperavam um lucro líquido médio de 419,8 milhões de euros, anunciou, esta segunda-feira, a Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), citada pelo «Cinco Días».
Além disso, os depósitos dos clientes do banco ao qual preside Ángel Ron cresceram 25,9% até Junho, alcançando os 54.650 milhões de euros. (EF/TVI)
Governo planeja novas
regras para cartão de crédito
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O mercado de cartões de pagamento, que movimentou mais de R$ 375 bilhões só no ano passado, pode estar prestes a mudar.
O Banco Central e os ministérios da Fazenda e da Justiça estudam uma nova regulamentação do mercado com o objetivo principal de aumentar a concorrência do setor, hoje praticamente dominado por duas empresas, Redecard e Visanet, ambas controladas por bancos.
Os órgãos do governo não falam sobre o andamento das discussões mas, segundo as entidades consultadas pelo G1, algumas das principais mudanças da nova legislação devem dizer respeito à unificação das redes de máquinas de leitura dos cartões, à cobrança de preço diferenciado para pagamento com cartão de crédito e ao prazo de pagamento do varejo pelas operadoras dos cartões.
A mudança que deve surtir efeitos mais imediatos para o consumidor é a que pode permitir que o varejo cobre do consumidor que fizer um pagamento em cartão de crédito um valor diferente do que seria cobrado se a conta fosse paga em dinheiro ou cheque.
Atualmente, o preço cobrado à vista deve ser o mesmo, seja qual for o instrumento usado para o pagamento - dinheiro, cheque ou cartão.
As lojas, no entanto, pagam às administradoras de cartões uma taxa que pode chegar a 5% do valor da compra, o que torna as vendas no cartão menos rentáveis.
A idéia por trás da potencial mudança é que a possibilidade de cobrar preços diferenciados pode gerar benefícios para o consumidor que utiliza dinheiro ou cheque, que não terá que "dividir" com os usuários de cartões as taxas pagas às administradoras.
As entidades de defesa do consumidor, no entanto, são contrárias à cobrança diferenciada. "A gente entende que não deve ter diferenciação alguma pra quem paga em dinheiro e cartão de crédito. Todos os pagamentos são à vista", diz Renata Reis, técnica da Fundação Procon de São Paulo.
No Distrito Federal, no entanto, uma decisão judicial já permite essa diferenciação."Essa questão da diferenciação fere o Código de Defesa do Consumidor (CDC)", aponta Ione Amorim, economista do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).
"O meio de pagamento não altera a característica da venda. Quando você usa o cartão, é um pagamento à vista, e não parcelado. O cartão é uma forma de pagamento que o lojista oferece para aumentar as condições de venda de seus produtos. E é favorável para ele, porque ele não responde pela inadimplência. Criar uma diferenciação não vai fazer com que baixe o preço", explica.
O próprio varejo tem dúvidas sobre a vantagem da mudança. "Acho que afetaria muito o uso do cartão você saber que, para usá-lo, vai ter que pagar uma taxa ao lojista, além da taxa anual que já paga para o cartão. Não sei se isso é benéfico", diz Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
"Você mudaria os termos da relação do consumidor com a empresa do cartão", completa ele.
Empresas de cartões
A indústria de cartões se diz indiferente à mudança.
"Essa é uma questão que afeta os órgãos de defesa do consumidor, que historicamente é contra. Para a indústria, nós não temos nenhum posicionamento, favorável nem desfavorável", diz Roberto Medeiros, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços (Abecs).
Apesar da oposição, a regra atual pode ser alterada mesmo antes da conclusão dos estudos do governo. A mudança entrou "de carona" na Medida Provisória 460, que trata de alterações na cobrança de impostos do setor da construção, no âmbito do programa de habitação "Minha Casa, Minha Vida".
A MP já foi aprovada pelo Senado e aguarda votação na Câmara dos Deputados.
Concorrência
Em estudo sobre o mercado de cartões de pagamento divulgado em março deste ano, o Banco Central destaca a necessidade de se aumentar a concorrência do setor, dominado pela Redecard e pela Visanet, o que poderia resultar em ganhos para os consumidores.
