domingo, 18 de outubro de 2009

Contraf-CUT e Fenaban assinam
convenção coletiva e PLR nesta segunda
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A Contraf-CUT assina nesta segunda-feira, dia 19, às 15h, com a Fenaban, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e o a Convenção Coletiva de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2009/2010. O evento será realizado no Hotel Maksud Plaza, em São Paulo.
Os dois instrumentos são resultados da greve nacional dos bancários, deflagrada no dia 24 de setembro, que mobilizou milhares de trabalhadores e paralisou mais de 7,2 mil agências nos 26 estados e no Distrito Federal.
"Mais uma vez, a disposição de luta dos bancários fez a diferença na campanha salarial e garantiu uma nova convenção coletiva para todos os trabalhadores de bancos públicos e privados do Brasil, conquistando aumento real, melhoria na PLR e avanços sociais", afirma o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.
Antecipação da PLR
Greve do BNB continua firme
Na CEF também, mesmo com o dissídio
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No BNB, apesar dos problemas ocorridos em Fortaleza, a greve está forte e os bancários vão aguardar uma nova proposta do banco, parados. Até agora não há uma proposta concreta do banco. Já na Caixa Econômica Federal, depois dos trabalhadores rejeitarem a proposta, a direção do banco tomou uma atitude digna dos áureos tempos da ditadura, ajuizando o dissídio coletivo. Como cada ação provoca uma reação, os trabalhadores já deram o seu recado: a ordem é fortalecer a greve.
Enquanto os acordos não são fechados, existem gerentes se arvorando a convocar trabalhadores para reuniões nas agências para discutir propostas. Informamos que qualquer reunião para tratar de greve só pode ser convocada pelo Sindicato e estas acontecerão sempre na entidade representativa da categoria. Fora isso, fere a LEI DE GREVE.
A lei 7783/89 diz em seu Artigo 6º § 2º que “É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento”, ou seja, somente a entidade sindical pode convocar os trabalhadores para discutir a greve e traçar os rumos do movimento.
Aqui em nossa base alguns gerentes tentaram este artifício, mas as suas atitudes foram rechaçadas.
Caso volte a ocorrer, os bancários devem denunciar para que o Sindicato publique a denúncia, inclusive com o nome do gestor que tentar descumprir a lei de greve. Novas asembléias previstas para os funcionários dos dois bancos na segunda feira, dia 19, às 16 horas, no Sindicato.
TST nega pedido da CEF e
marca audiência de conciliação
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Delson Coêlho
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O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, indeferiu a liminar da Caixa Econômica Federal, que solicitava a declaração de abusividade da greve, e marcou audiência de conciliação e instrução para o dia 21, às 9h. Nos processos de dissídio coletivo, a primeira etapa é a tentativa de conciliação, quando as partes sentam-se à mesa de negociação junto com o ministro instrutor e tentam chegar a um acordo. Não havendo entendimento, ou caso as partes rejeitem eventual proposta formulada pelo Tribunal, o processo será encaminhado a um relator sorteado, a quem caberá examiná-lo e levá-lo a julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.
(Ribamar Teixeira) Fonte: TST às 17:51 h 16/10/2009
A Vale e o libelo antinacional.
Ou o levante golpista do Estadão e O Globo.
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O LIBELO ANTINACIONAL
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Os editoriais de O Globo e do Estadão estão impressionantes.
O de hoje, do Estadão, é extraordinário. Fala da Vale do Rio Doce.
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II
A privatização da Vale foi a maior vergonha da história brasileira. Foi vendida pelo equivalente a um ano de seu faturamento. Foi, portanto, dada de presente durante o governo FHC. Com a Vale, o Brasil entregou o domínio do seu subsolo no que se refere aos diversos mineirais, inclusive ouro, inclusive ferro. Até hoje a privatização da Vale é questionada na Justiça.
III E o que fez a Vale, desde então? Um ano após a privatização publicou anúncio de página inteira comemorando 4.000 demissões que havia realizado. Eram outros os tempos: era a década de 90, era tudo “moderno”. Vender patrimônio público era o auge da modernidade. E assim foi feito. A Vale, então, passou a ser uma empresa privada, e se dedicou àquilo que as empresas privadas se dedicam.
IV
Veja-se o Pará, por exemplo. A Vale abre imensas crateras no Pará. É o minério sendo retirado, é o ferro que sai dali e é exportado. E o que é feito, então? O ferro é enviado para a China, onde é transformado em aço e tem o seu preço multiplicado. No Pará sobra uma cratera, tão somente.
V Por que toda a revolta contra a Vale? Porque a empresa tem tido uma postura antinacional, antibrasileira. E mais: é comandada, hoje, por quem tem apenas 22% das ações. E a imprensa – o Estadão, principalmente – pretende que quem tem apenas 22% das ações mande e desmande na Vale do Rio Doce.
VI
Exportamos o ferro puro. A China faz o aço. E, após, é a mesma Vale que compra navios no exterior, e não de estaleiros brasileiros. A Vale, pois, não tem o menor compromisso com o Brasil, com o desenvolvimento brasileiro. Ao contrário, faz uma exploração predatória, lesiva, que reverte apenas em lucros de curto prazo para si mesma, e não para a sociedade, para o Brasil. É a mesma lógica das hipotecas norte-americanas: o maior lucro no menor tempo, e abandone-se qualquer perspectiva de construção de um futuro melhor.
VII
A Vale, ainda, reduziu substancialmente seus investimentos tão logo anunciada a crise. E semeou desemprego, e ajudou aqueles que tentavam afundar o Brasil.
VIII
Pois bem: há uma pancadaria sobre a Vale, agora. Quando da privatização, FHC disse que o “Governo ficaria com uma ‘golden share’, uma ‘ação de ouro’, para dar opinião sobre os rumos da empresa”. Ou seja, ainda haveria alguma peso na opinião do Estado. Não houve o exercício dessa “golden share”, não houve qualquer iniciativa do governo no sentido de colocar a Vale a serviço, de fato, do Brasil, sem prejuízo dos compromissos que tem com seus acionistas.
IX
Agora, finalmente, o governo cobra pesado da Vale do Rio Doce a sua atuação. A empresa está, sim, com uma política antinacional, colonialista, extrativista. Atua exclusivamente de forma predatória, e já passou da conta.
X Veja alguns trechos do Estadão de hoje, com alguns comentários que faço -
“A interferência do presidente já é explícita na administração da Petrobrás. Bem antes de se anunciar a descoberta do pré-sal, Lula tentou forçar a estatal a comprar equipamentos pesados de fornecedores nacionais”. Ou seja, parece que é um crime gerar empregos aqui dentro.
“Mas as pressões voltaram e a legislação proposta para o pré-sal transforma a Petrobrás em instrumento de política industrial. Manobra semelhante – e mais audaciosa – ocorreu quando o presidente criticou a Vale, recentemente, por encomendar navios a um estaleiro chinês”. Ou seja, a Petrobrás NÃO DEVE ser instrumento de política industrial? E a Vale NÃO DEVE direcionar suas compras, tanto quanto possível, às indústrias brasileiras?
“Se o seu sucessor for eleito por um partido de oposição, terá muita dificuldade para retomar a pauta de reformas inaugurada nos anos 90.Terá de enfrentar a resistência de um funcionalismo engordado e moldado segundo os interesses políticos do atual governo. Terá de enfrentar, além disso, a pressão de grupos articulados para movimentos de rua e para demonstrações de força”. Ou seja, o Estadão mostra suas saudades do período neoliberal. E fala em “funcionalismo engordado”, como se estivessem sobrando médicos, fiscais do trabalho, professores, fiscais da vigilância sanitária!
