quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Bom dia Brasil
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Tarifas bancárias são mais caras na boca do caixa.
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Tirar um extrato no guichê custa quase R$ 4.
Se for pela internet ou direto no caixa eletrônico, sai R$ 2 mais barato.
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Você sabe quanto gasta no banco em pequenos serviços, como tirar um extrato da conta,transferir dinheiro? O Banco Central comprovou: quem prefere entrar na fila do banco não perde só tempo. Perde dinheiro. O mesmo serviço pode ter taxas bem mais baixas nos caixas, na internet, no telefone, nas lotéricas. A diferença é grande. Durante a greve dos bancários, que terminou na semana passada, muitos clientes de bancos foram obrigados a se virar para pagar
as contas. Depois, conferindo os extratos, descobriram onde as tarifas bancárias pesam mais.
CLIQUE E VEJA
Enterro do presidente do Banco da
Amazônia no 21º dia da greve

Por que o banco da Amazônia não negocia?
Essa era a pergunta de todos e todas.
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21 dias de greve no Banco da Amazônia.
A Matriz parou por inteiro.
Todo mundo indignado com a falta de boa vontade da diretoria em negociar a PLR.
Mas teve toda boa vontade pra pagar a si mesma altos valores e em plena campanha salarial! (Artban)
ContrafCUT, Sindicato do Pará e Amapá, a valorosa AEBA, FETEC e grevistas da Caixa acompanharam de perto o velório da diretoria do Banco da Amazônia.
Fonte: Artban, com fotos de Alan Rodrigues.)

