terça-feira, 4 de agosto de 2009

Com inflação em baixa e Bolsa em alta,
fundos de pensão retomam superávit
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Depois de viver em 2008 o pior ano da sua história recente, o segmento dos fundos de pensão voltou a superar a meta atuarial, com rentabilidade recuperada e crescente graças à ajuda da Bolsa em alta e da inflação em queda no primeiro semestre deste ano.
O surpreendente desempenho do mercado acionário no período permitiu aos que têm maior parcela da carteira em ações obter alta rentabilidade, como a Previ, que atingiu ganhos de 12,4% no Plano 1 e 13,34% no Plano 2.
O maior fundo do país voltou a ter superávit de R$ 8,151 bilhões, após encerrar 2008 com déficit acumulado de R$ 26 bilhões.
Outros fundos de grande porte, como Petros, Funcef e Valia também tiveram ganhos acima da meta de 5,7%, o que ocorreu com a maior parte do setor. Mesmo os que priorizaram a renda fixa, como Real Grandeza e Eletros também tiveram suas aplicações valorizadas.
A maioria das fundações ouvidas pelo Valor apresentou superávit, à exceção da Petros e da Eletros.
"Foi um bom semestre, impulsionado pela recuperação do mercado de ações, mas ainda não ganhamos tudo que perdemos em 2008", disse Antônio Cruz, conselheiro e coordenador de investimentos da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
O ano passado foi um ano para ser esquecido." Para ele, o segundo semestre vai garantir ainda um resultado positivo para os fundos, mas certamente menor que o do primeiro por conta dos ganhos na Bolsa. "A evolução do mercado de ações será mais lenta, mas muita gente já obteve nos seis primeiros meses do ano a rentabilidade que esperava no ano inteiro".
Previ
Sérgio Rosa, presidente da Previ, com patrimônio de R$ 127,19 bilhões, tem análise semelhante. A recuperação das contas da fundação dos funcionários do Banco do Brasil se deve ao rendimento das suas aplicações como um todo, que somou R$ 13,6 bilhões.
O investimento em renda variável contribuiu sozinho com R$ 12,5 bilhões, a maior fatia do ganho total. "Foi uma boa surpresa pois prevíamos uma Bolsa estável no período, com retomada só no final de 2009".
A Previ conseguiu elevar o valor total de sua carteira de ações entre janeiro e junho para R$ 75,8 bilhões nos dois planos, recuperando R$ 10,7 bilhões do valor da carteira antes da crise, que era de R$ 86,2 bilhões em junho de 2008.
Os investimentos com imóveis renderam ao fundo 13,33% e as aplicações em renda fixa, seu maior portfólio, 7,5%. O superávit do período foi de R$ 8,1 bilhões, garantindo à Previ um excedente acumulado de R$ 33 bilhões.
"Se a Previ abater seu passivo do seu ativo, ainda sobra este valor. Bem maior do que uma Mega-Sena", brincou Rosa.
Os planos do presidente da Previ para o segundo semestre não mudam em relação ao primeiro. Ele vai manter uma estratégia de desinvestimento em renda variável na carteira do Plano I, como fez de janeiro a junho, quando vendeu R$ 3 bilhões em ações e investiu apenas na operação de aumento de capital da Brasil Foods.
E prevê compra de novas ações para ampliar a carteira do Plano 2, ancorada no IBrX 50 da BM&FBovespa.
Petros
A Petros, que tem o segundo maior patrimônio dos fundos de pensão fechados, de R$ 47 bilhões, teve rentabilidade de 8,06% e um déficit no balanço do primeiro semestre de R$ 245 milhões.
Também foi a carteira de renda variável da fundação da Petrobras que teve maior ganho no período entre todos seus investimentos, de 17,04%, informou seu presidente Wagner Pinheiro. Funcef
A Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal, tem ganhos projetados de 8,5% entre janeiro e junho, um superávit de R$ 750 milhões e um patrimônio de R$ 34,5 bilhões.
A carteira imobiliária, de R$ 2,6 bilhões, correspondente a 8% dos ativos do fundo, foi sua vedete no semestre. Seu portfólio reúne 15 shoppings centers e cinco hotéis.
Assim como outros fundos, a Funcef também investiu em títulos de longo prazo do Tesouro, as NTN-B para 2045.
"Nossa carteira está desenhada para um cenário de longo prazo", explica o secretário-geral da fundação, Fabiano Silva. "Foram R$ 20 bilhões alongados".
A carteira de renda variável da Funcef, de R$ 10 bilhões, se valorizou 10,69% no período.
Vale
A Valia, dos empregados da Vale do Rio Doce com patrimônio de R$ 10,7 bilhões, teve rentabilidade no semestre de 10,7%, o dobro da meta atuarial, puxada por investimentos em renda variável que acumularam ganho de 29,57%.
A fundação aproveitou a crise para aplicar R$ 200 milhões na compra de papéis da BRMalls, GP Investimentos, Localiza e Dasa, informou Eustáquio Lott, presidente do fundo.
Depois de fechar com déficit em 2008, a fundação teve superávit de R$ 435 milhões no primeiro semestre.
Nos próximos seis meses , a Valia manterá foco na Bolsa e em imóveis e nos fundos de infraestrutura, disse Lott.
Furnas
A fundação Real Grandeza, de Furnas, privilegiou a renda fixa no de janeiro a junho e fugiu do mercado financeiro. O fundo fechou o período superavitário em R$ 230 milhões e rentabilidade de 11,11%
Sergio Wilson Fontes, presidente do Real Grandeza, disse que o principal investimento foi em títulos do governo de longo prazo. Até junho a rentabilidade da aplicação foi de 12,69%. Fontes explicou que a fundação não esqueceu o mercado acionário, cuja carteira lhe rendeu no período 26,02%
Eletros
A fundação Eletros também optou por reduzir sua exposição à renda variável adotando uma estratégia similar à da Real Grandeza, investindo em NTN-B com vencimento em 2045. Com isto, atingiu uma rentabilidade de 9% no semestre. Mas ainda se manteve deficitária em R$ 75 milhões.
"Fechamos o ano com déficit de R$ 107 milhões e a meta é chegar ao fim do ano com déficit de R$ 53 milhões", prevê o diretor financeiro do fundo, Luis Guilherme Pinto.
"Terminamos o ano de 2008 com perda de 4,74% e agora já estamos positivos, com percentual de rendimento bem acima da meta", diz Pinto. Fonte: Vera Saavedra Durão e Paola Moura - Rio
Bradesco lucra mais
e empresta menos
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O balanço do Bradesco, o segundo maior banco
privado do País, mostrou que a concessão de
crédito estagnou no primeiro semestre.
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A carteira, que era de R$ 213,6 bilhões ao fim de 2008, encerrou junho em R$ 212,8 bilhões. Outro dado que chamou a atenção dos analistas nos resultados do segundo trimestre divulgados ontem foi a provisão para devedores duvidosos além do que determina o Banco Central (BC):
R$ 1,3 bilhão, valor que consumiu grande parte das receitas obtidas pela instituição na abertura de capital (IPO) da Visanet.
Ainda assim, o lucro líquido entre abril e junho alcançou R$ 2,297 bilhões, o que representou uma alta de 14,7% em relação a igual período do ano passado.
Se forem excluídos os fatores extraordinários (como a própria operação da Visanet), o ganho no intervalo caiu 8,3%, segundo cálculo da analista de instituições financeiras da Spinelli Corretora, Mariana Taddeo. "Os números ficaram dentro das expectativas, com exceção do provisionamento adicional, que surpreendeu", disse ela.
A equipe de analistas do Banco Fator considerou o balanço "regular", ainda que tenha vindo conforme as estimativas. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, e o vice-presidente executivo, Domingos Abreu, anunciaram uma queda nas previsões do banco para a expansão da carteira de crédito em 2009.
Até o fim do primeiro trimestre, projetava-se um crescimento total entre 13% e 17%.
Agora, a expectativa é de uma alta de 8% a 12%.Para as pessoas físicas, a previsão saiu de um intervalo entre 11% e 15% para 9% a 12%. Para as empresas, a variação foi mais acentuada: em vez de um intervalo de 14% a 18%, espera-se agora um avanço entre 7% e 11%.
"No primeiro semestre, houve dois efeitos negativos: a valorização do real, que provocou uma redução contábil dos empréstimos às grandes empresas, e a diminuição das carteiras de crédito adquiridas de outras instituições", explicou Abreu.
No auge da crise, no segundo semestre do ano passado, os bancos grandes foram estimulados pelo BC a adquirir carteiras de empréstimos de instituições menores, que, à época, enfrentavam problemas de liquidez.
Segundo Abreu, a perspectiva do crédito para o segundo semestre é melhor, com destaque para os empréstimos consignados, única categoria em que o Bradesco elevou a projeção de crescimento no ano -o banco espera, agora, uma expansão de 20% a 30% nessa carteira, ante 18% a 27% antes.