XI
Adiante, enfim -
A moldura perfeita para este quadro é o conjunto, em torno do Brasil, formado por governos com evidente vocação autoritária, todos apoiados pela atual diplomacia brasileira, francamente intervencionista. Não se trata só dos governos de Venezuela, Equador e Bolívia. A recém-aprovada legislação argentina de controle dos meios de comunicação combina com essa tendência, até agora defendida como perfeitamente democrática pelo presidente Lula e por seus assessores. É uma afinidade cada vez mais clara e mais preocupante.
XII
Pois bem: o que o Estadão faz é se contrapor à Conferência Nacional de Comunicações. O que lá será discutido? O que existe em qualquer país civilizado. Qual o grau de concentração de imprensa admissível? Quem tem jornal pode ter rádio? Quem tem rádio pode ter televisão? Nos EUA, quem tem jornal não pode ter televisão, por exemplo. Em qualquer País razoável do mundo há restrições. Aqui, não. Aqui, também as comunicações são capitanias hereditárias que vêm desde 1.500, de pai para filho. Mas não é o que pensa a aristocracia quatrocentona paulistana, que fala como se estivesse falando em nome do povo brasileiro. E há poucos dias o Presidente do Senado criticou exatamente isso: a imprensa se comporta como se tivesse sido eleita para representar o povo brasileiro! E nova pancadaria contra ele, na grande imprensa, por causa da frase.
XIII
Isso é um editorial de jornal? Não. Isso é uma pregação golpista do Estadão. Não há análise, não há notícia. O que há é um levante golpista que sai a defender, em primeiro lugar, as multinacionais do petróleo; a seguir, os fornecedores internacionais da Vale. Por fim, defende a continuidade do monopólio absoluto das comunicações brasileiras, quando sequer houve, ainda, a conferência nacional de comunicação. Defende toda a pauta neoliberal, mesmo após a crise, mesmo após a quebra dos mercados.
XIV
Bate na Petrobrás, em defesa das multinacionais.Bate no governo, em defesa da politica antinacional da Vale. E não tem qualquer vergonha de se colocar como o principal partido de oposição, a dizer o que os líderes da oposição não dizem. Mas o Estadão é um partido de oposição ou é um jornal que, inclusive, aceita publicidade oficial?
Fonte: Castagna Maia /www.castagnamaia.com.br/blog2
Cheque especial é modalidade de crédito mais
usada para fechar o mês, apesar dos juros altos
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A salvação para a conta-corrente no vermelho para muitos clientes dos bancos ainda tem sido o cheque especial, apesar das altas taxas de juros. Somente em agosto, segundo o Banco Central, os correntistas usaram R$ 20,4 bilhões do limite desse crédito pré-aprovado oferecido pelas instituições financeiras. No mês anterior o valor foi de R$ 20,948 bilhões. No mesmo período do ano passado, a concessão acumulada era um pouco menor: R$ 19,686 bilhões.
Em agosto deste ano, a taxa média cobrada pelo uso do cheque especial chegou a 161% ao ano, uma redução de 6,3 pontos percentuais em relação a julho. Mesmo assim, os juros estão entre os maiores nas modalidades de crédito. Para se ter uma ideia, a taxa cobrada pelo uso do crédito pessoal, o que inclui as operações consignadas em folha, ficou em 44,3% ao ano, em agosto. No site do BC é possível consultar as taxas de juros mensais por banco tanto de cheque especial, como de outras modalidades.
O motorista Luis Carlos Fernandes, apesar de considerar a taxa alta, usa o cheque especial geralmente a partir do dia 20 de cada mês, quando acaba o salário. “Uso quase todo mês, devido a facilidade. Já está disponível [o crédito], e quando a gente vai procurar o dinheiro fora, não tem a mesma comodidade”, disse.
O funcionário público Emanuel Cordeiro Cavalcante também enfrenta o mesmo problema, faltam recursos no fim do mês e aí não tem outra opção que não seja entrar no cheque especial. “É um bola de neve, depois que entra, para sair é difícil”, disse.
Para o economista Ayrton Fontes há, sim, uma saída para a situação de dívida no cheque especial. Segundo ele, uma opção mais acessível para quem é aposentando, pensionista ou funcionário público, é procurar o crédito consignado que oferece taxas mais baixas. Ou, então, usar o crédito direto ao consumidor, que também tem juros mais baixos do que o do cheque especial. “O consumidor deve procurar essas opções para pagar ou para não usar o cheque especial”, orienta. Segundo Fontes, o cheque especial só deve ser usado em caso de urgência, como de doença ou
falecimento de parentes, por exemplo, e por poucos dias.
Fonte: Agência Brasil
AG Estado:
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Banco do Brasil emite
bônus e capta US$ 1,5 bilhão
O Banco do Brasil aproveitou o apetite do investidor estrangeiro por títulos brasileiros e captou US$ 1,5 bilhão com a emissão de bônus perpétuos, que não têm data de vencimento preestabelecida. A operação vai permitir que a instituição federal reforce o patrimônio, o que poderá dar fôlego extra de até R$ 20 bilhões para novos empréstimos. A demanda pelos papéis surpreendeu e a operação, que originalmente era de US$ 500 milhões, foi triplicada diante da demanda, que atingiu US$ 13 bilhões.
O juro para o investidor será de 8,5% ao ano. Comemorada fortemente pela diretoria da instituição, a operação vai melhorar um dos pontos frágeis do banco federal: a capacidade de realizar novos empréstimos no médio prazo. Como a captação feita ontem usa papéis sem data de vencimento (o investidor, porém, pode resgatá-los a partir de outubro de 2020), o dinheiro obtido pode ser somado ao patrimônio do banco.
Essa transação foi autorizada em 2007 pelo Banco Central, mas não havia sido realizada desde então. O Bradesco, por exemplo, já emitiu papéis perpétuos, mas não usou o dinheiro para essa mesma finalidade. Analistas avaliam que, grosso modo, a operação deve aumentar a capacidade do Banco do Brasil de emprestar em até R$ 20 bilhões nas várias modalidades de crédito, como financiamento ao consumidor, segmento imobiliário e empréstimos pessoais.
A conta é pouco precisa porque o valor exato depende de vários indicadores, como o risco das operações do banco. O maior fôlego do BB no crédito ocorre porque vão crescer o patrimônio e o chamado índice de Basileia, que exige que bancos tenham no mínimo R$ 11 de patrimônio para cada R$ 100 emprestados. Quanto maior o capital, maior a capacidade de realizar novos créditos.
É nesse ponto que o Banco do Brasil tinha desvantagem na comparação com os concorrentes para avançar no mercado nos próximos anos. Segundo o vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do Banco do Brasil, Ivan de Souza Monteiro, o indicador de Basileia do banco estava até ontem em 14,1%, em trajetória de queda para o mínimo exigido de 11%. Agora, o número sobe para próximo de 15%, mais perto dos bancos privados nacionais. Segundo dados do Banco Central, Itaú e Bradesco operam com número perto de 17% e o Santander, antes do lançamento de ações, estava com situação bem mais confortável, com 25,3%. Em julho, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, admitiu que a instituição passou a ter "índices apertados após as aquisições da Nossa Caixa e do Votorantim".
Antes do negócio com o Votorantim, o número estava em 15,3%. Ivan de Souza Monteiro chamou a atenção ontem para a forte demanda pelos bônus do Banco do Brasil. Segundo ele, a intenção inicial era ofertar apenas US$ 500 milhões. Na apresentação aos investidores potenciais, porém, muitos se mostraram interessados e, apenas na Ásia, a demanda somou US$ 7,5 bilhões.

