sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Justiça nega intedito proibitório
ao Santander em Divinópolis-MG
.
Substituta da 2ª Vara do Trabalho de Divinópolis-MG, Luciana Muniz Vanoni, negou na última quinta-feira, dia 1º de outubro, o pedido de interdito proibitório do Santander Brasil contra o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Divinópolis e Região.
Para a magistrada, " é direito do sindicato a utilização de meios pacíficos tendentes a persuadir os trabalhadores a aderirem à greve".
Com essa decisão, o banco espanhol seguirá fechado, a exemplo da agência da Caixa Econômica Federal (foto).
"Não há, qualquer ilegalidade na utilização de faixas, carros de som e similares, por exemplo, com vistas a divulgar o movimento grevista e a angariar novos adeptos. Nesse contexto, é de se reputar válida a presença de sindicalistas e empregados, aderentes ao movimento grevista, nas imediações das agências bancárias com vistas a persuadir, através de meios pacíficos, os trabalhadores a aderirem a greve e de divulgar o movimento, sendo ainda lícito o acesso do sindicato da categoria profissional às agências, com o fito de informar sobre os caminhos do movimento grevista", destaca.
Para a juíza, "a greve, portanto, é direito instrumental, utilizado pela categoria profissional como forma de pressão para a aprovação das reivindicações formuladas no processo de negociação coletiva, que envolve, sem dúvida alguma, disputa de espaços de poder entre capital e trabalho.
A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, Alice Monteiro de Barros, com absoluta propriedade, narra que "se a justiça ordena que todos os homens sejam tratados como iguais e como pessoas, e se as regras da empresa são injustas, na falta de um acordo para melhorar as condições de trabalho, a paralisação das atividades é a solução para atingir o fim almejado.
Esse raciocínio está em consonância com a função social da propriedade e com os mandamentos da justiça social", aponta o despacho.
"Assim sendo, a greve, é o instrumento disponibilizado à categoria profissional como como instrumento/meio de operacionalizar a correlação de forças necessárias para a construção do instrumento normativo vigente para determinada data-base.
Como corolário lógico, não se pode imaginar o exercício de tal direito sem prejuízos para a categoria econômica", frisa a magistrada.Além de indeferir a liminar requerida pelo banco, a juíza marcou audiência para ouvir as partes no próximo dia 15 de outubro.
Fonte: Sintraf Divinópolis-MG
Alô Bancários e Bancárias
Eleições Sindicais Nesta Sexta
.
Novembro é mês de eleições para Delegados Sindicais, representantes do Sindicato nos locais de trabalho.
Cada eleição possui validade de 01 (um) ano.
Na quarta-feira, 07 de outubro, foi publicado no Jornal Pequeno um edital convocando Assembleia para a hoje, sexta-feira (09 de outubro) para eleger uma Comissão Eleitoral que irá se responsabilizar pelo processo.
A eleição dos delegados acontecerá nos dias 17,18 e 19 de novembro, sendo que o período de inscrição será de 15 de outubro a 05 de novembro. (Com informações do SeebMA)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

RETALIAÇÃO BRABA
.
NO MARANHÃO
.
Sindicato Suspende Pagamento da CUT
.
Decisão da Assembleia também manteve greve
..
Bancários do Maranhão rejeitaram
a proposta da
Fenaban e decidiram pela continuidade da greve.
.
Mas, a decisão mais acalentada no colo pelo atual comando da Conlutas foi alcançada, lamentavelmente.
.
Está suspenso o pagamento mensal de R$ 7.146,00 mensal para a CUT.
.
Ou seja, uma minoria sepulta a conquista assegurada pela categoria em plebíscito que decidiu pela nossa continuidade à CUT.
.
COM A PALAVRA O BLOCO DOS INDIGNADOS!
Bancários de bancos privados de
Porto Alegre aprovam nova proposta
No final da manhã desta quinta-feira, dia 8, os bancários de instituições privadas se reuniram na Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre, para avaliar a proposta apresentada pela Fenaban ao Comando Nacional dos Bancários na noite anterior.
O diretor do SindBancários Mauro Salles iniciou a assembleia informando os colegas do conteúdo da proposta. "Depois de 14 dias de greve, finalmente, os banqueiros apresentaram uma proposta possível de ser apreciada pela categoria", declarou ele.
A proposta inicial foi amplamente rejeitada pelos bancários, pois oferecia apenas a reposição da inflação como reajuste e uma PLR menor que a do ano passado. Lúcio Mauro, diretor jurídico do SindBancários, afirmou que não haverá desconto dos dias parados.
"Nós sabemos que merecemos mais e que ainda há muito por que lutar, mas conquistamos esses avanços com a nossa luta", disse ele.
Para Everton Gimenis, também diretor do Sindicato, os bancários podem voltar ao trabalho de cabeça erguida por terem conquistado vitória diante do mais poderoso patrão do país, os banqueiros.
Além disso, ele saudou aos colegas que não se deixaram intimidar pela forte pressão dos bancos privados e agradeceu à população que compreendeu e apoiou o movimento.
"Nossa greve nunca quis prejudicar os clientes, mas sim enfrentar os bancos, que exploram a eles e a nós", afirmou Gimenis. Antes de colocar em votação a aceitação ou não da proposta da Fenaban, Mauro Salles ressaltou a importância de os bancários permanecerem atentos para não tolerar abusos.
"Se houver problemas na volta ao trabalho, pressão ou assédio, denunciem ao Sindicato", alertou. Por fim, a assembleia aprovou a aceitação da proposta da Fenaban e o retorno ao trabalho a partir do meio-dia desta quinta-feira. Fonte: Seeb Porto Alegre
.
Bancários da Nossa Caixa conquistam
distribuição de R$ 60 milhões
.
Os bancários conquistaram, em negociação na manhã desta quinta-feira, dia 8, com a Nossa Caixa e o Banco do Brasil, a distribuição do montante de R$ 60 milhões entre os funcionários do antigo banco estadual paulista e recentemente adquirido pelo BB.
"Esse montante será distribuído de forma linear entre os trabalhadores, faltando ainda definir a forma de enquadramento", afirma o secretário-geral da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Marcel Barros.
A negociação será retomada ainda nesta quinta-feira, às 13h30, para acertar os detalhes da proposta e da distribuição.Greve arrancou negociaçãoCom a forte greve que atingiu praticamente todas as agências e departamentos da Nossa Caixa, o BB se comprometeu a construir junto com as entidades sindicais e a direção do antigo banco paulista uma proposta de participação nos lucros e resultados para os funcionários.
"Faz dois meses que estamos debatendo a PLR com o banco, que até agora não fez nenhuma proposta. Tivemos de ampliar a greve para retomarmos as negociações. Agora, esperamos que o BB tenha entendido o recado e ajude a resolver o problema, valorizando os bancários por meio de uma participação baseada nos resultados", diz Raquel Kacelnikas, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
.
Bancários da Nossa Caixa ampliam
mais a greve e negociam nesta quinta
.
A greve dos bancários, que já era forte na Nossa Caixa, foi ampliada ainda mais na quarta-feira 7, 14º dia de paralisação por tempo indeterminado da categoria.
Numa grande plenária realizada pela manhã em frente a matriz da Rua 15 de Novembro, na capital paulista, os empregados decidiram fortalecer o movimento e até os gestores que estavam trabalhando e fazendo contingenciamento aderiram às paralisações.
"Essa é a resposta dos bancários à pressão que a Nossa Caixa fez esta semana para que os funcionários voltassem ao trabalho. Além de continuarmos parados, trouxemos mais bancários para a greve. Não vamos aceitar pressão e muito menos esta falta de vontade do banco em negociar a nossa participação nos lucros e resultados. Enquanto não for resolvido o problema da nossa PLR, vamos continuar de braços cruzados", afirma a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Raquel Kacelnikas.