Uma das maiores dificuldades para quebrar esse quase duopólio são as redes de máquinas de leitura dos cartões. Isso porque hoje cada bandeira opera apenas em máquinas da própria rede - dessa forma, a entrada de uma nova operadora exigiria mais uma leitora em cada loja ou prestador de serviço.
Além do investimento que isso exigiria da empresa de cartões, o varejo também teria seus gastos aumentados, uma vez que as máquinas são alugadas, a um custo que pode chegar a R$ 120 mensais.
"Você ter duas máquinas significa você pagar dois aluguéis, e também linha telefônica. Se você tem vários caixas, multiplica tudo por dois. Então hoje realmente você criar um cartão de crédito e montar uma nova rede é quase impossível", diz Solimeo, da ACSP.
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Para o Idec, a unificação das máquinas
pode beneficiar o consumidor.
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"A unificação tende a reduzir custo. Isso é favorável para o comércio e para o consumidor", diz Ione. A própria Abecs apóia a integração das redes. Segundo Medeiros, a entidade propôs o fim da exclusividade das máquinas.
"O que a gente está propondo é que não se tenha mais exclusividade da bandeira com os adquirentes (empresas que credenciam os estabelecimentos e fornecem os equipamentos). No final o estabelecimento vai decidir com qual adquirente quer trabalhar, e a máquina vai atender todas as bandeiras", diz ele.
O diretor da Abecs lembra, no entanto, que hoje grande parte dos estabelecimentos já têm máquinas que operam as diversas redes - nesses casos, elas não são alugadas, mas compradas pelas varejistas, que são responsáveis por sua manutenção.
Lojistas reclamam
Do lado dos lojistas, as maiores protestos são quanto às taxas cobradas sobre as operações feitas com cartão de crédito (de 3% a 5%) e do tempo decorrido entre o pagamento feito pelo cliente e o recebimento do dinheiro pelas operadoras de cartões, hoje entre 30 e 40 dias, bastante superior ao vigente na Europa e nos Estados Unidos.
"O que queremos é a redução de custo, que é o que interessa para o varejo", diz Fabio Pina, economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio)."Precisa ver quanto que ocorreria de redução. Mas o fato é que vai reduzir o custo do varejo e abrir possibilidade de oferecer condições melhores para o consumidor".
Ione, do Idec, também vê nas possíveis mudanças a chance de melhora nas condições para o consumidor. "Se o lojista tiver melhor condição de receber, não vai ter essa necessidade de repassar custo para o consumidor", diz.Para a Abecs, no entanto, o formato brasileiro da indústria de cartões é mais benéfico ao consumidor.
"Tudo na vida tem explicação. No Brasil é assim porque o portador do cartão paga sua conta também em 30 dias, sem nenhuma incidência de juros. Então o estabelecimento também é pago 30 dias depois", diz ele.
"Nos Estados Unidos, também não tem uma outra facilidade que tem no Brasil, que é o parcelamento sem juros. Lá, você vai pagar juros desde a data em que você fez a compra. É um modelo diferente. Aqui é um modelo que tem mais vantagem para o portador do cartão", defende Medeiros.
Fonte: G1

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Campanha da Fenae e da Contraf/CUT protesta
contra carência de mão-de-obra na Caixa
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Abaixo-assinado por contratação de mais empregados será subscrito até o dia 31 de julho.
Até agora, número de adesões chega a 19.682 país afora
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Para denunciar a situação crônica de carência de mão-de-obra na Caixa Econômica Federal, a Fenae/Apcefs e a Contraf/CUT – Seebs deflagraram a campanha “Mais empregados para a Caixa – Mais Caixa para o Brasil”.
É preciso ampliar o número de contratados, pois, caso contrário, a tendência é de aumento crescente nos problemas de saúde entre os atuais trabalhadores da empresa. Endosse essa luta e subscreva abaixo-assinado por mais contratação de empregados.