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Funcionários da Caixa permanecem em greve
O Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste
também estão de agências fechadas.
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SÃO LUÍS - A Caixa Econômica Federal, Banco da Amazôbnia (Basa) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) continuam em greve no Maranhão, totalizando cerca de 1.500 servidores. Já os funcionários do Banco do Brasil retomaram nesta terça-feira (13) em todo o país. Com isso, 1.486 bancários voltaram as atividades normalmente no Maranhão.
No estado existem cerca de 3.350 bancários, destes, quase 1.500 continuam em greve, sendo pelo menos 947 na Caixa Econômica, 203 no Basa e 445 no BNB. Nacionalmente, os números de funcionários nos três bancos é de aproximadamente 80 mil, 4 mil e 6 mil, respectivamente.
Na Caixa Econômica, assim como no BNB, das 12 agências, 15 estão com serviços parados, no Basa; 9, das 13, não estão funcionando. Neste, entre as que estão em atividade, uma é em São Luís, na Avenida Guajajaras. Nos outros dois casos a paralisação na capital é de 100%.
Fenaban
A proposta inicial aprovada pela Fenaban aos bancos privados, que não permaneceram em greve, incluía reajuste de 6%, participação dos lucros e resultados (Prl) em 90% do salário, mais R$ 1.024 fixos, com teto distribuído de R$ 6.680 e 2% de lucro líquido distribuído de forma linear, com teto de R$ 2.100, ticket-refeição de R$ 16,88/dia, cesta-alimentação de R$ 289,31/mês, 13ª cesta-alimentação de R$ 289,3, auxílio-creche/babá de R$ 207,95/mês e pisos de portaria em R$ 748,59, escritório em R$ 1.074,46, caixa em R$ 1.501,49.
A proposta do Banco do Brasil foi aprovada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), apesar de alguns estados, como o Maranhão, a ter rejeitado. Fora as proposições iniciais, o banco propôs um reajuste de 9%, em vez de 6%, e se comprometeu em contratar mais 10 mil funcionários, sendo 5 mil em 2010 e mais 5 mil em 2011. (Imirante)
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Caixa apresenta nova proposta de PLR, mas Comando
Nacional orienta pela continuidade da greve
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Na nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal, ocorrida nesta terça-feira, dia 13 de outubro, em Brasília (DF), a empresa apresentou uma regra própria para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a ser paga alternativamente à regra da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), além de manter as mesmas cláusulas propostas na reunião realizada em 8 de outubro, em São Paulo (SP).
A proposta de PLR da Caixa prevê a distribuição de valores fixos por grupos de cargos, definidos "de acordo com a complexidade das atribuições", variando de R$ 4 mil a R$ 10 mil. Cada bancário receberia essa regra própria da Caixa ou a da Fenaban, a que for maior.
Além disso, a proposta prevê a antecipação até o dia 3 de novembro deste ano de 100% do valor, aplicando a regra básica da Fenaban. A segunda parte seria paga em março de 2010. Outras propostas A empresa reafirmou também as demais propostas apresentadas anteriormente, tais como a eleição de todos os cipeiros, a contratação de três mil novos empregados, a criação de comitês de combate ao assédio moral e a abertura de negociação sobre o Saúde Caixa, entre outros itens.
Na rodada desta terça-feira, a empresa também propôs a correção em 6% da indenização em caso de assalto e sequestro e a conversão da Apip em espécie.
Dias parados
A Caixa seguirá a regra negociada com a Fenaban, com compensação dos dias não trabalhados por motivo de paralisação entre os dias 17 de setembro e 14 de outubro, com prestação de jornada suplementar até o dia 18 de dezembro. Avaliação do Comando Nacional dos Bancários O Comando Nacional dos Bancários avalia que houve avanços na proposta da PLR, uma vez que a expectativa dos empregados era de que os valores pagos em 2009 fossem no mínimo iguais aos da PLR do ano passado, apesar da redução do lucro líquido da Caixa.
Os bancários realizaram um grande esforço para que a empresa atingisse suas metas sociais e, além disso, não se pode esquecer que a redução do lucro da Caixa foi em parte em função da política de redução de juros do governo federal, como forma de enfrentamento da crise financeira mundial. Porém, o Comando Nacional dos Bancários entende que a distribuição dos valores deveria contemplar melhor os empregados de menores salários.
Contudo, embora apresente avanços em cláusulas sociais e sindicais, a proposta ainda é insuficiente. Isto porque itens fundamentais, como isonomia e uma valorização salarial que poderia ser feita por meio de concessão de delta no âmbito do Plano de Cargos e Salários (PCS) não foram contemplados.
Além disso, a contratação de três mil novos empregados é positiva, mas não resolverá o problema crônico de excesso de trabalho a que está submetido o conjunto dos empregados. Portanto, o Comando Nacional dos Bancários orienta os empregados da Caixa a manterem o movimento de greve, na expectativa de que a direção da empresa avance ainda mais em sua proposta de acordo coletivo para as demandas específicas da campanha salarial deste ano. Diante disso, os bancários continuam em greve porque não há a concessão de delta no âmbito do PCS e por falta de isonomia e de condições dignas de trabalho, entre outros itens.
A avaliação é de os empregados da Caixa precisam ser valorizados adequadamente. Isso pressupõe um número maior de novas contratações do que os três mil inicialmente propostos, de modo a acabar de uma vez por todas com a extrapolação da jornada e com o acúmulo de funções e responsabilidades, principais causadores de pressões de todos os lados em cima dos trabalhadores. Igualmente relevante é o atendimento de reivindicações como jornada de seis horas para todos, mudanças no Plano de Cargos Comissionados (PCC), tíquete e cesta-alimentação para todos os aposentados e pensionistas, equacionamento dos problemas do plano de benefícios REG/Replan não-saldado e democratização da gestão. Plantão em Brasília Após a rodada de negociação com os representantes da empresa, o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) estiveram reunidos no escritório da Contraf/CUT, em Brasília.
A representação nacional dos empregados realizará permanentemente plantões em Brasília a partir desta quarta-feira, dia 14 de outubro, na expectativa de que sejam agendadas novas rodadas de negociações com a empresa.
O Comando Nacional dos Bancários e a CEE/Caixa acreditam que a solução para eventuais impasses deve ser buscada de forma negociada. Essa, aliás, é a única maneira para levar em conta as necessidades apontadas pelos empregados e suas entidades sindicais e associativas. (Fenae)
Velório do presidente do Banco
da Amazônia
já está no you tube
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"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém".
Diretoria do Banco da Amazônia
paga a si mesma altos valores de PLR.
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A diretoria do Banco da Amazônia pagou a si mesma altos valores de PLR em plena campanha salarial,em agosto deste ano.
E para os empregados, quer jogar o debate da distribuição da PLR só para 2010. E sequer quer debater a regra da Fenaban.
Ou avançar para uma distribuição semelhante à do Banpará. Nada.
Não importa se a PLR é relativa a 2008. Não importa. Como diz a Bíblia, "tudo me é lícito, mas nem tudo me convém". Ou como diz o movimento sindical combativo: nem tudo que é legal, é justo.
O movimento sindical e os grevistas repudiam essa atitude da diretoria do Banco da Amazônia e continuarão firmes na greve.
Até arrancar uma PLR justa e maior. E nossas demais reivindicações.
Continuemos firmes na luta, companheirada! Com muita unidade!
Nota de rodapé - O presidente da Aeba, Sérgito Trindade (na foto acima) e o presidente do Sindicato do Pará e Amapá, Alberto Cunha, vão a Brasília hoje à tarde. Lá, se encontrarão com Carlos Cordeiro, presidente da ContrafCUT, em busca de uma saída para a greve do Banco da Amazônia, Caixa e BNB. (Arteban e Aeba)
Bancários e Santander retomam
negociação para aditivo e PPR no dia 22
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As entidades sindicais dos bancários e o Santander retomarão na quinta-feira que vem, dia 22, das 14h às 17h, as negociações da pauta específica de reivindicações para o Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 e o acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR) referente ao exercício de 2009.
A rodada ocorrerá no 5º andar (Salão Nobre) do Edifício Altino Arantes (Banespa), no centro de São Paulo.No mesmo dia, às 10h, a Contraf-CUT promoverá reunião das Comissões de Organização dos Empregados (COE) do Santander e Real, na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo (Rua São Bento, 413 - Edifício Martinelli), também no centro da capital paulista, com o objetivo de preparar esta segunda rodada de negociação específica com o banco espanhol.A pauta foi entregue no dia 1º de setembro. A primeira negociação ocorreu no dia 18 de setembro, quando foi definido calendário com três reuniões, uma por semana, para discutir cada um dos três blocos: cláusulas renováveis, propostas de inclusão no aditivo e PPR. Na primeira rodada, também ficou definido que a segunda parcela do 13º salário será paga na folha de novembro para todos os trabalhadores.
Em relação à reivindicação de estender o prêmio de dois salários aos funcionários do Santander que já completaram 25 anos, o banco ficou de reavaliar o assunto e concordou em fazer um levantamento para verificar quantos trabalhadores se encontram nessa situação, cujo número é muito pequeno."Esperamos um processo negocial que seja ágil e traga avanços para os trabalhadores", afirma o funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "Neste processo de fusão, queremos manter e unificar direitos e conquistas, conforme as condições mais vantajosas para os trabalhadores, bem como garantir proteção aos empregos e melhorar as condições de trabalho", destaca.Em relação à reivindicação das entidades sindicais de prorrogação dos aditivos à CCT do Real e Santander, vencidos no último dia 30 de setembro, até a assinatura do novo instrumento, o Santander informou que concorda e está providenciando o documento formal.
Veja as principais reivindicações específicas:
- garantia de emprego- centro de realocação profissional- permanência da licença remunerada pré-aposentadoria (pijama)- ampliação dos incentivos para aposentadoria- melhoria das condições de trabalho- manutenção do patrocínio ao Banesprev, HolandaPrevi e Bandeprev- eleições para representantes dos participantes no HolandaPrevi e Sanprev- manutenção do patrocínio da Cabesp- aumento das bolsas de auxílio educação- elevação do auxílio academia- auxílio ao estudo de idiomas- bolsa de férias, a exemplo da Espanha- auxílio para certificação da Anbid.
Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Piso dos bancários cresceu 17,8% acima
da inflação desde 2003, mostra Dieese
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Com mobilização e luta, os bancários estão recuperando o poder de compra dos seus salários nos últimos seis anos. O piso da categoria já acumula 17,8% de ganhos acima da inflação medida pelo INPC desde 2003.
O dado é de estudo feito pela subseção do Dieese da Contraf-CUT, já considerando o ganho real de 1,5% previsto na proposta feita pela Fenaban em negociação com o Comando Nacional dos Bancários na quarta-feira, 7, e que deverá ser avaliada pela categoria em assembléias nesta quinta-feira.Segundo a pesquisa, os reajustes acumulados no piso de escriturário na Convenção Coletiva de Trabalho nacional da categoria de 2003 até agora somam 52,91%, enquanto a inflação do período pelo INPC ficou em 35,11%.
Assim, o ganho real acumulado no período é de 17,8%. Já em relação ao ICV do Diesse, que somou 34,71% entre 2003 e 2009, o ganho acima da inflação foi de 18,2%.Para os trabalhadores do Banco do Brasil, o ganho real do piso no período é ainda maior: 22,44%, considerando a inflação calculada pelo INPC. Foram 57,55% acumulados nos reajustes desde 2003, incluindo o ganho da proposta apresentada pelo BB ao Comando Nacional também nesta quarta, que inclui uma valorização de 3% no piso além dos 6% da proposta da Fenaban. Se levarmos em conta a inflação calculada pelo ICV, o reajuste acima da inflação foi de 22,84%.
"Estes ganhos acima da inflação são consequência direta da estratégia de luta adotada pela categoria, através da campanha nacional unificada, que começou a ser implementada na prática em 2004", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "É a prova do acerto de nossas opções coletivas e da força de luta da categoria, cuja mobilização vem crescendo ano após ano", acrescenta. Fonte: Contraf-CUT
BB DE VOLTA AO TRABALHO
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Maioria dos bancários
do BB aprova proposta
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Caixa continua em greve
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A maioria das assembléias dos funcionários do Banco do Brasil realizada na quinta e sexta-feira, dias 8 e 9, em todo o país, aprovou a proposta do banco e encerrou a greve nacional deflagrada no dia 24 de setembro.
Também os funcionários do Banco Regional de Brasília (BRB) decidiram terminar a paralisação, voltando ao trabalho após o feriado.
Os bancários da Caixa mantém a greve por tempo indeterminado, assim como os trabalhadores do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Banco da Amazônia e Banco do Estado de Sergipe (Banese).
Nesta sexta, decidiram voltar ao trabalho na próxima terça os bancários do BB de Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Pernambuco, Ceará, Piauí e Sergipe. Os bancários de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Mato Grosso, Campinas, Pará, dentre outras bases sindicais, já haviam aceitado a proposta do banco na quinta e retomaram suas atividades.
Nesta segunda 13, retornaram as atividades os bancários do BB na Paraíba e Maranhão.
A proposta específica apresentada pelo BB ao Comando Nacional dos Bancários, em negociação realizada no último dia 7, traz avanços importantes, como a manutenção do modelo vigente de Participação nos Lucros e Resultados, o compromisso do banco de discutir com o movimento sindical uma proposta para o Plano de Cargos e Salários (PCS), valorização de 3% no piso e manutenção dos interstícios em 3% no atual PCS, e contratação de 10 mil novos funcionários até 2011 e 5 mil adolescentes aprendizes. O banco se comprometeu também a criar comitês de ética para o combate ao assédio moral, entre outros itens.
RECOMEÇOU...
Comando Nacional retoma negociação
específica com a Caixa Federal
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O Comando Nacional dos Bancários e a direção da Caixa Econômica Federal retomou nesta terça-feira 13, há pouco, às 15h, as negociações específicas dos empregados.
"Esperamos que desta vez a Caixa apresente uma proposta que contemple as reivindicações dos empregados e que possa ser aceita nas assembléias em todo o país", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.Os bancários da Caixa entraram em seu 20º dia de greve nacional nesta terça-feira. A decisão de manter e intensificar a paralisação foi tomada na última sexta-feira, frente à postura intransigente da direção do banco federal.Na rodada de negociação ocorrida na última quinta-feira, 8, em São Paulo, os representantes da Caixa não apresentaram uma proposta que contemple as expectativas dos empregados. Fonte: Contraf-CUT
A GREVE NA MÍDIA... O QUE ROLOU...
Greve dos correios e dos bancários
causa atraso nas contas
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O QUE ROLOU NA MÍDIA - 3...
Greve dos bancários
dificulta pagamento de contas
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Banco do Brasil amplia em R$ 4
bilhões o limite de crédito consignado
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O Banco do Brasil aumentou em R$ 4 bilhões o limite pré-aprovado de crédito consignado para 2 milhões de clientes.
A medida vai beneficiar aposentados que recebem pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e servidores do Ministério do Planejamento.
Em nota à imprensa, o BB informa que a ampliação dos limites é feita automaticamente e é "resultado de um refinamento das metodologias de análise de crédito".
"Nosso objetivo é expandir a carteira de crédito com qualidade e eficiência, buscando a automatização de processos que desonerem a rede de atendimento e possam liberar os funcionários das agências para a realização de negócios", diz o vice-presidente de Crédito, Controladoria e Risco Global, Ricardo Flores.Atualmente, o BB tem R$ 20 bilhões em empréstimos consignados.
A instituição é líder nesse segmento, com participação de mercado de 32,6%.
O crédito com desconto em folha de pagamento já representa 36% de todos os empréstimos para as pessoas físicas do BB.
Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 12 de outubro de 2009




