sábado, 8 de agosto de 2009

8 DE AGOSTO
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DIA NACIONAL DE COMBATE AO COLESTEROL
Em todo o Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Colesterol é um convite para mudanças de hábitos alimentares, para a prática de atividades físicas, abandono do tabaco e o controle de outras doenças, como diabetes e hipertensão arterial.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia é aliada dessa campanha, promovendo ações educativas em diversas capitais, visando reduzir o número de vítimas da aterosclerose e do infarto do miocárdio.
Adulto sadio
Colesterol total ideal: até 200mg/dl
Limite aceitável: de 200mg/dl a 240mg/dl
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Pessoas com fatores de risco
Colesterol total: até 130mg/dl
Pessoas com doenças coronarianas.
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Saiba mais:
8 de agosto é o Dia Nacional de Combate
ao Colesterol. Só exercícios não o reduzem !
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Apesar da maioria das pessoas saberem algo sobre o colesterol, vamos esclarecer o que é mito e o que é verdade.
O colesterol é uma substância necessária ao nosso organismo, mas quando suas taxas no sangue se elevam, tornar-se um perigoso fator de risco.
O Colesterol é o resultado do metabolismo das gorduras saturadas com algumas subdivisões, sendo duas importantes: HDL, o bom colesterol, e LDL, o mau colesterol. O nível do LDL pode estar elevado por 2 fatores principais: o genético e a dieta. Consideramos o fator genético como o mais importante, porém dietas inadequadas também elevar o LDL-colesterol. A maior parte do colesterol é fabricada pelo próprio corpo, cerca de 70%, no fígado, enquanto que apenas 30% provém da alimentação.
Existem pessoas que já nascem geneticamente destinadas a serem grandes produtoras dessa substância. O colesterol não tem nada a ver com excesso de peso, pois indivíduos magros podem ter níveis de colesterol alto.
O colesterol só existe nos alimentos de origem animal entre os mais ricos em gorduras saturadas temos: carnes, frutos do mar, miúdos, gema de ovo, leite e derivados, lingüiça, salsicha, salame e presunto, enquanto os óleos e azeites comuns não têm colesterol. Lembro que ele é fundamental para a vida porque faz parte da constituição da membrana celular (capa que reveste as células dos tecidos) e constitui-se em matéria prima para a fabricação da bile, dos hormônios e da vitamina D. Seu excesso é que o torna danoso.
No sangue ele pode estar livre ou fazendo parte das chamadas lipoproteínas (aglomerado de colesterol, proteínas e gorduras que circulam pelas artérias e veias). O LDL é o que participa da formação das placas de gordura (aterosclerose) que obstruem as artérias. Sua elevação é portanto indesejável e deve ser combatida.
Já o colesterol contido nas lipoproteínas HDL, o bom colesterol não participa do processo de obstrução das artérias e tem ainda um efeito protetor, porque retira o colesterol dos tecidos e o leva para o fígado onde é eliminado ou reaproveitado. Portanto, quanto mais HDL mais se evita a obstrução das artérias pela aterosclerose. Algumas dicas são úteis, alimentos funcionais elevam o colesterol bom diminuindo o ruim.
Para reduzir o colesterol coma mais fibras, frutas com casca e verduras, cereais, grãos, aveia, alimentos integrais,soja, maçã.
Não reaproveite o óleo já utilizado, elimine o consumo de maionese, preparações a base de coco, bolachas recheadas, alimentos cremosos.
Leia com atenção o rótulo dos alimentos e evite os que contêm gordura saturada e hidrogenada. Coma mais grelhado ou assado ou cozido de peixes, aves sem a pele e porque não alguma carne vermelha, porém evite frituras. Infelizmente comer ou beber limão, laranjada com berinjela e alho, não diminui a taxa do colesterol.
Os derivados da uva são agora reconhecidos como alimentos que elevam o HDL, tanto o suco, como o vinho tinto (este não mais do que uma taça por dia).
O valor ideal do HDL é acima de 40 mg/dl.Os exercícios físicos não reduzem o LDL a níveis normais - É necessária alimentação saudável e medicamentos, o valor a ser alcançado é menos de 100 mg/dl para quem tiver tido alguma doença cardiovascular e menos que 130 mg/dl para os sadios. Pessoas que têm parentes diretos com colesterol alto e familiares com aterosclerose, devem conhecer os níveis do seu colesterol.
Levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em 20 cidades, incluindo São Paulo, constatou que 40% da população tem nível anormais (elevados) de colesterol total, entre 200 e 240 mg/dl. Pesquisas indicam que mesmo um pouco elevado não é seguro deixá-lo sem correção.
Fonte: Dr. Nabil Ghorayeb
Artigo
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Desafios da Campanha Salarial
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Hermelino Neto*
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Na construção da campanha salarial dos trabalhadores do ramo financeiro deste ano, já ultrapassamos algumas etapas: congressos do BB, CEF, BNB e as Conferências Interestadual BA/SE e Nacional , além de reuniões do Comando Nacional dos Bancários com a Fenaban para tratar de um novo modelo de PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

Dentre os eventos, quero destacar a Conferência Interestadual, pautada por debates e importantes decisões, que aprovou propostas avançadas, dentre elas destaco:
Aumento real de salário, fim das metas e por melhores condições de trabalho, contra o assédio moral, estabilidade para os lesionados, isonomia para todos os empregados, reposição das perdas salariais, garantia de emprego, redução dos juros e índice de 15% (inflação do período mais aumento real), etc.
Estas propostas foram aprovadas por bancários ligados a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e outras correntes.

Infelizmente, a Conferência Nacional mais uma vez frustrou os participantes, prevaleceu o rolo compressor e o atropelo por parte da corrente Articulação Sindical, força majoritária da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Esta corrente impôs a sua vontade ao excluir do debate questões importantes como isonomia, reposição das perdas, fim das metas e ao aprovar o índice de 10% de reajuste.
Esta postura, além de ser equivocada, diminui a possibilidade dos empregados dos bancos públicos de compensarem prejuízos passados.

O lucro líquido do BB, CEF, Bradesco, Itaú-Unibanco, ABN-Santander e HSBC, em 2004, foi de R$ 13,61 bilhões, contra R$ 34,42 bilhões em 2008, variação positiva de 152,90%.
No mesmo período, a inflação foi de 29,36% (INPC-IBGE), obtivemos 38,80% de reajuste, destes 7,3% foram ganho real.
Portanto, apesar de avanços nas últimas campanhas salariais, ainda é muito distante se comparados à alta lucratividade dos banqueiros, de forma que exige de nós participação efetiva para alcançarmos novas conquistas.

Hermelino Neto é bancário e Secretário Geral da Federação dos Bancários BA/SE

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O Circuito de Corridas da CAIXA - Etapa Porto Alegre é aberto aos praticantes de atividade física e para atletas profissionais.
Esta etapa terá as distâncias de 5 e 10 km, sendo que na distância de 5 km é destinada somente a atletas amadores e a de 10 km para amadores e profissionais.
Todos os participantes receberão um kit composto de camiseta alusivo ao evento e número de peito.A prova estará premiando os 5 primeiros da Categoria Elite masculino e feminino e os 3 primeiros colocados de cada categoria etária, masculino e feminino com medalha. Todos que completarem a prova receberão medalhas de participação.
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Fortaleza
domingo, 27 de setembro de 2009
Av. Pres. Castelo Branco, 400 - Praia de IracemaDistância da prova: 5 e 10 km
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Informações
Bancários de Curitiba acionam Ministério
Público do Trabalho sobre Influenza A
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O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Otávio Dias, esteve na manhã de quinta-feira, dia 6, com uma delegação de dirigentes que representam os trabalhadores, no Ministério Público do Paraná, protocolando ofício.