Segundo ele, essa mudança se explica pelo aumento do limite de endividamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de 20% para 30% da renda. O Bradesco elevou as provisões em resposta ao avanço da inadimplência.
Os atrasos acima de 90 dias representavam, no fim de junho, 4,6% das operações (ante 4,2% no encerramento do primeiro trimestre).
Entre as pessoas físicas, o índice chegava a 7,5% (ante 7,1%). Entre as micro, pequenas e médias empresas, o indicador estava em 4,5% (ante 3,6%). Segundo Trabuco, a expectativa é de que o pico da inadimplência seja alcançado no terceiro trimestre. A partir daí, deve-se estabilizar, para voltar a cair em 2010.
"Estamos confiantes de que o pior já passou." Apesar da inadimplência mais alta, um experiente analista do setor bancário considerou "excesso de conservadorismo" a provisão adicional de R$ 1,3 bilhão no trimestre. "Essa reserva adicional não se justifica se olharmos para as próprias perspectivas do banco para a inadimplência", observou.
Mariana, da Spinelli, discorda. "Esse aumento da inadimplência do primeiro para o segundo trimestre vai se traduzir em perdas apenas daqui para a frente", explicou. Fonte: O Estado de São Paulo
Contraf-CUT participa nesta quarta da 82ª
reunião da CCASP na Polícia Federal
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A Polícia Federal promove nesta quarta-feira,
dia 5 de agosto, às 9h, a 82ª reunião
da Comissão Consultiva para Assuntos de
Segurança Privada (CCASP), em Brasília.
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Trata-se de um fórum tripartite, que reúne representantes do governo e entidades patronais e dos trabalhadores. A Contraf-CUT representa os bancários.
Estarão em julgamento vários processos movidos pelas Delegacias de Segurança Privada (Delesp) em cada estado contra bancos e empresas de vigilância e transporte de valores, abertos, na sua maioria, por ocasião do trabalho anual de fiscalização do plano de segurança dos estabelecimentos.
Na reunião anterior, ocorrida no dia 4 de junho, os bancos receberam 64 multas no montante de R$ 1.049.353,00 por descumprimento das normas de segurança. O Banco do Brasil foi o campeão com 39 multas, totalizado R$ 602.016,00.
O vice foi o Bradesco com 13 multas, perfazendo R$ 249.669,00. Também foram interditadas duas agências: Unibanco (Ribeiro Preto-SP) e Banif (Belo Horizonte-MG). Na véspera da reunião, será realizada nesta terça-feira, dia 4, às 14h, uma reunião do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, formado por representantes das federações, na sede da Contraf-CUT, no prédio do Sindicato dos Bancários de Brasília.
Jornal dos Bancários e Vigilantes do Brasil
A Contraf-CUT prorrogou o prazo de solicitação da primeira edição do Jornal dos Bancários e Vigilantes do Brasil, lançado durante a 11ª Conferência Nacional dos Bancários, no dia 17 de julho, em São Paulo, sob o título "Assaltos a banco matam, ferem e traumatizam".
"Milhares de exemplares já foram distribuídos em todo País, fortalecendo a unidade na luta pela proteção da vida de trabalhadores e clientes", destaca o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.
Os pedidos devem ser enviados pelos sindicatos e federações para o e-mail analucia@contrafcut.org.br até quarta-feira, dia 5. Fonte: Contraf-CUT
DESRESPEITO NO ITAÚ
Bancária vítima de assalto
acaba sendo demitida
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Banco não abre CAT, dispensa funcionária com
20
anos de dedicação e mostra sua face de irresponsável
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São Paulo - Uma arma apontada para a cabeça de uma funcionária não é considerada uma violência, nem acidente de trabalho e ainda vira motivo de demissão no Itaú.
Por mais absurdo que possa parecer, foi assim que o banco agiu com uma trabalhadora que dedicou 20 anos de sua vida à instituição.
“Durante todo esse tempo nunca tive um afastamento, faltei ou levei uma advertência. Estou indignada com a atitude do Itaú”, desabafa a funcionária que foi vítima de um assalto em junho e pouco mais de um mês depois foi demitida.
Atualmente passa por tratamento médico.
O motivo alegado pelo banco para a dispensa foi que a bancária não teria cumprido os procedimentos corretos de segurança durante o assalto à agência do bairro do Limão.
“No dia em que ocorreu o roubo, eu estava acumulando a função de abastecer os caixas eletrônicos e ainda atender os clientes, pois a agência estava com defasagem de funcionário. Os bandidos colocaram a arma na minha cabeça. Não tinha o que fazer. Acredito que a obrigação do banco é garantir a segurança de seus funcionários no local de trabalho e não agir dessa forma”, completa a bancária que informa que o banco não abriu a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), descumprindo a lei.
O Sindicato entrou em contato com a direção do Itaú para cobrar a reintegração da funcionária, mas o banco negou o pedido.
“Eles usam o argumento de que a trabalhadora não cumpriu o procedimento de segurança no caso do assalto. Essa alegação é contraditória, já que o banco não cumpriu sua obrigação de emitir a CAT e garantir assistência adequada aos funcionários e ainda informa que só emite a comunicação de acidente de trabalho em caso de agressão. Uma arma apontada na cabeça não é agressão suficiente?
Foi uma atitude irresponsável”, afirma a funcionária do Itaú e diretora do Sindicato Adriana Magalhães. O Sindicato está acompanhando o caso e estudando as ações jurídicas cabíveis.
Carlos Fernandes
CASTIGO EXEMPLAR
Banco dos EUA pagará US$ 33
milhões por mentir sobre bônus
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O Bank of America concordou, nesta segunda-feira, em pagar uma multa de US$ 33 milhões (R$ 60,5 mi) ao órgão regulador do governo americano para pôr fim às acusações de que teria enganado investidores sobre o pagamento de bônus a executivos do Merrill Lynch.
O banco privado, um dos maiores dos EUA, assumiu o Merrill Lynch no ano passado para evitar sua falência. A aquisição, completada em janeiro, foi avaliada em US$ 50 bilhões.
Durante o processo de resgate do banco, o Bank of America disse aos seus acionistas que eles seriam consultados sobre o pagamento de bônus a executivos do Merrill Lynch e que nenhum pagamento seria feito sem a aprovação dos acionistas.
No entanto, de acordo com uma acusação feita pela Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês), órgão regulador do mercado de capitais nos EUA, o Bank of America acabou pagando mais de US$ 3,5 bilhões a altos executivos do Merrill Lynch, apesar das perdas de quase US$ 30 bilhões registradas pela empresa em 2008.
O banco não admitiu ou negou as acusações, mas concordou em pagar a multa para pôr fim ao processo. "O banco acredita que o acordo representa uma conclusão construtiva para esse assunto", disse o porta-voz da empresa, Scott Silvestri, em comunicado.
A SEC afirmou que, apesar do pagamento, continuará a investigar a questão de bônus a executivos de Wall Street.
Legislação
O Bank of America foi um dos mais afetados pela crise financeira global. A instituição financeira foi resgatada com o dinheiro do contribuinte americano em 2008 e recebeu US$ 25 bilhões no auge da crise de crédito no ano passado e outros US$ 20 bilhões mais tarde.
Além disso, recebeu ainda garantias de proteção contra perdas em alguns investimentos de risco. O anúncio sobre o pagamento da multa milionária pelo Bank of America acontece apenas dois dias depois da aprovação de um projeto de lei sobre o pagamento de bônus nos EUA.
A nova medida ainda dará aos acionistas das empresas um papel mais importante em decisões sobre estes pagamentos. A nova legislação, no entanto, foi criticada por representantes da oposição republicana afirmando que a lei "tira das empresas o direito que conduzir seus negócios da maneira como acharem melhor".
O projeto será agora votado pelo Senado americano, onde sua aprovação é considerada mais difícil.
NESTA QUARTA,
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EM IMPERATRIZ, TEM
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Lançamento do CD "Olho de Boi"
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O companheiro bancário do Banco do Nordeste do Brasil (Agência Centro), e também cantor e compositor maranhense dos bons, Gildomar Marinho, lança seu primeiro CD, nesta quarta-feira, 5, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar da bonita cidade de Imperatriz.
Já na sexta-feira, 07, Gildomar Marinho solta a voz no Teatro João do Vale, em São Luís, apresentando os sucessos do seu primeiro CD, intitulado “Olho de Boi”. O show será às 20h.
Nas duas apresentação haverá a participação especial da poeta Lilia Diniz (Imperatriz/MA).
