segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dia do Bancário é marcado por
manifestações e festas
em todo o país
O Dia do Bancário foi comemorado na última sexta-
feira, 28, com manifestações e festas em todo o país.
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Os sindicatos foram às ruas para celebrar a data e mobilizar os trabalhadores para a Campanha Nacional dos Bancários 2009, como no Rio de Janeiro (foto).
Em São Paulo, os bancários se uniram à passeata que comemorou os 26 anos da Central Única dos Trabalhadores. Em Belo Horizonte, os bancários comemoraram com apresentações de esquetes teatrais em agências do centro da cidade e realização de ato público na Praça Sete.
Os bancários de Porto Alegre aproveitaram a data para abrir as mobilizações da Campanha Nacional 2009. A atividade aconteceu em frente ao Santander Cultural, no centro da cidade. Em Curitiba, a comemoração se concentrou no HSBC Vila Hauer.
Em Salvador, um café da manhã no Bradesco do Comércio marcou a data com música e muita irreverência. Em Belém, os bancários realizaram uma passeata na Avenida Nazaré, um dos principais corredores financeiros da capital paraense. Os bancários de Cuiabá percorreram as agências do centro da cidade e realizaram ato com distribuição de bolo à população em frente a agência do Real/Santander na Praça Alencastro.
Também aconteceram mobilizações em Rio de Janeiro (foto acima), João Pessoa, Florianópolis, Niterói, Campos (RJ) e Juiz de Fora (MG), entre outros locais.
"Os bancários estão de parabéns por mais esse dia de mobilização que mostra a força da categoria nessa campanha salarial", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "Precisamos manter e aumentar essa energia para que possamos construir uma campanha vitoriosa e com muitas conquistas", acrescenta. Fonte: Contraf-CUT
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Bancos privados perdem espaço
no financiamento imobiliário
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Os bancos privados perderam espaço no cobiçado mercado de crédito imobiliário.
Puxado pelo forte desempenho da Caixa Econômica Federal, o saldo da carteira das instituições públicas cresceu 24,2% no ano até julho, atingindo estoque de R$ 56,1 bilhões em operações para pessoas físicas. Enquanto isso, os privados nacionais registraram elevação de 12,5% no mesmo período, chegando a R$ 11,6 bilhões.
A crise foi determinante para esse movimento. Os públicos seguem diretriz do governo federal para fomentar a economia por meio da concessão de crédito e o setor imobiliário é estratégico para gerar crescimento.
Em meados de agosto, a Caixa atingiu a marca de R$ 23 bilhões em concessão de novos negócios no ano, superando o total liberado em 2008.
Com isso, sua participação de mercado pulou de 68%, no ano passado, para 72% agora em junho.Além disso, o Banco do Brasil passou a operar com recursos da poupança, antes exclusividade da Caixa e dos estaduais, como Nossa Caixa e Banrisul.
A carteira já é de R$ 350 milhões.Já os estrangeiros, que antes da crise apresentavam as maiores taxas de expansão, ficaram no meio termo, com avanço de 18,4% nos empréstimos para a compra da casa própria entre janeiro e julho. Com isso, a carteira chegou a R$ 9,25 bilhões e se aproxima do estoque dos nacionais. (Valor)
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Um ano depois, Brasil passa no teste
e sai da crise maior do que entrou
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O Brasil saiu da turbulência global maior do que entrou.
Às vésperas do mês em que se completa um ano da crise iniciada com a concordata do Lehman Brothers, em 15 de setembro, o otimismo com o País tornou-se consensual.
"O fato de que o Brasil passou tão bem pela crise tinha mesmo de instilar confiança", diz Kenneth Rogoff, da Universidade Harvard, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para Jim O'Neill, do Goldman Sachs, e criador da expressão Bric (o grupo de grandes países emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China), "o Brasil passou por essa crise extremamente bem, e pode crescer a um ritmo de 5% nos próximos anos".
O crescimento de importância do Brasil e de outras economias emergentes é uma das características do novo mundo surgido com a crise econômica. Para comentar essa e várias outras mudanças, o Estado ouviu oito grandes economistas estrangeiros e brasileiros:
Rogoff; O'Neill; Barry Einchengreen, da Universidade de Berkeley; José Alexandre Scheinkman, de Princeton; Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central (BC) e sócio gestor do Gávea Investimentos; Edmar Bacha, consultor sênior do Itaú BBA e codiretor do Instituto de Estudo de Políticas Econômicas - Casa das Garças (Iepe/CdG); Affonso Celso Pastore, consultor e ex-presidente do BC; e Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco.
Pastore observa que a recessão no Brasil foi curta, de apenas dois trimestres, comparada a quatro em países como Estados Unidos, Alemanha e França. Goldfajn nota que há os países que estão saindo da recessão no segundo trimestre e os que estão saindo no terceiro - o Brasil está entre os primeiros, com várias nações asiáticas.
"Mesmo no primeiro trimestre, se olhar mês contra mês, há números fortes de crescimento no Brasil", acrescenta.Para Goldfajn, a crise foi um teste de estresse para diversos países, no qual alguns passaram, outros não, alguns tiveram nota boa e outros nota ruim. "Acho que o Brasil tirou nota boa, e agora está todo mundo olhando e dizendo, esse cara é bom", diz Goldfajn.
Uma das principais razões para o sucesso do Brasil em enfrentar a crise, segundo Pastore, é que ela pegou o País com o regime macroeconômico adequado - câmbio flutuante, bom nível de reservas, inflação controlada, superávit primário, dívida pública desdolarizada e caindo em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB). (O Estado de São Paulo)
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Mulheres querem políticas de
segurança pública com prevenção
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As mulheres querem que as políticas de segurança pública levem em consideração os direitos humanos e estejam voltadas para aspectos de prevenção, com foco na comunidade, família, educação. Essas foram algumas das conclusões de um estudo apresentado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (Seppir), durante a 1ª Conferência Nacional de Segurança (Conseg).
Entre as diretrizes para melhorar a segurança pública sugeridas pelas mulheres estão a necessidade de levar em consideração aspectos como gênero e direitos humanos, além de priorizar a prevenção da criminalidade com foco na família, comunidade, escola e saúde.
O estudo contou com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), da Fundação Frederich Ebert Stiffung e do Ministério da Justiça. Elas também acreditam que a política de segurança pública deve ser realizada em conjunto com a comunidade de maneira a garantir a participação das mulheres e respeitar as realidades locais.
Para as mulheres, a construção de uma cultura de paz deve estar pautada no direito às diferenças e na liberdade. A elaboração de políticas de segurança também deve ter entre suas prioridades o enfrentamento à violência doméstica. (Vermelho)

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