A dirigente ressalta que a PLR dos bancários da Nossa Caixa está sendo discutida com o banco há dois meses, mas até agora não houve avanços.
Segundo Raquel, a direção da antiga empresa paulista joga no Banco do Brasil a culpa pela enrolação, enquanto a diretoria do BB empurra a responsabilidade para a Nossa Caixa.
"Quem tem de resolver o problema é o Banco do Brasil, porque agora somos todos funcionários da mesma empresa. Nossa greve não é só pela PLR, mas sim pela falta de respeito. Se uma reivindicação tão simples como essa é tão difícil de ser resolvida pelo banco, o que dizer quando começar a incorporação de fato?", questiona.
Raquel lembra que os bancários da Nossa Caixa têm um histórico de luta que já rendeu muitas conquistas e que os trabalhadores continuarão agindo da mesma forma com o BB.
"Não vamos começar nosso relacionamento com o Banco do Brasil com uma derrota. Queremos uma solução para a PLR e não vamos deixar a greve enquanto não conquistarmos essa reivindicação. Não somos bancários de segunda categoria, somos funcionários do Banco do Brasil como todos os outros e não vamos admitir um tratamento diferenciado. Não pedimos para que o BB comprasse a Nossa Caixa, pelo contrário, lutamos para que o banco continuasse pertencendo ao Estado de São Paulo. Mas já que a compra se concretizou, queremos entrar no BB de cabeça erguida".
Segundo Raquel, mesmo se a Fenaban apresentar uma proposta decente e os bancários dos bancos privados encerrarem a greve, os funcionários da Nossa Caixa continuarão parados até que a empresa encontre uma solução negociada para a PLR.
"Inclusive vamos fortalecer ainda mais o movimento, trazendo para a greve os gerentes, assistentes e os gestores de departamento e divisão. Esses bancários, embora ocupem cargo de chefia, precisam entrar na luta, pois a PLR é para todos".
Fonte: Seeb São Paulo
.
Começa a Negociação entre Comando e Caixa
A greve nacional dos bancários também forçou a Caixa Econômica Federal a retomar as negociações da pauta específica de reivindicações dos empregados.
Marcada inicialmente para a manhã desta quinta foi adiada e começou agora há pouco, às 15h desta quinta-feira, dia 8, em São Paulo.
Os trabalhadores da Caixa esperam que o banco tenha entendido o recado da greve e atenda as demandas específicas.
.
Nova proposta garante PLR adicional
mesmo sem crescimento do lucro
.
A participação dos bancários na greve mais uma vez surpreendeu os banqueiros e mudou a atitude deles, que queriam impor aos trabalhadores perdas na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A proposta apresentada pela Fenaban, na noite de quarta-feira 7, prevê PLR de 90% do salário mais R$ 1.024, com teto de R$ 6.680.
O valor pode ser majorado até que seja distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 14.696.
"Os banqueiros até acataram a reivindicação de proposta simplificada, mas que reduzia drasticamente os valores pagos os trabalhadores e isso não admitimos", diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
"Então voltamos ao modelo antigo e conseguimos garantir que os bancários não recebam menos que no ano passado.
"O presidente do Sindicato destaca a retomada do teto de 15% na distribuição do lucro.
"Os bancos queriam rebaixar esse teto para 4% e imputar aos trabalhadores enorme perda. Esqueceram que os bancários são gente de luta, que não se dobra, e foram obrigados a voltar atrás", diz Marcolino, lembrando que o rebaixamento do teto para 4% poderia virar referência e comprometer até a PLR dos bancos públicos.
.
Previ negocia consórcio da Vale/
CPFL/Neoenergia para Belo Monte
.
A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, está tentando montar um consórcio que junte a Vale, CPFL e Neoenergia, empresas nas quais tem participações relevantes, para disputar a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.
Segundo o presidente da Previ, Sérgio Rosa, no momento não há conversa com outros sócios, e negou uma possível negociação com a Suez Energy, conforme especulado na mídia.
"Nesse momento não tem mais gente, mas pode ser que mais à frente entrem outros", explicou a jornalistas nesta quinta-feira.
Maior acionista da Vale, a Previ teria problemas de conflito de interesse se as companhias estivessem em consórcios diferentes, explicou o diretor de participações, Joilson Ferreira.
"Seria complicado se cada uma ficasse num consórcio, ia ter que sair da sala", disse Ferreira sobre o dia do leilão, quando os consórcios ficam isolados em salas tomando decisões sobre os lances.
Segundo Ferreira, o governo, representado pelas controladas da Eletrobrás, deverá ficar com 49 por cento do projeto e o restante com o consórcio vencedor. "Não está fechado, mas para a Previ seria melhor elas irem junto", disse o executivo.
PUBLICIDADE VALE
A Vale aumentou significativamente a sua publicidade no Brasil após sucessivas críticas públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as demissões realizadas pela mineradora --quase duas mil durante a crise-- e os pesados investimentos fora do país.
Além de inúmeras páginas em revistas e jornais com os empreendimentos das companhia no país, a Vale tem anunciado fortemente em canais de TV a cabo e na TV aberta, inclusive participando de programas populares.
Nesta quinta-feira, um colunista do jornal O Globo informou que a companhia contratou como garoto-propaganda o ator José Mayer, galã do momento que estrela a novela das 21h da TV Globo.
Perguntado por jornalistas se a empresa está no caminho certo com tanta publicidade, o presidente da Previ foi direto:
"Não precisava ser tanto", declarou a jornalistas após lançamento do código Previ de governança corporativa para o setor imobiliário.
Procurada pela Reuters a Vale não tinham ninguém imediatamente disponível para comentar sobre o consórcio de Belo Monte ou os investimentos publicitários. (G1)
..
Mantega confirma devolução
mais lenta do Imposto de Renda
.
Ministro disse que demora na restituição se deve à arrecadação.
Mantega garante que contribuinte não será prejudicado.
.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta quinta-feira (8) que a Receita Federal está mais lenta em restituir a devolução do Imposto de Renda da pessoa física neste ano. A informação foi dada em uma reportagem do jornal "Folha de S. Paulo" desta quarta.
"Todo ano tem restituição e o ritmo é moldado pela disponibilidade e arrecadação de receita que nós temos," explicou o ministro em entrevista após divulgação do balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Brasília.
Se a arrecadação se mantivesse estável frente ao mesmo período do ano passado, o governo arrecadaria R$ 34,9 bilhões a mais neste ano. Somente as reduções de tributos geraram uma queda de R$ 17,3 bilhões na arrecadação de impostos e contribuições federais até agosto.
'Ano mais difícil'
"Nós estamos num ano mais difícil, a nossa arrecadação tem sido mais baixa, então existe um ajuste. O ano passado a arrecadação foi muito maior, nós tínhamos uma folga e a restituição foi feita mais rapidamente. Esse ajuste é decidido a cada mês. É normal que numa crise haja queda de arrecadação, portanto o caixa dos governos fica mais apertado. Agora, se até o final do ano houver uma recuperação, nós aceleraremos," garantiu Mantega.
DE HOJE ATÉ DIA 31
.
BNB PROMOVE IV FESTIVAL
DA MÚSICA INSTRUMENTAL
.
Evento apresenta 66 concertos
de 37 grupos instrumentais de 10
estados de quatro regiões do Brasil
.