sábado, 17 de outubro de 2009

A reforma financeira internacional
Luiz Gonzaga Belluzzo
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O tema do momento é a reforma da arquitetura financeira internacional, ou coisa assemelhada. São cada vez mais frequentes os rumores sobre a possibilidade de abandono progressivo do dólar em favor de outras moedas no faturamento das transações internacionais e na denominação de contratos. O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Khan, propõe a transformação do FMI em um emprestador de última instância, uma espécie de banco central dos bancos centrais.
O futuro chegou ao passado. Keynes, o delegado da Inglaterra em Bretton Woods, propôs a Clearing Union, uma espécie de banco central dos bancos centrais. A Clearing Union emitiria uma moeda bancária, o bancor, destinada exclusivamente a liquidar posições entre os bancos centrais.
Os negócios privados seriam realizados nas moedas nacionais, que, por sua vez, estariam referidas ao bancor mediante um sistema de taxas de câmbio fixas, mas ajustáveis. Os déficits e superávits dos países corresponderiam a reduções ou aumentos das contas dos bancos centrais nacionais (em bancor) junto à Clearing Union. O plano apresentado por Keynes em Bretton Woods buscava uma distribuição mais equitativa do ajustamento dos desequilíbrios de balanço de pagamento entre deficitários e superavitários. Isto significava, na verdade - dentro das condicionalidades estabelecidas - facilitar o crédito aos países deficitários e penalizar os países superavitários. O propósito de Keynes era evitar os ajustamentos deflacionários e manter as economias na trajetória do pleno emprego. Ele imaginava, ademais, que o controle de capitais deveria ser "uma característica permanente da nova ordem econômica mundial".
Mas o espaço econômico internacional, na posteridade da Segunda Guerra Mundial, foi construído a partir do projeto de integração entre as economias nacionais proposto pelo Estado americano e pela hegemonia de sua moeda. A supremacia do dólar impulsionou a transnacionalização da grande empresa, a ampliação e a reorientação dos fluxos de comércio, ao promover o investimento "cruzado" nos mercados dos países industrializados e suscitar a redistribuição geográfica da produção manufatureira para a periferia.
A "metástase" da grande empresa ganhou força redobrada na década dos 90 e, a partir daí, concentrou o investimento industrial na China e na Ásia emergente.
A "competitividade" chinesa é crescente tanto nos mercados menos qualificados quanto, em ritmo acelerado, nos de tecnologia mais sofisticada. O país tornou-se grande receptor do investimento direto americano, europeu e japonês e, ao mesmo tempo, ganhou participação crescente no mercado de bens finais, peças e componentes dos Estados Unidos e Europa. A redistribuição espacial da indústria manufatureira ampliou os desequilíbrios nos balanços de pagamentos entre os EUA, a Ásia e a Europa, bem como favoreceu o avanço da chamada globalização financeira. Os EUA foram capazes de atrair capitais para cobrir os déficits em conta corrente e, assim, mantiveram taxas de juro baixas, dólar valorizado e importações baratas e calmaria inflacionária.
A ampliação dos déficits em conta corrente dos EUA teve como contrapartida a rápida acumulação de reservas nos países emergentes - nos manufatureiros e nos exportadores de commodities, aí incluídos os petroleiros. Utilizadas na compra de ativos americanos, as reservas dos "poupadores" ensejaram a espantosa expansão do crédito, fomentaram a inflação de ativos e estimularam o consumo das famílias.
A virtude da temperança incitou os destemperos da finança que levaram à crise. A crise financeira tem relações umbilicais com os déficits e superávits crônicos. Os partidários dos desajustes entre poupança e investimento repartem a responsabilidade pelos desequilíbrios globais entre dois vícios simétricos: os americanos poupam menos do que investem; os superavitários (sobretudo, os asiáticos - não só a China, mas também o Japão e outros menos votados) investem menos do que poupam. Os que acusam os superavitários de manipular a taxa de câmbio sublinham a importância das estratégias de crescimento dos parceiros emergentes, impulsionadas pela expansão das exportações, ancoradas nas moedas subvalorizadas. Conservadores ilustrados, como Martin Feldstein, propõem que a reforma contemple a redução do papel do dólar como moeda de reserva, sua substituição progressiva por um sistema plurimonetário.
Recomenda, para tanto, ressuscitar a proposta europeia da chamada "conta de substituição". Discutida na reunião do FMI em 1979, a proposta foi rejeitada por Paul Volker, que reafirmou o poder da moeda americana, ao impor ao mundo uma elevação sem precedentes da taxa de juro. Tal façanha unilateral está hoje fora do alcance dos EUA.
Fonte: Carta Capital
A greve no BNB
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Geraldo Galindo*
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Que a direção do BNB utilize instrumentos pouco decentes para encerrar a greve, como mandar gerentes às assembléias, podemos admitir que é uma prerrogativa deles, mas questionável. O pior não é isso. O grave são os colegas se submeterem a tamanho descalabro. Vá lá que se queira "mostrar serviço" aos superiores, mas se dirigir a uma assembléia com o único objetivo de encerrar uma greve legítima de trabalhadores não é louvável.
Um problema que temos na democracia dos trabalhadores é este. Quanto se delibera pela greve, uma parte formada por privilegiados da empresa não se submete e desacata solenemente uma decisão democrática. Quando o contrário, uma assembléia decide pelo fim da greve, todos voltam, mesmo quando são usados métodos condenáveis para o alcance de uma maioria forjada.
É estranho, mas legítimo, que companheiros que não estão na greve (ao contrário, estão trabalhando) decidam pelo fim da paralisação. No caso do BNB é mais lamentável ainda, porque temos uma greve fortíssima no seu 23º dia, e o objetivo do banco, respaldado pelos colegas citados, é justamente gerar um fato político que desmobilize as demais bases, o que não ocorreu. Desde muito que os funcionários do BNB fora de Fortaleza tomaram a decisão de não se basear nas posições vindas do Ceará durante a greve. Fosse assim, a nossa situação ruim seria pior.
Tudo bem que os funcionários queiram agradar os superiores, mas o que eles fizeram foi um gesto de traição aos colegas em luta pelo país afora. Os companheiros poderiam, simplesmente, não comparecer à assembléia ou nela se abster, mas votar contra um movimento que eles não ajudaram a construir, que visa a melhoria das relações de trabalho do conjunto do funcionalismo, é uma dura punhalada.
Em Salvador e na Bahia, o impacto da volta ao trabalho no Ceará foi nula, talvez até tenha fortalecido o movimento. A assembléia aceitar a proposta do banco chega a ser um deboche. São promessas, promessas, e nada mais.
Achei muito boa a carta da AFBNB dirigida ao Dest. Tenho dito nas reuniões que o fato de o banco alegar que não faz concessões por conta das negativas do Dest, é apenas uma versão dos fatos. Nós não temos certeza de que é mesmo o Dest que veta as reivindicações ou se o banco usa esse mecanismo para engabelar os funcionários.
No período de fascismo e corrupção da desastrosa gestão Byron de Queiroz a posição era sempre negar, negar. No atual momento, a chamada mesa permanente de negociação, é só enrolar e enrolar. Então, como não suportamos mais o que aqui na Bahia se chama de "conversa mole", o jeito é manter a greve.
Parabéns aos companheiros da AFBNB em Fortaleza, aos sindicatos da base do Ceará, que construíram em meio a adversidades, uma paralisação de fôlego, agora encerrada pela ação de pessoas com pouco espírito de solidariedade. E parabéns a todos os que continuam firmemente na greve. Não vamos abaixar a cabeça. Estamos ao lado dos bancários da Caixa e do Basa para, irmanados, arrancar das direções dos bancos um proposta defensável.
*Geraldo Galindo é diretor do Sindicato da Bahia e da AFBNB
Contribuinte pode usar Imposto
de Renda para quitar dívida
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Em uma semana de polêmica sobre a retenção pela Receita Federal da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física, para fazer frente à queda de arredação do governo federal, o Senado aprovou ontem uma proposta polêmica sobre a utilização do imposto.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, em caráter terminativo (sem necessidade de passar pelo plenário) a permissão para que o contribuinte do Imposto de Renda Pessoa Física use o saldo a restituir, apurado na Declaração Anual de Ajuste, para quitar eventuais débitos que tenha, originados de qualquer tributo administrado pela Receita Federal.
O líder do governo, senador Romero Jucá (PSDB-RR), disse que iria encaminhar favoravelmente à proposta (PLS 33/06), apesar de nota contrária ao projeto apresentada pela Secretaria da Receita Federal. Segundo o senador, a Receita tem preocupação de que o projeto possa permitir a concessão de benefício para um contribuinte que poderá cair na "malha fina".
O senador argumentar que isso não se verificará, pois a permissão somente poderá ser concedida após o processamento das informações relativas ao contribuinte pela Receita. Para ele, portanto, o projeto é meritório, pois permitirá que se faça um "ajuste de contas" com o contribuinte. O autor da proposta, senador César Borges (PR-BA), afirmou que o projeto buscar fazer justiça com o contribuinte.
Quanto àqueles que estão na malha fina, explicou o senador, eles terão que esperar o fim do processo para ter reconhecido o direito de restituição. "A demora em obter restituição causa, muitas vezes, graves prejuízos ao contribuinte, especialmente quando novas obrigações tributárias são constituídas e exigidas antes do ressarcimento. Poder extinguir esses novos débitos com o crédito de que dispõe perante o próprio fisco traria grande alívio para o contribuinte", argumentou o senador quando da apresentação do projeto.
O senador Antonio Carlos Junior (DEM-BA) também se manifestou favorável ao projeto, explicando que a restituição somente acontecerá após análise da Receita. Para o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) atende ao contribuinte, que antecipando recursos para a União enquanto têm dinheiro a receber do Fisco. Para que essa permissão se efetive, o projeto revoga dispositivo da Lei nº 9.430, de 1996, que veda expressamente essa hipótese.
O projeto, relatado favoravelmente pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), foi aprovado em caráter terminativo e segue para a Câmara dos Deputados (ABC Politiko)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sorrateiramente, Caixa busca o TST
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J. Tramontini*
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Mais um dia de greve na Caixa, o 22º. Mais um dia de truculência e desrespeito da diretoria da empresa e do governo para com os empregados.
Após a fracassada tentativa de fazer os gerentes irem às assembleias para derrotar a greve, a Caixa, presidida por uma funcionária de carreira e ex-dirigente sindical, toma mais uma medida fascista contra seus empregados: levar o movimento ao dissídio coletivo, na justiça do trabalho.Não é a primeira vez que isso ocorre na Caixa.
Em 2004, após 30 dias de greve, o impasse foi parar no judiciário. A resposta foi uma greve ainda mais forte em 2005. Em 2007, numa greve somente na Caixa, a empresa tentou a mesma manobra. A resposta dos empregados foi imediata, ampliação da greve, que paralisou cerca de 80% das atividades da empresa e conquistou a unificação da tabela de salários.
Agora novamente. Sorrateiramente a Caixa, empresa pública federal, tenta recorrer ao judiciário para solucionar um impasse que ela mesma criou, ao optar por não negociar com os empregados.É mais uma tentativa de arrefecer o movimento grevista, que entra em seu 23º dia nessa sexta-feira.
Ao invés de buscar uma solução para os graves problemas e as justas reivindicações dos bancários, a Caixa, obviamente com a anuência do governo federal, age de forma truculenta. Vai ao Tribunal Superior do Trabalho e ainda lança uma nota em tom de provocação, apelando para a responsabilidade dos empregados.Deveria a diretoria da Caixa e o governo federal ter responsabilidade para com clientes, usuários e empregados, negociando e chegando a uma solução para o impasse.
A diferença é que desde a Emenda Constitucional 45, de 2004, o dissídio somente existe se houver o "comum acordo" da empresa com as entidades sindicais.
Portanto, a única resposta possível, diante de mais essa provocação, é a ampliação e fortalecimento da greve
A greve continua, por salários decentes, elevação do piso salarial e isonomia entre novos e antigos.
J. Tramontini é dirigente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, dirigente da CTB Paraná e membro da Coordenação Nacional dos Bancários Classistas