A coleta de adesões vai até o dia 31 de julho, sexta-feira desta semana, mas é imprescindível que as entidades sindicais e associativas de todo o país envolvam cada vez mais efetivamente os bancários da empresa, os movimentos sociais e a população nessa campanha.
É preciso também que sejam organizados manifestações e atos públicos, debates e reuniões por locais de trabalho.
O portal www.fenae.org.br contém hotsite com informações da campanha “Mais empregados para a Caixa – Mais Caixa para o Brasil”.
Até agora, o abaixo-assinado dessa mobilização nacional conta com 19.682 adesões de norte a sul do país. Para essa campanha, a Fenae também criou no Orkut a comunidade “Mais empregados – Mais Caixa” (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=39394157), com o objetivo de estimular o debate acerca dos problemas decorrentes da carência de mão-de-obra na Caixa.
O manifesto e o abaixo-assinado, por exemplo, estão disponíveis para download no portal www.fenae.org.br.
Mulheres e o ambiente
de trabalho masculino
Os homens dominaram o mercado de trabalho por muito tempo.
As mulheres praticamente ingressaram em nível de igualdade apenas no fim do século passado, e tiveram que progredir muito mais rápido que a evolução histórica do homem no mundo profissional, para mostrar resultados similares.
Hoje, elas ocupam cargos importantes em empresas de todos os portes, ganham salários representativos e estão mais independentes.
Prezam pelo equilíbrio entre carreira e vida pessoal. No entanto, os homens permanecem como a maioria dos profissionais nas companhias, e as mulheres têm que lidar com um ambiente de trabalho predominantemente masculino.
Como lidar com essa situação?
Como ganhar destaque sem sofrer discriminações, assédios ou mesmo ser desrespeitada?
Este é um tema que Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br.
O especialista dá conselhos a elas para imporem seus limites e serem valorizadas, principalmente, pelo seu trabalho, que pode fazer parte de um segmento dominado por homens.
“As mulheres devem lembrar-se que têm qualidades únicas, exclusivas do sexo feminino e vantagens em várias formas de atuação e comportamento. Foquem-se nisso, façam destas o seu diferencial competitivo de modo a serem grandes profissionais”, afirma Marcelo Abrileri.
No entanto, ele adverte que elas não devem se esquecer que tais qualidades não são tudo e precisam continuar demonstrando desenvoltura em outras importantes facetas da vida.
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Veja algumas dicas do executivo
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Demonstre competência: a mulher deve fazer seu marketing pessoal, como todo profissional. Mostrar capacidade para vencer os desafios do dia-a-dia no trabalho é essencial para distanciar sua imagem de qualquer preconceito.
Demonstre equilíbrio: mostrar ser uma excelente profissional sem ter uma relação saudável com a vida pessoal também não é bom. O equilíbrio estimula a todos respeitar os limites entre vida profissional e pessoal.
Tenha foco em resultado: mostrar resultados é a melhor maneira de se afastar de uma visão preconceituosa sobre o sexo feminino no ambiente profissional. Apenas discutir o tema é perder tempo.
Fuja de fofocas, rádio-peão e disse me disse: mulheres são alvo, muitas vezes de outras mulheres, em fofocas e boatos de rádio-peão. Uma boa maneira de não ser assunto nestes meios é não participar deles.
Evite panelinhas e integre-se à equipe de maneira sadia: panelinhas são geralmente o início de rivalidades entre grupos. Estimule um bom relacionamento interpessoal, sem excesso nas aproximações.
Evite embates com outros homens e mulheres: disputas e choques entre mulheres são bastante comuns no universo feminino, acarretando desgastes desnecessários.
Redobre seus cuidados nos períodos de TPM: algumas mulheres são extremamente suscetíveis a grande estresse durante a TPM, que as leva a atitudes negativas.
Auto-controle nestes períodos é importante.
Uma alimentação correta, por exemplo, pode amenizar a longo prazo os efeitos da TPM.
Lembre-se da importância de se ter conhecimento geral: não importa o quão especialista a profissional seja, ela deve ter olhos em outras áreas, para ser reconhecida por sua visão ampla sobre os processos em que atua.