O documento informou à Procuradoria do Trabalho quais as ações realizadas pelo Sindicato, nos últimos dias, visando que os bancos adotem medidas de prevenção da Influenza A em agências e departamentos bancários.
Os bancários também solicitaram ao Ministério a mediação entre a entidade dos trabalhadores e a patronal, exigindo que os bancos privados adotem medidas de prevenção que possam inibir a contaminação da Influenza A nas unidades bancárias.
Caso os bancos se neguem a adotar estas precauções, o Sindicato pede que o Ministério do Trabalho tome providências jurídicas. Outros órgãos competentes já foram acionados Através da Secretaria de Assuntos Jurídicos, o Sindicato procurou a Vigilância Sanitária e a Superintendência Regional do Trabalho com intuito de garantir a saúde dos trabalhadores bancários. O Sindicato esclarece que não há orientação para fechamento das agências. Fonte: SEEB Curitiba
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Leilão do INSS
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Bradescompleto arremata o
maior número de lotes
O Bradesco foi o banco que mais lotes arrematou no leilão de pagamento de benefícios do INSS concluído ontem: foram oito com o equivalente a 26% do volume de benefícios ofertados.
Apesar de ser um dos bancos privados que hesitava em participar do leilão, o Bradesco concluiu que não poderia ficar fora da disputa e perder participação de mercado.
O Bradesco é atualmente o segundo maior pagador do INSS depois do Banco do Brasil (BB), responsável por 5 milhões do total de 24 milhões de benefícios distribuídos mensalmente. "Estamos no mercado e vamos nos adaptar à regra.
O Bradesco tem vocação de varejo. Não poderíamos deixar essa clientela sem nossa presença. Vamos buscar agora cobrir as despesas. Teremos que ser criativos e desenvolver produtos para esses novos clientes. Do limão vamos fazer uma limonada", disse o diretor executivo do Bradesco, Ademir Cossielo.
Os oito lotes arrematados pelo Bradesco compreendem 100.252 benefícios mensais concedidos. Em um ano, serão 1,2 milhão de novos clientes e, nos cinco anos do contrato, 6 milhões.
Para isso, o Bradesco pagou uma média de R$ 0,96 por benefício, o que significa R$ 96,2 mil em um mês. O Bradesco pode acabar com mais benefícios porque ficou em segundo lugar na disputa por sete lotes.
A regra do leilão estabeleceu que se o banco que ficou em primeiro lugar não tiver condições de atender os clientes em determinadas cidades, o segundo colocado assumirá a tarefa.
Esses benefícios incluem aposentadorias mas também pagamentos temporários como auxílio-doença, maternidade e reclusão.
Cossielo calcula que, do total de benefícios concedidos, 30% a 35% são definitivos, que são os com maior probabilidade de se transformarem em clientes fidelizados pelo banco.
Essa será a batalha do Bradesco. A estratégia, segundo Cossielo, será "olhar o beneficiário como um todo, não só como possuidor de renda do INSS".
O principal produto a ser oferecido é o crédito consignado. Mas, o professor Celso Grisi, da consultoria Fractal, afirma que o beneficiário do INSS pode também se interessar por um cheque especial, financiamento de automóvel, crédito direto ao consumidor (CDC); produtos de investimento como poupança e fundos; além de seguro, consórcio e capitalização.
Para isso, disse, são necessárias rede de distribuição e base tecnológica - dois fatores que o Bradesco possui.
O banco tem 3,4 mil agências, 1,2 mil postos de atendimento bancário (PABs), 17,7 mil pontos Bradesco Expresso e mais 6 mil agências do Banco Postal. Os lotes abocanhados pelo Bradesco englobam desde localidades do Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, Amazonas, Tocantins, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul à cidade de São Paulo.
A atuação do banco no leilão é coerente com o objetivo de ganhar espaço no varejo para reduzir a distância aberta pelo Itaú que, ao se fundir com o Unibanco, deslocou o Bradesco do primeiro lugar entre os privados.
A estratégia de conquistar especialmente a clientela de baixa renda foi salientada pelo presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, ao apresentar os resultados do primeiro semestre, no início desta semana.
Trabuco disse querer capturar o efeito positivo da melhor distribuição de renda no país. Segundo o professor Grisi, é exatamente nesse espaço que estão as melhores oportunidades de crescimento para os bancos de varejo. Fonte: Valor Econômico
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Contraf faz segunda tiragem do Jornal
dos Bancários e Vigilantes do Brasil
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A Contraf-CUT fará uma segunda tiragem na próxima semana do Jornal dos Bancários e Vigilantes do Brasil, elaborado pela entidade em conjunto com Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV) e lançado durante o Encontro Temático de Segurança na 11ª Conferência Nacional dos Bancários, no dia 17 de julho.
O objetivo é atender todos os sindicatos e federações, a fim de levar esse novo instrumento de comunicação acerca da segurança para bancários e vigilantes, a Contraf-CUT fará uma segunda tiragem na próxima semana.
A primeira tiragem de 30 mil exemplares esgotou e novos pedidos chegam diariamente.Os novos pedidos deverão ser feitos impreterivelmente até terça-feira, dia 11, às 18 horas, pelo e-mail analucia@contrafcut.org.br informando a quantidade, que será enviado via Sedex pelo correio. Mais detalhes na seção de comunicados, área restrita, no site da Contraf-CUT. Clique aqui:
Fonte: Contraf-CUT
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Ministério Público do Rio processa
bancos por omitir taxas em empréstimos
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A falta de transparência dos bancos com as taxas de financiamento levou o Ministério Público do Rio de Janeiro a ingressar com uma ação na Justiça contra Bradesco, Unibanco, Santander e Banrisul.
Essas instituições são acusadas de desrespeitar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) por não deixarem evidente, em contratos de financiamento, o valor que será gasto pelos consumidores.
Segundo a ação, que corre na 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, os bancos descumprem, há quase dez anos, o artigo 52 do CDC que, dentre outros itens, obriga a informação da soma total a pagar, o montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros, além da periodicidade das prestações.
"Os bancos deixam de colocar isso nos contratos porque, com essa informação, salta aos olhos o excesso de encargos que incidem nos empréstimos", explica o promotor de justiça Julio Machado de Teixeira Costa, que assina a ação.
Para ele, esta atitude deixa evidente que os bancos não se importam com os seus clientes. "Quem contrata financiamento com juros pré-fixados tem o direito a todas as informações", ressalta.
A ação contra o Bradesco, Santander, Banrisul e Unibanco também usa, como referência, uma outra ação movida pelo mesmo promotor contra a Losango, o HSBC, Banco Múltiplo, Itaú e Cia Itauleasing de arrendamento mercantil, em processos movidos nos anos de 2005 e 2007.
O promotor explica que, nestes casos, as empresas foram condenadas a reajustarem os contratos dos clientes.
"Usamos a mesma base de pedido nesta última ação contra o Itaú e Losango. Todos tiveram de fazer alterações nos contratos", conta Teixeira Costa.A ação contra os quatro bancos pede a condenação das instituições tanto em caráter individual, como coletivo, ambas por danos morais. O Ministério Público também pede indenização para a reparação dos danos de caráter transindividual de R$ 800 mil.