O IV Festival BNB da Música Instrumental apresentará 66 concertos de 37 formações instrumentais oriundas de dez estados de quatro regiões brasileiras (Nordeste: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco; Sudeste: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais; Sul: Paraná e Rio Grande do Sul; e Centro-Oeste: Distrito Federal), no período de HOJE, 08, a 31 deste mês.
Todos os concertos do Festival têm entrada franca.Neste ano, além de acontecer nos três Centros Culturais Banco do Nordeste (Fortaleza; Cariri, em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará; e Sousa, no alto sertão paraibano), o evento chega até Natal, a capital potiguar, onde acontecerão quatro espetáculos nas próximas quinta e sexta-feira (dias 8 e 9), no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, abrindo o Festival.
A partir do dia 14, a série de concertos acontecerá nos três CCBNBs, prosseguindo até o dia 31.A quarta edição do evento confirma a sua vocação para promover a diversidade musical e destaca a importância da abertura de mais espaços para a dinâmica cena instrumental brasileira, movimentando dezenas de músicos, de diferentes trajetórias, influências e propostas estéticas.
Embora contando com uma programação que desconhece fronteiras musicais, a produção nordestina é destaque nesta quarta edição do Festival, com ênfase para a participação de grupos instrumentais do Rio Grande do Norte, resultante de uma parceria afinada entre os Centros Culturais Banco do Nordeste e a Fundação Estadual de Cultura José Augusto, bem como do Ceará e da Paraíba.
Isso sem se falar no espaço destinado para artistas de outras regiões do Brasil, como: os sudestinos Zezo Ribeiro (SP), Adriano Campagnani (MG) e os cariocas Fernando Vidal, Alexandre Cavallo & Christiano Galvão e o Quarteto Alevare; os sulistas Camerata Brasileira (RS) e Quarteto Iguaçu (PR); e os centro-oestinos Duo 13, Galinha Caipira Completa e Mandrágora, todos do Distrito Federal.
Conheça a seguir a programação resumida do Festival:
IV FESTIVAL BNB DA MÚSICA INSTRUMENTAL66 CONCERTOS GRATUITOS DE 37 FORMAÇÕES INSTRUMENTAIS ORIUNDAS DE DEZ ESTADOS DE QUATRO REGIÕES BRASILEIRASPROGRAMAÇÃO DIÁRIADE 08 A 31 DE OUTUBRO DE 2009
ENGATANDO A QUINTA
Bancários do Pará e Amapá em greve
farão nova passeata nesta quinta
,
Chegamos ao 15º dia de greve nacional dos bancários sem que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresente uma proposta diferente da que foi posta em mesa no dia 17 de setembro, onde os banqueiros ofereceram 4,5% de reajuste salarial, menor distribuição de PLR e nenhuma proposta para garantia de empregos e contratação de novos bancários.
Por isso, o movimento grevista continua forte em todo Brasil e já conquistou a adesão de mais de 7 mil agências em todo território nacional. No Pará, 201 agências estão paralisadas. E no Amapá são 9 agências em greve.
Na segunda-feira (5), em São Paulo, os bancários realizaram manifestações nos prédios administrativos onde estão instalados os escritórios dos presidentes dos principais bancos do país.
A estratégia de pressão foi decidida depois de duas rodadas de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, realizadas quinta-feira (1º) e sexta (2), e que terminaram sem propostas dos bancos. As manifestações de ontem paralisaram durante toda a manhã os prédios onde trabalham Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, Fábio Barbosa, presidente do Santander, e Josef Safra, presidente do Banco Safra. Mais de 30 mil bancários trabalham nesses locais.
Na útlima terça-feira (6), em Belém, seguiram a orientação nacional de intensificar as mobilizações da greve nos bancos privados, os bancários paralisaram pela manhã todas as agências do Banco Real/Santander.
Nestas, apenas o serviço de auto-atendimento funcionou.
Moção de repúdio
A assembléia organizativa da greve dos bancários do Pará e Amapá realizada ao final da tarde desta terça-feira aprovou uma moção de repúdio ao Banco do Brasil por ter enviado cartas aos seus funcionários, em todo país, dizendo que banco está aberto ao diálogo e que por esse motivo os trabalhadores deveriam se retirar da greve e voltar aos trabalhos.
O banco não apresenta no comunicado nenhuma proposta capaz de retirar seus empregados da greve, o que demonstra ser esse tipo de atitude um reconhecimento da força da greve dos funcionários do BB em todo Brasil.Passeata em Belém A assembléia desta terça-feira aprovou a realização de uma nova passeata dos bancários em Belém.
A atividade será nesta quinta-feira, 8 de outubro, com concentração a partir das 8h, em frente à agência do Banco do Brasil, na Av. Pte. Vargas.
Fenaban
Os negociadores da Fenaban ainda não deram resposta ao Comando Nacional a respeito da reunião dos presidentes dos bancos, que seria realizada nesta segunda-feira (5). O anuncio desse encontro havia sido feito na última rodada de negociação, realizada na sexta-feira (2).
Os negociadores da Fenaban disseram que encaminhariam as simulações discutidas aos bancos e quem decidiria seriam os presidentes das instituições. Mas até agora, nenhuma novidade.
Apoio do Congresso
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou na segunda-feira (5) carta a todos os deputados federais e senadores da República para denunciar a intransigência dos bancos nas negociações sobre a Campanha Nacional dos Bancários, pedir apoio à greve e solicitar que intercedam junto às instituições financeiras, "a fim de que retomem imediatamente as negociações e apresentem uma proposta decente aos trabalhadores para resolver o impasse".
A Contraf-CUT afirma na carta aos parlamentares que o sistema financeiro, "o setor mais lucrativo da economia brasileira, que lucrou R$ 19,3 bilhões no primeiro semestre deste ano, não pode desrespeitar quem produziu esses resultados gigantescos, às custas da pressão de metas abusivas e de assédio moral".
E acrescenta que a intransigência "revela falta de responsabilidade social dos bancos não somente com os seus trabalhadores, mas também com os clientes e a sociedade, que sofrem igualmente com a cobrança de altas taxas de juros, tarifas exorbitantes, filas intermináveis e insegurança nas agências e postos de atendimento".
Fonte: Bancários PA/AP
SEGUROS
BB faz proposta à SulAmérica para
controlar seguradora Brasilveículos
.
O Banco do Brasil (BB) confirmou que fez uma oferta para adquirir a totalidade das ações da SulAmérica na seguradora Brasilveículos.
A SulAmérica também confirmou a informação. Segundo fontes do mercado, a compra já teria sido acertada. O BB convocou uma entrevista coletiva para esta terça-feira, durante a qual deve explicar o modelo do negócio.
A Brasilveículos é uma parceria entre as duas instituições, na qual a SulAmérica tem 60% do capital social votante e 30% do capital social total, e o BB tem o restante. Segundo fontes do mercado, o Bradesco chegou a conversar com a SulAmérica sobre uma possível aquisição, depois que perdeu a Porto Seguro para Itaú-Unibanco.
As tratativas não foram adiante.
Com o BB, "caso as tratativas evoluam, eventual negócio envolvendo a Brasilveículos será oportunamente submetido aos competentes órgãos de administração da SulAmérica, sendo que qualquer acordo depende ainda de negociações entre as partes e das aprovações societárias e regulatórias pertinentes, não havendo, por enquanto, qualquer proposta de preço, pré-contrato, compromisso ou garantia quanto à sua realização", disse a SulAmérica, em fato relevante enviado ao mercado.
As negociações começaram há alguns meses e, para analistas do setor, podem representar um primeiro passo para a saída do grupo holandês ING da SulAmérica. O ING tem 21% de participação na SulAmérica, que é controlada pela família Larragoiti.