E não se esqueça da importância de ser uma especialista: sim, o conhecimento geral é indispensável, mas o mundo precisa, hoje, cada vez mais, de especialistas para quem possa confiar tarefas especiais. É fundamental identificar-se e ter intimidade com uma área de especialização.
Desenvolva-se ainda mais naqueles que são seus pontos mais fortes:
- Na alma feminina mora a delicadeza, a simpatia e a gentileza.
- Nela mora também a qualidade de lidar com situações difíceis e delicadas. Isso é muito útil no ambiente de trabalho e dá a ela jogo de cintura.
- Ser colaborativa é essencial. É interessante assumir essa postura de “ombro a ombro” entre homens e mulheres no trabalho.
“Em resumo, mostre a todos a força da mulher, utilize os pontos fortes para crescer em sabedoria, principalmente no que diz respeito à convivência”, enfatiza o presidente da empresa.
Ele lembra também que a mulher não deve se esquecer de ser uma profissional.
“Ser elegante, mesmo nos momentos em que precisa defender suas idéias, valores e anseios é essencial”, finaliza.
Fonte:
http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=1286
Europa enfrenta crise
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de cartões de crédito
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Os credores da Europa estão enfrentando uma onda crescente de inadimplência de crédito ao consumidor, enquanto a crise do cartão de crédito que causou bilhões de dólares em perdas nos bancos dos EUA se espalha por todo o Atlântico.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que, da dívida dos consumidores nos EUA que totaliza US$ 1,914 bilhão, cerca de 14% vai azedar. Espera-se que 7% dos US$ 2,467 bilhões de dívida do consumidor na Europa será perdida, muito da queda ocorrendo no Reino Unido, a maior nação do continente com usuários de cartão de crédito.
A organização britânica Linha de Dívidas Nacional disse que o número de chamadas que havia recebido dos consumidores preocupados com empréstimos, cartões de crédito e hipotecas em atraso atingiu 41 mil em maio - o dobro das 20 mil chamadas de maio de 2008.
A organização acrescentou que o número de chamadas não mostra sinais de que vá diminuir. Nos EUA, a inadimplência com cartão de crédito tem aumentado ao longo dos meses, com o aumento no desemprego e a mais grave desaceleração econômica desde a Grande Depressão tendo sua porcentagem sobre os sobrecarregados consumidores.
Fonte: Blog do Nassif,
com Financial Times
AS TRANSFORMAÇÕES NO MUNDO
DO TRABALHO BANCÁRIO
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A ficha criminal dos banqueiros
e a luta dos bancários
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Neste artigo sobre as mudanças no perfil da categoria dos bancários, o Portal da CTB (www.ctb.org.br) aborda o fenômeno da criação de banqueiros riquíssimos que deixaram para trás um rastro de bancos quebrados. E conclui que, independente de tudo, os bancários mantêm a tradição de luta.
Por Osvaldo Bertolino
Os números apresentados pelos lucros dos bancos fazem as pessoas pensarem que basta colocar uma placa com os dizeres "aqui é um banco" para chover dinheiro.
Não é bem assim. Esse ramo de negócios tem altos segredos — por isso, não é possível entender tudo o que se passa em suas entranhas. Henry Ford, aquele industrial norte-americano que revolucionou a linha de produção no começo do século XX, certa vez disse que se o povo entendesse como funciona o setor financeiro haveria uma revolução antes de amanhã cedinho.
No governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), o senador José Sarney (PMDB-AC) chegou a propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o sistema financeiro. Mas sua iniciativa esbarrou na firme decisão do Palácio do Planalto de impedir que ela fosse instalada. No entanto, é um assunto que continua na ordem do dia.
Seria interessante, por exemplo, saber o que a Justiça poderia fazer com os envolvidos nos casos que se arrastam desde o começo dos anos 80, como os do Comind, do Auxiliar, do Maisonnave e do Sulbrasileiro — que até agora nada sofreram.
Seria, igualmente, importante esclarecer a origem e o destino dos mais de US$ 20 bilhões que o governo FHC liberou ao Proer, salvando bancos mal administrados e com operações obscuras em carteira. Um exemplo escandaloso é o do Nacional.