Representantes dos Bancários assinam
acordo da PLR com o Banco do Brasil
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O acordo específico referente à PLR do Banco do Brasil, que tem o mesmo modelo do ano passado, foi assinado quinta-feira (15/10) pelos representantes dos bancários. O pagamento da PLR deverá ser depositado até a sexta-feira (16/10): 45% do salário paradigma, mais uma verba fixa de R$ 483, mais 4% do lucro líquido do semestre distribuídos linearmente, o que equivale a R$ 1.730,96.
Veja abaixo alguns exemplos do valor bruto de PLR que será recebido de acordo com o salário de cada função:
Escriturário - R$ 2.890,48
Caixa - R$ 3.189,34
Assistente B - R$ 3.492,61
Analista B - R$ 6.057,98
Gerente de Módulo (4689) - R$ 5.840,90
O que garante acordo bom
é a categoria mobilizada
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Em entrevista para o Portal da CTB José Souza, presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe diz que continuidade da greve se deu pelo não atendimento das reivindicações específicas
Foto: Jorge MonteiroA greve dos bancários em Sergipe continua por tempo indeterminado no Banco do Estado de Sergipe (Banese), na Caixa Econômica Federal e no Banco do Nordeste, mas acabou no Banco do Brasil e bancos privados. O percentual de reajuste reivindicado pela categoria é de 10%, mas só foi oferecido inicialmente 4,5% e depois 6%. “A continuidade da greve se deu pelo não atendimento das reivindicações específicas, que são feitas banco a banco. Não é possível discussão específica na mesa geral, da mesma forma que não é possível negociação geral em mesa específica”, explicou José Souza, presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe - SEEB/SE.
Os bancários do BB e dos bancos privados decidiram aceitar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 6% e aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para a categoria, e retornaram ao trabalho. Sendo que, na negociação específica do BB, os bancários receberam 3% a mais no salário base.
Na Caixa Econômica, continuam paradas 20 das 21 agências existentes no Estado; no Banco do Nordeste, continuam paralisadas as mesmas 14 agências do início da greve, no dia 24 de setembro. No Banese, das 15 agências que estavam paradas na última sexta-feira (9), apenas três estão de forma parcial.
Veja entrevista na íntegra de
José Souza ao Portal da CTB:
Portal – Qual a avaliação do Sindicato em relação ao retorno dos funcionários do Banco do Brasil e dos bancos privados?
José Souza - Podemos comparar uma greve como uma operação complexa. Tem que ser iniciada no momento certo e encerrada também no momento correto. Foi assim que se deu a volta ao trabalho no Banco do Brasil e nos privados. A greve nos privados tem um índice de adesão obstruído pela ação truculenta desses bancos, apesar deles todos realizarem campanhas de mídias maravilhosas. Falam de desenvolvimento sustentável. Tudo fogos de artifícios, enganação. No caso do Banco do Brasil foi diferente. O BB, que recém conquistou a liderança no mercado, ficou esperto. Cobriu a proposta da Fenaban e deu mais 3%, perfazendo um ganho real de 4,5%. Em resumo, considero que os bancários avaliaram o momento de certo de retornar e, o que é melhor, com uma vitória.
Portal – Por que a greve não acabou também Banese, Caixa Econômica e Banco do Nordeste?
JS - Os motivos da continuidade da greve nesses bancos são o não atendimento das reivindicações específicas, que são feitas banco a banco. Não é possível discussão específica na mesa geral, da mesma forma que não é possível negociação geral em mesa específica. Por exemplo: estamos discutindo a atualização dos Planos de Cargos e Salários dos bancos. Isso não possível ser feito na mesa da Fenaban.
Portal – Em qual banco está mais difícil a negociação?
JS - A negociação é difícil em todos os bancos. Há alguns em que a dificuldade é maior: o Bradesco, por exemplo. Este banco faz campanha de mídia que deixa as pessoas completamente extasiadas. Passam uma imagem de um mundo cor de rosa. Falam em desenvolvimento sustentável etc., mas tratam seus empregados e o movimento sindical com truculência. E tem ainda o Banese, que não faz a negociação com seriedade. Trata-se do banco estadual, cujo controle acionário é do Governo do Estado de Sergipe, porém, sua diretoria se comporta como se estivéssemos na década de 90. Em alguns momentos, a diretoria do Banese envereda por inverdades.
Portal – Existem avanços com relação às minutas específicas?
JS - Sim e não. No caso do Banco do Brasil, houve avanços. Já nos casos dos três bancos em greve (Banese, BNB e Caixa), não. Mas não houve avanços e, em razão desse fato, houve a manutenção da greve. Os motivos são vários. Uma coisa determinante dessa postura é a questão da taxa de lucro que é da natureza do capital. É aí que entra a ação do sindicato. Precisamos ter uma visão global.
Portal – Como o senhor avalia o movimento de greve deste ano?
JS - Como vitorioso. Veja que somos trabalhadores do ramo financeiro. O ramo mais poderoso da economia. Que ganha mais do que o ramo de energia e petróleo. Banqueiros ganham muito e pagam mal, e não têm responsabilidade social. A greve foi uma demonstração inequívoca de que quando os trabalhadores se organizam a vitória é certa. Só existe negociação exitosa com a categoria mobilizada. A greve só tem reforçado essa lição.
Portal – O que será discutido na assembléia que será realizada hoje?
JS - Discutiremos encaminhamentos de acordo com o que se apresentar. Se houver propostas boas, deliberaremos. Se chegar proposta ruim, não deliberaremos. O Sindicato, diferente das empresas, é transparente. Nossas decisões são abertas. As empresas combinam suas estratégias entre quatro paredes, às escondidas. O Sindicato é de vidro.
Portal – O senhor acha que poderá haver acordo?
JS - É da natureza do movimento sindical fazer acordo. Sindicato não pode ter preconceitos. Faz acordo com o patrão, por mais miserável e truculento que ele seja. Mas, repito, o que garante acordo bom é a categoria mobilizada. O resto é conversa fiada.
Com apoio de Edivânia Freire editora do Jornal Resistência
BASA:
Negociação hoje em Belém, às 16h
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Pressionada pela greve, a direção do BASA convocou agora há pouco representante dos bancários para a retomada das negociações, hoje, às 16h, em Belém.
Representando a categoria no Maranhão, participa da reunião hoje - 23º dia de paralisação nacional - o diretor Raimundo Costa.
Constranger é ilegal!
A direção do BASA tem adotado meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, divulgando mensagens alterando o horário normal de trabalho e instando os empregados a chegarem muito mais cedo ao Banco, de forma a não permitir o processo de convencimento e persuasão por parte das Entidades a adesão à greve. Isso se chama assédio moral! A denúncia está divulgada no informativo da AEBA.
O Sindicato dos Bancários do Maranhão repudia também a acintosa atitude de gerentes e coordenadores que ligam para os empregados comparecerem ao trabalho, mesmo estando o contrato de trabalho suspenso em virtude do movimento grevista. (SeebMA)
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HSBC
Na próxima terça-feira, dia 20, representantes dos bancários e a direção do HSBC estarão reunidos em São Paulo para discutir o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
No primeiro semestre de 2009, o lucro do HSBC foi de cerca de R$ 2,1 bilhões; mas em razão do provisionado para despesas que possam vir a ocorrer, esse montante caiu quase R$ 1,9 bilhão. Por isso, o lucro publicado de apenas R$ 249,761 milhões.
Ou seja, a 'redução' não tem nada a ver com os bancários e eles não podem ser os prejudicados na hora da divisão do bolo.
Comando Nacional orienta assembleias a recusarem
julgamento do dissídio pedido pela Caixa
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Fenae ratifica posição do Comando Nacional e afirma ser hora da unidade de todos os empregados da Caixa. Greve deve ser fortalecida em todo o país
A pedido da Caixa Econômica Federal, foi instaurado ontem o dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Mas, para que o referido dissídio venha a ser julgado, é necessária a concordância das entidades sindicais que se apresentam em mesa de negociação como representativas dos trabalhadores. Em reunião realizada na manhã desta sexta-feira, dia 16 de outubro, em Brasília, o Comando Nacional dos Bancários posicionou-se contra a realização de julgamento do dissídio e orientou as assembleias das bases sindicais de todo o país a desautorizarem as entidades sindicais a manifestarem concordância com tal procedimento no âmbito do tribunal.
A Contraf/CUT e o Comando Nacional dos Bancários repudiam a atitude da Caixa de recorrer à Justiça do Trabalho e reafirmam disposição de continuar buscando entendimento em mesa de negociação. Enquanto persistir o impasse, a orientação do Comando é para que as assembleias mantenham a greve e para que as entidades sindicais fortaleçam a mobilização por todo o país. O Comando Nacional e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) voltam a se reunir na segunda-feira, em São Paulo (SP), após a assinatura do acordo coletivo 2009/2010 com a Fenaban. A reunião definirá os próximos passos do movimento dos empregados da Caixa.
Fenae ratifica posição do Comando Nacional dos Bancários
Ao ratificar as posições do Comando Nacional dos Bancários, a Diretoria da Fenae também repudia o comportamento da Caixa de recorrer ao TST para acabar com a greve nacional dos bancários da empresa. Na avaliação da Fenae, essa decisão é incompreensível, assim como é inadmissível a postura que a direção da empresa vem tendo nesta campanha salarial. Não dá, portanto, para concordar com a recusa da Caixa em formalizar propostas específicas que atendam às reivindicações dos empregados, num retrocesso inexplicável.
Caixa recorre ao TST contra greve
e empregados preparam reação
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A Caixa Econômica Federal cumpriu a ameaça e ajuizou ontem um pedido de dissídio coletivo contra a greve dos empregados no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que segue forte nesta sexta-feira, dia 16 de outubro, em todos os 26 estados e no Distrito Federal, entrando em seu 23º dia. O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que neste momento estão reunidos na sede da Fenae, em Brasília (DF), repudiam a atitude autoritária da direção da empresa, que utiliza a Justiça do Trabalho na tentativa de desmobilizar os trabalhadores.
O objetivo dessa reunião é organizar a luta em defesa dos direitos dos empregados e pela livre negociação. A ida da Caixa ao TST representa um grande retrocesso na dinâmica de negociação e na relação da empresa com o movimento sindical bancário. O Comando Nacional dos Bancários avalia que a atitude da Caixa é típica de uma ditadura, pois a greve dos empregados é legítima e o impasse poderia ter sido resolvido na mesa de negociação, se o banco fosse menos intransigente.