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Ingressos:
R$ 10 (metade para estudantes com carteira e pessoas acima de 60 anos),
à venda na bilheteria do teatro em Imperatriz
e na Livraria Poeme-se em São Luís.
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Maiores informações:
(98) 8818-3626
(98) 8888-3722.
Uma dica imperdível. Agende em sua programação cultural e participe. Até lá.
Continua hoje o 10º Congresso
Nacional da CUT
.Realizado em São Paulo,
no Centro de Convenções -
Expo Center Norte, o 10º
Congresso Nacional da CUT
(CONCUT) continua até dia 7.
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O evento reunirá até o dia 7 cerca de 2,5 mil delegados de todo o País, representando todas as categorias e setores de atividade, irão debater e elaborar estratégias e calendário de ação sindical para os próximos três anos, bem como eleger a direção da entidade para o mandato 2009-2012
O congresso tem início com o Seminário Internacional "Crise e Estratégias Sindicais", que acontece nesta segunda e terça-feira. Segundo o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício, o seminário internacional visa "analisar o cenário atual de crise financeira e econômica e as perspectivas pós-crise, buscando construir estratégias sindicais de enfrentamento e disputa de um modelo de desenvolvimento alternativo ao hegemônico".
Entre outras importantes contribuições, o Seminário contará com a participação de:
Ladislau Dowbor, economista e professor da PUC São Paulo; ministro Luiz Dulci, Secretário Geral da Presidência da República do Brasil; Laís Abramo, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho - OIT no Brasil; Mark Weisbrot, Co-diretor do Center for Economic and Policy Research; John Evans, Secretário Geral da TUAC/OCDEl; Samuel Pinheiro Guimarães, Secretário Geral do Itamaraty; Theotonio dos Santos, economista; Ricardo Abramovay, professor titular do Departamento de Economia da FEA; Sharan Burrow - Presidenta da ACTU e da integrante da CSI; Victor Baez, Secretário Geral da Confederação Sindical das Américas - CSA/CSI; Kouglo Lawson Body, Coordenador de Políticas Sociais e Econômicas da CSI África. Coordenarão as mesas, além de João Felício, o presidente da CUT, Artur Henrique; o secretário-geral, Quintino Severo e a secretária nacional da Mulher Trabalhadora, Rosane Silva.
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Destaques
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O ato político de abertura oficial do 10º CONCUT acontece amanhã, dia 4, a partir das 19h. Estarão presentes lideranças sindicais, ministros, representantes de governos e partidos e parlamentares.
Nesta quarta, 5, a senadora Marina Silva e a professora Tânia Bacelar fazem um debate em torno do tema "Desenvolvimento, Soberania e Democracia", a partir das 11h.
No dia 6, em horário a ser confirmado, o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, assina acordo com a CUT para outorgar aos sindicatos papel de formulação e fiscalização de projetos de proteção ambiental em empresas públicas e privadas, de todos os setores de atividade.
Será o início de uma nova representação sindical, nos locais de trabalho, já informalmente chamada de "CIPA Ambiental". No dia 7 será eleita e tomará posse a nova Direção Nacional para o período 2009-2012.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Funcef completa 32 anos de construção
do futuro dos empregados da Caixa
Representantes eleitos lutam por democracia
cada vez mais ampla da gestão, para que a
fundação se consolide como o fundo de
pensão de todos os bancários da Caixa
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A Funcef,
o fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal, completou no sábado, dia 1º de agosto, 32 anos de existência.
Foi criada em 1977, com base na lei nº 6.435, que estabeleceu em 15 de julho daquele ano as regras para o funcionamento das entidades fechadas de previdência complementar no Brasil.
É entidade sem fins lucrativos, com patrimônio próprio e autonomia administrativo-financeira. Conta hoje com 103.214 associados, sendo 73.810 participantes da ativa e 29.404 assistidos (23.130 aposentados e 6.274 pensionistas).
No horizonte definido para a Funcef em sua criação, está, exclusivamente, o futuro de todo e qualquer trabalhador que ingresse na Caixa e que, por entender a importância da previdência complementar para a garantia de aposentadoria digna ao final de sua carreira na empresa, opte por tornar-se participante da fundação.
A contribuição mensal do associado dá-se em paridade com a da patrocinadora, a Caixa.
Ou seja, cada uma das partes, empregado e empregador, contribuem com exatamente com os mesmos valores.
Ao aderir ao fundo de pensão, o empregado incorpora ao seu contrato de trabalho o direito à complementação de aposentadoria, conforme estabelece o regulamento do plano de benefícios. Não há, portanto, qualquer margem à caracterização do fundo garantidor das aposentadorias como proveniente de recurso público, mesmo sendo a patrocinadora uma empresa estatal
O patrimônio constituído ao longo do tempo é fruto da decisão do trabalhador de aceitar a previdência complementar como parte do pagamento por sua força de trabalho. Atualmente, os participantes e assistidos da Funcef contam com patrimônio superior a R$ 34 bilhões.
Nos últimos seis anos, o ativo total apresentou crescimento vigoroso e sustentável, passando de R$ 9,7 bilhões ao final de 2002 para R$ 34,5 bilhões em abril deste ano.
Nesse período, ocorreram também fatos marcantes na luta do movimento dos empregados da Caixa pela superação de problemas enfrentados pela Funcef.
A democratização da gestão, embora não tenha sido ainda concluída, apresentou avanços significativos, com reflexos imediatos nos resultados financeiros e administrativos alcançados pela fundação. A composição paritária da Diretoria Executiva, extrapolando os limites da legislação, tornou-se realidade.
Foi assegurada em novo estatuto, cuja mudança foi feita com a participação de representantes dos associados em grupo de trabalho (GT) tripartite. A legislação determina paridade apenas nos Conselhos Deliberativo e Fiscal.
Na esteira da democratização, os associados propuseram e ajudaram a construir também um novo plano de benefícios para a fundação, uma vez que a saturação dos planos anteriores colocava em risco a sustentabilidade futura da fundação.
O Novo Plano foi implantado tendo por base a garantia de que não se incorresse em mudanças que pudessem representar prejuízos em relação a tudo que se tinha nos planos anteriores.
A avaliação das entidades representativas dos associados, assim como dos representantes eleitos para os conselhos e a diretoria da fundação, é de que não só foram preservados direitos como foram obtidas condições mais vantajosas.
Mas, se é inquestionável que foram muitas e importantes as conquistas dos últimos anos, é certo também que há muito o que ser corrigido e feito em busca de condições mais seguras e promissoras para a nosso fundo de pensão.
Para ficar em apenas um exemplo, lembramos o problema do custeio do REG/Replan, que teve como solução imposta pela patrocinadora o aumento das contribuições
Os empecilhos que ainda existem para a efetiva democratização das instâncias de gestão da Funcef precisam ser também urgentemente removidos, a começar pela eliminação do voto de minerva nos conselhos e na diretoria.
Pois, apenas com democracia cada vez mais ampla da gestão, a Funcef irá consolidar-se, de fato, como o fundo de pensão dos empregados da Caixa. (Fenae)
Gildomar Marinho lança "Olho de Boi"O bancário do BNB, compositor, violonista
e cantor Gildomar Marinho lança Olho de Boi,
seu disco de estreia, em duas apresentações:
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Nesta quarta, dia 5, no Teatro Ferreira Gullar, em Imperatriz; e dia 7, sexta-feira, no Teatro João do Vale, em São Luís.
.Ambas as apresentações acontecem às 20h e têm a participação especial de Lília Diniz, poeta imperatrizense. Os ingressos custam R$ 10,00 (metade para estudantes com carteira e pessoas com mais de 60 anos).
Gildomar Marinho apresentará o autoral repertório de seu primeiro disco, além de inéditas, testando-as para a feitura de seu próximo disco, cujas gravações ele pretende iniciar ainda em 2009.
Olho de Boi, o disco, tem participação especial da cantora mineira Ceumar, que divide com o maranhense os vocais no samba-choro Alegoria de saudade.
O disco será vendido a preço promocional durante as apresentações. (Pedra de Cantaria)
Encontros Estaduais da CTB convocam