Em função das dificuldades enfrentadas no exterior com a crise, a ING teria interesse em vender sua fatia. A SulAmérica também tem 45% da Sulasapar, holding da família que é do bloco de controle da seguradora.
- Acho que esse o o primeiro passo para a saída do ING. Ele se capitaliza e depois vende sua fatia na Sulamérica, que ainda é forte em capitalização, saúde, vida e previdência e ramos elementares - diz Gustavo Mello, professor universitário e sócio da seguradora Correcta.
Em 2008, a Brasilveículos representou 13,5% da receita consolidada da SulAmérica e 3,7% de seu lucro líquido recorrente, considerada a participação acionária da controlada da companhia.
A SulAmérica afirma que "o eventual término da associação da SulAmérica com o Banco do Brasil no segmento de seguro de automóveis em nada modificará os demais negócios e atividades da companhia e de suas controladas, seja no próprio segmento de seguros de automóveis, seja nos demais ramos elementares em que atua, ou, ainda, nos negócios de seguro saúde, seguro de vida, previdência e gestão de ativos".
A SulAmérica também é sócia do BB na Brasilsaúde Companhia de Seguros, com participação de 50,05% do capital total e votante. Segundo a empresa, o modelo de negócios e a estrutura acionária deverão ser revistos.
Reorganização no BB
O BB também informou que fechou um protocolo de intenções com o grupo espanhol Mapfre para formar aliança estratégica para o desenvolvimento, no mercado brasileiro, dos negócios de seguros de riscos, nos segmentos de pessoas, ramos elementares e automóveis.
Se o negócio for concluído, a aliança BB-Mapfre se tornará a segunda maior seguradora de risco do Brasil, com 16% de participação do mercado, e a seguradora líder no segmento de vida.
O BB promoveu uma reorganização societária, com o surgimento do BB Seguros Participações e do BB Aliança Participações, subsidiárias não financeiras diretamente ligadas à instituição. Conforme fato relevante distribuído nesta terça-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o rearranjo, o BB Seguros passa a ter 49,99% do capital total da Brasilprev Seguros e Previdência e a mesma participação na Brasilcap Capitalizações, bem como 70% do capital total da Brasilveículos Companhia de Seguros e 49,92% na Brasilsaúde Companhai de Seguros.
Quanto ao BB Aliança, a subsidiária ficará com 100% das ações da Cia. de Seguros Aliança do Brasil.
O fato relevante traz ainda o interesse do BB de comprar, por meio do BB Seguros, as ações da SulAmérica na Brasilveículos. Esse movimento foi expressado por meio de carta de intenção.
"No que concerne à empresa Brasilsaúde, o BB e a SulAmérica manifestaram interesse em rever seu modelo de negócios e sua estrutura societária", consta do texto. (Valor Online)
ARRETADO!!!
Indústria cresce em 7 das 14 regiões
pesquisadas pelo IBGE em agosto
.
Nordeste foi destaque, com forte crescimento de Pernambuco e Bahia.
Em agosto, o crescimento médio da indústria brasileiro foi de 1,2%.
.
A produção industrial brasileira cresceu em 7 das 14 regiões pesquisadas no mês de agosto, frente ao mês de julho, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Instiuto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado médio do país foi de alta de 1,2%, com destaque para fortes altas da Região Nordeste. Pernambuco teve alta de 7,4% em agosto, enquanto a Bahia teve expansão de 5,7%. A Região Nordeste cresceu 3,9%, segundo o IBGE.


Entre as regiões que tiveram desempenho acima da média brasileira também figuraram Espírito Santo (alta de 6%), São Paulo (2,5%) e Rio Grande do Sul (1,9%). No Amazonas, o crescimento foi de 1,2%, conforme a média brasileira.
Duas regiões tiveram crescimento nulo (Paraná e Minas e Gerais), enquanto cinco tiveram queda de um mês para o outro (Goiás, Pará, Santa Catarina, Ceará e Rio de Janeiro). (G1)
Basa vence Banco do Brasil
e assume a liderança
.
Seis jogos realizados na sede campestre, na Avenida General Arthur Carvalho, Turu, marcaram no fim de semana a quarta rodada da fase classificatória do primeiro turno do campeonato especial de futebol soçaite dos bancários, promovido e realizado pelo Sindicato dos Bancários do Maranhão.
No principal jogo do dia, que reunia dois líderes até o momento, o BASA apresentou um futebol de alto nível e, comandado em campo por Flávio, Ulysses e Wallas – o técnico Paulo César foi expulso injustamente do banco de reservas antes de completar 1 minuto de jogo – conquistou uma importante vitória de 3 a 1 sobre o até então líder (pelo saldo de gols) Banco do Brasil.
Paulo César mandou a campo: Tião; Olímpio, Gerardo e Edmilson; Flávio, Ulysses e Wallas; Bruno e Beckman. Entraram posteriormente Arnaldo, Frederico, M
arinaldo e William, este o autor do mais belo gol do jogo, numa cobrança de falta.




Já o técnico Chicão, que não pôde contar com o artilheiro e articulador das jogadas, Vitinho, mandou a campo: Pedro; Joab, Mauro e Maicon; Branco, Ivaldo e Rodrigo; Ricardo e Raul. Entraram depois, Samuel, Fernando e Chileno.
Basa é o novo líder dos bancários
Caixa Forte divide a liderança com o Basa

No outro jogo do horário, o Real Santander marcou reabilitação ao derrotar o Caixa Alta por 2 a 0, fazendo renascer as esperanças de classificação para a próxima etapa da competição.
O técnico improvisado McLaren mandou a campo: Artur; Cacá, Cristian e Izaías; Vagno, Paulo e Fanini; Leonardo e Caio. Entraram depois João Henrique e o próprio McLaren.
O Caixa Alta, sob o comando de Pavão, jogou e perdeu com Francinaldo; Enock, Irmão e Nascimento; Felipe, Hamilton e Emanoel; Ewerton e Batalha. Entraram depois, César, Nonato e Edson.
No segundo jogo do dia, o outro líder, Caixa Forte garantiu mais um resultado positivo ao golear o Bradescompleto por 7 a 3. Mas o detalhe foi a boa performance do Caixa Forte, agora sob o comando do técnico Ernani.
O Caixa Forte jogou e venceu com: Marinho; Bispo, Fernando Zureta e Fernando Peixoto; Jonas, Dower e Valdo; Pavão e Jecé. Entraram posteriormente Haydar, Marcelo, Totó e Nonato.
O Bradescompleto sob o comando do técnico Juca Baleia, jogou e perdeu com: Magno; Suartho, Zé Carlos e Vando; Rodrigues, Augusto e Alexandre; Jocimar e Ricardo. Entraram depois Lobão, Marcos, Felipe e Francisco.
O segundo e último jogo do dia reuniu o BNB, que vem de uma crescente depois das tomadas de providências do diretor Ilmar, e o Bradesco Presença que chega ao seu terceiro resultado satisfatório depois de uma estréia desastrosa que todos querem esquecer. Com os dois times apresentando um futebol de bom nível, o jogo terminou empatado em 2 a 2.
Sob o comando de Beckman, o BNB foi para campo com Souza; João Paulo, Joãozinho e Warley; Humberto, Cláudio e Arruda; Cassiano e Caraguatá. Entraram depois Tiago, Jamilson, Melkisedeck, Roberto e Carlito.
Já o Bradesco Presença, sob o comando técnico de Robson, jogou e empatou com: Edilson; Márcio, Robert e Tiago, Darlan, Valtencir e Danilo; Saulo e Soeiro. Entraram depois Airlon, Diego, Ricardo, Albervan, Adavilson, Serra Neto, Elder e Sandro.