Mas a Caixa preferiu apelar para a Justiça do Trabalho, ao invés de manter o diálogo. Com base nesse entendimento, o Comando Nacional deixa claro ter sido a Caixa a apostar no conflito, empurrando os trabalhadores para a greve. O movimento sindical sempre foi contrário à interferência da Justiça do Trabalho nas negociações coletivas, por acreditar que o processo de diálogo é o melhor caminho para resolver todos os conflitos.
É a seguinte a relação das assembleias que deliberaram ontem pela continuidade da greve nesta sexta-feira, dia 16 de outubro: Acre, ABC Paulista (SP), Alagoas, Amapá, Amazonas, Andradina (SP), Assis (SP), Atibaia (SP), Bauru (SP), Belo Horizonte (MG), Blumenau (SC), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Campina Grande (PB), Campo Mourão (PR), Campos Goytacazes (RJ), Carir (CE), Catanduva (SP), Chapecó (SC), Concórdia (SC), Cornélio Procópio (PR), Corumbá (MS), Curitiba (PR), Divinópolis (MG), Dourados (MS), Espírito Santo, Feira de Santana (BA), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Goiás, Guaratinguetá (SP),
E mais: Irecê (BA), Itaperuna (RJ), Jacobina (BA), Juiz de Fora (MG), Lins (SP), Litoral Norte (RS), Londrina (RS), Maranhão, Marília (SP), Mato Grosso, Mogi das Cruzes (SP), Naviraí (MS), Niterói (RJ), Nova Friburgo (RJ), Novo Hamburgo (RS), Pará, Paranavaí (RS), Pelotas (RS), Pernambuco, Petrópolis (RJ), Piauí, Ponta Porá (MS), Porto Alegre (RS), Presidente Prudente (SP), Presidente Wesceslau (SP), Rio Claro (RS), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Maria (RS), Santos (SP), Salvador (BA), São Carlos (SP), São José dos Campos (SP), São José do Rio Preto (SP), São Paulo (SP), Sergipe, Sorocaba (SP), Taubaté (SP), Tocantins, Três Rios (RJ), Tupã (SP), Uberaba (MG), Vale do Ribeira (SP), Votuporanga (SP) e Vitória da Conquista (BA).
Juro ao consumidor cai para menor
nível desde 1995, aponta Anefac
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da Folha Online
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As taxas de juros ao consumidor caíram em setembro para o menor nível já registrado (7,01% ao mês, em média) pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), que iniciou sua pesquisa em 1995.
A entidade verificou que nos últimos oito meses os juros praticados no mercado caíram de forma consecutiva, mesmo com o fato de que o Banco Central não mexeu na taxa Selic (8,75% ao ano), que serve de referência para bancos e financeiras em suas operações.
"Estas reduções podem ser atribuídas à melhora no cenário econômico e maior competição no sistema financeiro", avalia Miguel José Ribeiro de Oliveira, coordenador da pesquisa da Anefac.
O levantamento da associação aponta uma taxa de juros média de 7,01% para a pessoa física em setembro, ante 7,08% em agosto e 7,46% em setembro de 2008. Apesar das quedas recentes, tomar empréstimos a essa taxa ainda significa ver a dívida mais que dobrar (125,47%) ao final de um ano.
Os juros praticados no cartão de crédito (10,68% ao mês) continuam no topo da lista das taxas mais caras e não se alteraram desde fevereiro de 2009. Nas financeiras, que oferecem o segundo juro mais alto (pelo levantamento da Anefac), a taxa média recuou de 10,62% ao mês para 10,48%.
E nas linhas de cheque especial, a taxa de juros cedeu de 7,38% para 7,34% enquanto os juros do empréstimo pessoal nos bancos passou de 5,15% para 5,02%.
Pessoa jurídica
A Anefac também detectou um decréscimo nas taxas de juros oferecidas para as empresas. O juro médio dos empréstimos para pessoa jurídica caiu para 3,89% ao mês em setembro, ante 3,98% em agosto e 4,36% em setembro de 2008. Anualizada, essa taxa representa um juro de 58,08%.
No topo da lista de taxas mais caras, o juro médio da conta garantida (o "cheque especial" da pessoa jurídica) passou de 5,38% ao mês para 5,24%. Já o custo do capital de giro passou de 3,56% ao mês para 3,49%, enquanto o juro praticado nas linhas para desconto de duplicatas passou de 3,45% ao mês para 3,39%.
Perspectiva
"A pesquisa deste mês demonstra o retorno das condições de crédito anteriores à crise em setembro de 2008, tanto no alongamento dos prazos dos financiamentos bem como na redução dos juros das operações de crédito", afirma a entidade.
Para o futuro, a perspectiva é de que a queda continue --a Anefac lista três motivos: o pior da crise já passou, a Selic continuará a cair, menor risco de inadimplência.
"Deveremos inclusive ter períodos em que a Selic vai ficar inalterada e as taxas de juros das operações de crédito vão ser reduzidas", indica a entidade.
AG Estado: Banco do Brasil emite
bônus e capta US$ 1,5 bilhão
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O Banco do Brasil aproveitou o apetite do investidor estrangeiro por títulos brasileiros e captou US$ 1,5 bilhão com a emissão de bônus perpétuos, que não têm data de vencimento preestabelecida. A operação vai permitir que a instituição federal reforce o patrimônio, o que poderá dar fôlego extra de até R$ 20 bilhões para novos empréstimos. A demanda pelos papéis surpreendeu e a operação, que originalmente era de US$ 500 milhões, foi triplicada diante da demanda, que atingiu US$ 13 bilhões. O juro para o investidor será de 8,5% ao ano. Comemorada fortemente pela diretoria da instituição, a operação vai melhorar um dos pontos frágeis do banco federal: a capacidade de realizar novos empréstimos no médio prazo. Como a captação feita ontem usa papéis sem data de vencimento (o investidor, porém, pode resgatá-los a partir de outubro de 2020), o dinheiro obtido pode ser somado ao patrimônio do banco.
Essa transação foi autorizada em 2007 pelo Banco Central, mas não havia sido realizada desde então. O Bradesco, por exemplo, já emitiu papéis perpétuos, mas não usou o dinheiro para essa mesma finalidade. Analistas avaliam que, grosso modo, a operação deve aumentar a capacidade do Banco do Brasil de emprestar em até R$ 20 bilhões nas várias modalidades de crédito, como financiamento ao consumidor, segmento imobiliário e empréstimos pessoais.
A conta é pouco precisa porque o valor exato depende de vários indicadores, como o risco das operações do banco. O maior fôlego do BB no crédito ocorre porque vão crescer o patrimônio e o chamado índice de Basileia, que exige que bancos tenham no mínimo R$ 11 de patrimônio para cada R$ 100 emprestados. Quanto maior o capital, maior a capacidade de realizar novos créditos.
É nesse ponto que o Banco do Brasil tinha desvantagem na comparação com os concorrentes para avançar no mercado nos próximos anos. Segundo o vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do Banco do Brasil, Ivan de Souza Monteiro, o indicador de Basileia do banco estava até ontem em 14,1%, em trajetória de queda para o mínimo exigido de 11%. Agora, o número sobe para próximo de 15%, mais perto dos bancos privados nacionais. Segundo dados do Banco Central, Itaú e Bradesco operam com número perto de 17% e o Santander, antes do lançamento de ações, estava com situação bem mais confortável, com 25,3%. Em julho, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, admitiu que a instituição passou a ter "índices apertados após as aquisições da Nossa Caixa e do Votorantim".
Antes do negócio com o Votorantim, o número estava em 15,3%. Ivan de Souza Monteiro chamou a atenção ontem para a forte demanda pelos bônus do Banco do Brasil. Segundo ele, a intenção inicial era ofertar apenas US$ 500 milhões. Na apresentação aos investidores potenciais, porém, muitos se mostraram interessados e, apenas na Ásia, a demanda somou US$ 7,5 bilhões.
AG Estado: Banco do Brasil emite
bônus e capta US$ 1,5 bilhão
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O Banco do Brasil aproveitou o apetite do investidor estrangeiro por títulos brasileiros e captou US$ 1,5 bilhão com a emissão de bônus perpétuos, que não têm data de vencimento preestabelecida. A operação vai permitir que a instituição federal reforce o patrimônio, o que poderá dar fôlego extra de até R$ 20 bilhões para novos empréstimos. A demanda pelos papéis surpreendeu e a operação, que originalmente era de US$ 500 milhões, foi triplicada diante da demanda, que atingiu US$ 13 bilhões. O juro para o investidor será de 8,5% ao ano. Comemorada fortemente pela diretoria da instituição, a operação vai melhorar um dos pontos frágeis do banco federal: a capacidade de realizar novos empréstimos no médio prazo. Como a captação feita ontem usa papéis sem data de vencimento (o investidor, porém, pode resgatá-los a partir de outubro de 2020), o dinheiro obtido pode ser somado ao patrimônio do banco.
Essa transação foi autorizada em 2007 pelo Banco Central, mas não havia sido realizada desde então. O Bradesco, por exemplo, já emitiu papéis perpétuos, mas não usou o dinheiro para essa mesma finalidade. Analistas avaliam que, grosso modo, a operação deve aumentar a capacidade do Banco do Brasil de emprestar em até R$ 20 bilhões nas várias modalidades de crédito, como financiamento ao consumidor, segmento imobiliário e empréstimos pessoais.
A conta é pouco precisa porque o valor exato depende de vários indicadores, como o risco das operações do banco. O maior fôlego do BB no crédito ocorre porque vão crescer o patrimônio e o chamado índice de Basileia, que exige que bancos tenham no mínimo R$ 11 de patrimônio para cada R$ 100 emprestados. Quanto maior o capital, maior a capacidade de realizar novos créditos.
É nesse ponto que o Banco do Brasil tinha desvantagem na comparação com os concorrentes para avançar no mercado nos próximos anos. Segundo o vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do Banco do Brasil, Ivan de Souza Monteiro, o indicador de Basileia do banco estava até ontem em 14,1%, em trajetória de queda para o mínimo exigido de 11%. Agora, o número sobe para próximo de 15%, mais perto dos bancos privados nacionais. Segundo dados do Banco Central, Itaú e Bradesco operam com número perto de 17% e o Santander, antes do lançamento de ações, estava com situação bem mais confortável, com 25,3%. Em julho, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, admitiu que a instituição passou a ter "índices apertados após as aquisições da Nossa Caixa e do Votorantim".
Antes do negócio com o Votorantim, o número estava em 15,3%. Ivan de Souza Monteiro chamou a atenção ontem para a forte demanda pelos bônus do Banco do Brasil. Segundo ele, a intenção inicial era ofertar apenas US$ 500 milhões. Na apresentação aos investidores potenciais, porém, muitos se mostraram interessados e, apenas na Ásia, a demanda somou US$ 7,5 bilhões.
PASSANDO O SAL...
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Bancos estão cobrando tarifa proibida
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Os bancos não têm mais o direito de cobrar a tarifa de
renovação de cadastro, que podia chegar a até R$ 100 por ano.
A taxa foi questionada em várias ações na justiça.