jornada de lutas para o dia 14
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No próximo dia 14 de agosto, trabalhadores e trabalhadoras organizadas por todas as centrais sindicais, estarão juntos com estudantes, sem terra, marcha mundial das mulheres, entre outros movimentos sociais, nas ruas das principais cidades brasileiras reivindicando os direitos trabalhistas e melhorias sociais.

Todas as centrais sindicais e os movimentos sociais estão convocando suas entidades estaduais filiadas para não medirem esforços na construção de uma ampla mobilização no dia 14 de agosto. Além de passeadas e atos públicos nas principais capitais, haverá marchas do MST e paralisações em diversas empresas.

Os Encontros Estaduais da CTB que estão ocorrendo em todos os estados e no Distrito Federal estão mobilizando os sindicatos para ampliarem a mobilização em suas cidades e estados.No Paraná, Piauí, Alagoas, Rondônia, Maranhão, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do sul, Acre e na Bahia as direções estaduais da CTB já definiram a programação do dia 14 de agosto em seus encontros e em plenárias com as demais centrais e movimentos populares.

Outros estados também estão se preparando para realizarem seus encontros e convocando as entidades para participarem das plenárias para organizar a jornada de luta.

Além do fim das demissões em massa e da redução da jornada de trabalho, as mobilizações do dia 14 de agosto também defendem a redução dos juros, fim do superávit primário, reforma agrária e urbana, fim do fator previdenciário, defesa da Petrobras e das riquezas do pré-sal, investimentos em saúde, educação e moradia, valorização do salário mínimo e solidariedade, contra o golpe em Honduras e pela solidariedade internacional aos povos.

A Jornada Unificada de Lutas também defende a ratificação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que regulamentam a negociação coletiva no serviço público e restringem a demissão imotivada dos trabalhadores.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, os encontros estaduais não devem medir esforços para organizar e convocar os trabalhadores e trabalhadoras para a jornada unificada de lutas que terá início no dia 14 de agosto. Portal CTB

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Lucro do Bradesco cresce 14,7%

no 2º trimestre e fica em R$ 2,297 bi

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O lucro do Bradesco teve um crescimento de 14,7%

no segundo trimestre, ficando em R$ 2,297

bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira.

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No primeiro semestre do ano, no entanto, o lucro do banco ficou em R$ 4,020 bilhões, contra R$ 4,104 bilhões no mesmo período de 2008, uma queda de 2,05%.

A carteira de crédito total do banco em junho atingiu R$ 212,7 bilhões, uma alta de 18,1% em relação à igual período do ano anterior, mas ligeiramente menor do que os RS$ 213 bilhões de março.

A provisão feita pelo Bradesco contra perdas esperadas com créditos no trimestre passado foi de R$ 13,871 bilhões, 60,3% maior do que no final de junho de 2008. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 74,288 bilhões (crescimento de 13,2%), enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 138,480 bilhões (crescimento de 20,9%).

O patrimônio líquido do banco em junho somou R$ 37,277 bilhões, crescimento de 10,6% sobre igual período do ano anterior.

O índice de Basileia chegou a 17,0% em junho de 2009, sendo 14,3% de Capital Nível 1. Os recursos captados e administrados somaram R$ 647,574 bilhões, um aumento de 17,6% em relação aos R$ 550,582 bilhões de junho de 2008.

Aos acionistas foram pagos e provisionados R$ 3,253 bilhões a título de Juros sobre o capital próprio e dividendos no primeiro semestre.

Desse valor, R$ 1,372 bilhão foram relativos ao lucro gerado no período (R$ 210 milhões pagos a título de mensais e R$ 1,162 bilhão provisionados) e R$ 1,881 bilhão relativo ao exercício de 2008 (mensal de R$ 39 milhões pagos em 2 de janeiro deste ano e complementares de R$ 1,842 bilhão pago em 9 de março).

No período, os impostos e contribuições, inclusive previdenciários, pagos ou provisionados, apurados com base nas principais atividades desenvolvidas pela Organização Bradesco no primeiro semestre de 2009 somaram R$ 4,185 bilhões (equivalentes a 104,1% do lucro líquido). Em relação aos tributos correspondentes à intermediação financeira, foi retido e recolhido pela Organização o montante de R$ 2,950 bilhões.

Retomada

O banco avalia que a economia global tem apresentado sinais de recuperação, "compatíveis com os estímulos monetários e fiscais sem precedentes aplicados em todo o mundo".

Mesmo assim, o Bradesco diz que mantém "postura de cautela em relação à economia mundial, acompanhando-a com atenção".

Para o Bradesco, "os sinais domésticos de recuperação são inequívocos e apontam para um segundo semestre melhor do que o primeiro, reforçando o otimismo em relação ao país".

A expectativa do banco é de uma retomada do crescimento "lenta e gradual, ainda que consistente", nos próximos trimestres.

"No que se refere ao Brasil, a crise tem gerado oportunidades significativas, levando o País a se diferenciar - positivamente - dos demais emergentes".

"A economia brasileira vive um momento de apreciação cambial e redução de juros - já em um dígito - e o consumo das famílias continua crescendo em ritmo forte, ainda que menor do que o verificado no passado recente." Fonte: Folha Online, com Reuters

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ASSALTOS TAMBÉM NO RS

Agosto começa com ataques ao

Santander e BB no RS, após 15 em julho

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Depois de fechar o mês de julho com uma média assustadora de um ataque a bancos a cada dois dias no Rio Grande do Sul, agosto chega já com ocorrências nos primeiros dias.

O mês começa com dois arrombamentos no Estado.

Uma agência do Santander (foto) foi arrombada por volta das 3h30 desta segunda-feira, dia 3, na Avenida Flores da Cunha, no centro de Cachoeirinha, na Grande Porto Alegre.

Para entrar no estabelecimento do banco espanhol, os criminosos teriam usado um explosivo, já que o local estava destruído e em chamas.

Bombeiros tiveram de ser chamados para combater o incêndio.

No Interior do Estado, mais um banco do Interior foi alvo de assaltantes. Na madrugada desta segunda-feira, dia 3, o ataque ocorreu na região central do Estado, em Nova Palma, município com cerca de 6 mil habitantes.

Por volta da 1h, pelo menos seis homens arrombaram a agência do Banco do Brasil, no centro da cidade, e levaram dois caixas-eletrônicos. (ContrafCUT).

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Lucro do HSBC recua

57% no 1º semestre de 2009
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O banco britânico HSBC anunciou hoje lucro líquido de US$ 3, 347 bilhões no primeiro semestre de 2009, com queda de 57% em comparação ao mesmo período de 2008, sob o impacto de um novo aumento de suas provisões de perda no mercado de crédito.

O lucro antes dos impostos se reduziu em 51%.

A instituição financeira é a primeira europeia e uma das principais do mundo por sua capitalização na bolsa.

A queda dos lucros foi atribuída ao aumento de 39 % das provisões de perdas e encargos do mercado do crédito, no valor de US$ 1 3, 9 bilhões.

No entanto, em comunicado, o HSBC informou estar otimista ao destacar seus resultados recordes em termos de financiamento e investimento, e declarou estar "idealmente situado para aproveitar a recuperação, apesar de as perspectivas econômicas continuarem incertas."