BANCÁRIOS NA LUTA
CAMPANHA SALARIAL 2009


Bradesco deve fazer troca
de ações para incorporar Ibi
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Com a operação, capital social do Bradesco subiria em R$ 1,4 bilhão.
Cada ação do Ibi deve ser trocada por 0,05 ação do banco.
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O Bradesco pretende incorporar a Ibi Participações, tornando-a sua subsidiária integral, por meio de uma troca de ações. A operação, caso aprovada pelas Assembleias Gerais Extraordinárias das duas companhias no dia 29, significará o aumento do capital social do Bradesco em R$ 1,368 bilhão, passando para R$ 24,368 bilhões.
A relação de troca utilizada será de 0,049401676 fração de ação do Bradesco para cada ação de emissão da Ibi Participações - a serem atribuídas aos acionistas da Ibi -, sendo 0,024700839 fração de ação ordinária e 0,024700837 fração de ação preferencial.
Para tanto, o banco emitirá 45.662.775 novas ações, das quais 22.831.389 ações ordinárias e 22.831.386 papéis preferenciais. Com isso, o Bradesco passará a ter 3.115.532.575 ações, das quais 1.557.766.368 ordinárias e 1.557.766.207 preferenciais.
A aquisição do controle acionário da Ibi pelo Bradesco foi autorizada pelo Banco Central em 11 de setembro e o processo de incorporação, além de receber o aval dos acionistas das duas companhias, também deverá ser analisado pela autoridade monetária.
Com a operação, o Bradesco assumirá indiretamente o controle das empresas Panuco Participações, Banco Ibi, Ibi Promotora de Vendas e Ibi Corretora de Seguros.
"A operação tem por finalidade permitir às sociedades alcançar melhores níveis de competitividade e produtividade, pela absorção de expertise em segmento de grande atratividade para a atividade bancária, potencializando sinergias existentes entre as duas instituições", diz comunicado das empresas enviado ao mercado. G1