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VEJA ESSA TAMBÉM

Bancos podem ter taxas mais

caras para quem entra na fila



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

BNB NÃO AVANÇA E GREVE CONTINUA
Comissão Nacional orienta por continuidade da greve
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Em reunião hoje (15), pela manhã na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB-CE), em Fortaleza, a Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB) deliberou pela continuidade da greve em todos os estados que fazem parte da área de atuação do BNB, em que pese a escolha da base do Ceará, ontem, pelo fim da greve.
A CNFBNB considera que o movimento está bastante forte nos outros estados, conforme avaliação de todos os presentes à reunião. A Comissão entende que a decisão da base do Ceará não pode ser parâmetro para o movimento paredista no Banco do Nordeste, tendo em vista a manobra política claramente percebida ontem, quando diversos superintendentes e gestores do BNB estiveram presentes à assembléia com a única finalidade de encerrar a greve.
Esta atitude desesperada da direção do Banco demonstra a preocupação e os prejuízos que a greve está causando dentro da instituição.
O movimento grevista está, sim, incomodando a direção do Banco do Nordeste. Portanto, a Comissão Nacional orienta a continuidade e o fortalecimento da greve enquanto o Banco não apresentar uma proposta digna e condizente com a força do movimento. Conclamamos os funcionários a participarem das assembléias em seus estados, rejeitando essa proposta insuficiente e, por conseqüência, mantendo a paralisação.
COMUNICADO FLEX
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Comunicado do BASA serve de álcool e
gasolina para apagar o incêndio da greve
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Não bastava a diretoria do Banco da Amazônia pagar a si mesma altos valores de PLR em plena campanha salarial, sem aceitar debater AGORA regras justas de distribuição para o funcionalismo que entra nesta quinta, dia 15 de outubro, no 22º dia em greve!
Não bastava a diretoria do Banco da Amazônia contratar ene consultorias para o sistema de tecnologia que só aumentam a despesa do banco sem trazer qualquer benefício para a sociedade e para o funcionalismo!