Balanços mentirosos
Os responsáveis pelo banco — entre eles uma nora de FHC — divulgaram seguidos atestados falsificados de saúde de um instituição que na verdade estava mortinha havia dez anos.
“Faz muito tempo que no Brasil qualquer pessoa com algum conhecimento do setor sabe que entre as muitas maneiras de aferir o estado de um banco não consta, decididamente, o exame do balanço”, diz Everaldo Augusto, bancário, dirigente nacional da CTB e vereador em Salvador pelo PCdoB.
Segundo ele, os números grandiosos solenemente empilhados acima da assinatura de circunspectos banqueiros e com a rubrica de bem pagos auditores têm mentido compulsivamente. “Até o Banco Central (BC) sabe disso”, afirma.
“O que realmente espanta é que, com tantas possibilidades legais de montar balanços maravilhosamente mentirosos, esses bancos recorreram ao gangsterismo contábil tão fartamente noticiado”, diz ele. “Há algo de podre nessa história”, enfatiza.
Juroduto do BC para os bancos
Além da extensa ficha criminal do setor – no Brasil, criou-se a categoria de banqueiros riquíssimos que deixaram para trás um rastro de bancos quebrados –, chama a atenção que o lucro recorde dos bancos destoa da realidade da economia nacional. Isso tem explicações. Somam-se ao Proer, às privatizações e ao processo de fusões e aquisições práticas abusivas como a cartelização dos serviços. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) disse que há desconfiança de que os bancos brasileiros agem como um cartel na hora de estabelecer o preço de tarifas. Mais uma importante explicação: mesmo com a moeda nacional sofrendo uma forte desvalorização na época da hiperinflação — e em boa parte por conta disso —, os agentes financeiros encontraram no chamado "floating" (mercado financeiro) uma forma de alcançar grandes lucros. Com a "estabilidade", o mecanismo foi aperfeiçoado. A Selic — taxa que remunera cerca de 50% dos títulos públicos —, do BC, funciona como um juroduto para os bancos.
Além disso, o juro médio bancário brasileiro, de 44,7% ao ano, é o maior do mundo, segundo levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Redução da jornada de trabalho
Os bancários têm uma longa tradição de lutas. Já em 1932, no dia 18 de abril, a categoria realizou sua primeira greve no Brasil. A paralisação foi deflagrada pelos funcionários do Banespa, que reivindicavam melhorias salariais e nas condições de trabalho.
A greve foi vitoriosa, mas a conquista que marcou a década de 30 foi a redução da jornada de trabalho para seis horas diárias, em novembro de 1933. A primeira greve nacional da categoria foi deflagrada em julho de 1934, com duração de três dias, reivindicando aposentadoria aos 30 anos de serviço e 50 de idade, estabilidade no emprego a partir de um ano trabalhado (foi conquistado estabilidade aos dois anos trabalhados no mesmo banco) e criação de uma caixa única de aposentadoria e pensões.
Os trabalhadores reivindicavam também a criação do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB). Com a greve, veio o resultado: pelo decreto-lei 24.615, de 9 de julho de 1934, nasceu o IAPB.
Problemas comuns da categoria
Desde então, os bancários sempre estiveram na linha de frente das lutas dos trabalhadores brasileiros. Na campanha salarial de 1961, ocorreu a chamada “greve da dignidade”, que resultou em nada menos do que 60% de reajuste — fortalecendo a recém-criada Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Contec), oficializada em 1959.
No ano seguinte, organizada em torno da Contec a categoria garantiu direitos como o fim do trabalho aos sábados, abonos semestrais e anuênio. No final da década de 70, após o período mais duro da ditadura militar, a categoria voltou a se articular. Hoje, os bancários estão organizados em diferentes centrais sindicais, mas atuam de forma unitária nas principais lutas da categoria.
“A CTB tem na categoria um de seus principais pilares, principalmente no Estado da Bahia”, diz Adílson Araújo. “Os problemas fundamentais da categoria são os mesmos em todos os Estados e a CTB se esforça para unir o movimento sindical do setor para combatê-los”, finaliza.