domingo, 11 de outubro de 2009




BANCÁRIOS EM GREVE PELO BRASIL
BANCÁRIOS DO BRASIL NA LUTA
POR MAIS CONTRATAÇÕES NOS BANCOS
O QUE ROLOU NA MÍDIA
Bancários fazem greve
por reajuste salarial
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Cesta básica fica mais cara em dez
capitais, mostra pesquisa do Dieese
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O valor da cesta básica subiu, na passagem de agosto para setembro, em dez das 17 capitais onde é feita a apuração do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Mais uma vez, a cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 245,86), com alta de 3,01%. No mês passado, a cesta básica na capital gaúcha havia apresentado custo médio de R$ 238,67%, 0,51% acima do constatado em julho.
O maior reajuste, entretanto, ocorreu em Florianópolis, onde a cesta básica teve aumento de 3,57%, passando a custar R$ 224,26. Em São Paulo, os itens básicos ficaram 1,86% mais caros e chegaram a R$ 229,89, o segundo maior valor entre as 17 capitais pesquisadas.
Entre as sete cidades que registraram queda, a retração mais expressiva foi observada em Goiânia (-7,82), onde foi preciso desembolsar R$ 181,29 para comprar uma cesta básica.
A capital goiana apresentou o segundo menor valor, atrás apenas de Sergipe, onde a cesta passou a custar R$ 164,50, 2,12% a menos do que no levantamento de agosto.
No acumulado do ano, de janeiro a setembro, o valor da cesta básica diminuiu em 15 das 17 capitais, na comparação com os dados de igual período do ano passado. Houve alta apenas em Belém ( 1,57%) e em Salvador (1,36%).
A pesquisa mostra que o açúcar foi o produto com maior reajuste (7,3%), seguido da batata (7,1%) e do tomate (6,1%). Já entre os que ficaram mais baratos estão o leite (-6,1%), o feijão (-6,1%) e o arroz (-1,8%).
Pelos cálculos do Dieese, o trabalhador precisaria de uma renda mínima de R$ 2.065,47 para arcar com as despesas da família, levando em consideração o maior valor da cesta encontrado. No levantamento anterior, o vencimento estimado foi de R$ 2.005,07.
Segundo a pesquisa, para conseguir comprar os produtos da cesta básica, o trabalhador que ganha o salário mínimo (R$ 465) tem que cumprir uma jornada de 96 horas e 23 minutos, ante o total de 96 horas e 37 minutos da apuração passada.
Houve queda também na comparação com os dados referentes a setembro de 2008, quando o tempo necessário foi calculado em 106 horas e 37 minutos.
Fonte: Marli Moreira - Agência Brasil
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Pesquisa da UnB revela expressiva
taxa de suicídio entre bancários
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Pesquisa inédita da Universidade de Brasília (UnB) revela que, entre 1996 e 2005, 181 bancários cometeram suicídio.
Uma média de um suicídio a cada 20 dias, segundo informações reunidas pelo Ministério da Saúde.
"Eu quis verificar se um fator social - as pressões no ambiente de trabalho - poderia contribuir para desencadear transtornos mentais de tal gravidade que as pessoas perdiam a vontade de viver", explica Marcelo Finazzi, mestre em Administração pela UnB e autor da dissertação Patologia da Solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho.
Dados obtidos junto a um grande banco mostraram que, entre 1995 e 2008, 32% dos afastamentos de bancários decorreram de doenças do tecido músculo esquelético, como as Ler/Dorts, transtornos diretamente correlacionados com problemas da organização do trabalho. Outros 23% apresentaram transtornos mentais.
Outro estudo, encomendado por entidades de classe dos bancários em 2006, demonstrou que aproximadamente 18 mil profissionais do país sofriam, à época, ideação suicida (vontade de tirar a própria vida).Marcelo associa a taxa de suicídios e doenças do trabalho às transformações ocorridas no mercado financeiro a partir da década de 1990.
No período, 430 mil bancários foram demitidos no Brasil. Se antes os bancos tinham lucros com a inflação, após 1995 o papel do bancário mudou. "Ele passa a ser vendedor e consultor. As cobranças se acentuaram", afirma.
O vínculo estabelecido entre as empresas e o trabalhador muda bruscamente e passa a ser o de submissão.
ASSÉDIO MORAL
"As pessoas que antes faziam carreira nos bancos e se aposentavam nas empresas se deparam com um contexto em que seus empregos não estão mais garantidos", declara o pesquisador.
O custo para o trabalhador foi muito alto. Ele foi convidado a ser dono da própria carreira, em nome do lucro. Além de pressão por causa das demissões, começaram as violências, como as múltiplas formas de assédio moral.
Marcelo entrevistou ainda quatro bancários que estavam afastados do trabalho por conta de sérios transtornos mentais e a família de uma pessoa que se suicidou por razões profissionais. As perguntas tratavam de vivências positivas e negativas no trabalho.
"Não queria tocar de imediato no suicídio, porque poderia induzi-los, mas eles estavam cientes das perguntas sobre temas difíceis. Consegui a confissão espontânea dos entrevistados", reforça. Os entrevistados e a família do suicida manifestaram, por conta própria, a correlação entre as violências vivenciadas no trabalho e a vontade de morrer.
Segundo Marcelo, o suicídio é um assunto demasiadamente complexo para se fazer simples conexões lineares.
"O trabalho apareceu como fator importante, mas não podemos descartar outros fatores, como questões genéticas, familiares, econômicas e sociais", disse.
Para o autor, o estudo indica a necessidade de humanização das relações de trabalho nas empresas. "Falta o cumprimento da legislação trabalhista, metas de produção condizentes com a capacidade física e psicológica dos funcionários, assim como o treinamento dos gestores para lidar com os conflitos.
O suicídio tem sido o desfecho trágico de muitos trabalhadores que sucumbem às violências do trabalho", conclui. Marcelo Finazzi é graduado e mestre em Administração na UnB.
Contato pelo email: marcelofinazzi@hotmail.comFonte: Lorena Castro - UnB
Sindicato Bancários de Londrina cobra de
Maria Fernanda Coelho contratações na Caixa
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Correspondência também cobra uma atuação mais pró-ativa da empresa junto à Fenaban, para que seja apresentada uma proposta decente à categoria
Os bancários da Caixa em Londrina (PR), em greve desde o último dia 24 de setembro, aproveitaram a visita da presidenta Maria Fernanda Ramos Coelho à cidade, para entregar-lhe um documento no qual reivindicam mais contratações, para a empresa levar adiante a política de expansão dos programas sociais do governo federal.
Em Londrina, Maria Fernanda assinou a liberação de R$ 127 milhões para serem investidos em obras do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e para a reforma da Santa Casa. No documento entregue à presidenta da Caixa, o Seeb de Londrina cobra uma atuação mais pró-ativa da empresa junto à Fenaban, de modo a contribuir para a construção de uma proposta que atenda às reivindicações da campanha salarial de 2009. Outros itens destacados foram a jornada de trabalho de seis horas para todos os empregados, a isonomia de direitos entre novos e antigos, a democratização da gestão (implantação do gabinete do Vice-Presidente Representante a ser eleito pelos trabalhadores) e um novo Plano de Cargos Comissionados (PCC). Ao receber o documento, Maria Fernanda comprometeu-se a analisá-lo.