Não bastava a diretoria do Banco da Amazônia não pagar as horas extras devidas aos colegas de agências do interior de todos os Estados, que estão extrapolando jornada todos os dias!
Não bastava a diretoria do Banco da Amazônia se negar a isentar tarifas ao funcionalismo (aliás, o único que ainda paga tarifas em todo o sistema financeiro)!
Não bastava a diretoria do Banco da Amazônia estimular claramente o assédio moral, através de gerentes e coordenadores que ficam ligando, pressionando e até ameaçando os grevistas!
Não bastava a diretoria do Banco da Amazônia se fechar em copas para a negociação com boa fé, efetiva e que demonstre respeito para que constroi o lucro do banco, isto é, os empregados!
Não bastava a diretoria do Banco da Amazônia ser o único banco federal que não converte os abonos dos novos empregados, quando todos os bancos federais já praticam essa medida!
Pois como se não bastasse nada disso, hoje a diretoria do Banco da Amazônia soltou um gracioso comunicado ao funcionalismo, tentando criar pânico e desrespeitando o direito justo e legítimo da categoria de fazer greve, já que o Banco não aceita negociar e nem adianta de que maneira pretende distribuir a PLR para o funcionalismo!
O comunicado - que ainda tinha um título surrealista -"repondo a verdade dos fatos", chegou no correio eletrônico de cada empregado logo após o "enterro" de Abdias Jr, presidente do banco, fato amplamente divulgado pela tevês, pelos blogues e que já está com muitos acessos no you tube.
O Comunicado só serviu como gasolina para apagar o incêndio da greve. E se revelou um tremendo palpite infeliz da diretoria do Banco da Amazônia. Infeliz, despropositado e inconveniente. Tanto quanto o pagamento da PLR para a diretoria em plena campanha salarial.
É claro que um comunicado desses, tinha que merecer resposta das entidades que representam o funcionalismo bem em cima do lance. (do Blog da Arte Bancária Pará)
Sem avanço na proposta da Caixa,
bancários decidem manter a greve
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A esmagadora maioria dos bancários da Caixa Econômica Federal decidiu em assembleias realizadas pelos sindicatos nesta quarta-feira, 14, manter a greve nacional que entra em seu 22º dia nesta quinta.Deliberaram pela manutenção da paralisação os empregados das bases de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Ceará, Pernambuco, Bahia, Piauí, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Pará e Amapá, segundo informações recebidas pela Contraf-CUT até as 20h45.
A proposta do banco foi aceita e a greve encerrada em algumas bases no interior de São Paulo e do Paraná, como Bragança Paulista, Guarulhos, Jundiaí, Guarapuava, Toledo e Umuarama.
"Precisamos manter a força da greve em todo o país para conseguirmos arrancar do banco uma proposta melhor, que contemple a contratação de mais trabalhadores e a valorização salarial, que poderia ser feita por meio de concessão de Delta", defende Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE Caixa), que assessora o Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o banco.
O representante ressalta que representantes do Comando Nacional, da direção da Contraf-CUT e da CEE Caixa estão de plantão em Brasília, aguardando comunicação do banco para uma nova rodada de negociação. Além disso, os dirigentes sindicais estão buscando apoio de parlamentares e realizando discussões com os órgãos controladores das empresas públicas, a fim de buscar uma saída para o impasse nas negociações com a Caixa.
BNB DE VOLTA AO TRABALHO
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COMUNICADO
DA
CNF BNB
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Com apenas 2 votos de diferença (84 a 82) os bancários do Ceará aceitaram ontem a proposta oferecida pelo BNB e deliberaram pelo fim da greve.
A CNFBNB e a direção do SEEB/CE defenderam a continuidade da greve e a rejeição da proposta. A pequeníssima margem de diferença contra a greve somente reforça a leitura do Sindicato de que a greve no BNB foi forte e exemplar, apontando para a direção do BNB a necessidade de refletir melhor sobre o tratamento que deve ser dispensado aos seus funcionários.
A CNFBNB divulgará hoje o resultado das assembléias nos demais estados.
INFORMAMOS QUE A REUNIÃO COM O BANCO AS 15H NO DIA 15/10 ESTA MANTIDA. CONTAMOS COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS
Coordenação da CNFBNB/Contraf-Cut
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PARCEIRA DA SÁUDE
Fenae inaugura em Brasília nesta quinta-feira
a PAR Saúde, a nova corretora em planos de saúde
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Nova empresa ficará sob gestão da FPC Participações Corporativas
e terá como foco o mercado de planos de saúde coletivos empresariais
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O diretor-presidente da Fenae, Pedro Eugenio Leite, inaugura nesta quinta-feira, dia 15 de outubro, às 18h30, em Brasília, a empresa PAR Saúde, criada para aliar a experiência de seus sócios em planos de saúde à capilaridade e expertise da Fenae Corretora.
A nova empresa ficará sob gestão da FPC Participações Corporativas, holding do Grupo Fenae, e ingressará no mercado por meio da parceria de uma das maiores corretoras de seguro do país com empresas especializadas em saúde.
O foco da PAR Saúde será o mercado de planos de saúde coletivos empresariais, com atuação na área de prestação de serviços em todo o processo. Isso envolverá a venda, administração e gestão de planos de saúde, com diagnóstico e análise consultiva, técnica, operacional e de risco de carteira.
Com uma equipe capacitada, distribuída nas áreas executiva, administrativa, comercial e operacional, a PAR Saúde terá filiais espalhadas por todo o país e buscará priorizar o atendimento aos segmentos de micro e pequenas empresas, middle market e grandes contas.
A PAR Saúde foi estruturada para oferecer um portfólio de produtos e serviços baseado nas necessidades de cada cliente, utilizando para isso ferramentas com tecnologia de ponta.
Esse know-how permitirá o monitoramento do processo pelo cliente, com facilidade de acesso para os usuários.
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Bancários discutem transporte
de valores com o MPT
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A transferência de valores para as agências sempre provoca medo entre os clientes e bancários sob o risco da violência dos assaltantes.
O Ministério Público do Transporte acolheu pedido da CNTV (Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes) e discutiu, na última terça-feira, o transporte de valores. No ano passado, mais de 14 milhões de transações foram feitas no país.
No debate, a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) alegou que há um numero pequeno de incidentes. No entanto, a CNTV mostrou que em diversas agências do país, os relatos envolvem morte, feridos e pessoas traumatizadas. Ladrões ameaçam vigilantes, bancários e cidadãos no embarque e transporte de valores.
Além disso, há relatos absurdos, constantemente denunciados pelo movimento sindical, de bancários participando da atividade, na falta de funcionários especializados.
O encontro contou ainda com a presença do Coletivo Nacional de Segurança, representante do Banco do Brasil, Bradesco e Caixa. A reunião foi presidida pelo procurador-geral do trabalho, Otávio Brito Lopes, que marcou uma nova reunião a respeito do tema no dia 9 de novembro, ás 14h.
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BANCARIOS BAHIA
BNB marca negociação
para esta quinta-feira
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A Comissão Nacional dos Funcionários e a Superintendência de Desenvolvimento Humano do BNB se reúnem, em Fortaleza (CE), às 15h, para mais uma rodada de negociação sobre a pauta específica dos funcionários.
Antes do encontro, pela manhã, os membros da Comissão realizam uma reunião, na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará, para fazer a avaliação do movimento e a preparação para a mesa de negociação específica.
A Comissão Nacional dos Funcionários orienta a continuidade do movimento grevista, como em todos os outros estados.
Caixa apresenta nova proposta de PLR.
Comando orienta manutenção da greve
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Aconteceu ontem, terça-feira, 13, nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal. A empresa apresentou uma regra própria para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que seria paga alternativamente à regra da Fenaban, além de manter as mesmas cláusulas propostas na última reunião, realizada no último dia 8.A proposta de PLR da Caixa prevê a distribuição de valores fixos por Grupos de Cargos, definidos "de acordo com a complexidade das atribuições", variando de R$ 4 mil a R$ 10 mil. Cada bancário receberia essa regra própria da Caixa ou a regra da Fenaban, o que for maior. Além disso, a proposta prevê a antecipação até o dia 3 de novembro de 2009 de 100% do valor aplicando a regra básica da Fenaban. A segunda parte seria paga em março de 2010.