(Redação com agências internacionais - Agência Gazeta Mercantil - IN)
COLUNA TIMON EM TEMPO
(JORNAL ATOS E FATOS)
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CEF AGRADA SERVIDORES
Os servidores da Prefeitura de Timon estão assaz satisfeitos com a mudança dos seus pagamentos para a agência timonense da Caixa Econômica Federal. Para receber salário o servidores não tem necessidade de ir à agência e para resolver quaisquer outros assuntos o tempo de demora na fila é infinitamente menor do que o que era outrora despendido na agência do Banco do Brasil.
Outro motivo de elogios por parte dos servidores é o excelente atendimento, liderado pelos gerentes Aurélio e Auri, que são eficientes e tratam a todos com simpatia e presteza.
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BB PERDERÁ CORRENTISTAS
Como se não bastasse ter perdido mais de seis mil clientes, leia-se servidores da Prefeitura de Timon, para a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil está na iminência de perder cerca de 2 mil clientes só em Timon, isto porque a governadora Roseana, segundo fonte fidedigna, deverá voltar as contas dos servidores estaduais para o Bradesco.
(Jornal Atos e Fatos - Coluna Timon em Tempo)
Coordenador do 10º CONCUTQuintino Severo:
"Maior aproximação com as Estaduais e Ramos potencializará a ação cutista"
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Em entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho, o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores, Quintino Severo, faz uma avaliação do mandato e das perspectivas da luta do movimento sindical e popular para o próximo período.
Quintino será o coordenador do 10º Congresso Nacional da CUT, que inicia hoje, segunda-feira, 3 de agosto, com o lema "Desenvolvimento com Trabalho, Renda e Direitos".
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Um breve balanço do mandato.
Ao longo desse mandato conseguimos garantir uma maior visibilidade para a CUT, especialmente no que diz respeito ao cumprimento do seu papel enquanto central sindical que mobiliza, faz luta, negocia e, ao mesmo tempo, disputa um projeto de hegemonia na sociedade. Acredito que tivemos êxito ao combinar elementos que são fundantes da nossa central, unindo pressão e diálogo para fortalecer o processo democrático.
Tenho clareza que conseguimos avançar nesta perspectiva. Também conseguimos recuperar o papel principal de representação das categorias, especialmente no setor público, onde enfrentamos uma série de ataques por parte de segmentos do movimento sindical.
Creio que isso fez com que pudéssemos exercitar os princípios da autonomia e da independência em relação aos governos e empresários. Outro ponto que considero fundamental é a política de valorização do salário mínimo.
Nós iniciamos este processo em 2004, mas ele se consolidou neste mandato por meio de um grande acordo nacional com o governo, estabelecendo uma política de recuperação do poder de compra.
Esta é uma marca que vai ficar da gestão. Agora o desafio é transformar este acordo em lei. Para isso tem de ser votada no Congresso e ser sancionada pelo presidente. Nós queremos que este tema, assim como outros de suma importância, se transformem em políticas de Estado, para além de uma política de governo.
E o envio da Convenção 151 ao Congresso Nacional?
Não tenho dúvida de que várias das iniciativas que o governo e o Congresso Nacional tiveram em relação a temas que interessam aos trabalhadores foram resultado da iniciativa da nossa central, da articulação à mobilização. O envio das Convenções 151 e 158 da OIT ao Congresso foi causado pela ação da CUT, embora não tenhamos concluído este processo.
Essas iniciativas foram frutos positivos do nosso protagonismo, da pressão da base. A Convenção 151 garante a democratização das relações entre o setor público, servidores e Estado, daí sua relevância.
É um avanço, porque hoje, em que pese a Constituição de 88 ter garantido o direito de sindicalização dos servidores públicos e a construção dos Sindicatos, ela não garantiu o direito à negociação, que faz parte do instrumento da democratização das relações do trabalho.
A que se deve o fortalecimento da CUT?
É importante destacar que a CUT neste mandato, em que pese ter fortalecido a relação com o setor público, também marcou presença junto às demais categorias.
Nossa ação foi mais global, o que resultou na ampliação da nossa base de representação, nos debates, nas campanhas salariais. Isso foi fundamental para mantermos a heterogeneidade, este simbolismo campo e cidade, público e privado.
São elementos que se somam e contribuem na disputa que faremos para que a CUT caminhe cada vez mais no sentido de construir a sua autonomia financeira a partir da contribuição dos sindicatos de base. Trabalhamos o futuro da Central não apenas do ponto de vista estrutural, mas do ponto de vista político, com ações para filiar mais sindicatos.
É uma estratégia que aponta para um futuro de cada vez maior independência.
Como se insere a comunicação dentro desta estratégia?
A comunicação tem papel fundamental em função dos avanços tecnológicos que ampliam a disputa no mundo do trabalho, em constante transformação. Isso requer maior aperfeiçoamento e atualização das nossas ferramentas para fazer a disputa com o capital, com os donos dos meios de produção, o que nos leva também a uma comunicação mais direta com a nossa base.
Isso faz parte da disputa de hegemonia, da demarcação de um campo político e ideológico.
Houve um determinado momento em que a direita tentou acabar com o governo e sepultar o projeto democrático-popular. Como a CUT se saiu?
É importante destacar que toda a ação que a CUT fez e faz no enfrentamento às iniciativas da direita se inserem dentro da disputa maior, de projeto. É fundamental que a sociedade tenha consciência disso. Nós não temos dúvida de que lado estamos.
Nossa central, pela responsabilidade que tem, pela sua história, grandeza e pelo que representa, é um pólo de aglutinação do conjunto dos movimentos sociais. Conseguimos corresponder às expectativas da sociedade brasileira e derrotamos o projeto neoliberal naquele momento em que a direita e a mídia apostaram no retrocesso.
Agora, o embate sobre o papel do Estado continua. Historicamente, desde a sua fundação, a CUT defendeu um Estado indutor do desenvolvimento para todos, com capacidade de gerar emprego e, acima de tudo, de intervir para distribuir renda.
Isso ficou muito claro na defesa da Vale como patrimônio público.
Evidentemente. A CUT teve papel de destaque na campanha pela anulação do leilão da Vale e segurou firme a bandeira da retomada de várias empresas estatais. Defendemos a reestatização das empresas estratégicas porque o princípio da CUT foi sempre de que o Estado tem papel fundamental, determinante, indutor. Como é o caso da Petrobrás e de um novo marco regulatório para o petróleo. É natural, faz parte da nossa agenda política.
Nem bem a crise internacional começava e já havia central defendendo que os trabalhadores pagassem a conta.
Pois é, tivemos uma posição firme em defesa dos direitos, dos salários e empregos, sublinhando que a melhor arma para enfrentar a crise era precisamente o mercado interno.
O fato é que se o Brasil entrou na crise depois e sairá antes, numa situação melhor do que os demais, é justamente porque se colocou nesta posição. Claro, houve toda uma luta anterior que fizemos contra o governo FHC pela manutenção da Petrobrás estatal, contra a privatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do BNDES.
As empresas públicas se revelaram estratégicas para defender o interesse nacional e o país sairá melhor por poder contar com elas. Nosso desafio é continuar fortalecendo o debate para ampliar a capacidade do Estado de induzir o desenvolvimento, de fazer políticas públicas, aumentar a capacidade de consumo do povo brasileiro.
Diante do embate eleitoral de 2010, qual o papel da CUT?