sábado, 10 de outubro de 2009

Para sindicalista, bancário até
demorou a decretar paralisação
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Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, comanda, pelo sexto ano consecutivo, a greve dos bancários.
"A greve só acaba quando houver uma proposta de aumento salarial e PLR [Participação nos Lucros e Resultados] mais justa. Os bancos têm condições de atender às reivindicações da categoria."
A seguir, trechos da entrevista concedida à Folha. Folha - Segundo a Fenaban (federação do setor), havia ainda espaço para negociar antes de a paralisação ser decretada.
Luiz Cláudio Marcolino - A greve foi feita no momento adequado e até demorou para ser decretada. Tivemos cinco rodadas de negociação neste ano só para discutir um novo modelo para pagamento de PLR.
Desde que concluímos a negociação salarial do ano passado, já havíamos acordado que seria necessário adotar um novo modelo de PLR porque neste ano não haveria base de comparação do lucro, como em períodos anteriores, em virtude das fusões que ocorreram em 2008. Folha- Qual o principal entrave nas negociações com os bancos? Marcolino - Após várias rodadas de negociação, a Fenaban apresentou uma proposta rebaixada de PLR.
Desde 1996, temos garantida na convenção coletiva uma fórmula que prevê pagamento de 90% do salário mais R$ 966 fixos distribuídos igualmente a todos os empregados.
O banco pode gastar até 15% do lucro líquido para fazer essa distribuição. E há uma regra que diz que banco que gastar menos de 5% do lucro líquido tem de pagar ao menos 2,2 salários a cada empregado, com limite previsto de R$ 13.862.
A proposta deste ano reduz o teto para R$ 10 mil e a distribuição de lucro para 4% do lucro. Folha - Além da PLR, há outros impasses na negociação? Marcolino - No ano passado, tivemos processo de fusão de três grandes bancos e, por isso, pedimos que seja incluída uma cláusula de garantia no emprego. Mas há resistência dos bancos.
Também pedimos aumento real de salário, e os bancos ofereceram 4,5% de reajuste, o que apenas repõe a inflação. Folha - A greve não causa transtornos à população?
Segundo os bancos, os mais prejudicados são aposentados que recebem seus benefícios nas agências... Marcolino - Os caixa eletrônicos estão abertos. Temos como princípio não prejudicar a população. Há uma combinação entre a paralisação nas agências e em locais estratégicos. Sempre uma parte da categoria está trabalhando.

Artigo

Adeus à Mercedes Sosa,

a Pachamama cantora

Carlos Pronzato*

Tinha que ser um domingo, quando tudo parece se deter e por algumas horas o mundo fica mais reconcentrado no que realmente importa: os afetos, os que estão e os que se já se foram. E um domingo se foi a voz da América Latina, a voz que sustentou punhos em alto, que acompanhou levantes, que impulsionou esperanças, que balançou as faixas nas passeatas, que empunhou as armas da libertação deste continente dolorido. “La Negra Sosa”, como era carinhosamente conhecida, foi muito mais do que uma cantora única, com um timbre de voz inconfundível e uma interpretação que a elevava a co-autoria das músicas que apresentava mundo afora, foi o ícone, a assinatura melodiosa de uma época que sem a sua voz, perderia muito do seu significado histórico/político.
Sabemos que o Che Guevara carregava na mochila nos seus últimos dias na Bolívia, um exemplar do Canto General de Pablo Neruda. Sabemos de estudantes, operários, e intelectuais que iam para as lutas ou para os calientes debates dos anos 60, 70 e 80 munidos dos seus livros “de combate” e as suas músicas de vanguarda revolucionária.
Pois bem, a voz de Mercedes Sosa acompanhou, como um espírito constante e eficaz, como um anjo da guarda mestiço, uma Virgem dolorosa do sul, uma mãe dos humildes, uma necessária Pachamama cantora, cada momento, cada caída e cada alegria nessa persistente luta pelos direitos humanos, impulsionando sempre a História através do seu canto de outra dimensão que quando tomava o microfone baixava à terra para fazermos sentir que éramos algo mais que simples homens, motores da máquina capitalista.
O prodígio da sua voz e seu escolhido repertório do melhor que o continente produziu em termos de composições que afundaram suas raízes na terra americana, continuará ressoando em cada recanto do mundo e especialmente, nesta nossa Abya Yala, do Atlântico ao Pacífico, do rio Bravo à Terra do Fogo, até o fim dos tempos, porque essa voz, esse som do âmbito do inexplicável, só pode vir de algum lugar de onde agora Mercedes Sosa, continuará cantando assim: “Tantas vezes me mataron, tantas me morí, sin embargo estoy aqui, resucitando...”.
*Carlos Pronzato é poeta e cineasta/documentarista

Greve dos Bancários dificulta
a manutenção das contas em dia

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A GREVE NA MÍDIA - II
Greve Bancários de Santos e Região 2009