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NOVA EDIÇÃO DA
REVISTA BRASIL ATUAL

CLIQUE E LEIA:

Destaque da Edição
Trabalho
A casta inferior
Não se trata, ainda, da admissão pela sociedade e pelo Estado de uma classe subjugada, como na Índia. Mas é o que pode acontecer se o Brasil não proteger seus trabalhadores dos porões da terceirização.João dos Reis foi demitido do Unibanco e
contratado por terceirizadas para fazer o
mesmo serviço (Foto: Gerardo Lazzari)
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Todas as manhãs ele sai de casa, no ABC paulista, e toma o ônibus fretado pela Ford para, às 6h48, estar a postos na fábrica de São Bernardo do Campo.
Ao seu lado, no ônibus, estão dezenas de metalúrgicos como ele.
A diferença é que é funcionário da DHL, empresa que tem 500 empregados “prestando serviços” de logística para aquela unidade da Ford.
Prática que ganhou impulso a partir dos anos 1990, a terceirização está disseminada em todos os setores da economia e sem legislação que a regule. Sondagem feita este ano pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) revela que 54% das fábricas brasileiras utilizam esse expediente, que absorve 14% da mão-de-obra do setor.
CLIQUE E LEIA ESSAS E OUTRAS MATÉRIAS:
http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/38
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Contraf-CUT critica renovação
de contrato com Bradesco
para Banco Postal
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A Contraf-CUT critica a renovação do contrato entre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e o Bradesco.
Na terça-feira, 4, foi divulgada a assinatura de um quinto aditivo ao contrato que garante a exclusividade na operação do Banco Postal.O Bradesco pagou aos Correios a quantia de R$ 168 milhões.
O aditivo define, pela primeira vez, uma data para o fim da vigência do contrato - dia 31 de dezembro de 2011. Hoje, mais de 5,5 mil agências dos Correios são dotadas dos serviços do banco postal em todo o país.
A notícia chega poucos dias após a Contraf-CUT entregar à Procuradoria Geral do Trabalho (PGT) pedido de instauração de inquérito civil público para averiguação dos efeitos precarizantes dos correspondentes bancários.
"O Banco Postal é um entre vários mecanismos desse tipo. Se o Bradesco tem essa parceria com os Correios, o BB tem o Banco Popular do Brasil, a Caixa tem as lotéricas e os outros bancos usam suas financeiras como correspondentes", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.
"Os funcionários desses locais realizam serviços de bancário sem receber os mesmo salários e direitos conquistados pela categoria. Trata-se de uma forma de precarização do trabalho que aumenta a margem de lucro dos bancos", acrescenta.Constituídos através da resolução 2.640 do BC, os correspondentes bancários tinham inicialmente limitações nos serviços que poderiam prestar.
Alguns deles, como abertura e movimentação de contas correntes, somente poderiam ser realizados em praças onde não houvesse agência bancaria, com intenção de levar a bancarização à população.
No entanto, nos últimos anos, o Banco Central promoveu diversas alterações nessas regras, chegando até à edição das resoluções 3.110 e 3.156, liberando os correspondentes para realizar praticamente todas as operações bancárias, chegando ao ponto inclusive de um banco ser correspondente de outro. (ContrafCUT).
BC e Mantega fogem do debate e não
explicam tamanho do calote em poupadores
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O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, perderam a oportunidade de explicar à população porque os órgãos são contrários ao pagamento das perdas nas cadernetas de poupança, ocasionadas pela aplicação inadequada que os bancos deram aos Planos Bresser e Verão.
Convidados, eles não compareceram à audiência pública, convocada pela Comissão de Defesa do Consumidor na Câmara dos Deputados e realizada nesta quarta-feira, dia 5, em Brasília. Também não encaminharam representantes como fez Fábio Barbosa, presidente da federação dos bancos (Febraban), que indicou o economista chefe da entidade patronal, Rubens Sardenberg, para falar pelos bancos.
O representante da Febraban foi cobrado durante a audiência para que os bancos apresentem o número real de ações ingressadas pelos poupadores e o montante financeiro que elas representam.
O custo potencial das decisões judiciais estimado pelas instituições financeiras varia entre R$ 180 bilhões e R$ 105 bilhões. Os números são astronômicos, mas bem distantes dos R$ 8,8 bilhões provisionados nos balanços dos sete maiores bancos do país em 2008, para todas as ações cíveis (que incluem as das perdas da poupança).
Apesar de todas as decisões judiciais até o momento favorecerem aos poupadores, Sardenberg afirmou que a Febraban continua questionando o mérito das ações.Tem de pagar Para o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino, que falou na audiência, sejam quais forem os valores, os bancos têm condições de pagar o direito aos poupadores.
"Os bancos provisionaram crédito de liquidação duvidosa bem acima do exigido pelo BC e muito abaixo do que divulgaram como necessário para honrar as ações. Logo, têm condições de ressarcir os clientes", disse. Ele avalia como positiva a audiência pois, pela primeira vez, as discussões sobre as perdas com os planos econômicos tomaram proporções públicas.
A Comissão de Defesa do Consumidor informou que irá convocar (e não mais convidar) Henrique Meirelles e Guido Mantega para nova audiência. Representantes de órgãos de defesa do consumidor, entre eles o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), que desenvolve ação conjunta com o Sindicato, também participaram da audiência na Câmara.
Fonte: Elisângela Cordeiro - Seeb São Paulo
LÁGRIMAS DE CROCODILOBradesco:
Mais lucro, menos crédito
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A desculpa da crise internacional não cola mais. Os resultados mostram que os bancos voltaram a aumentar os lucros. O Bradesco divulgou o resultado do segundo trimestre: R$2,297 bilhões, um crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
Apesar de ganhar mais dinheiro, os donos do Bradesco diminuíram o crédito no mercado e continuam a tratar com desprezo seus funcionários. “O lucro do Bradesco cresceu e mesmo faturando tanta grana o banco sequer oferece auxílio-educação para seus funcionários”,
critica o diretor do Sindicato Vinicius de Assumpção.
A MAROLINHA
O presidente da entidade, Almir Aguiar, lembra que os próprios banqueiros já admitiram publicamente que o pior da crise já passou. “Desde o final do ano passado, os bancos e os economistas dizem que a crise está sendo vencida e o Brasil está em recuperação.
É mais um bom motivo para os bancos atenderem às nossas revindicações e valorizarem os bancários. Além disso, a crise foi criada pelos especuladores. O trabalhador não pode e não vai pagar essa conta”, afirma.
O sindicalista refere-se a um debate realizado em outubro de 2008. Uma pesquisa feita pela própria Febraban, em junho deste ano, confirma o otimismo: 65% dos bancos consultados disseram que “o país já está em processo de recuperação econômica”.
“Sem crise, sem choro. Será muita cara-de-pau se os bancos não atenderem às nossas reivindicações. É hora da mobilização para arrancarmos um acordo coletivo justo”, completa Almir.
CAMPANHA NAS RUAS
Durante todo o mês de julho, o Sindicato realizou a campanha, que faz parte da atividade nacional lançada pela Contraf-CUT e pelo Comando Nacional da categoria, pela valorização dos funcionários do Bradesco.
Utilizando o mote publicitário do banco “Inovar é”, os bancários criaram um álbum com figurinhas que trazem as reivindicações dos trabalhadores da empresa. Os sortudos que encontrarem figurinhas carimbadas vão ganhar um pacote para o passeio de saveiro pela costa verde de Angra dos Reis. Em breve, o Jornal Bancário vai divulgar os nomes dos vencedores.