É o mesmo que já teve em situações anteriores: dialogar no interior das categorias e com a sociedade sobre qual o projeto que melhor interessa aos trabalhadores, que aponta na perspectiva da geração de emprego e renda, na manutenção e ampliação de direitos, no fortalecimento das políticas públicas.
Este será o principal debate das eleições de 2010. Quem pode fazer isso é quem tem história. Claro, o outro projeto estará representado por pessoas que sempre trataram de tirar cada vez mais dos pobres, destruir o papel do Estado, com privatizações e desmonte, numa visão financista, que afirma a especulação sobre a produção.
E as perspectivas do movimento sindical para o próximo período?
Primeiro temos de destacar que estamos vivendo um novo cenário, que aponta para uma maior disputa interna no movimento sindical brasileiro. Ao mesmo tempo, é essencial fortalecer a articulação com os movimentos sociais.
Creio que o desafio que temos pela frente é no sentido de ampliação da nossa base de representação. Será preciso um esforço ainda maior do que já fizemos, particularmente nos últimos dois anos, em relação aos ramos de atividade econômica.
Precisamos saber se o atual modelo de Ramos atende à diversidade e aos desafios do ponto de vista organizativo, da disputa de políticas e da sua amplitude de ação. Esta será uma tarefa da nova direção da CUT, que deverá pensar esta nova forma de organização, seja para ampliar ou para diminuir o número de Ramos, seja para unificar seja para desdobrar de acordo com as especificidades e demandas.
Com todas as transformações que vêm ocorrendo permanentemente na forma de organização, cabe a nós colocarmos a reflexão sobre o papel dos Ramos e sua conformação, para que estejam à altura dos desafios.
E em relação às estaduais da CUT?
Espero que no próximo mandato, com a presença permanente de todos os estados na direção nacional, consigamos melhorar o intercâmbio, possibilitando um enraizamento maior das ações. Minha expectativa é que este processo seja potencializado.
Certamente isso não resolverá todos os problemas, mas serão dadas as condições para que as estaduais estejam mais próximas da nacional.
Essa foi a minha primeira opinião, quando assumi a secretaria geral: de que era necessário aproximar a CUT das suas estaduais e ramos. Creio que vamos melhorar muito com a nova formatação da executiva nacional.
Como será este novo formato?
A direção nacional da CUT será composta de 115 integrantes, sendo 45 dirigentes eleitos nos estados, 45 nos Ramos e mais 25 da executiva nacional..
Cite algo que poderia ter sido melhor ou que a CUT pode carregar mais na tinta no próximo período.
Quero destacar esta lógica da necessidade da CUT estar mais próxima da sua base.
Este é um desafio fundamental. Muitas vezes tomamos decisões sobre temas que acabam demorando para chegar na base, talvez não pela vontade política, mas por questões culturais, por dificuldade de comunicação inclusive.
Então esta questão do maior envolvimento e participação das estaduais será decisiva para o próximo período.
Escrito por Leonardo Severo
10º Congresso Nacional da CUT começa hoje

Mais de 2,5 mil delegados definem qual será
a agenda da CUT para os próximos três anos
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A CUT realiza seu 10º Congresso Nacional (CONCUT) a partir do dia 3 de agosto, quando tem início um seminário internacional para debater a crise econômica, até o dia 7, quando tomará posse a nova Direção Nacional da entidade.
O Congresso reunirá aproximadamente 2,5 mil delegados vindos de todas as regiões do País, representantes de todas as categorias e setores de atividade. Participarão também como convidados representantes de governos, de partidos, parlamentares, lideranças sindicais nacionais e internacionais.
O Congresso vai debater e elaborar estratégias e calendário de ação sindical para os próximos três anos. Entre as decisões que os delegados ao Congresso Nacional da CUT irão tomar, alguns exemplos são:
- como a Central vai continuar lutando na defesa dos empregos e dos salários, absolutamente prioritários no enfrentamento da crise
- que instrumentos vai cobrar de governos e dos poderes Legislativo e Judiciário para construir um modelo de desenvolvimento sustentável com centralidade do trabalho, ampliação de políticas públicas e aprofundamento do controle social sobre o Estado
- que mobilizações a Central fará para interferir na política econômica de forma a avançar nessa direção
- como mobilizará suas bases no processo eleitoral do ano que vem
- qual será a nova Direção da Central para o mandato 2009-2012.
Realizado a cada três anos, o Congresso Nacional da CUT foi precedido por assembléias preparatórias nos sindicatos de base, em que delegados e delegadas foram escolhidos para participar de 27 Congressos Estaduais.
Neles, debateram e tomaram decisões a partir da realidade social, econômica e política de suas bases e regiões. Em seguida foram eleitos por seus companheiros para defender essas propostas no CONCUT.
Propostas que refletem as prioridades e interesses do movimento sindical cutista e de suas bases de representação em cada Estado da federação, mas também das diversas tendências políticas que compõem a CUT.
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Para conhecer a programação completa do Congresso,
que acontece no ExpoCenter Norte, capital paulista, clique aqui.
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domingo, 2 de agosto de 2009

VIOLÊNCIA CONTRA AGÊNCIAS NOS MUNICÍPIOS
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DESABAFO DE UM BANCÁRIO
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Caros colegas do SEEBMA,
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Estamos enfrentando um problema gravíssimo no interior do Maranhão, diante da ação das quadrilhas de assaltantes que a cada dia vem tornando insuportável a carga de trabalhar nestas agências, haja vista a cada dia, dormimos e acordarmos pensando que esta será a nossa vez de sermos feito refém, de depararmos com dez ou mais homens com armas pesadas, aterrorizando nossa mente e gerando em nós traumas irrecuperáveis e até irreversíveis muitas vezes.
Deparamos-nos com a segurança pública falida e que não tem nem homens nem armas suficientes para evitar e até coibir essas investidas criminosas que tanto faz mal à nossa vida e põe em cheque a nossa qualidade de vida, pois não é fácil dormir e acordar pensando que seremos vítimas de assaltos, que podemos morrer, sendo que todos nós somos pais e mães de família que vemos nossos filhos com o futuro ameaçados se morrermos ou ficarmos de alguma forma debilitados com um assalto deste.
Perdemos também com esta situação toda a qualidade de vida individual, profissional, familiar e social, pois esta tensão nos põe dentro de uma paranóia de medo, fazendo-nos muitas vezes nos isolar da sociedade e dos grupos sociais devido, muitas vezes, na desconfiança da informação e dos lugares freqüentados por pessoas que não conhecemos.
Não somos bandidos para ficarmos isolados e para termos insônias de medo e de insegurança. Somos cidadãos com direitos de ir, vir, permanecer, de criar nossos filhos com dignidade e na sociedade.
Pois isso é o que queremos: uma sociedade civilizada onde possamos viver e deixar viver nossos filhos.
Diante de tudo isso e sendo conhecedor da força que tem nossa categoria quando em campanha salarial vamos à luta para melhorar nossa qualidade de vida e que não aprendemos a recuar quando estamos certos, acredito que este momento tão delicado e aterrorizante seja também ocasião de nos unirmos em luta e exigirmos tanto da diretoria do Banco como do poder público uma segurança real e efetiva para nossas agências.
É hora de exigirmos em forma de manifestação, como a da campanha, pois esta reivindicação é tão necessária quanto a salarial, pois está diretamente ligada a nossa qualidade de vida.
Pois bem, eu, como associado, e como trabalhador, que sempre estive atuante nas campanhas salariais proponho que, nós, bancários do Maranhão, com toda a nossa força de paralisação e de vencedores e lutadores gritemos ao BB e ao poder público:
NÃO À VIOLÊNCIA.
NÃO AOS ASSALTOS!!!
SIM A SEGURANÇA! SIM A QUALIDADE DE VIDA!!!

Francisco Marcos de Oliveira Lima
*(grifos nossos)
DIRETO DE BREJO
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Polícia identifica chefe do
bando que assaltou o BB
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O delegado Geral da Polícia Civil, Nordman Ribeiro declarou na tarde de ontem, que equipes de policiais, com apoio da PM, permanecem na região à procura da quadrilha que assaltou a agência do Banco do Brasil da cidade de Brejo, na manhã de sexta-feira, 31/7.
Segundo Nordman Ribeiro, o chefe do bando já foi identificado: trata-se de Antônio Moreira, o “Bigode” que lidera quadrilheiros do Maranhão, Pará e Paraíba, que agem sempre a partir de informações de alguém da região escolhida para os assaltos.
“Bigode é bastante conhecido como chefe de grupos e já esteve preso em Imperatriz, por assaltos a banco em 2005”, informou o delegado Geral.
Ele disse ainda que nenhum funcionário do Banco do Brasil foi atingido a tiro durante o assalto, como foi noticiado.
“Há informes de que um lavrador teria sido atingido, na rua em frente à agência, porém, não há registro de nenhuma ocorrência sobre o caso na Delegacia de Polícia de Brejo”, argumentou, acrescentando que, os assaltantes levaram apenas o dinheiro que estava em um dos caixas e no caixa eletrônico da agência.