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Caixas eletrônicos ficam com grandes
filas por causa da greve dos bancários
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O QUE DIZ A CONTRAF/CUT
Bancários aprovam nova proposta
da Fenaban conquistada com a greve
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No 15º dia da greve nacional, os bancários de todo o país aprovaram nesta quinta-feira, 8, em assembléias realizadas pelos sindicatos a proposta apresentada pela Fenaban ao Comando Nacional, com base nas informações recebidas pela Contraf-CUT até as 21h30 de quinta-feira.
A proposta prevê reajuste salarial de 6% (inflação do período mais aumento real) e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLRO reajuste de 6% contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%. Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários.
O percentual de 6% também será aplicado às demais verbas, como auxílio-refeição (R$ 16,88), cesta-alimentação (R$ 289,31) e auxílio-creche/babá (R$ 207,95). O piso salarial para auxiliar de escritório após 90 dias de empresa passa a R$ 1.074,46.A greve garantiu a manutenção da distribuição de PLR no montante de até 15% do lucro líquido de cada banco, contra a tentativa das empresas de reduzir esse percentual para 5,5%. O modelo de PLR conquistado contém avanços.
A regra básica prevê 90% do salário mais R$ 1.024 fixos, com teto de R$ 6.680. O valor pode ser majorado até que seja distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 14.696.
Além disso, será paga uma PLR Adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os bancários com teto de R$ 2.100. Esse percentual será garantido tenha o lucro crescido ou não.A proposta ainda garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva.
O auxílio-creche/babá continua valendo para filhos até 83 meses."Esse acordo com a Fenaban representa uma vitória da participação e da luta da categoria, que se indignou contra a tentativa dos bancos de reduzir a distribuição de lucros aos bancários e acabar com a trajetória de sucessivos aumentos reais que os bancários vêm conquistando com mobilização e greve desde 2004. Além disso, a parcela adicional da PLR passa a ser paga diretamente sobre um percentual do lucro líquido, aumentando os ganhos dos bancários", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
"É um acordo positivo, mas ainda temos muito em que avançar. Com a força da greve nos bancos públicos e o crescimento da mobilização nos bancos privados, continuaremos lutando em cada empresa por garantia de emprego, mais contratações, combate às metas abusivas, fim do assédio moral, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, entre outras bandeiras", acrescenta o dirigente.Banco do Brasil e Caixa Econômica FederalOs empregados da Caixa Econômica Federal decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado em todo o país. Não houve avanços na negociação específica realizada nesta quinta entre o banco e Comando Nacional, em São Paulo.
A greve continuará até a apresentação de uma nova proposta pelo banco.No caso do Banco do Brasil, até o momento, na maioria das assembléias realizadas pelos sindicatos, os funcionários aprovaram a proposta específica do banco, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Alagoas, Mato Grosso, entre outras. A proposta foi rejeitada em Brasília, Porto Alegre, Ceará, entre outros sindicatos, que realizarão novas assembléias.
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O QUE DIZ A CONLUTAS
SOBRE A PROPOSTA FENABAN
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6% de reajuste NÃO!
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Proposta rebaixada dos banqueiros precisa ser rejeitada
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Depois de 14 dias de greve os bancos fizeram uma nova proposta de 6% de reajuste. Porém este valor é menor que as perdas mínimas da categoria que somam 24%. Este reajuste está abaixo dos 10% conquistados no ano passado e muito aquém dos bilionários lucros dos bancos.
A força da greve fez os banqueiros recuarem da proposta inicial de oferecer apenas a inflação e PLR menor, mas a nova proposta também é inaceitável diante das necessidades da categoria.
O setor que, mesmo com a crise, foi o que mais lucrou na economia e que paga a folha de pagamento somente com 60% das tarifas, tem condições de repor as reais perdas dos bancários. Além disso, não existe nenhuma garantia de emprego neste momento de fusões como o Itaú/Unibanco, ABN/Santander e bancos estaduais adquiridos pelo Banco do Brasil.
Também não há qualquer dispositivo que estabeleça o fim das metas, o assédio moral e melhores condições de saúde e trabalho. A categoria está adoecendo e, na greve, deve pautar estes pontos que são cruciais para quem batalha no dia a dia sob pressão.
As categorias em greve neste semestre tiveram reajustes que variaram de 8,65% a 10%, além de abonos em setores como metalúrgicos e construção civil que tiveram uma lucratividade bem menor que o sistema financeiro.
Bancos públicos precisam avançar nas reivindicações específicas
Além das perdas salariais que nos bancos públicos representam em média 90%, os bancários do setor têm reivindicações específicas como PCS, PCC, isonomia como a licença-prêmio e ATS, o fim da trava de dois anos e a lateralidade e a garantia de direitos dos bancos incorporados pelo Banco do Brasil, nas fusões como o Banco do Estado de Santa Catarina, Nossa Caixa e Banco do Estado de Piauí.
A mesa única da Fenaban não pode ser o parâmetro rebaixado, pois devemos exigir que Lula atenda as reivindicações específicas deste setor.
Proposta do Banco do Brasil precisa avançar
Na negociação desta madrugada, o banco avançou em relação às propostas da Mesa Única, mas a força da greve pode arrancar mais. Além das perdas salariais serem maiores que a dos privados, 80,49%, os funcionários do Banco do Brasil tem pontos centrais que precisam ser resolvidos com os funcionários em greve.
Defendemos que na agenda de negociações conste o fim da lateralidade plena - para todos os cargos comissionados; equiparação ao piso salarial da Caixa Econômica Federal já rumo ao salário mínimo do Dieese (hoje R$ 2.047,00); apresentação da proposta de PCS já - não confiamos nas promessas e mesas permanentes; abono total dos dias de greve; licença-prêmio para todos; resgate da proporcionalidade na Cassi ( de 2 x 1 ). (Conlutas).
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E O QUE VOCÊ DIZ DESSAS
DUAS EXPLICAÇÕES???
CAIXA EMPACOTADA
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Negociação com a Caixa não avança e empregados decidem
manter greve por tempo indeterminado em todo o país
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Representação nacional dos empregados avalia que proposta não contempla diversas reivindicações específicas da campanha salarial de 2009
Como a Caixa Econômica Federal não avançou na proposta que já havia apresentada nas rodadas anteriores, para as reivindicações específicas da campanha salarial deste ano, os trabalhadores da empresa realizaram assembleias ontem e decidiram manter a greve por tempo indeterminado em todo o país, seguindo assim orientação do Comando Nacional dos Bancários. Na Caixa, o processo de negociação das questões específicas foi retomado ontem entre o Comando Nacional e os representantes da empresa, durante reunião realizada em São Paulo.
Na ocasião, a Caixa reafirmou os pontos da proposta apresentada aos trabalhadores na rodada do dia 1º de outubro e assumiu o compromisso de seguir o acordo proposto pela Fenaban, que prevê reajuste salarial de 6% (ganho real de 1,5%) e uma nova regra para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR): 90% do salário mais parcela fixa de R$ 1.024, com teto de R$ 6.680, além de uma PLR adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os bancários, com teto de R$ 2.100.
No entanto, em relação à PLR, tendo em vista que este ano o resultado da Caixa tende a ser menor do que o do ano passado, o valor total a ser distribuído pela empresa na regra básica da Participação nos Lucros e Resultados ultrapassará o teto previsto de 13% do lucro líquido. Assim, o valor a ser pago a cada bancário receberá um redutor de 23% para adequá-lo ao teto, o que não afeta a PLR adicional. Na negociação de ontem, a novidade apresentada pela Caixa foi o aumento do número de empregados que serão contratados.
Dos 2.200 trabalhadores que a empresa manifestou que contraria, conforme informações repassadas na negociação de 1º de outubro, o banco anunciou que contratará três mil bancários em 2010, um aumento de apenas 800 contratados.
Avaliação do Comando Nacional dos Bancários Para o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), a proposta feita pela empresa é insuficiente, especialmente na questão da remuneração. A avaliação é que, nos últimos anos, a Caixa tem desempenhado um papel cada vez mais presente como operadora de importantes políticas do governo federal, como o Bolsa-Família e os investimentos em habitação.
Se por um lado essa mudança na atuação da Caixa é vista como positiva pelos bancários, ela gerou um aumento enorme na carga de trabalho dos empregados do banco, deteriorando ainda mais as condições de trabalho.
Dessa forma, o Comando Nacional dos Bancários entende que, mesmo que o lucro líquido do banco seja insuficiente para pagar aos empregados a regra básica da PLR, os trabalhadores devem receber algum tipo de compensação por toda a sua dedicação e empenho.
Além disso, a representação nacional dos empregados entende que a proposta da Caixa não contempla diversas questões específicas reivindicadas pelos trabalhadores, conforme decisão do 25º Conecef, tais como: jornada de seis horas para todos, mudanças no Plano de Cargos Comissionados (PCC), ampliação do quadro de pessoal, isonomia de direitos entre novos e antigos, tíquete e cesta-alimentação para todos os aposentados e pensionistas, garantia de sustentabilidade ao plano REG/Replan não-saldado e fim das discriminações a seus participantes, além de democratização da gestão.
Diante disso, o Comando Nacional dos Bancários decidiu orientar os empregados pela não aceitação da proposta e continuidade da greve na Caixa por tempo indeterminado. Várias assembleias se posicionaram ontem contra o fechamento de acordo nos termos pretendidos pela empresa.