CUT apoia projeto que combate a
precarização e a terceirização do trabalho

Por Marcello Azevedo, Secretário
de Relações do Trabalho da CUT-RJ
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O projeto de lei 1621/2007 do deputado Vicentinho (PT-SP) visa regulamentar a relação entre contratantes e terceirizados. No Brasil hoje não existe qualquer tipo de regulamentação e as empresas agem à margem da lei e da moralidade quando o assunto é terceirizar e precarizar.
O projeto proíbe terceirização em atividade fim, ou seja, naquelas atividades que guardem estreita relação com a finalidade central em torno da qual a empresa foi constituída.
O projeto proíbe ainda a contratação de pessoa jurídica, devendo os trabalhadores serem contratados pela CLT.
Todo e qualquer processo de terceirização deverá ser informado ao sindicato com informações sobre o número de trabalhadores envolvidos e a que se destina e com 6 meses de antecedência. O projeto prevê ainda a obrigação de a empresa prestadora de serviços terceirizados prestar contas mensalmente da certidão negativa de débito previdenciário, a comprovação de regularidade com o FGTS, além de certidão negativa de infrações trabalhistas expedida pelo ministério do trabalho.
O projeto estabelece que não pode haver distinção de salário, jornada, benefícios ,ritmo de trabalho e condições de saúde e de segurança entre os terceirizados e os funcionários da contratante dos serviços.
As despesas com deslocamento e alojamento dos trabalhadores será de responsabilidade da tomadora do serviço. Fica vedada a transferência de um trabalhador para outra atividade diferente daquela estabelecida no contrato.
A tomadora dos serviços terceirizados será solidariamente responsável pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias e quaisquerr outras decorrentes do contrato de trabalho, inclusive no caso de falência da prestadora.
Caberá a empresa tomadora o pagamento imediato de todos os direitos trabalhistas caso a contratada não quite os mesmos.Será assegurado aos sindicatos das categorias profissionais a representação dos terceirizados do ponto de vista jurídico e administrativo.
Os atuais contratos terão 90 dias para se adaptarem à nova lei após a sua publicação.A aprovação dessa lei é fundamental para enfrentarmos a política de terceirização e precarização que todos os setores da economia privada e pública vem implementando desde a década de 90 e que tantos prejuízos têm causando a classe trabalhadora como um todo.
BANCARIZAÇÃO SEM BANCÁRIO 2
Ministério Público do Trabalho amplia
combate à terceirização nas empresas
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O Ministério Público do Trabalho (MPT) está ampliando o combate à terceirização nas grandes empresas, com a aplicação de pesadas multas às corporações que estão usando esse expediente para precarizar as relações de trabalho com o objetivo de reduzir custos.
A informação foi publicada pelo jornal O Estado de São Paulo deste domingo 2 de agosto."Essa é uma notícia positiva, que reforça a luta dos bancários e de toda a classe trabalhadora contra as terceirizações e a precarização do trabalho", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
"O fim da terceirização é uma das grandes bandeiras da categoria nos últimos anos e está na pauta de reivindicações que será entregue à Fenaban no dia 10 e foi aprovada na 11ª Conferência Nacional dos Bancários.
"A reportagem do Estado de São Paulo cita três ações do Ministério Público do Trabalho no primeiro semestre deste ano, que já renderam multas de R$ 10 milhões ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e de cerca de R$ 30 milhões à Petrobrás. A terceira ação, contra a Ambev, está em andamento.
"Há um desvirtuamento da palavra terceirização no Brasil. Terceirização não é para baixar custo, mas para a especialização", diz ao jornal o procurador do trabalho Rodrigo Carelli, autor da ação contra a Petrobrás. Segundo ele, as empresas estão praticando abusos, com o objetivo da "fuga do vínculo empregatício".
A reivindicação dos bancários
A terceirização como sinônimo de precarização é combatida pelo movimento sindical há anos.
A 11ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada em São Paulo entre os dias 17 e 19 de julho, incluiu o combate à terceirização como uma das principais bandeiras da campanha salarial deste ano. Ela está no Artigo 48 da pauta de reivindicações que será entregue à Fenaban no dia 10 de agosto. O texto diz o seguinte:
ARTIGO 48 - TERCEIRIZAÇÃO"
Os bancos suspenderão a implantação de quaisquer projetos de terceirização, a partir da data de entrega da presente pauta de reivindicações.
§ 1º - Fica vedada a terceirização dos setores de compensação, tesouraria, caixa rápido, home banking, auto-atendimento, tele-atendimento, cobrança, cartão de crédito, retaguarda.
§ 2º - Os bancos que terceirizaram os setores descritos no § 1º reassumirão as atividades e recontratarão imediatamente os empregados para a sua execução.
§ 3º - Os demais setores também deverão ser reassumidos pelos bancos no prazo máximo de seis meses".
Longa luta contra a precarização
O governo Fernando Henrique Cardoso apresentou em 1998 ao Congresso Nacional o Projeto de Lei 4.302, que legitima e oficializa a terceirização no país como forma de precarizar as relações de trabalho.
Em 2003, o então ministro do Trabalho Ricardo Berzoini solicitou a retirada do projeto da pauta do Congresso, mas como o pedido não foi votado o PL voltou a tramitar e já foi aprovado na Comissão de Trabalho e Administração Pública da Câmara dos Deputados.Em resposta, o deputado Vicentinho (PT-SP) apresentou em 2007 um novo projeto de lei, de número 1.621, contendo as premissas estabelecidas pelas centrais sindicais.
A nova PL propõe a regulamentação das relações de trabalho nos processos de terceirização, restringe e combate a precarização, proíbe a terceirização na atividade-fim e a contratação de prestadoras constituídas com a finalidade de fornecer mão-de-obra, com ressalva aos serviços de vigilância, asseio e conservação.
Entre outros itens, também dispõe pela igualdade de salário, jornada, benefícios, ritmo de trabalho e condições de saúde e segurança. E estabelece, além disso, o processo de negociação prévia com os sindicatos, antecedendo qualquer iniciativa de terceirização por parte das empresas.
Para tentar uma solução negociada sobre o tema, o Ministério do Trabalho formou no ano passado um grupo de trabalho tripartite, envolvendo representantes dos trabalhadores (entre os quais está a Contraf-CUT), do governo e dos empresários.
"Mas a proposta apresentada pelo Ministério em audiência pública no final de 2008 não contemplava as reivindicações dos trabalhadores e foi rejeitada pelas centrais sindicais", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, que participa do GT.
Diante das críticas, o Ministério do Trabalho retomou a discussão com o movimento sindical e agendou três novas reuniões, a primeira das quais será na terça-feira da próxima semana, 11 de agosto. Fonte: Contraf-CUT
Após o sucesso em Imperatriz, Gildomar
Marinho lança “Olho de Boi”, hoje, na capitalO Público lotou o teatro Ferreira Gullar em Imperatriz
para assistir ao lançamento de Olho de Boi, disco de
estreia do músico Gildomar Marinho. Depois de
Imperatriz, São Luís recebe hoje, 7, Gildomar Marinho e
seu "Olho de Boi").
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Os 170 lugares do Teatro Ferreira Gullar, principal palco da cidade de Imperatriz/MA, estavam completamente lotados para o primeiro show de lançamento de Olho de Boi, disco de estreia do músico maranhense Gildomar Marinho, anteontem (5). O show tem apoio cultural do BNB.
Acompanhado dos músicos Rui Mário (sanfona), João Neto (flauta), Michael James (violão), Aziz Jr. (percussão) e Mauro (contrabaixo), o próprio Gildomar Marinho também ao violão, apresentou todo o repertório do disco, em show que contou com a abertura de Wilson Zara.