A quadrilha estaria esperando um carro-forte que não chegou no horário previsto, mas a quantia não foi revelada. Na fuga, o bando levou seis reféns, sendo três funcionários da agência bancária e três vigilantes. Entre as pessoas levadas pelos assaltantes, estava o gerente do banco, Arapuã de Jesus. (Jornal Pequeno).
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Artigo/Democracia & Opinião
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Chamas que aquecem o frio
Eduardo Navarro*
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Como já era de se esperar a 11ª Conferência Nacional dos Bancários da Contraf foi tão ou mais fria que a Conferência de São Paulo.
Seguiu a mesma lógica da anterior, ou seja, apresentação de relatórios e votação em bloco sem privilegiar os debates que tanto alimentam a democracia.
Não fosse a intervenção organizada da CTB que junto com a Intersindical, a CSD e com a bancada do Nordeste três questões vitais passariam em brancas nuvens: o índice a ser reivindicado; a estratégia da campanha sindical; e, uma questão que a força majoritária teima em contratar com os banqueiros, a remuneração variável.
A primeira questão diz respeito ao montante que queremos que corrija nossos salários deste ano e que vai até o ano que vem. Apresentamos a proposição de reposição da inflação apurada entre setembro de 2008 e agosto de 2009 mais um aumento real de 10%.
Já a Articulação defendeu um reajuste de inflação com 5% de aumento, sendo que esta composição é inferior ao conquistado no ano passado. Não sua defesa a Articulação argumentou que estava se baseando em pesquisa realizada junto à categoria.
Ora, sabemos todos que pesquisa reflete apenas um dado momento que tende a se alterar quando vai se construindo convicção acerca da justeza da proposta. Nos últimos anos já vimos muitos candidatos ganharem eleições quando as pesquisas os apontavam como derrotados.
A Estratégia da Campanha Salarial diz respeito aos caminhos que iremos construir rumo à vitória de nossas reivindicações.
A Articulação defendeu a Mesa Única com mesas concomitantes enquanto que as forças que formaram o Bloco formularam que a estratégia deste ano deve se dar em uma Mesa Geral com a Fenaban e Mesas Específicas nos Bancos Públicos com minutas específicas, inclusive com reposição das perdas salariais históricas.
A princípio pode parecer proposições iguais, porém, não as são. A diferença está na determinação de recompor as perdas salariais a que os bancários dos bancos públicos foram submetidos durante os 8 anos do governo de FHC. Perdas estas que a força majoritária já não considera que deva ser mais apresentada aos bancos públicos.
Quanto a questão da Remuneração Variável é tão venal que não gostaria de reproduzir aqui os argumentos utilizados. Só destaco que não é papel do movimento sindical estar auxiliando a gestão dos banqueiros determinando o nível de exploração a que os bancários devem ser submetidos para ganhar uns trocados a mais.
Assim como na conferência de São Paulo (aqui corrijo uma injustiça) e na conferência nacional a voz firme de seguimentos da categoria, que conformaram um bloco, aqueceu o gélido debate, espero, torço e confio que estas mesmas forças possam ser chamas que aqueçam nossa fria campanha salarial e dar direção aos verdadeiros anseios de nossa categoria. Cabe aos bancários e bancárias dos diversos bancos alimentar esta chama.
*Eduardo Navarro é bancário do Bradesco e vice-presidente da Feeb
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EXPLORAÇÃO E ABUSO DE PODER
BB obriga gerentes a fazer manutenção
de caixas eletrônicos em São Paulo
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O Banco do Brasil está obrigando os gerentes de módulo da Plataforma de Serviços Operacionais a fazer a manutenção dos terminais de autoatendimento.
De alicates em punho e braçadeiras, esses gerentes têm trabalhado como técnicos de informática, num claro desvio de função.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo acompanhou um procedimento e confirmou a denúncia dos bancários. Após o flagrante, o departamento jurídico do Sindicato vai levar o problema para o Ministério Público do Trabalho e solicitar fiscalização para uma futura ação.
Segundo o diretor do Sindicato Cláudio Rocha, o BB está criando um passivo trabalhista, cujo fundamento está na alteração unilateral do contrato de trabalho.
"O banco está abusando do poder diretivo de empregador e desrespeitando a legislação, com esse desvio de função. Qualquer alteração no contrato deve contar com a anuência do trabalhador, sob pena de nulidade. Quando um gerente é obrigado a fazer manutenção em terminais, com chave de fenda e alicate, ele não está trabalhando como gerente, mas sim como técnico de informática ou algo parecido", diz.
Para o dirigente, esta imposição do BB aos gerentes de módulo vai na contramão dos princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito. "Além de ferir a dignidade da pessoa humana, fere os valores sociais do próprio trabalho. Este fato indica não só um desequilíbrio laboral, mas também é um abuso", finaliza Cláudio Rocha. Fonte: Fábio Jammal Makhoul - Seeb São Paulo
Projeto de lei prevê estabilidade no emprego
a dirigentes de fundos de pensão
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Tramita na Câmara Federal o Projeto de Lei Complementar 476/09, do deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), que estende aos membros da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal das entidades fechadas de previdência complementar a estabilidade e os critérios de perda de mandato já existentes para os membros do Conselho Deliberativo.
Portanto, eles perderão o mandato apenas nos casos de condenação judicial transitada em julgado ou processo administrativo disciplinar.
O projeto prevê ainda aferição do conhecimento técnico especializado dos dirigentes mediante processo de certificação, que deverá ser conduzido por entidade idônea do próprio mercado. "Com este projeto, as entidades fechadas de previdência complementar com patrocínio das empresas estatais terão mais profissionalismo e estarão menos vulneráveis a pressões estranhas ao seu objeto de bem gerir os recursos previdenciários dos participantes e assistidos de seus planos de benefícios", afirma o autor.
Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.
Fonte: ANAPAR
Balanço do mandato CUT 2006-2009
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Escrito por Isaías Dalle
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Como a CUT articulou a luta pelo patrimônio nacional e contra a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários Publicamos a seguir a terceira parte do texto de balanço da atual gestão
A luta pela superação dessa crise e a construção de um novo modelo passa necessariamente pelo fortalecimento do mercado interno e pela defesa do patrimônio nacional e do controle do Estado sobre nossas riquezas.
Nesse capítulo insere-se, além da luta pela reestatização da Embraer e da Vale, a defesa da Petrobrás e a pressão por uma nova lei do petróleo, que garanta o fim imediato dos leilões das jazidas e que reserve parte significativa dos recursos que surgirão da camada pré-sal para políticas públicas de saúde, educação, infraestrutura, pesquisa e tecnologia, cultura e segurança, entre outras, indispensáveis para quitar a dívida social do País.
A CUT formalizou essa luta em setembro de 2008, após a realização de seu Seminário Nacional Energia, Desenvolvimento e Soberania, com a participação de todos os ramos no diagnóstico das possibilidades de uma nova matriz energética para o Brasil e das oportunidades criadas pela descoberta do pré-sal.
Decisão anterior, portanto, à eclosão da crise e do surgimento da CPI da Petrobrás - iniciativa do PSDB/DEM que acabou por unificar os movimentos sociais contra esta sabotagem à estatal, a partir de junho de 2009, em uma série de grandes mobilizações de rua por diversas regiões onde a empresa é o carro-chefe de investimentos públicos em projetos de desenvolvimento.
Foi nesse Seminário também que a CUT consolidou as propostas de trabalho decente na cadeia do etanol e do biodiesel e também de proteção ao meio ambiente.
A discussão com o governo federal e o empresariado havia sido aberta no ano anterior, em intervenção de Artur Henrique, presidente da CUT, na posse do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no dia 17 de maio, e desembocaria no acordo nacional assinado pouco mais de um ano depois.
No campo, as conquistas trazidas pelas lutas dos trabalhadores rurais cutistas foram diversas. Um Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) com aportes orçamentários anuais maiores que os anteriores -R$ 15 bilhões para a safra 2009-2010 -, renegociação das dívidas das propriedades familiares e a garantia de que 30% da merenda escolar servida na rede pública de ensino fundamental e médio serão adquiridas da agricultura familiar, a partir de acordo assinado em maio deste ano, são alguns exemplos.
Contra a retirada de direitos
Na luta em defesa do emprego decente e dos direitos trabalhistas, foi necessária igualmente muita disposição para resistir a ataques conservadores que queriam derrubar ou reduzir conquistas.
Logo nos primeiros dias de 2007, quando anunciou o PAC, o governo federal incluiu entre as propostas o PLP (Projeto de Lei Complementar) 01/07, para instituir limite de investimentos com salários e contratações no serviço público.
A CUT bateu duro, através de notas e em mobilizações posteriores, e o projeto foi para as calendas. Dois meses depois, o governo anuncia que iria mudar a TR (Taxa Referencial), o que diminuiria os ganhos da poupança e do FGTS. A CUT volta a bater e o projeto fica pelo caminho.
Mobilização constante
A defesa dos direitos existentes ganharia seu round mais emocionante a partir de 19 de março daquele ano, quando a CUT detectou um "submarino" no projeto da Super Receita, a famigerada emenda 3.
Através de nota, a CUT pediu ao presidente Lula que vetasse o dispositivo, que geraria um ataque sem precedentes aos empregos com carteira assinada, à medida que abriria caminho para que as empresas forçassem seus trabalhadores a se tornarem pessoas jurídicas - como pequenas empresas individuais arcando com todos os custos fiscais e sem direitos básicos.
O presidente da República vetou a emenda 3, mas patrões e parlamentares conservadores prometiam derrubar o veto. A CUT puxou então mobilizações históricas, entre greves e passeatas, para enterrar de vez a proposta. As demais centrais e os movimentos sociais se uniram em Dias Nacionais de Luta que afastaram o fantasma.
Entre os instrumentos de que o empresariado ainda se serve para precarizar o mercado de trabalho, um dos mais arraigados é a terceirização.
A CUT tem um sólido projeto de combate a essa prática, como fruto de amplo e intenso processo de elaboração de propostas, da qual participaram entidades representativas dos trabalhadores de todos os ramos de atividade. A luta política se dá agora pela aprovação da proposta, no Congresso Nacional.
Previdência pública
A partir de maio de 2007, quando teve início o Fórum Nacional da Previdência, a CUT, munida de estudos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) e do Cesit/Unicamp (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) e de uma forte mobilização nas bases, comprovou que a Previdência Pública e o sistema de Seguridade Social têm enorme função social e que podem ser absolutamente autossustentáveis, desde que respeitados os princípios constitucionais que as regem e que o País promova a inclusão de mais e mais pessoas no mercado de trabalho.
A intervenção derrubou a até então firme disposição do empresariado e de parte do governo de alterar regras, como ampliação da idade mínima e do tempo de contribuição, ao mesmo tempo em que acumula para enterrar o famigerado fator previdenciário, mecanismo tucano de arrocho das aposentadorias.
Também em maio de 2007, a CUT implodiu uma proposta preparada pela AGU (Advocacia Geral da União) de regulamentar greves no serviço público. Pelo projeto, as greves seriam praticamente proibidas.
O enfrentamento da Central barrou o projeto e, em seu lugar, a ação de nossas entidades conseguiu convencer o governo federal a enviar, no dia 14 de fevereiro de 2008, o texto da Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) para ratificação no Congresso. A 151 regulamenta a negociação coletiva no serviço público.
No esforço pelo aperfeiçoamento e ampliação dos serviços e políticas públicas, a CUT atuou o tempo todo afinada com suas entidades representativas dos servidores. Prevendo que os ataques ao Estado se intensificariam por conta da campanha eleitoral daquele ano, a Central criou em 2006 a Coordenação dos Servidores Federais, com a participação de todas as entidades filiadas do ramo.
Afinadas a agenda e a estratégia, a luta incluiu diversas greves e manifestações de rua para pressionar o governo Lula. Somadas à capacidade da CUT em participar de espaços de negociação que iam abrindo, as mobilizações construíram acordos importantes de reajustes salariais e de reestruturação de cargos.
Depois de firmados, os acordos passaram a sofrer ameaças por conta da velha tese de que o Estado gasta muito e que o momento era de fechar os cofres. A CUT e suas entidades mantiveram a pressão sobre os ministérios.
Em 19 de junho de 2008, começavam a chegar os reajustes, inicialmente nos contracheques de mais de 800 mil servidores. Com a instalação da crise econômica, no final daquele semestre, as vozes conservadoras voltaram a defender a suspensão dos acordos. A Central não arredou pé e os cronogramas de implementação dos acordos continuam seguindo em frente.
No primeiro semestre de 2009, as baterias contra o serviço público se concentraram na proposta de criação de Fundações de Direito Privado, que até o final de julho permanecia suspensa em função da enérgica resistência de nossas entidades.
Valorização do salário mínimo
A mesma lógica neoliberal, teimosamente defendida por setores que vem sendo sistematicamente derrotados nas eleições - como nas campanhas municipais de 2008, que impuseram fortes baixas nas fileiras do PSDB/DEM e de satélites como PPS - chegou a bradar contra a política de valorização do salário mínimo acordada entre as centrais e o governo federal em 20 de dezembro de 2006.