Número de famintos no mundo
passa de 1 bilhão em 2009, diz ONU
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Uma combinação da crise alimentar e da desaceleração econômica global fez com que mais de 1 bilhão de pessoas passasse fome em 2009, informaram agências da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira, confirmando a perspectiva pessimista divulgada neste ano.
A Organização para a Agricultura e Alimentos (FAO) e o Programa Mundial para a Alimentação (WFP) disseram que 1,02 bilhão de pessoas, cerca de 100 milhões a mais do que no ano passado, estão subnutridas em 2009, maior número em décadas.
- A alta no número de pessoas famintas é intolerável - disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, durante a divulgação do relatório anual sobre a fome no mundo.
- Temos os meios econômicos e técnicos para fazer a fome desaparecer, o que está faltando é uma vontade política mais forte para erradicar a fome para sempre - disse.
O aumento no número de famintos não é resultado de problemas na produção agrícola, mas sim dos altos preços dos alimentos, particularmente em países em desenvolvimento, menor renda e perda de empregos.
Mesmo antes da recente crise alimentar e da recessão econômica, o número de desnutridos cresceu constantemente por uma década, revertendo o progresso obtido na década de 80 e no início da década de 90.
No ano passado, o WFP elevou para 5 bilhões de dólares o montante necessário para alimentar os pobres, num momento em que os preços dos alimentos entre 2006 e 2008 geraram protestos violentos em alguns países.
Até o momento, neste ano, a entidade recebeu 2,9 bilhões de dólares e reduziu a ração de alimentos e suas operações em lugares como Quênia e Bangladesh. (Reuters)
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Comando Nacional assina acordo da PLR
com o Banco do Brasil nesta quinta-feira
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O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil assinam nesta quinta-feira 15 em Brasília, às 15h, o acordo específico referente à PLR, que tem o mesmo modelo da distribuição do ano passado.
O pagamento da primeira parcela da PLR deverá ser depositado até a sexta-feira 17: 45% do salário paradigma, mais uma verba fixa de R$ 483, mais 4% do lucro líquido do semestre distribuídos linearmente, o que equivale a R$ 1.730,96.
"O modelo de PLR que negociamos com o Banco do Brasil é o que o movimento sindical tem defendido por considerá-lo mais justo, uma vez que inclui a distribuição linear de uma parte dos lucros. Esse mesmo modelo foi adotado nessa campanha salarial na proposta da Fenaban para a Convenção Coletiva da categoria", afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.
Veja abaixo alguns exemplos do valor bruto de PLR que será recebido no
primeiro semestre deste ano de acordo com o salário de cada função:
Escriturário - R$ 2.890,48
Caixa - R$ 3.189,34
Assistente B - R$ 3.492,61
Analista B - R$ 6.057,98
Gerente de Módulo (4689) - R$ 5.840,90
Tesouro vai injetar
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R$ 6 bilhões na Caixa
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Objetivo de capitalização é garantir oferta de crédito do banco; recursos virão por meio de empréstimo de longo prazo Operação não terá impacto fiscal, pois, como se trata de empréstimo, dinheiro será contabilizado como recursos que Tesouro tem a receber.
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Depois de repassar recursos para garantir empréstimos do BNDES, o Tesouro Nacional vai dar uma nova ajuda à Caixa Econômica Federal, que receberá R$ 6 bilhões para garantir a oferta de crédito da instituição num momento de retomada do crescimento econômico. A transferência de recursos será feita via medida provisória.
"É uma capitalização da Caixa. A inadimplência está caindo fortemente, e a demanda de crédito, subindo, principalmente puxada pelo Minha Casa, Minha Vida", disse o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), líder do governo no Senado. Ele não deu detalhes sobre como será feito o aporte de recursos. O Palácio do Planalto não confirmou a informação.
A Folha apurou que, com a arrecadação em queda e sem dinheiro em caixa, a opção do governo para garantir recursos à Caixa foi um contrato de empréstimo de longo prazo com o Tesouro. É como se o acionista principal fizesse um financiamento com prazo de pagamento superior a 30 anos e possibilidade de renovação infinita.
Na prática, essa solução resolve dois problemas. Pelas regras do BC, a Caixa pode considerar a operação como parte de seu capital e, portanto, incluir esses recursos no cálculo de seus limites de empréstimo. Por outro lado, evita impacto fiscal para o caixa do governo federal. Como se trata formalmente de um empréstimo, os R$ 6 bilhões serão contabilizados como recursos que o Tesouro tem a receber da Caixa. Esse tipo de operação não é novidade.
Já foi feito quando o Banco do Brasil também precisou de reforço para aumentar seu volume de empréstimos. Para garantir novos financiamentos, o Banco do Brasil pegou ontem um empréstimos externo de US$ 1,5 bilhão (leia texto ao lado). Neste ano, o BNDES recebeu um reforço de R$ 100 bilhões do Tesouro Nacional para poder manter o ritmo dos seus empréstimos. Terceiro socorro Será o terceiro socorro do governo à Caixa nos últimos quatro anos.
Em outubro de 2005, o Banco Central autorizou o banco estatal a transformar em uma espécie de capital parte da dívida que a instituição tinha no FGTS. Na época, a operação deu ao banco mais R$ 3,4 bilhões para reforçar o capital, o que permitiu elevar a capacidade de empréstimo. No início de 2007, o Tesouro concedeu diretamente um empréstimo de R$ 5,2 bilhões. Por se tratar de uma dívida de longo prazo, sem data para vencimento final, o dinheiro é considerado parte do capital do banco, elevando o fôlego da Caixa para conceder mais crédito. Segundo a Folha apurou, o empréstimo que será formalizado hoje era a saída considerada mais viável nas últimas discussões da equipe econômica sobre nova capitalização da Caixa. A alternativa de um aporte direto de recursos no banco teria impacto no resultado fiscal do setor público, contribuindo para reduzir o superavit primário (economia para pagar juros da dívida).
A proposta do governo não era fazer um aporte de uma única vez, mas liberar os recursos aos poucos, de acordo com a necessidade de recursos da Caixa. Segundo dados do seu último balanço, o banco ainda tinha espaço para fazer novos empréstimos. Pelas regras do BC, para cada R$ 100 emprestados aos clientes, o banco precisa ter R$ 11 de capital.
A Caixa tinha R$ 18, no final de junho. O problema é que, com as operações junto a pessoas físicas e a obras dos programas oficiais como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o Minha Casa, Minha Vida, esse limite tem se estreitado e, sem um novo reforço de capital, o banco pode viver a situação inusitada de ter dinheiro em caixa, mas não poder emprestá-lo. O aumento na liberação de crédito por parte dos bancos públicos federais foi uma das medidas adotadas pelo governo para enfrentar a crise.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PEC da reforma tributária encontra resistências na Câmara.
Líder do PPS, Fernando Coruja, critica.

Após reunião, greve dos bancários

da Caixa segue no 21º dia

O encontro entre a Comissão Nacional da Greve e a direção da Caixa Econômica Federal terminou mais uma vez sem avanços na terça-feira (13).

Depois de três horas de negociação, os representes do banco se recusaram a melhorar a proposta apresentada na última reunião.

De acordo com Carlos Cordeiro, presidente da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a direção da Caixa se nega a estipular metas de contratação de pessoal e melhorias de condições de trabalho.

Reportagem de Rodrigo Rodrigues, Jornal Brasil Atual

BNB
CONVOCAÇÃO
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A Comissão Nacional dos Funcionários do BNB convoca todos os seus membros e colaboradores para reunião de analise do quadro de greve e outros assuntos a serem deliberados.
A reunião se dará às 09h do dia 15/10, quinta-feira ,na sede do SEEB-CE.
logo após a reunião com os membros da CNFBNB haverá um grande ato ao meio dia no Passaré com a presença de todos os diretores das entidades, banda de música, som, faixas e tudo mais.
Pedimos a máxima divulgação desta nota para que esse ato seja de grande repercussão Nacional.
Atenciosamente,
Tomaz de Aquino
Coordenador da CNFBNB.