Os resultados foram os seguintes: ABC Paulista (continuidade da greve), Acre (continuidade da greve), Alagoas (continuidade da greve), Amapá (continuidade da greve), Angra dos Reis/RJ (continuidade da greve), Baixada Santista/SP (continuidade da greve), Belo Horizonte (faz nova assembleia com todos os bancários – Caixa, BB e privados – nesta sexta-feira, às 15h), Brasília (continuidade da greve), Campinas (continuidade da greve), Campo Grande (continuidade da greve), Campo Mourão/PR (continuidade da greve), Campos dos Goytacazes/RJ (continuidade da greve), Cataguases/MG (continuidade da greve), Ceará (continuidade da greve), Criciúma/SC (continuidade da greve), Cornélio Procópio/PR (continuidade da greve), Curitiba (continuidade da greve), Dourados/MS (continuidade da greve), Espírito Santo (continuidade da greve), Florianópolis (continuidade da greve), Irecê/BA (continuidade da greve), Juiz de Fora/MG (continuidade da greve), Governador Valadares/MG (continuidade da greve), Horizontina/RS (continuidade da greve), Itaperuna/RJ (continuidade da greve), Manhuaçu/MG (continuidade da greve), Maranhão (continuidade da greve), Mato Grosso (continuidade da greve), Mato Grosso do Sul (continuidade da greve), Niterói/RJ (continuidade da greve), Nova Friburgo/RJ (continuidade da greve), Paranavaí/PR (continuidade da greve), Pará (continuidade da greve), Paraíba (continuidade da greve), Pelotas/RS (continuidade da greve), Pernambuco (continuidade da greve), Piauí (continuidade da greve), Porto Alegre (continuidade da greve), Rio de Janeiro (continuidade da greve), Rondonópolis/MT (continuidade da greve), Rondônia (continuidade da greve), Roraima (continuidade da greve), Salvador (continuidade da greve), São Paulo (continuidade da greve), Sorocaba/SP (continuidade da greve), Tocantins (continuidade da greve), Três Lagoas/MS (continuidade da greve), Três Rios/RJ (continuidade da greve), Uberaba/MG (continuidade da greve) e Vitória da Conquista/BA (continuidade da greve).
Começa o Círio de Nazaré
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Greve no Piauí acaba nos bancos privados.
Paralisação continua no BB e Caixa
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Em assembleia realizada nesta quinta-feira 8, na sede do sindicato dos bancários do Piauí (Seebf/PI), que contou com a participação maciça dos bancários, a categoria votou pelo fim da greve nos bancos privados, mas a paralisação vai continuar nos bancos públicos do Piauí. Também foi agendada uma assembleia para às 18h desta sexta-feira 9.
A decisão foi tomada pela maioria dos bancários que marcou presença na assembleia realizada no Auditório Regina Sousa. Com isso, os empregados dos bancos privados retornam ao trabalho a partir desta sexta-feira.
Em contrapartida, os funcionários dos bancos públicos votaram por continuar a greve até conseguirem uma contraproposta melhor dos banqueiros.
Fonte: Gilson Rocha - Seebf/PI
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Pernambuco
Greve encerrada nos privados,
mas segue nos bancos públicos
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Em assembleia com cerca de 1.200 trabalhadores na noite de ontem, quinta, dia 8, os bancários de Pernambuco aprovaram a nova proposta da mesa geral da Fenaban - Federação Nacional dos Bancos para a convenção coletiva nacional da categoria (foto).
A votação pôs fim à greve de 15 dias nos bancos privados.
O acordo coletivo a ser assinado contempla reajuste de 6%, Participação nos Lucros e Resultados que inclui distribuição de 2% do lucro líquido para todos os empregados, igualmente; licença-maternidade de seis meses e isonomia para homoafetivos, dentre outro itens. Bancos públicosA greve, entretanto, continua nos bancos públicos, Banco do Brasil, Caixa e BNB, apesar da aprovação da proposta para o contrato nacional.
Em assembleia bastante acirrada, os 800 funcionários do BB presentes se dividiram ante a nova proposta do banco, que acabou rejeitada por pequena maioria, por considerá-la insuficiente.
O BB propôs a valorização do piso salarial em 3%, aplicados em todos os níveis do Plano de Cargos e Salários, o que, somado ao reajuste obtido na mesa da Fenaban chega a 9%, o dobro da inflação do período de 01 de setembro de 2008 a 31 de agosto de 2009.
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MARANHÃO: A GREVE CONTINUA
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Assembleia hoje: 17h30
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A força da greve dos bancários em todo o país arrancou uma negociação na última quarta-feira (07/10), em São Paulo, entre a representação dos bancários e a Fenaban. O resultado da negociação foi levado ontem a debate para a Assembleia dos bancários do Maranhão.
A GREVE CONTINUA.
Rejeição
Diante da proposta pífia apresentada pela Fenaban e pelo BB, e diante da intransigência de outros bancos, como BNB, Caixa e BASA, que não apresentaram proposta alguma, os bancários do Maranhão, em esmagadora maioria, resolveram rejeitar ontem todas as propostas apresentadas, decidindo pela continuidade da greve.
Sem a CUT
O Maranhão rejeitou a proposta, mas se submete à decisão da maioria das Assembleias. Também por esmagadora maioria, os bancários do Maranhão decidiram suspender o pagamento mensal de R$ 7.146,00 para a CUT. Hoje haverá nova Assembleia às 17h30.
Bancários
Fiquem atentos para as demais Assembleias pelo país inteiro!
Fonte: Seebma
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DEPOIS DE CORTAR REPASSE DA CUT/MA
SINDICATO VAI PRA CIMA DE MARCEL BARROS
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Dirigentes cutistas recebem benesses no BB
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No último dia 22, os delegados sindicais do Banco do Brasil de São Paulo (das regionais Oeste, Sul e Av. Paulista) pediram formalmente a saída de Marcel Barros, secretário geral e coordenador da comissão de negociação da Contraf/CUT.
Esse dirigente sindical cutista foi promovido pelo BB em janeiro, passando de caixa executivo para uma comissão equivalente à AP-6, o que significa que está recebendo um salário de R$ 7,6 mil. Marcel foi comissionado sem sequer estar trabalhando, pois encontrava-se liberado para o exercício de atividade sindical.
No último mês, a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ana Paula Domeniconi (deixou o Sindicato e hoje assessora diretoria na Nossa Caixa), também ascendeu meteoricamente na carreira, passando de caixa executivo a assessora sênior da Diretoria de Mercados e Capitais, com o mesmo salário de R$ 7,6 mil.
A promoção de Ana Paula se deu no primeiro dia em que voltou para a base, recebendo em seguida nova liberação do trabalho.
Caso semelhante de comissionamento ocorreu no Rio de Janeiro em novembro de 2008, quando Sérgio Farias, diretor geral de finanças da Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo, escriturário do BB, retornou ao banco por um dia para receber uma comissão AP-10, em seguida sendo liberado novamente para ocupar o cargo na Federação.
O mais escandaloso é que Marcel, Ana Paula e Sérgio são representantes dos funcionários do BB na mesa de negociação.
(SeebMA)
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DEUS É NORDESTINO!
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Mesmo com coronelismo eletrônico, indústria da sêca, prefeitos
deletados do cargo por corrupção, pesquisa do IBGE confirma:
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Pobreza diminuiu no Nordeste
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A pobreza caiu entre os nordestinos.
De acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a proporção de famílias brasileiras com renda individual abaixo de meio mínimo caiu 9,8 pontos percentuais.
Em 1998, no Nordeste, o índice era de 54,3% e em 2008 caiu para 41,3%. Já no Sudeste, a era 21,2%, em 1998, e caiu para 13,8% no ano passado.
O IBGE usou um outro critério também, em que as famílias que vivem com renda menor, onde foi usado 60% do rendimento do salário mínimo do ano passado (R$ 415).
Na pesquisa foi verificado que metade das famílias tinham rendimento acima desse valor e metade tem rendimento abaixo do salário mínimo de 2008.
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EDITORIAL
“Impasse nas negociações se resolve
com valorização dos empregados”
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O fechamento de acordo específico na campanha salarial de 2009 exige da direção da Caixa Econômica Federal uma mudança de postura em relação aos trabalhadores.
Os bancários merecem e exigem ser valorizados, porque estão abarrotados de trabalho, atuando em ambiente adverso ao desenvolvimento de suas atividades.
A rotina tem sido de extrapolação da jornada, acúmulo de funções e responsabilidades, com pressão de todos os lados e, não raro, assédio moral explícito.
Os empregados da Caixa se entregam de corpo e alma à superação dos desafios colocados para a empresa, especialmente na execução das políticas públicas. Programas como o Bolsa-Família e o “Minha Casa, Minha Vida”, entre vários outros que passam por suas mãos, são executados com empolgação e orgulho, dado o alcance que têm do ponto de vista social e econômico. Os bancários da Caixa se entusiasmam com o que fazem, mas se entristecem pela falta de reconhecimento. Não pedem muito. Querem, acima de tudo, condições dignas de trabalho, para melhor servirem à empresa, à sociedade e ao país.
A greve já produziu conquistas importantes, com destaque para o reajuste de 6%, que contempla aumento real de 1,5% ante a inflação de 4,44%, no período de 1º de setembro de 2008 a 31 de agosto de 2009.
O modelo de PLR trouxe também novidades interessantes, como a parte adicional correspondente a 2% do lucro líquido, com distribuição linear entre todos os bancários. A PLR não se mostrou satisfatória na Caixa por conta da acentuada queda nos lucros da empresa. Para compensar o impacto negativo, é necessário que se busque alternativa de ganho econômico para os empregados, de forma a não deixá-los em desvantagem em relação ao conjunto da categoria bancária. Quanto às questões específicas, o que se constata é que as negociações deixaram muito a desejar.
A direção da Caixa tolheu possibilidades de avanços.
O número de novas contratações, por exemplo, está muito aquém das necessidades – três mil novos empregados praticamente repõem os desligamentos. Reivindicações como jornada de seis horas para todos, isonomia entre antigos e novos empregados, equacionamento dos problemas do plano de benefício REG/Replan não-saldado da Funcef e tíquete na aposentadoria a todos não foram devidamente consideradas pelos administradores da empresa.
A Fenae conclama a direção da Caixa a se reposicionar frente às necessidades apontadas pelos empregados e suas entidades sindicais e associativas.
A postura dos representantes da empresa na mesa de negociação precisa mudar radicalmente em relação à que tem sido adotada até aqui. Deve passar da recusa contumaz à busca de atendimento aos pleitos colocados. Devem ser abandonadas, por exemplo, as videoconferências em que informações costumam ser distorcidas conforme a conveniência da empresa.
É hora de negociações de fato e com a necessária boa fé.
Diretoria da Fenae