“O Zara é, de longas datas, um importante batalhador cultural do Maranhão. Poder contar com seu auxílio no reencontro com esse público maravilhoso é muito importante”, agradeceu Gildomar.
A estreia de Gildomar Marinho tem patrocínio do Banco do Nordeste, através do programa Cultura da Gente, e apoio cultural da Elétrica Milênio, de Imperatriz/MA.
Todo o repertório de Olho de Boi é autoral. O reggae Lembra? é assinado em parceria com o jornalista Zema Ribeiro e o samba-choro Alegoria de saudade tem participação especial da cantora mineira Ceumar, cuja voz foi gravada em Amsterdã, Holanda.
SERVIÇO
O quê: Olho de Boi, show de lançamento do disco.
Quem: Gildomar Marinho e banda.
Quando: amanhã (7), ás 20h.Onde: Teatro João do Vale (Rua da Estrela, Praia Grande).
Quanto: R$ 10,00 (metade para estudantes, pessoas com mais de 60 anos e lista amiga: pedradecantaria@gmail.com).
Maiores informações:
e/ou telefones
(98) 8818-3626, 8888-3722.
Bancarização sem bancário
(Publicação de 2006. De lá pra cá, o que mudou?)
Eles estão em lotéricas, farmácias, supermercados, lojas,
e também trabalham para os bancos, que encontraram
nos correspondentes bancários um modo barato de esvaziar
agências de clientes e, no futuro, por que não de bancários?
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Trabalho
Correspondentes bancários na região onde
mais existem agências bancárias no país
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Além de fazer uma fezinha, comprar remédios ou qualquer outro produto, é possível colocar as contas em dia em estabelecimentos das mais variadas finalidades.
Tudo por intermédio do correspondente bancário. Essa modalidade de serviço ganhou vulto nesta década e representa, do ponto de vista dos clientes, facilidade no pagamento sem enfrentar filas e constrangimentos com as portas giratórias.
Para o comércio, os correspondentes trouxeram aumento da circulação de pessoas que, em alguns casos, impulsionam as vendas em até 80%. Para os bancos, é uma forma de baratear e transferir serviços que querem ver longe das agências.
O emprego da mão-de-obra do correspondente bancário contratado pelas instituições financeiras cresce a uma velocidade espantosa, sem deixar claro a cargo de quem estão as respostas de questões como segurança, condições de trabalho e proteção dos direitos trabalhistas.
De acordo com o Banco Central do Brasil, os correspondentes foram criados com o objetivo de ocupar os espaços deixados pelos “ajustes de mercado”, ou seja, os locais onde não é financeiramente interessante para os bancos manter uma agência em funcionamento.
Com o tempo, e por liberalidade do próprio BC, passaram a conviver, porta a porta, com grandes agências bancárias.
Em seminário sobre o tema realizado em São Paulo, no mês de abril, o então diretor de Normas e Fiscalização do Sistema Financeiro do BC, Sérgio Darcy, informou que os correspondentes estão na base de uma das principais políticas sociais do governo Lula: as microfinanças.
Aliados às cooperativas de crédito e ao microcrédito, os “corbans”, como costumam ser chamados nesses eventos, foram criados no final dos anos 90 e hoje são importante via de acesso dos cidadãos aos programas de transferência de renda, a exemplo do Bolsa-família.
Além de estar na base de tão fundamental pirâmide, os corbans figuram hoje dentre as principais preocupações do sistema financeiro.
Sérgio Darcy deixou o hotel em que ocorria o citado seminário voando para outra apresentação do BC sobre o mesmo tema.
Somente no mês de abril, pelo menos três eventos com essa abordagem foram realizados na cidade de São Paulo. O interesse não é à toa.
Em sua exposição, Darcy menciona a existência de 90.424 pontos de correspondentes distribuídos por todo o País até 2005, um crescimento de 42,38% em relação aos 63.509 pontos existentes no ano 2000.
Entre 2000 e 2005 as agências bancárias tradicionais passaram de 16.396 para 17.572, aumento de 7%.Os números são, por vezes, desencontrados, já que o próprio Banco Central reconhece sua dificuldade em fiscalizar esse apressado crescimento.
De acordo com a consultoria KPMG, das cerca de 8 milhões de contas abertas em 2004, 90% foram por meio dos corbans. Em 2005, mais de 1 bilhão de transações movimentaram cerca de R$ 29 bilhões. O perfil de atendimento, a população de baixa renda, fica evidente: cada operação movimentou em média R$ 20,28. O fenômeno não é exclusividade nacional.
Em países como França, Alemanha, Japão, Holanda, África do Sul, México, e com estratégias distintas, os correspodentes são responsáveis por trabalhar com a população não bancarizada.
Origem
Esse tipo de serviço foi identificado pela primeira vez em 1973. De lá para cá, seis resoluções liberaram e ampliaram o leque de atuação dos correspondentes bancários. O termo foi cunhado em resolução do BC de 1999.
Hoje, eles podem quase tudo: pagamentos, recebimentos de contas diversas, recepção e encaminhamento de proposta de abertura de contas e depósitos, pedidos e análises de empréstimo e financiamento e cadastro, proposta de emissão de cartão de crédito, seguros, títulos de capitalização.
Em tese, surgiram para atuar em localidades onde os bancos, por conveniência, não queriam estar. Mas a partir de 2000, quando coincidentemente começa a disparada no número de pontos de correspondentes, o BC acabou com a limitação que previa a instalação dos corbans somente em praças desassistidas por agências bancárias.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), naturalmente, não vê problemas nisso. Destaca o forte impacto social do correspondente para a população de rincões que antes tinha que se deslocar para pagar um carnê ou receber a aposentadoria.
“Mesmo nos grandes centros há uma economia substancial para a população que, por exemplo, ao pagar uma conta em um mercado próximo, deixa de gastar, muitas vezes, o equivalente a 10% do valor de uma conta apenas com transporte”, comenta a entidade, por intermédio de sua assessoria.
E ressalta ainda que a atuação dos corbans é feita de forma “absolutamente acessória” à sua atividade principal. “Evidentemente, cada instituição financeira deve proceder a uma análise criteriosa das empresas que são contratadas.”
Diante da questão trabalhista, a federação dos bancos acredita que, como a atuação dos trabalhadores correspondentes é “completamente acessória” à atividade principal do estabelecimento contratado, seus empregados estão vinculados à outra categoria profissional. “Não há qualquer justificativa para criação de vínculo entre esse empregado e o banco contratante. O correspondente deve aplicar a convenção ou o acordo coletivo da categoria correspondente aos seus empregados.”
Porém...
Os trabalhadores não pensam assim. “Os correspondentes vêm de uma proposta de bancarização que está sendo distorcida”, avalia o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.
“Os bancos estão se aproveitando das filas que eles mesmos criaram e da dificuldade de acesso que as pessoas mais humildes têm às agências bancárias. Empurram serviços e usuários que não lhes interessam para os correspondentes. Economizam com o pagamento de trabalhadores e com a manutenção das agências, mas prestam um atendimento precário.
Podem estar criando um grave problema para o futuro, inclusive com questões trabalhistas”, avalia.
Marcolino lembra que o primeiro passo nesse sentido foi a informatização dos serviços. “Os clientes e usuários, apesar de pagarem altas tarifas, são empurrados ao auto-atendimento dos caixas eletrônicos, telefones ou internet.
Uma economia enorme para os bancos, já que uma operação na boca do caixa custa cerca de R$ 1,10 enquanto que nesses meios eletrônicos fica em torno de R$ 0,10”, destaca o presidente do Sindicato.