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LEIA TODOS OS ARTIGOS DA REPORTAGEM
As transformações no mundo do trabalho bancário
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1 - A degradação do trabalho bancário
O Portal da CTB inicia a publicação de textos que mostram as transformações pelas quais o trabalhador bancário passou nos últimos anos. Trata-se de um processo intensificado nos anos 90 – resultado da dominação do setor por grandes conglomerados financeiros, principalmente estrangeiros. A adoção de novos equipamentos nas agências, iniciada no final dos anos 60, e a desnacionalização do setor bancário mudou o perfil da categoria. Leia o artigo completo: http://portalctb.org.br/site/index.php?option=com_content&Itemid=&task=view&id=551
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2 - O impacto das fusões, aquisições e privatizações nos bancários
No segundo artigo sobre as mudanças no perfil da categoria dos bancários, o Portal da CTB aborda o impacto dos processos de fusões, aquisições e privatizações. Os principais efeitos são arrocho salarial, precarização das relações de trabalho e enxugamento do quadro de funcionário.
Leia o Artigo Completo
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3 - O lucro dos bancos e a saúde dos bancários
No terceiro artigo da sobre as mudanças no perfil da categoria dos bancários, o Portal da CTB aborda a relação inversa entre o lucro dos bancos e o salário dos bancários. Outro aspecto das mudanças ocorridas no setor é o agravamento das condições de saúde da categoria.
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4 - A ficha criminal dos banqueiros e a luta dos bancários
Neste quarto e último artigo sobre as mudanças no perfil da categoria dos bancários, o Portal da CTB aborda o fenômeno da criação de banqueiros riquíssimos que deixaram para trás um rastro de bancos quebrados. E conclui que, independente de tudo, os bancários mantêm a tradição de luta. Leia o artigo completo no alto da página. www.ctb.org.br
Bancário vence ação contra o BASA
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Decisão liminar do juiz da Vara Trabalhista de Açailândia, processo 1304/2009, favoreceu o empregado do Banco da Amazônia S.A. – BASA, Francisco das Chagas Lima Viana, gerente titular da Agência Açailândia, do referido banco.
Segundo o texto da liminar, assim deferiu o juiz: “...Entendo que não pairam dúvidas acerca da presença da prova inequívoca, da verossimilhança das alegações e do perigo imediato de danos previstos no art. 273 da lei instrumental comum, azo para deferir a antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional requerida. Reconhecendo aqui o Autor como beneficiário das verbas Adicional Tempo de Serviço, Adicional de Função, Gratificação, CAF – Com. Pes. Temp. e Vencimento Básico pagas no contracheque de Maio / 2009 (fls. 32), determino ao demandado abster-se de reduzir o salário do Autor, sob pena da multa diária de R$ 300,00, obrigação que perdurará até decisão ulterior”. A liminar foi concedida no último dia 16 de julho.
Entenda o caso
Francisco Viana, com mais de 28 anos de banco, e mais de 20 anos na função de gerente geral de agências, foi dispensado da função de gerente geral no dia 1º de julho de 2009. Durante esse tempo de trabalho, o bancário foi vítima de dois assaltos a mão armada, inclusive tendo seus familiares sequestrados e mantidos como reféns durante a ação dos bandidos.
Após todos esses anos de trabalho, inclusive com extrapolação de jornadas não pagas, Viana foi destituído da função sem ter sequer o direito de defesa respeitado pelo banco, que atropelou seu próprio MN – Pessoal, que dentre outras garantias, assegura: “18.2.3 Nenhuma penalidade poderá ser aplicada ao empregado sem que antes lhe seja concedido o direito de defesa”. Diante das ofensas sofridas, o bancário requereu ainda a indenização de seus bens que foram roubados durante os assaltos supracitados, horas extras, costumeiramente trabalhadas e não pagas pelo banco, e indenização por danos morais.