No domingo foram realizados mais dois jogos, ambos no mesmo horário: Safra 7 x 4 Nossa Caixa e Itaú/Unibanco 9 x 1 Bradesco Expresso. (Jornal Pequeno)
NOTÍCIAS DA MANHÃ
.
A CASA CAIU...
Assaltante de Banco é preso em Bacabal
Jeová Pereira da Silva também é suspeito
de ter envolvimento em formação de quadrilha.
.

SÃO LUÍS - Foi transferido nesta quarta-feira (6) para São Luís, o assaltante de banco Jeová Pereira da Silva (35 anos). O assaltante foi preso ontem (5) a partir de informações de policiais da Superintendência de Polícia Civil do Interior. A equipe era composta por investigadores da Regional de Bacabal e mais dois agentes da Polícia Rodoviária Federal.
De acordo com as investigações, Jeová estaria envolvido em assaltos a agência bancárias e a caminhões de cargas. Ele também é suspeito de ter envolvimento em formação de quadrilha. De acordo com os policiais, o assaltante teria tido participação no assalto ao Banco do Brasil do município de Nova Olinda.
A Prisão
A polícia recebeu a informação de que o elemento estava de fuga dentro de um micro-ônibus com destino a Peritoró. A equipe de policiais fez a abordagem e o prendeu. Na ocasião, o mesmo estava sem documentos e negou ser a pessoa procurada, mais o mesmo foi reconhecido atravéis de retrato falado.
Jeová foi encaminhado a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) que dará prosseguimento às investigações. As informações são da ASCOM / Secretaria de Segurança Pública. (Imirante)
.
Greve faz BB propor PCCS, valorização
do piso e combate ao assédio moral
.
No 14º dia da greve nacional dos bancários, o Banco do Brasil apresentou nova proposta ao Comando Nacional e à Comissão de Empresa dos Funcionários do banco, que estiveram reunidos na noite dessa quarta-feira, 7, em São Paulo, após a negociação com a Fenaban.
A proposta traz avanços importantes, como o compromisso do banco de discutir com o movimento sindical uma proposta para o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), valorização de 3% no piso e em todos os níveis do atual PCS, e anúncio da contratação de 10 mil novos funcionários.
PCCS - O banco colocará no Acordo Aditivo cláusula garantindo a retomada da negociação para tratar o Plano de Carreira, Cargos e Salários a partir de novembro e com prazo de definição até junho de 2010. Dentre outros temas serão discutidas as questões relativas à promoção por mérito, jornada de seis horas, sétima e oitava hora etc.
Valorização do Piso - o banco reajustará em mais 3% o VP do E 1, corrigindo todo o PCS no mesmo valor, garantindo reajuste de 9% a todos os níveis do PCS.
PLR - Foi reafirmado o modelo de PLR praticado nos anos anteriores, sendo que para o pagamento do primeiro semestre de 2009 o valor será cerca de 6% menor que o do primeiro semestre de 2008 em virtude do montante a ser distribuído ser equivalente, mas ter aumentado em cerca 9.300 funcionários, elevando o número de beneficiários.
Assédio moral - o banco apresentou proposta de cláusula sobre assédio moral, comprometendo-se a implementar o Programa de Gestão da Ética, que tem como objetivo o "combate ao assédio moral e outros eventuais desvios comportamentais".
O programa prevê o lançamento de uma Cartilha sobre o tema nos próximos 15 dias. Serão implantados também Comitês Regionais de Ética em todos os estados do País, contando com a participação de funcionário escolhido por eleição direta, acompanhada pelo sindicato local. Isonomia - os abonos assiduidades poderão ser acumulados e/ou vendidos por todos os funcionários, inclusive os pós 98.
Além disso, o banco anunciou que está regularizando a situação dos funcionários pós-98 no que diz respeito ao acesso de recurso do Pavas (Programa de Atendimento a Vítimas de Assaltos e Sequestros), que deixa de ser de ressarcimento e passa a ser de antecipação de recurso.
Contratações - O banco contratará mais 10 mil funcionários, sendo 5 mil em 2010 e os outros 5 mil em 2011. Contratará ainda 5 mil adolescentes aprendizes.
Equidade de gênero - será implementado programa de equidade de gênero para garantir ascensão profissional mais eqüitativa para as mulheres, conforme princípios definidos pela Secretaria Especial da Mulher do governo federal.SESMT - cumprindo o que determina a NR 4, o banco implantará plataformas de SESMT em todas as unidades da federação, sendo que haverá um setor de controle em Brasília.
Lateralidade - Além da volta das substituições nas agências com até sete funcionários, o banco estenderá o fim da lateralidade aos primeiros gestores, sendo que o substituto deverá ser da mesma unidade.Férias - O banco incluirá no acordo cláusula que permita aos funcionários com mais de 50 anos antecipar e parcelar férias, antiga reivindicação dos trabalhadores.
Igualdade - O banco ampliará de 5 para 30 dias a licença-adoção para pais solteiros e homoafetivos.
Avaliação
O Comando Nacional decidiu orientar pela defesa e aprovação da proposta, por considerar que ela tem avanços em temas importantes para o funcionalismo, definidos no 20º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, tais como valorização do piso e do PCS, debate com o movimento sindical sobre a implantação de novo PCCS, mudança na política de lateralidade, isonomia, contratação de mais funcionários, importante avanço no combate ao assedio moral com a criação dos comitês de ética e reimplantação do SESMT.
Fonte: Contraf-CUT
.
Federação oferece nova proposta e comando de
greve dos bancários recomenda fim da paralisação
..
Bancários em greve e a Fenaban (federação dos bancos) reuniram-se na noite desta quarta-feira (7) para discutir proposta que coloque fim à paralisação que já dura 14 dias em 26 Estados e no Distrito Federal. Segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), a Fenaban apresentou proposta de reajuste salarial de 6%. Na primeira reunião de negociação, a federação tinha oferecido reajuste de 4,5%.
A proposta deve ser apresentada e votada nesta quinta-feira nas assembleias regionais.
O comando nacional da greve, entretanto, já orienta pela aceitação do reajuste. "Só levaríamos à assembleia proposta que assim como nos cinco anos anteriores representasse aumento real de salários e ainda uma PLR mais justa. Agora os trabalhadores podem decidir nas assembleias se aceitam a proposta ou se mantêm a greve", disse em nota Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Além do reajuste, a Fenaban manteve o teto de distribuição do PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) em 15%, independentemente da variação do crescimento do lucro.
Também houve ampliação da licença maternidade para seis meses.
A categoria pedia reajuste de 10%, além de PLR composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850. A proposta anterior da Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco.
Agências fechadas e contas a pagar
De acordo com balanço divulgado pela Contraf, 7.222 agências permaneceram fechadas nesta quarta-feira em todo o país. A paralisação não altera as datas de vencimento de contas e dívidas.
A Fenaban orienta a população a procurar as agências e, caso encontre as mesmas fechadas, pague as contas em casas lotéricas, supermercados, farmácias, na internet ou pelo telefone.
A federação, no entanto, não apresentou alternativas para as pessoas que não têm acesso à internet e/ou possuem dificuldades em realizar operações por telefone ou em caixas eletrônicoS. (Uol)
ENTREVISTA
.
Ramon Cardona
Opção pelo social para superar a crise
..
Por Ney Sá
..
O cubano Ramón Cardona, secretário da Federação Sindical Mundial (FSM) e representante da entidade para a América, falou com exclusividade ao jornal O Bancário sobre a organização sindical internacional frente à crise mundial.