Os correspondentes recebem por documento autenticado valores variáveis, de acordo com o contrato, entre R$ 0,10 e R$ 0,50 por autenticação. Mais economia para os bancos, que querem seus funcionários vendendo produtos para clientes de poder aquisitivo mais atraente e batendo cada vez mais as absurdas metas.
Empregos e responsabilidade
O diretor do Banco Central, Sérgio Darcy, conta que tem recebido inúmeras consultas a respeito da responsabilidade final dos bancos e alerta: “Correspondente bancário tem que ter atuação acessória, se tiver exclusividade, vira franchising”.
Para ele, esse é um processo irreversível, mas é preciso tomar cuidado para não se transformar em outra coisa. Darcy destaca que, graças aos corbans, desde 2002 nenhum município brasileiro está desassistido dos serviços bancários: em 1999, eram 1.679 as cidades sem acesso a esse tipo de serviço.A Rede Fácil é um exemplo.
Com 2.200 correspondentes atuando no estado de Goiás, processa cerca de 3 milhões de contas por mês. Fernando Cabral, um dos responsáveis pela empresa, foi ao seminário em São Paulo, perguntar ao diretor do BC sobre a possibilidade de isentar os correspondentes de CPMF.
“Às vezes não consigo fazer o depósito no banco e sou obrigado a colocar todo o dinheiro na minha conta”, contou Cabral, expondo um flanco de fragilidade na segurança desse tipo de serviço. Cabral também falou das dificuldades que tem: “Sou eu que contrato carro-forte, segurança, nem sempre compensa”.Para os bancos compensa e muito.
De acordo com Maria Diamices Chevalier, do Banco Regional de Brasília, a instalação de uma agência bancária pode custar entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. Um posto de atendimento bancário, em torno de R$ 70 mil.
Os gastos com um correspondente – mesmo com o tipo de relação de extrema responsabilidade como a do BRB, que disponibiliza treinamento e subsidia segurança – ficam na casa dos R$ 18 mil.
A implementação dos correspondentes bancários tem sido, assim, uma forma barata, encontrada pelos bancos, de esvaziar agências de clientes e, no futuro, por que não de bancários?
Enquanto os estabelecimentos comerciais celebram o maior movimento em suas lojas, nas agências o advento dos correspondentes, se não gerou, ainda, redução no nível de emprego no setor – que continua na casa dos 400 mil postos de trabalho no Brasil –, com certeza impede a criação de novas vagas.
“Quanto menos a população for às agências, menor será a necessidade de funcionários dentro dela, o que reflete diretamente na redução de custos com salários e infra-estrutura e interessa muito aos bancos”, ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários, Luiz Cláudio Marcolino. Dados da Febraban revelam que entre 1994 e 2004, o número médio de empregados por agência caiu de 33 para 23.
Em contrapartida, o número de contas correntes aumentou: a média de 67 contas por bancário em 1993, passou para 184 em 2004. “Toda iniciativa de uma instituição financeira é seguida pelas outras empresas com o objetivo de ocupar mercado, principalmente se a novidade representar redução de custos, o que quase sempre passa pela precarização do emprego.
O risco é de os bancos trocarem os funcionários das agências pelos correspondentes bancários”, alerta.
O Sindicato elaborou e entregou ao Ministério do Trabalho e Emprego um dossiê que defende a regulamentação dos empregados em postos de correspondentes bancários.
Também vem realizando encontros com diretores do Banco Central e de outros ministérios para tratar do tema. O BC sinaliza a criação de um projeto de lei que regulamente de vez o serviço. “Esses trabalhadores estão ligados ao comércio, mas fazem trabalho de bancário, e não foram contratados para isso. Essa situação deve mudar para o bem de todos, inclusive dos usuários, que estarão mais seguros sendo atendidos por um profissional reconhecido”, diz Marcolino.
“A população não vive mais sem os correspondentes bancários e os bancos não têm como assumir esses serviços em sua rede”, avalia Tarcisio Luiz Dalvi, titular da área na Caixa Econômica Federal.
Na Caixa, responsável por grande parte dos programas sociais do governo federal, das 3,5 bilhões de operações realizadas em 2005, 1,3 bilhão passaram pelos 13 mil correspondentes bancários ligados ao banco público.
Clientes
Utilizar os serviços bancários oferecidos nos estabelecimentos comerciais deve ser uma opção do cliente e não uma imposição de atendimento do sistema financeiro.
Esta é a avaliação do Procon, órgão estatal de defesa do consumidor, que destaca entre as indicações de que os bancos selecionam os clientes que mais lhe interessam financeiramente, a reformulação no layout das agências e a modificação da estrutura de atendimento, voltado à recepção personalizada de potenciais investidores, com o aumento do número de gerentes.
Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a tentativa de afastar os clientes das agências é uma prática constante dos bancos.
“Inicialmente veio a informatização dos serviços, o que levou o BC a lançar uma norma de que o banco não poderia se negar a atender os clientes que preferem ser tratados por caixas humanos”, lembra Marcos Guedes, advogado e gerente jurídico do Idec.
Na mesma linha, o Procon orienta os clientes que se sentirem discriminados a exigir seus direitos de cidadão, podendo até processar o banco e cobrar indenização por danos morais.
O atendimento por meio dos correspondentes, além de baratear custos, traz outro atrativo para as instituições financeiras: os corbans estão fora da legislação de segurança e dos 15 minutos de espera para atendimento.
O Procon defende a extensão da aplicação da Lei das Filas, como é conhecida, também para correspondentes bancários. “Há a necessidade de o legislador municipal estudar a abrangência desta Lei”, avalia a diretora do órgão Marli Aparecida Sampaio.
O Idec alerta ainda sobre o respeito às regras do Código de Defesa do Consumidor, já que o cumprimento das normas de proteção aos clientes – seja para garantir segurança ou qualidade na prestação de serviços – é de responsabilidade solidária entre os prestadores envolvidos, no caso, correspondentes e instituições financeiras.
Caso os bancos consigam ficar fora das regras do código, como buscam por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade em análise no Supremo Tribunal Federal, a responsabilidade legal pela prestação de serviços, por meio de correspondentes bancários, ficará por conta exclusivamente dos donos dos estabelecimentos comerciais.
Por Cláudia Motta e Elisângela C.
http://www.spbancarios.com.br/rdbmateria.asp?c=535
Participações na última fase da ação cooperada
“Ligando os Pontos” terminam hoje, dia 7.
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Os empregados da Caixa, os empregados da Fenae/Apcefs, os empregados da Fenae Corretora, os empregados da Funcef e os empregados da Caixa Seguros têm até hoje, sexta-feira, dia 7 de agosto, para cravar suas participações na quarta e última fase da ação cooperada “Ligando os Pontos”, denominada ligando os mundos.
Os participantes, no entanto, precisam ser cadastrados no site www.programapar.com.br.
Todos os participantes concorrem ao sorteio de um carro zero quilômetro e a mais 500 mil pontos.
É preciso, porém, entrar no banner da ação cooperada “Ligando os Pontos”, aceitar o regulamento e, por meio do site www.programapar.com.br, enviar convites para os amigos participarem dessa promoção.
A cada amigo convidado, o participante ganhará um cupom, podendo ser convidados até cinco amigos por dia.
O participante também terá direito a três cupons a cada convite aceito. Banner da ação cooperada “Ligando os Pontos” está hospedado no portal da Fenae (www.fenae.org.br) e no portal do programa PAR (www.programapar.com.br).

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"PENSAMENTO VIVO"
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BLOG DE ROBERT LOBATO VAI
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ENTREVISTAR DAVID SÁ BARROS
Graças a Deus, sou um homem sem preconceito, exceto em relação aos bancos.