sábado, 1 de agosto de 2009

Presidente da Inter B Consultoria fala
sobre microcrédito do Banco do Brasil


CEE/Caixa debate estratégia e define
prioridades da mesa específica
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A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa), órgão da Contraf-CUT, debateu na reunião realizada em São Paulo a estratégia da mesa específica dentro da Campanha Nacional 2009.
Decidiu que entregará a pauta específica definida no 25º Conecef, realizado em Brasília no final de abril, no mesmo dia da entrega da minuta geral de reivindicações à Fenaban, que ainda não está marcada.
Os integrantes da CEE/Caixa também debateram, com base nas resoluções do Conecef, os temas prioritários da campanha específica: novo PCC, isonomia de direitos entre novos e antigos, ampliação dos direitos dos aposentados, contratação de novos empregados e melhoria das condições de trabalho, respeito da jornada de trabalho de 6 horas e democratização da gestão da empresa.
"A nossa expectativa, quando assinamos o acordo do ano passado, era que o PCC já estivesse resolvido antes do início da campanha salarial de 2009, conforme compromisso assumido pela empresa. Mas a Caixa não tem demonstrado disposição de cumprir o compromisso, por isso achamos importante desenvolver uma campanha específica para o PCC, com material de divulgação das propostas dos empregados", afirma Jair Ferreira, representante da Fetec/Centro Norte e coordenador da CEE/Caixa.
A empresa também havia assumido o compromisso, na campanha passada, de equacionar o problema referente à manutenção do tíquete-refeição na aposentadoria para os empregados que ingressaram na Caixa antes de 1995 - o que até agora não ocorreu.
"Outra questão prioritária, que não dá para adiar mais, é a contratação de novos trabalhadores, diante do gigantesco aumento da carga de trabalho gerado, entre outras razões, pela ampliação da atuação da Caixa nos programas sociais do governo federal e da incorporação das atribuições dos caixas-retpv, que sobrecarregou as agências", diz Jair.
Fonte: Contraf-CUT
Artigo

Campanha salarial. A hora é essa!
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*Grassa Felizola
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Apesar das dificuldades no processo da Campanha Salarial por causa da crise financeira internacional, que com certeza será o argumento dos banqueiros para não dar um aumento digno, precisamos desenvolver estratégias de combate.
Até então, os patrões não se reportaram às organizações sindicais e muito menos sinalizaram uma disposição para atender os anseios da categoria.
A pauta foi entregue. Agora é definir o processo de regulamentação para as negociações e levar adiante as reivindicações da classe bancária, como um novo modelo de PLR, reajuste digno e um basta nas metas abusivas.
Chegou a hora de todos os bancários e bancárias trabalharem pela campanha salarial, vestirem a camisa da resistência, na tentativa de terem reconhecidos seus direitos e ampliarem suas conquistas, primando pela autonomia sindical.
O momento é de atenção coletiva. Estamos em plena data-base, precisamos garantir as necessidades da classe, com união e fortalecimento das entidades sindicais, para esta luta que se inicia. Para isto, a própria classe bancária precisa participar ativamente da campanha salarial, com presença constante nas atividades, manifestações e assembleias.
Outra forma essencial de participação é contribuir com a construção da greve, caso seja necessário. O jogo começou. Nesta competição, toda estratégia terá que ser altamente elaborada e com a participação ativa de cada bancário, para que os patrões não abusem dos trabalhadores.
Neste processo de negociação, a população deverá ser conduzida a estar do lado dos trabalhadores, alertando os clientes da exploração dos banqueiros, com a cobrança de altas taxas e de um péssimo atendimento, como forma de tê-los como aliados nesta batalha.
Vamos abrir os olhos, somente as faixas e os cartazes não garantem a vitória. Mantenhamo-nos informados pelo site do sindicato, pelo Boletim Diário e pelos informativos sindicais oficiais das entidades comprometidas com a luta dos bancários. Vamos à luta! Chega de abuso!
*Grassa Felizola - é funcionária do Banco Real e Diretora da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.