“A situação é grave para toda a humanidade. Trata-se de uma crise que não é apenas econômica, mas social, ambiental, política e do próprio capitalismo”, afirma Cardona.
..
O Bancário: Como a Federação Mundial vê o trabalho desenvolvido pela CTB?
RC: A CTB é a maior central filiada à nossa Federação de toda a América. Só por isso a central já merece destaque, além disso – e o que é mais importante -, a CTB reflete os fundamentos e princípios defendidos pela Federação Mundial, que se alinham com a luta classista, sempre em defesa dos trabalhadores e pelo avanço das conquistas sociais.

O Bancário: Quanto à crise internacional, qual é a avaliação da FSM?
RC: As causas e reflexos da crise financeira mundial são por demais conhecidas por todos. Em todo o mundo o assunto é destaque na imprensa desde o ano passado. Um aspecto, porém, que tem chamado a atenção é o tratamento dado aos altos executivos do sistema financeiro, que apesar de responsáveis diretos pela crise, receberam bônus salariais escandalosos por seus serviços.

O Bancário: Quer dizer que além de contribuírem para a crise mundial, por conta da especulação financeira, gerando desemprego e danos sociais irreparáveis, ainda ganham mais por isso?
RC: Lamentavelmente é o que acontece hoje no principal centro financeiro do mundo: os Estados Unidos. Lá os salários dos executivos do sistema financeiro já são 379 vezes mais altos do que o salário médio dos bancários. O pior é que as gratificações e os bônus são pagos aos altos executivos com dinheiro público, com os R$ 50 bilhões que o governo norte-americano injetou na economia para salvar os bancos. Enquanto isso, 50 mil crianças morrem de fome hoje no mundo.

O Bancário: E quanto aos efeitos da crise na economia para 2010?
RC: Provavelmente, no ano que vem, vamos viver uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) na maioria dos países. Ninguém sabe ainda quando a crise vai se resolver. Mas o Brasil é um caso distinto. Em 2010 os brasileiros vão experimentar crescimento econômico. Mas isso não significa necessariamente melhoria social, porque depende de como o governo vai tratar as políticas públicas.

O Bancário: Que papel joga o movimento sindical nesse contexto?
RC: Precisa continuar pressionando pelos avanços sociais, porque o modelo atual não tem resposta para os trabalhadores. Pelo contrário, estão criminalizando o movimento sindical, desrespeitam a vida e simplesmente eliminam as lideranças, como tem acontecido como o MST.
Hoje vemos duas tendências claras do movimento sindical internacional, de um lado estão os que negociam com as instâncias criadas pelo capital, como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial, buscando soluções de parceria para a crise. Do outro estão aqueles que, como a FSM, entendem que não se pode negociar com essas instituições, que participaram da criação da crise.

O Bancário: Qual a proposta da FSM para a superação da crise?
RC: A Federação defende que a resposta para a crise precisa de outro modelo de centralidade focado no ser humano e não no capital, com mais distribuição de riqueza, contra a barbárie que está instalada hoje. E tudo isso se resume no socialismo.

O Bancário: E o que está sendo feito nesse sentido?
RC: A solução na América é a integração dos povos. Não somente comercial e econômica, mas colocando o aspecto social e político no centro das ações. Como exemplo prático, podemos citar o encontro da Aliança Bolivariana (Alba), em outubro próximo, na Bolívia, em Cochabamba, quando será criado o Conselho Social da Alba. (SeebBA)
.
Vale a pena ler de novo
.
Artigo
.
Primavera Bancária
Graça Gomes*
.
Nada é pior do que o silêncio do banqueiro, entre reuniões e reuniões, que oferece apenas 4,5%. Nada é pior para os bancários do que sentirem-se como borboletas espremidas entre o casulo e a vontade de voar, ver a força de trabalho reconhecida e qualidade de vida mais intensa.
Nada é pior do que saber que milhares de crianças ainda morrem de fome em pleno século XXI, enquanto os banqueiros lucram, apenas em um semestre, R$ 14 bilhões. Nada é pior do que ver a primavera chegar, tendo o reajuste discutido como se fosse um jogo de cartas, dando lugar a negociações mórbidas, enquanto é exigido da categoria bater metas inatingíveis.
Nada é pior do que o engano de viver com roupa de gerente e bolso de servente, empréstimos, cheques especiais para poder manter-se, erguer-se, seguir em frente e, ao mesmo tempo, ter os olhos arregalados, sem piscar para qualquer um nem fechar para qualquer medo.
Mas, de repente, o acordar acontece, desamanhece e a categoria desadormece e todos juntos gritam “além das flores que a natureza nos dá sem nada em troca pedir, queremos reajuste vendo nosso piso salarial subir”.
*Graça Gomes é diretora do Sindicato dos Bancários da Bahia
Hoje tem Assembleia
.
17h30
.
Em pauta, o resultado da negociação
.
e a nova proposta da Fenaban
.
Sede do Sindicato
.
Hoje tem Assembleia
.
17h30

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

QUASE LÁ...
Greve dos bancários arranca nova
proposta com aumento real e PLR maior
.
Depois de 14 dias da greve em todos os 26 estados e no Distrito Federal, a Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários uma nova proposta na rodada de negociação desta quarta-feira, 7, garantindo reajuste salarial de 6% em todas as verbas e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior e com uma regra mais simples e justa do que a do ano passado.
O reajuste de 6% contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%.
Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários.
A PLR mantém a distribuição de até 15% do lucro líquido, através da regra básica nos moldes do ano passado e da mudança da parcela adicional que, ao invés de ser apurada com base na variação do crescimento do lucro, passa a ser um valor distribuído linearmente para todos os funcionários (veja os valores abaixo).
A proposta ainda garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva.
"A proposta é resultado da força da greve da categoria e contempla ganho real de salários, o que temos conquistado em todas as campanhas desde 2004. Além disso, a regra de PLR proposta representa um avanço em relação à fórmula do ano passado, sendo mais simples e transparente. Pela proposta, a parcela adicional não será mais vinculada ao crescimento do lucro. Com isso, não existirá mais o risco de que os bancários não recebam esta parcela, exceto se não haja lucro, o que sempre existiu. Esse novo modelo de PLR define uma regra mais clara e justa", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
Avaliação do Comando Nacional dos Bancários
O Comando considera que houve avanços em relação à primeira proposta da Fenaban, no dia 17 de setembro, que previa apenas a reposição da inflação do período e rebaixava a distribuição da PLR até 4% do lucro líquido dos bancos. A nova proposta garante aumento real de salário e mantém a distribuição de até 15% do lucro líquido na PLR através de uma fórmula que trará mais ganhos para os bancários com a alteração da parcela adicional.
A orientação do Comando Nacional é pela aprovação da proposta nas assembléias dos bancários de bancos privados que serão realizadas nesta quinta-feira, 8, pelos sindicatos em todo o país.
Os funcionários dos bancos federais devem aguardar o resultado das novas negociações específicas.
O Banco do Brasil terá negociação ainda esta noite, enquanto a Caixa está marcada para as 9h desta quinta-feira, em São Paulo.
Veja a íntegra da proposta:
Reajuste
- 6% aplicado a todas as verbas, representando 1,5% de aumento real.
Participação nos Lucros e Resultados (PLR)
Regra básica
- 90% do salário + valor fixo de R$ 1.024, com teto de R$ 6.680.
- Caso o valor distribuído para os bancários fique abaixo de 5% do lucro, o banco deverá aumentar a PLR de cada bancário até completar este percentual, com limite para cada bancário de 2,2 salários ou R$ 14.696, o que for atingido primeiro.