Nunca gostei dessas instituições que nos roubam diariamente dentro da lei.
Nos roubam legalmente!
Para conhecermos melhor como essas organizações avarentas operam maldades contra os seus funcionários e clientes, o blog entrevistará o presidente do Sindidato dos Bancários do Maranhão David Sá Barros.
Falaremos de temas como seguranças, lei das filas, cobranças de taxas, lucros exorbitantes, doenças ocupacionais, assédio moral e muito mais. Aguardem.
Por: Robert Lobato
.M
SUGESTAO DE LEITURA
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O QUE VEM POR AÍ...
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DAVID SÁ BARROS É AUTOR DO
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ARTIGO ABAIXO "GUERRA DOS VERMES".
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VALE A PENA LER DE NOVO
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"Há vozes carregadas de maus presságios ao prever as conseqüências do lento e gradual processo de derretimento do Senado Federal como instituição pública representativa do povo brasileiro. Coincidência ou não, o episódio mais recente começou com a ocupação, pela terceira vez, da presidência do Senado por José Sarney, que há muito foi definido como “a vanguarda do atraso” por Fernando Lyra, um de seus ex-ministros da Justiça.
Ocorre que a Câmara Alta já ardeu em fogo alto em outras ocasiões e, mesmo assim, não se tem notícias de qual prejuízo significou para o brasileiro comum o fato de Antônio Carlos Magalhães, Jáder Barbalho e Renan Calheiros saírem escorraçados da presidência do Senado por miríades de denúncias contra suas atuações como homens públicos.
Mas voltando no tempo, em Aracaju (SE), em 06/09/1987, o deputado federal Lula discursou: “...Nós sabemos que antigamente, os mais jovens não conhecem, mas antigamente se dizia que o Ademar de Barros era ladrão, que o Maluf era ladrão. Pois bem: Ademar de Barros e Maluf poderiam ser ladrão [sic], nas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República, perto dos assaltos que se faz."
Passados quase 22 anos, hoje o presidente Lula diz que Sarney não pode ser tratado como um brasileiro comum. Inversão de caráter parecida com essa só mesmo aquela do Seu Nezinho, do jegue Rodrigues, personagem de Dias Gomes em O Bem Amado. Sóbrio, Nezinho era puxa-saco e gritava: "viva Odorico!"; bêbado, berrava: "Morra Odorico! Safado, sem-vergonha! Ladrão de merenda!”.
Contudo, quem sabe esteja em curso o que ouvi dizer por aí, que, na verdade, o presidente Lula está a esticar a corda na defesa de Sarney com a intenção de vê-lo sangrar até não poder mais. O lucro viria lá na frente, quer com a eleição de Dilma Roussef, quer com a de algum dos seus adversários, porque, de futuro, todos estariam livres do poder de achaque político do oligarca do Maranhão e do Amapá.
Bom mesmo é aguardar para assistir de cátedra, em horário nobre, o dia em que os vermes brasileiros se engalfinharão uns nas tripas dos outros em confronto de morte. Logo eles que sempre triunfaram ao repetir que “a esquerda só se une na prisão”, agora os vemos partidos e armados até os dentes nas brigas da politicalha pelo poder. Que se matem, todos!
*David Sá Barros, presidente do Sindicato dos Bancários do Maranhão.
TUDO AZUL
Caixa vence 19º e 20º lotes do leilão da folha do INSS
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retomou ontem o leilão da folha de pagamentos dos novos benefícios previdenciários. Os lotes 19 e 20 foram arrematados pela Caixa Econômica Federal.Pelo lote 19, o banco vai pagar R$ 2,45 por benefício repassado para os aposentados nas cidades pernambucanas de Caruaru, Garanhuns, Petrolina e Recife.
Já no lote 20, a Caixa vai pagar R$ 1,51 por benefício pago em Vitória (ES). Ainda serão leiloados 6 dos 26 lotes disputados pelos bancos. Nos 18 lotes leiloados ontem, dez instituições financeiras estavam cadastradas no processo.
Havia boatos de que os bancos privados não teriam interesse de participar da disputa, mas foram justamente eles que surpreenderam ao encaminhar as propostas.
O Itaú Unibanco foi um dos bancos mais agressivos, ao pagar R$ 2,70 por benefício ao INSS pelo repasse nas cidades paranaenses de Cascavel, Curitiba, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Já o Banco do Brasil, no leilão de ontem, não arrematou nenhum lote. Fonte: Agência Estado
IMPERATRIZ NA MORAL
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Banco do Brasil e Bradesco são multadas
pelo desrespeito à Lei das Filas
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Devido ao recorrente problema da demora dos clientes nas filas dasagências do Banco do Brasil e do Bradesco, em Imperatriz (localizada a 639km de São Luís), o promotor de Justiça Sandro Pofahl Bíscaro, titular da2ª Promotoria de Justiça Cível, ingressou com uma petição, no dia 3 deagosto, pedindo o bloqueio dos seguintes valores: R$ 1.074.000, do Banco doBrasil, e R$1.750.000, do Bradesco.
O Ministério Público também enviou um ofício ao prefeito da cidade,Sebastião Madeira, requisitando a instauração de procedimento administrativo para multar e iniciar o processo de cassação do alvará dasagências que estiverem descumprindo a lei.
HISTÓRICO
Os valores são referentes às multas diárias de R$ 5 mil para o Bradesco ede R$ 3 mil para o Banco do Brasil, previstas na Ação Civil Pública ajuizada em 5 de fevereiro de 2007, cuja medida liminar foi deferida pela Justiça em 18 de julho de 2008, que exigiu dos referidos bancos, entreoutras providências, o cumprimento da Lei Municipal nº 1.128/2005 ealterações, também conhecida como Lei das Filas.
A legislação estabelece o tempo máximo de espera dos clientes nas filasdas agências em 25 minutos, nos dias normais, e em 30 minutos, nosmomentos de grande fluxo, como nas datas de pagamento de servidores ou emvésperas de feriado.
A decisão judicial estipulou um prazo máximo de 30 dias para o cumprimentoda medida liminar, mas os bancos desobedeceram a Justiça, conformeinspeções realizadas nas agências centrais do Bradesco e do Banco do Brasil, de Imperatriz, feitas pelo Poder Judiciário e pelo MinistérioPúblico do Maranhão.
Os valores atuais correspondem ao número de dias decorridos desde o fim doprazo para o cumprimento da medida liminar, aproximadamente 350 dias,multiplicado pela multa diária prevista na Ação. É importante ressaltarque as multas se referem somente às agências centrais do Banco do Brasil edo Bradesco, de Imperatriz. No entanto, o Ministério Público já pediu ainspeção das demais agências destes bancos existentes no município.
“É importante frisar que estes pedidos destinam-se a aumentar o rigor dasmedidas executivas já determinadas para que as mesmas tenham força decompelir os bancos a cumprirem as decisões judiciais. Inclusive, oJudiciário deveria agir de ofício neste sentido, já que se trata documprimento da sua própria decisão”, explicou o promotor de Justiça, Sandro Pofahl Bíscaro, reclamando da falta de na celeridade do PoderJudiciário no tratamento do caso. (Central de Notícias)
Bancos médios se aproximam
do patamar pré-crise
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Os bancos médios começam a recuperar
terreno no mercado de crédito.
Segundo dados do Banco Central, a variação acumulada do estoque de empréstimos pelos bancos de menor porte apresenta crescimento desde fevereiro, enquanto as instituições privadas de grande porte permanecem estagnadas.