BANCÁRIOS EM GREVE PELO BRASIL
ALERTA GERAL
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SAIDINHA DOS BANCOS
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COMO AGEM OS BANDOS.
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E O QUE FAZEM QUANDO A CASA CAI

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Justiça concede liminar garantindo o
direito de greve aos bancários no ES
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Na última sexta-feira, dia 2, a Justiça do Trabalho deferiu medida liminar garantindo o direito de greve aos bancários do Bradesco em ação movida pelo Sindicato dos Bancários do Espírito Santo (Seeb/ES).
A decisão, da 5ª Vara do Trabalho de Vitória - ES, determina que o Bradesco "permita o livre acesso dos dirigentes sindicais aos locais de trabalho (agências)[...] , que o banco se abstenha de coagir os trabalhadores a trabalhar [...], que o banco permita que os bancários realizem manifestações pacíficas em frente às agências e divulguem o movimento".
A liminar determina, ainda, que o Bradesco se abstenha de praticar atos que inviabilizem o direito de greve, sob pena de multa de dez mil reais por agência, respondendo os responsáveis pelo crime de desobediência.
Tal medida é uma conquista dos bancários capixabas tendo em vista que o Bradesco havia conseguido liminar, datada de 24 de setembro, que exigia uma distância mínima de trinta metros das agências para a realização de quaisquer manifestações. De acordo com Douglas Garcia, diretor do Sindicato dos Bancários/ES, desde o início da greve, o Bradesco vem utilizando diversos artifícios para coagir os funcionários e impedir a paralisação.
"Mais uma vez o Bradesco age de forma truculenta com os trabalhadores. Além de pressionar seus funcionários a não aderirem ao movimento, o banco ainda acionou a Polícia Militar a fim de impedir as manifestações grevistas nas agências", afirma o diretor.
Fonte: Seeb/ES

VIDA DE BANCÁRIO

Cante com a Gente!