Lamentamos que o ‘prêmio’ oferecido ao empregado pelo banco, após tantos anos de serviço prestados, tenha sido o seu descomissionamento. Queremos chamar a atenção para a presteza da Justiça por sua decisão rápida, e manifestar a solidariedade e o apoio deste Sindicato ao bancário Francisco Viana. (Fonte SEEBMA)
BB desembolsa um terço de orçamento
para capital de giro de agroindústrias
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O Banco do Brasil desembolsou até agora um terço do orçamento de R$ 6 bilhões destinados à instituição pelo Tesouro Nacional para financiar capital de giro emergencial a agroindústrias e usinas de álcool.
O BB ainda não recebeu os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para lastrear esses empréstimos, como previsto pelo governo, mas financiou R$ 2 bilhões a empresas dos segmentos sucroalcooleiro, frigorífico, tabaco, têxtil, madeira e celulose, máquinas e equipamentos agrícolas, café e laticínios.
Até o fim de agosto, o BB estima emprestar outros R$ 3 bilhões em operações com juros fixos de 11,25% ao ano para empresas com dificuldades de caixa.
O Tesouro Nacional autorizou, há dois meses, o repasse ao BB de metade do orçamento de R$ 10 bilhões do Programa de Crédito Especial Rural (Procer) e de R$ 1 bilhão do Programa de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro (PASS). Uma lei, aprovada em abril deste ano pelo Congresso Nacional, permitiu o subsídio direto do Tesouro aos juros dessas operações.
O governo espera financiar até 1,87 bilhão de litros de etanol para usinas e dar fôlego financeiro suficiente para agroindústrias e cooperativas consolidarem suas posições em meio à crise econômica global.
O BB informa que o repasse deve ocorrer até o fim de julho.
"Estamos atendendo a toda demanda que tem chegado, dentro do cronograma acertado no âmbito do governo", diz o diretor de Agronegócios, José Carlos Vaz. Mas o atraso, dizem analistas, deve encurtar o prazo de adesão e o tempo do financiamento, previsto para até dois anos.
Para suprir a demanda de crédito, o BB optou por fazer uma espécie de "empréstimo-ponte", usando recursos captados na poupança rural para alimentar as novas linhas do governo. Depois, o banco fará um arranjo contábil para reclassificar essas operações como crédito rural para o novo Plano de Safra.
No balanço dos empréstimos, as usinas de álcool foram as mais beneficiadas até agora. Levaram R$ 817 milhões do total do crédito agroindustrial liberado pelo BB. Com dificuldades de caixa, os frigoríficos contrataram R$ 795 milhões da linha. Já o complexo soja ficou com R$ 558 milhões.
A surpresa ficou para os desembolsos às indústrias de tabaco, que levaram R$ 362 milhões, e das têxteis, que contrataram R$ 275 milhões. Indústrias de madeira e celulose obtiveram R$ 326 milhões em financiamento.
O setor de defensivos ficou com R$ 313 milhões e o de máquinas e equipamentos agrícolas, R$ 133 milhões. As indústrias de suco de laranja tiveram R$ 80 milhões, as de café R$ 60 milhões, e os laticínios, R$ 58 milhões.
Nas contas do BB, porém, os desembolsos somam R$ 5,6 bilhões.
"Essas operações não estavam previstas no Plano de Safra original e foram realizadas como ação anti-crise", explica José Carlos Vaz. Os recursos extras vieram da poupança rural. "Mas sem comprometer os desembolsos em crédito rural", ressalva.
Houve, segundo ele, o efeito da elevação do percentual de aplicação obrigatória pelos bancos no setor (exigibilidades) - no caso da poupança, de 65% para 70%.
Também foi registrado um forte crescimento da captação "acima e fora da curva histórica" prevista no desenho do Plano de Safra 2008/09.
Nos cálculos do BB, entram todas as operações de crédito agroindustrial feitas na safra 2008/09, encerrada em 30 de junho - nesse período, o banco liberou R$ 30,5 bilhões em crédito rural.
No total, o governo reservou R$ 12,3 bilhões para socorrer agroindústrias e usinas de álcool.
Fonte: Valor Econômico