Depois de apresentar recuou de 4,5% nas carteiras, entre setembro de 2008 e fevereiro de 2009, os bancos médios voltaram a conceder novas linhas e a variação acumulada desde o agravamento da crise até o fim de junho é negativa em 1,5%, aproximando-se do patamar pré-crise.
Já os bancos de grande porte estão praticamente no mesmo nível desde o início do ano, com leve queda de 0,2% no acumulado desde janeiro. Na contramão, os públicos apresentam uma expansão de 25,2% desde setembro, puxando o crescimento de todo sistema financeiro.
Essa retomada dos médios é consequência direta da volta da liquidez. Em pouco mais de quatro meses o total de recursos captados por esses bancos atingiu a marca de R$ 10 bilhões em depósitos a prazo com garantia especial (DPGE), o novo título criado em março e que tem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Com recursos em caixa e a melhora da condição econômica, eles voltaram a oferecer novas linhas de crédito, especialmente para as pessoas físicas. Para empresas, as concessões ainda estão mais restritas.
"A liquidez voltou e o DPGE teve influência positiva também na captação com Certificado de Depósito Bancário (CDB), contribuindo para o funding ficar mais barato", disse Renato Oliva, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que representa os pequenos e médios.
As instituições começam também a ganhar espaço para brigar por taxas mais baixas na emissão de títulos. "Os investidores ainda estão querendo levar vantagem em tudo. Querem segurança com preço de rentabilidade. A rentabilidade está no CDB. No DPGE, a segurança deles é melhor do que a segurança do melhor banco brasileiro", afirma Oliva, em referência à garantia do FGC para os papéis.
Além desse braço de ferro com o investidor, os médios também reclamam do custo da cobertura do FGC, que se mantém em 1% ao ano, apesar da queda da Selic.
Em uma emissão de 110% do CDI, por exemplo, o banco teria de pagar cerca de 10% ao fundo garantidor, o que torna o DPGE mais caro do que um CDB tradicional. Fonte: Valor Econômico
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Citigroup vai vender operações
de crédito ao consumidor
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O Citigroup planeja vender 20 operações de financiamento ao consumidor, muitas das quais localizadas na Europa, informou o presidente-executivo da instituição, Vikram Pandit, em entrevista ao "Business Times", de Cingapura.
Ele afirmou que a medida deve-se a uma mudança no mercado de financiamento ao consumidor onde "há menos disponibilidade de recursos, já que são negócios provavelmente menos robustos".
andit também afirmou que a posição de capital do grupo após a operação de troca de ações em julho refletiu uma "incrível força financeira".
O Citi informou em julho que investidores concordaram em trocar US$ 32,8 bilhões em ações preferenciais por ordinárias em uma operação que ao final dará ao governo americano 34% de participação no banco e que fará de Washington o maior acionista da instituição.
O Citigroup divulgou um lucro trimestral de US$ 4,28 bilhões, em comparação com um prejuízo um ano antes de US$ 2,5 bilhões.
Entretanto, o segundo trimestre foi impulsionado por um ganho de US$ 6,7 bilhões pela venda da corretora Smith Barney. Sem esse ganho, o banco teria um prejuízo de US$ 3,7 bilhões. "Fizemos um bom trabalho nos primeiros dois trimestres deste ano", disse Pandit.
"Mas chegamos nesse ponto após muito trabalho duro no ano passado. Reduzimos nossos ativos em quase 25%. Reduzimos nosso risco. Cortamos cerca de US$ 16 bilhões por ano em despesas.
"O novo e reestruturado Citi terá três principais linhas de negócios de praticamente o mesmo tamanho: varejo, securitização, que incluirá o banco de investimentos; e serviços financeiros para empresas. Fonte: Reuters
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Mercantil do Brasil arremata
5 lotes no leilão do INSS
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O mineiro Banco Mercantil do Brasil foi uma surpresa no leilão de ontem da folha do INSS ao arrematar cinco lotes dos ofertados.
O Mercantil do Brasil levou os dois lotes de Minas Gerais, cobrindo a grande Belo Horizonte e interior, pelos quais pagou R$ 1,96 e R$ 1,90, respectivamente, por beneficiário. O banco também levou três lotes no Estado de São Paulo, pagando de R$ 1,62 a R$ 2,41.
Uma ideia do valor total pago será conhecido à medida que os beneficiários dos lotes arrematados forem sendo repassados pelo INSS.O vice-presidente do Mercantil do Brasil, André Brasil, afirmou que o interesse do banco no leilão é compatível com a sua estratégia de atuação. "Apesar de ser um banco de médio porte, o Mercantil do Brasil é um banco de rede, com 150 pontos. Essa rede tem um custo de manutenção alto o que nos leva a buscar oportunidades otimizar o seu uso. O banco é também um antigo prestador de serviços para o INSS e não poderia ficar de fora agora", disse Brasil.
O Mercantil do Brasil possui agências em todas as cidades incluídas nos lotes arrematados, informou o vice-presidente, e não serão necessários investimentos adicionais. Eventualmente, o banco pode não estar presente em alguma microrregião abrangida nos lotes de São Paulo. Se isso acontecer, o banco vai examinar a oportunidade de abertura de uma nova agência. Se não for esse o caso, as condições do leilão preveem que os beneficiários serão atendidos pelo segundo colocado, que foi o Bradesco nos lotes em questão.
Brasil afirmou que o leilão tem condições peculiares porque não permite a venda de produtos aos beneficiários que serão atendidos nem a cobrança de produtos. A única forma de o banco obter algum retorno do investimento feito será com a concessão de crédito consignado. "E essa é uma massa significativa de clientes do consignado", disse o executivo.
Para ele, o preço pago é compatível com essas condições e oportunidades de negócio oferecidas e não guarda qualquer comparação com os valores que chegaram a ser pagos nos leilões de folha de pagamento de servidores públicos da ativa no passado.
O Mercantil do Brasil está com o caixa cheio. Em novembro, obteve R$ 300 milhões pela venda da Minas Brasil à Zurich. Acaba de comprar antecipadamente em dinheiro US$ 17,324 milhões em seus próprios títulos da dívida externa.
Na próxima semana o banco divulga o balanço do primeiro semestre. No primeiro trimestre, lucrou R$ 6,3 milhões. Os ativos totais do banco somavam R$ 7 bilhões e a carteira de crédito, R$ 3,9 bilhões. Fonte: Valor Econômico
BRADESCORREIOS
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Bradesco terá operação do Banco
Postal até 31de dezembro de 2011
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A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) informou nesta semana, em nota oficial, que assinou ontem com o Banco Bradesco um quinto aditivo ao contrato pelo qual este tem exclusividade na operação do Banco Postal.
O aditivo define, pela primeira vez, uma data para o fim da vigência do contrato - dia 31 de dezembro de 2011.
Com essa confirmação da exclusividade, o Bradesco pagou ontem aos Correios a quantia de R$ 168 milhões.
O aditivo incluiu uma renegociação de valores de tarifas dos serviços prestados pelo Banco Postal, as quais, no total, significarão aumento de receita mensal de 69%.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que a nova negociação entre ECT e Bradesco garantirá o funcionamento do Banco Postal não apenas como um correspondente do banco privado, mas como "um sócio".
"O Bradesco aceitou nossas ponderações. Com isso, também atendemos às preocupações do Tribunal de Contas da União (TCU)", disse o ministro, referindo-se a multas aplicadas pelo TCU ao presidente da ECT, Carlos Henrique Custódio, por não ter definido, nas negociações anteriores, a data de término do contrato.