- O total pago por cada banco poderá atingir até 13% do lucro líquido.
- Os valores recebidos na regra Básica poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração de cada banco.
Parcela Adiciona
l- 2% do lucro líquido distribuído linearmente para todos os trabalhadores até o limite de R$ 2.100.
- Os valores não poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração.Antecipação da PLR
- Regra básica - 54% do salário + R$ 614, com teto individual de R$ 4.008 e limite de 13% do lucro líquido do banco no primeiro semestre.
- Parcela Adicional - 2% do lucro líquido do primeiro semestre dividido linearmente para todos os funcionários, com limite de R$ 1.050.
Pisos
Salário de Ingresso
Portaria: R$ 683,38
Escriturário: R$ 980,08
Caixa: R$ 980,08 + R$ 289,93 (gratificação de caixa) = R$ 1.270,01
Salários após 90 dias
Portaria: R$ 748,59
Escriturário: R$ 1.074,46
Caixa: R$ 1.501,49 (já incluída gratificação)
Outras Verbas
ATS - R$ 16,59
Gratificação Compensador de Cheques - R$ 94,47
Auxílio refeição - R$ 16,88
Auxílio cesta-alimentação - R$ 298,31
13ª cesta-alimentação - R$ 298,31
Auxílio-Creche/Babá - R$ 207,95
Auxílio funeral - R$ 557,78
Ajuda deslocamento noturno - R$ 58,22
Indenização por Morte ou incapacidade Decorrente de Assalto - R$ 83.175,62
Requalificação profissional - R$ 831,28
Outros pontos
Ampliação da Licença Maternidade para 180 dias
Isonomia de tratamento para homoafetivos - as regras previstas na Convenção Coletiva para os cônjuges dos bancários serão garantidas para os parceiros de bancários e bancárias com relação homoafetiva.
A comprovação da condição de parceiro (a) se dará com base nas mesmas exigências estabelecidas pela Previdência Social.
Dias parados
- Serão compensados até o dia 15 de dezembro de 2009 e não poderão ser descontados, a exemplo da Convenção Coletiva de 2008.
Fonte: Contraf-CUT
CHEGOU A HORA DA
.
NEGOCIAÇÃO DE HOJE!
.
É AGORA, 18 HORAS
AINDA HOJE SAIBA, AQUI, O RESULTADO!!!
Funcionários da Dimac do
BB aderem em peso à greve
.
Enquanto a direção do Banco do Brasil divulgava nota interna tentando se eximir de responsabilidade com a falta de propostas concretas da Fenaban para as reivindicações da categoria e pedindo o retorno dos bancários ao trabalho, os funcionários da Diretoria de Marketing e Comunicação (Dimac) do BB aderiam à greve em peso.
A ironia é que a carta aos bancários foi distribuída pela Dimac, por meio da Agência de Notícias, cujos funcionários resolveram fazer exatamente o contrário do que pede a nota do banco.
“Quem pode acreditar numa nota dessas, se propostas concretas não são apresentadas tanto para as reivindicações gerais como para as questões específicas cruciais da categoria?“ pergunta Mirian Fochi, diretora do Seeb/DF, que se reuniu anteriormente com os funcionários do setor, repassando todas as informações do movimento.
Os funcionários da Dimac, cada vez mais sobrecarregados de trabalho e sem receber por horas extras desde que a greve foi iniciada há 14 dias, já vinham discutindo há algum tempo a adesão à paralisação. A decisão acabou sendo tomada nesta terça-feira, dia 6 de outubro, quando 80% dos 150 empregados do setor desceram para a Praça do Cebolão e passaram a participar das atividades dos grevistas.
A informação é de que as campanhas publicitárias todas do banco estão paralisadas e que mais adesões ocorrerão nesta quarta-feira, dia 7 de outubro.
OPINIÃO
.
O mundo conclama por Trabalho Decente!
.
Por Deise Recoaro*
.
Não somos máquinas, nem mercadorias que o capital usa e depois descarta.
Somos gente, homens e mulheres, brancos e negros, jovens e velhos portadores de direitos universais e fundamentais para a sobrevivência.
Porém, até recentemente, o neoliberalismo fez a sociedade acreditar que só os fracos, os incompetentes, os falidos precisariam de proteção, que no mundo competitivo, globalizado e moderno, o que vale é a ganância, o individualismo, o "pode mais quem chora menos".
Porém, como diria minha querida vózinha, "há males que vem para o bem".
A crise financeira internacional colocou em cheque toda esta ideologia neoliberal, que a esquerda, os movimentos sindicais e sociais do mundo inteiro sempre denunciaram suas mazelas.
"O peixe morre pela boca": foi justamente pela lógica neoliberal da competitividade, da ausência de controle público, da falta de ética nos negócios que este sistema explicitou suas contradições. Hoje, os principais especialistas de mercado admitem que o Brasil, por exemplo, obteve sucesso na saída da crise porque adotou medidas de fortalecimento do poder estatal sobre a economia, incentivando o crédito e a produção.
Hoje, 7 de outubro, é o dia da Jornada Mundial pelo Trabalho Decente, proposto e organizado pela organização sindical internacional e nas Américas pela CSA - Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas.
É também uma grande oportunidade para refletir sobre as condições de trabalho dos bancários que nós representamos.
São decentes ou não?
São dignas ou não.Nem precisa ser muito crítico para perceber que apesar das aparências, dos ternos, dos taiers femininos e dos prédios e agências suntuosas, a categoria sente e sabe o quanto sofre para manter seus empregos.
Não é difícil encontrar um ou uma colega de trabalho vivendo à custa de antidepressivos para suportar a pressão por metas altamente abusivas, o assédio moral que vai cada vez mais deteriorando as relações sociais e as discriminações que os bancos praticam ao pagar em média 22% menos para as mulheres bancárias.
E como isto não bastasse, quando vamos para os "porões" dessas grandes estruturas do sistema financeiro, verificamos condições ainda mais degradantes através dos serviços terceirizados.
Na sua grande maioria composto por mulheres jovens e um número bastante expressivos de negros e negras que formam a receitinha básica das discriminações e injustiças no Brasil. Baixos salários, jornadas e condições desumanas de trabalho, repressão contra a organização sindical e outras aberrações que este tipo de negócio pode proporcionar.
Temos motivo de sobra para conclamar a todos, governo, patrões, trabalhadores e sociedade civil organizada para uma grande corrente em defesa da humanização das relações de trabalho, de salários e condições dignas e pela igualdade de oportunidades para todos e todas.
E estamos vivendo um momento histórico bastante fértil para derrotar de vez o neoliberalismo e suas mazelas, pois lutar por trabalho decente é atacar o cerne desta ideologia e deste monstro que se mantém à custa das injustiças.
E as propagandas e discursos dos defensores deste sistema, felizmente, não colam mais, não se sustentam mais.
*Deise Recoaro é secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT
QUARTA-FEIRA, 07
.
14º DIA
.
DUAS SEMANAS DE GREVE
.
Banqueiros penalizam clientes
.
A população está sofrendo com a intransigência dos banqueiros.
Em consequência da inflexibilidade dos bancos nas rodadas, os bancários são obrigados a manter a greve, que entra no 14ª dia.
No entanto, na tentativa de minimizar os efeitos para a população, os grevistas mantêm boa parte do auto-atendimento aberta.
Sem avanços nas negociações com os banqueiros, que tiveram início no mês passado, a categoria anunciou a possibilidade de greve durante as manifestações nas agências.
As reivindicações não englobam apenas questões econômicas. Itens como mais contratações, que implica na melhora na qualidade no atendimento e redução das filas, fim das tarifas abusivas cobradas pelas organizações financeiras e segurança bancária estão entre as cláusulas dos bancários que beneficiam a clientela. (SeebBA)
O ISOLAMENTO NACIONAL
.
DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS
.
A primeira vista, a nota abaixo pode parecer repercussão da direção do Sindicato.
Não deixa de ser. Mas, numa leitura mais apurada, mostra a dura realidade de ver o total isolamento político e sindical do nosso SeebMA.
Filiado à CUT na teoria e seguidor do MNOB/Conlutas na prática, o Sindicato está totalmente isolado do resto do país e sem a forte representantividade nacional que conquistou com muitas e muitas lutas dos companheiros e companheiras bancárias.
Sem nenhuma expressão nacional junto a categoria, resumiu-se a caixa de ressonância dos discursos da Conlutas, que agora chama os comandos da Contraf/CUT e da Contec, maiorias sindicais e de força bancária no país, para irem à Brasília. A CUT e a CTB seguem firme apoiando e lutando a greve da categoria e a campanha salarial 2009. Hoje tem negociação.
.
EIS A NOTA DO MNOB/CONLUTAS
.
"Um chamado aos Sindicatos de todo o país, aos Comandos da Contraf/CUT e da Contec: É preciso destravar as negociações. Vamos juntos à Brasília para conseguir uma negociação com o BB!
É notório que a greve deste ano está mais forte do que a dos anos anteriores. A participação dos bancos públicos está mais firme do que nunca e os bancos privados estão tendo um maior envolvimento nesta campanha.
No entanto, há uma intransigência dos banqueiros para avançar nas negociações. A greve já atingiu o 14º dia e, apesar de seguir forte, necessita de uma perspectiva clara para seguir o movimento.
A intransigência dos bancos privados pode ser quebrada através de uma negociação com o BB. O Banco já afirmou que está a disposição para negociar uma proposta satisfatória aos seus funcionários.
Neste sentido, chamamos os sindicatos de todo o país e, principalmente, os Comandos da Contraf/CUT e Contec, a irmos juntos para Brasília e buscar a formação de uma Comissão de negociação com parlamentares para tentar uma negociação com os bancos públicos e, em particular, com o BB.

.
Assinam:
Comando do MNOB/Conlutas
Sindicato dos Bancários de Bauru
Sindicato dos Bancários do Maranhão
Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte
.
TUDO OU NADA
Pressão da greve arranca negociação
com a Fenaban nesta quarta, às 18h
.
Pressão da greve nacional dos bancários, que completa 14 dias nesta quarta-feira (7) arrancou uma nova negociação entre o Comando Nacional dos bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para hoje, às 18h, em São Paulo.
A greve nacional iniciou no dia 24 de setembro, após a rejeição da proposta rebaixada de reajuste de 4,5%, o que só repõe a inflação do período, e redução da PLR em relação ao ano passado.
Na retomada das negociações, na última quinta e sexta-feira, dias 1 e 2 de outubro, os negociadores da Fenaban não apresentaram nova proposta para a categoria. "Esperamos uma proposta decente dos bancos que atenda as expectativas dos bancários em greve nos 26 Estados e no Distrito Federal.
Com lucros de 19,3 bilhões de reais no primeiro trimestre, os bancos têm condições de atender as reivindicações da categoria, como aumento real, PLR maior, valorização dos pisos, garantia de emprego, mais contratações e melhores condições de saúde, segurança e trabalho, entre outros pontos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
A mobilização é intensa em todo país.
Na terça-feira, o levantamento feito pela Contraf-CUT com informações dos sindicatos apurou 7.063 agências paralisadas, o que revela a força e a consolidação da greve.
Bovespa segue em baixa.
Santander cai mais de 2%.
Outros bancos caem também
.
Alinhada à instabilidade externa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando em terreno negativo nesta quarta-feira.
Por volta das 14h15, o Ibovespa apontava baixa de 0,38%, aos 62.434 pontos. Destaque para o elevado volume financeiro, de R$ 5,28 bilhões. Em Wall Street, o Dow Jones continua oscilando em terreno negativo, perdendo 0,26%. Já o Nasdaq defende leve alta de 0,13%.O foco permanece sobre as units (recibos de ações) do Santander, que perdem valor no dia de estreia no Nível 2 de Governança Corporativa.
O papel já movimentou mais de R$ 1,29 bilhão e, há pouco, caía 2,55%, a R$ 22,90.O preço de emissão foi fixado em R$ 23,50, no cento da faixa estimativa de R$ 22 a R$ 25. De acordo com Anúncio de Início, foram colocadas 525 milhões de units, o que representa R$ 12,337 bilhões.
No entanto, já está registrado na Comissão de Valores de Mobiliários (CVM) o exercício do lote suplementar, que eleva a quantidade de ações a 600 milhões e puxa o valor da oferta a R$ 14,1 bilhões. A opção pelo lote adicional não foi exercida.
No setor de telecom, o destaque fica com os papéis da GVT. A ação ON saltava 14,42%, a R$ 46,80, com mais de R$ 530 milhões em volume, mais dinheiro do que o movimentado por Petrobras e Vale em conjunto.
O comportamento do papel reflete a oferta de compra feita pela Telefônica, que se dispôs a pagar R$ 6,5 bilhões por 100% das ações da companhia, o equivalente a R$ 48 por ação. Vale lembrar que mês passado, a empresa já tinha recebido uma oferta da francesa Vivendi, a R$ 42 por papel. Ainda fora do Ibovespa, a ação ON da OGX Petróleo ganhava 3,25%, a R$ 1.570, movimentando mais de R$ 260 milhões.
A empresa anunciou nova descoberta de óleo, agora na Bacia de Campos, o que ajuda a reduzir seu risco operacional. Semana passada, a OGX encontrou indícios de óleo em um poço na Bacia de Santos. Dentro do índice, Petrobras PN segue a cotação do WTI e recua 0,20%, a R$ 34,42. Já o papel PNA da Vale apontava alta de 0,64%, a R$ 37,45.
Ajustando preço com a oferta do Santander, os bancos perdem valor. A previsão era de preço mais alto para os papéis do banco de origem espanhola, o que não aconteceu. Itaú Unibanco PN recuava 2,79%, a R$ 35,20, Bradesco PN diminuía 2,38%, a R$ 35,25, e Banco do Brasil ON se desvalorizava 1,67%, a R$ 29,94.Escapando às vendas, Tim Participações ON subia 2,75%, a R$ 6,33. Confirmando a alta de mais de 8% registrada ontem, Duratex PN aumentava 1,98%, a R$ 31,91.
Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA valorizava 1,70%, a R$ 47,60.De volta à ponta de venda, Brasil Telecom Participações PN perdia 3,04%, a R$ 19,44, Telemar ON diminuía 2,91%, a R$ 39,27, e Redecard ON caía 2,06%, a R$ 28,89.No câmbio, o dia é de ajuste de posições depois de três dias de queda. Agentes de mercado também apontam que o menor valor para o papel do Santander reduziu um pouco a estimativa do volume de entrada de dólares para participar da oferta. Há pouco, a moeda americana apontava alta de 0,57%, a R$ 1,762 na venda.
Como acontece toda a quarta-feira, o Banco Central apresentou os dados parciais do fluxo cambial. Na semana passada, que compreendo o final de setembro e começo de outubro, a sobra de dólares no mercado local somou US$ 1,843 bilhão, sendo US$ 1,424 bilhão apenas nos dias 1 e 2 de outubro.
Já as atuação do Banco Central no mercado à vista somaram US$ 299 milhões na semana. O que resulta em saldo líquido de US$ 1,544 bilhão no mercado.
(Valor)